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Avicultura

Insetos são alternativa para nutrição animal

Na natureza são mais de duas mil espécies de insetos comestíveis no mundo; esta nova proteína é vista como alternativa na produção animal, principalmente por conta da sustentabilidade

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A necessidade de uma produção cada vez mais sustentável tem feito com que toda a cadeia de produção de proteína animal busque alternativas para atender às novas demandas do consumidor, cada vez mais exigente, e continue produzindo com qualidade e bem-estar animal. Uma solução, que para muitos ainda é novidade, mas pode ser um grande potencial, é a utilização de insetos na nutrição animal. Para explicar mais sobre esta nova alternativa, o médico veterinário Regis Kamimura fala sobre as “novas proteínas: insetos” durante 8º Congresso Latino-Americano de Nutrição Animal (Clana), que acontece em outubro, em Campinas, SP.

O profissional afirma que a utilização de insetos na nutrição animal é uma opção bastante sustentável como fonte de proteína animal. “Além do mais, são mais favoráveis por terem melhor equilíbrio de aminoácidos, além de ser fonte de minerais, vitaminas e algumas funcionam como probiótico e prebiótico”, informa. Ele conta que na natureza são mais de duas mil espécies de insetos comestíveis no mundo.

Outro ponto destacado por Kamimura é que os insetos no futuro serão uma fonte bastante sustentável, como meio de proteína de origem animal. “Mas, por enquanto, ainda estamos na fase de pesquisas no Brasil”, diz. Além do mais, a utilização destas novas proteínas pode ainda ser uma opção para diminuir os custos do produtor com nutrição. “Com a produção em alta escala, com certeza os custos das rações poderão ser reduzidos”, conta.

Outro benefício da utilização de insetos na nutrição animal é quanto a segurança alimentar. “Isto é garantido como os baixos riscos de contaminantes, por serem insetos oriundos de criações profissionais com bons controles. Dessa forma, os riscos de zoonoses serão baixos”, informa. Kamimura explica ainda que no Brasil ainda não há uma legislação sobre a utilização da farinha de insetos para os animais de produção. “Mas sabemos que peixes, aves ornamentais e alguns animais silvestres podem consumir”, afirma.

O médico veterinário destaca que vários países investem em pesquisas sobre a criação, processamento e utilização de insetos na nutrição animal. Outros até na aplicação da nutrição humana. “No Brasil não temos a cultura do consumo de insetos comparado a outras nações. No exterior, até mesmo já existem grupos dos Entomoveganos, que são pessoas que comem somente insetos”, conta.

Kamimura destaca outros benefícios oferecidos pelos insetos na nutrição animal. “Há a sustentabilidade, baixos riscos de doenças, excelente balanço de aminoácidos e outros nutrientes”, diz. De acordo com ele, a farinha de peixe é uma fonte esgotável, devido a pesca predatória. “E a demanda de proteína de origem animal é crescente, por isso a necessidade de alternativas”, conclui.

Mais informações você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

Alta da carne de frango na primeira quinzena de fevereiro garante avanço na média mensal

Levantamento do Cepea mostra que a carne de frango resfriada é negociada no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,22/kg em fevereiro (até o dia 21), com alta de 2,7% frente à de janeiro.

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Foto: Jonathan Campos

Apesar das recentes desvalorizações da carne de frango nesta segunda quinzena de fevereiro -, quando geralmente as vendas se enfraquecem no atacado, devido ao menor poder aquisitivo da população brasileira -, o incremento da demanda na primeira metade do mês vem garantindo um aumento no valor médio mensal da proteína.

Levantamento do Cepea mostra que a carne de frango resfriada é negociada no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,22/kg em fevereiro (até o dia 21), com alta de 2,7% frente à de janeiro.

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura Neste início de ano

Ovos registram menor disponibilidade nas gôndolas dos supermercados brasileiros

Oferta chegou a ser 20,6% menor entre o fim de 2023 e o início de 2024, ante uma média de 14% em dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Índice de Ruptura da Neogrid, indicador que mede a ausência de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, chegou a 13,8% em dezembro de 2023 e 15,3% em janeiro de 2024. O número segue a média do mesmo período dos anos anteriores.

De acordo com o diretor de Customer Success da Neogrid, Robson Munhoz, a ruptura que costuma acontecer em janeiro é um movimento natural por conta das festas de final de ano e o período de férias coletivas na indústria: “A indústria volta das férias de final de ano no começo de janeiro e daí o ciclo de pedidos, faturamento e entrega começam a acontecer, fazendo com que a ruptura seja maior em janeiro, comparada a outros meses”, pontua.

Munhoz também destaca que há um comportamento, em especial nas capitais brasileiras, de êxodo em janeiro para o litoral e, por isso, os supermercados dessas cidades não investem tanto em estoque, ao passo que os estabelecimentos das localidades que recebem esses turistas aumentam a dinâmica de reposição.

De acordo com a consultoria, o produto com menor disponibilidade nas gôndolas no período foi o ovo, com 20,6% de ruptura nos dois meses, ante uma média de 14% em dezembro de 2022 e janeiro de 2023. A falta do item nas prateleiras ocorreu mesmo com o aumento de 3,7% no preço do produto em janeiro ante dezembro, conforme levantamento feito pela Horus.

Apesar do aumento de preço registrado em janeiro, desde agosto de 2023 o preço dos ovos vem caindo, contribuindo para a ruptura ao longo dos últimos seis meses.

Altas temperaturas influenciam os hábitos de consumo

O ano de 2023 foi considerado mais quente da série histórica no Brasil, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A temperatura ficou 0,69°C acima da média entre os anos de 1991/2020. Para 2024, a perspectiva é de que permaneça alta pelo menos até abril em razão do fenômeno climático El Niño.

Fonte: Assessoria Neogrid
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Avicultura Rio Grande do Sul

Seapi conclui vigilância em propriedades no raio de 5 km do foco de gripe aviária em Rio Pardo

Além da checagem de medidas de biosseguridade nas granjas e ações de educação sanitária, que chegaram a 1.245 pessoas, as equipes da Secretaria da Agricultura também estão coletando amostras em casos suspeitos

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Foto: Fernando Dias/Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul concluiu, na última segunda-feira (19), as ações de vigilância às propriedades localizadas em um raio de cinco quilômetros a partir do último foco confirmado de influenza aviária de alta patogenicidade, a H5N1, em Rio Pardo.

A vigilância na zona 1, referente ao raio de cinco quilômetros, ocorreu de forma simultânea às vistorias nas propriedades localizadas na zona 2, que compreende um raio de 10 quilômetros a partir do foco. Totalizando ambas as regiões, 616 propriedades foram vistoriadas até o momento, e a previsão é de que as ações na zona 2 se encerrem nesta semana. O número total é de 699 propriedades a serem visitadas.

Além da checagem de medidas de biosseguridade nas granjas e ações de educação sanitária, que chegaram a 1.245 pessoas, as equipes da Secretaria da Agricultura também estão coletando amostras em casos suspeitos. Após a observação de 1.029 aves, foram realizadas cinco coletas em criações de subsistência, com três laudos negativos e dois ainda à espera do resultado. “As visitações estão sendo muito boas. Estamos conseguindo explicar o nosso trabalho aos produtores, que têm nos recebido muito bem, entendendo a importância da atuação”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, Francisco Lopes.

Fonte: Assessoria Seapi
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