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Notícias Congresso Brasileiro do Agronegócio

Inserção de novas tecnologias imprime mais produtividade e sustentabilidade no agronegócio

Essas inovações contribuem ainda para ampliar a conservação ambiental e diminuir o impacto das mudanças climáticas.

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Fotos: Gerardo Lazzari

O agronegócio brasileiro se torna mais produtivo com a inserção de novas tecnologias nos diferentes elos da cadeia, as quais são criadas na indústria, pelos produtores rurais, universidades, institutos de pesquisa ou advindas de startups. Essas inovações contribuem ainda para ampliar a conservação ambiental e diminuir o impacto das mudanças climáticas.

Presidente da ConectarAGRO, Ana Helena de Andrade

“Estamos vivendo uma integração de duas áreas de conhecimento: a telecomunicação e as ciências agrárias e agrícolas. E, certamente, a soma desses dois conhecimentos estão criando algo muito maior”, disse Ana Helena de Andrade, presidente da ConectarAGRO, durante o painel Agronegócio: Tecnologia e Integração, do 21º Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a B3 – a bolsa do Brasil, realizado na segunda-feira (1º), em formato híbrido, e debate o tema Integrar para Fortalecer.

Ela explicou que as áreas rurais têm a cobertura de telecomunicações inferior a 15%, enquanto nas cidades a cobertura é de 98%. “Muitas vezes, a fazenda tem internet em sua sede, contudo a produção não acontece próximo desse local”, avaliou. A seu ver, a tecnologia 5G vai ser revolucionário no agro, porque ela vai viabilizar o 4G para todos os agricultores.

Conselheiro da Rede ILPF, Renato Ribeiro Rodrigues – Foto: Reprodução

No painel moderado por Celso Moretti, presidente da Embrapa, Renato Ribeiro Rodrigues, conselheiro da Rede ILPF, enfatizou que a agricultura tem o poder de reverter as mudanças do clima. Para exemplificar essa afirmação ele disse que se metade da área de pastagem, com algum nível de degradação, aplicasse a Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) seria possível gerar entre US$ 10 a US$ 20 bilhões por ano de crédito de carbono. E, se a totalidade fosse convertida, seria possível neutralizar as emissões de todo o país.

Para ele, o Brasil possui muita tecnologia de produção, condições climáticas favoráveis e uma política ambiental importante, que é o Plano ABC+. Ele explanou sobre o mercado de carbono regulado e o mercado voluntário, e disse que o agro não havia sido fortemente considerado nos dois mercados até porque há uma complexidade para medição, diferentemente na indústria, onde o ambiente é controlado.

Presidente do Conselho de Administração do Centro de Tecnologia Canavieira, Luis Pogetti

Já Luis Pogetti, presidente do Conselho de Administração do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), citou dois grandes desafios para a humanidade: conter o aquecimento global e seus impactos e dar conta da demanda cada vez mais crescente por alimentos no mundo, sobretudo em regiões mais carentes de renda. “Essa é uma oportunidade enorme para o Brasil ser protagonista de uma agenda construtiva. A agricultura, com aplicação de tecnologia, tem condições de produzir energia limpa e desenvolver a produtividade agrícola sem impactar no aquecimento global, mas para isso acontecer a agricultura brasileira precisa ganhar produtividade com uma velocidade cada vez maior”, disse.

No caso da cana, Pogetti destacou que o objetivo é dobrar a produtividade dos canaviais até 2035. “Isso é absolutamente necessário para participar como protagonista nesta agenda de combate ao aquecimento global”. Para isso, o Centro tem trabalhado em três frentes de pesquisa, como a criação de semente sintética de cana e a realização de milhares de cruzamento de espécies.

Sobre mobilidade, ele analisou que não haverá uma receita de bolo única para todo mundo. “Será preciso explorar as características específicas e as vantagens competitivas de cada região”, ponderou. O etanol, por exemplo, tem hoje a mesma intensidade de carbono do que tem a carro à bateria se for abastecido com energia limpa. Caso seja alimentado com energia fóssil, o etanol brasileiro emite 50% a menos de carbono.

Homenagens da Abag

Deputado federal e criador do Fundo de Investimentos para o Setor Agropecuário (Fiagro), Arnaldo Jardim foi agraciado com o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio

A Abag entregou o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio à Arnaldo Jardim, deputado federal e criador do Fundo de Investimentos para o Setor Agropecuário (Fiagro).

“Recebo com muita alegria este prêmio e compartilho com os demais parlamentares que têm se dedicado no Congresso Nacional a, com orgulho e garra, defender setor agropecuário, motor do Brasil”, declarou, ressaltando: “Temos novos desafios pela frente, o que nos move é a certeza de que somos capazes, podemos corresponder a uma necessidade que é manter o desenvolvimento. Tudo o que o agro precisa é da boa política, respeito para que possamos ter segurança jurídica, leis para favorecer a inovação”.

O Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade foi entregue à Mariangela Hungria da Cunha, pesquisadora da Embrapa Soja, que ressaltou o papel da mulher no setor e que lutar de modo justo pela sustentabilidade no agro não é fácil. “

Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade foi entregue à pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria da Cunha

Desde criança luto pela preservação dos rios, oceanos e solo, pelo qual me apaixonei desde criança. Sustentabilidade dá retorno social e econômico, mas exige investimento de tempo. Agora temos que dar continuidade em outro rumo, a microrrevolução verde com uso de microrganismos e preservação do meio ambiente.”, salientou, afirmando que o Brasil tem vocação e capacidade para produzir mais com cada vez menos. “Sem dúvida, o solo representa o ponto inicial da jornada rumo à segurança alimentar que todos almejamos”, exaltou.

Fonte: Assessoria
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Notícias Análise Embrapa

Custos de produção de suínos sobem em julho, enquanto ICPFrango volta a cair

Os Estados de Santa Catarina e Paraná são usados como referência nos cálculos da CIAS por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Os custos de produção de suínos subiram em julho segundo os estudos publicados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa. O Índice de Custo de produção de Suínos, o ICPSuíno, subiu 2,82% em relação a junho, fechando em 431,75 pontos. Já o ICPFrango voltou a cair, desta vez 0,36%, fechando julho em 421,99 pontos.

Segundo Ari Jarbas Sandi, analista da área de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves, os custos de suínos se elevaram porque foram feitas duas modificações, sendo uma relativa à migração do preço do transporte de alimentos do item “transportes” para o item “alimentação” (antes se considerava estes itens de despesas à parte um do outro, sendo que no item transportes estavam incluídas as despesas com o translado de dejetos, animais e alimentos) e a outra pela atualização do valor dos investimentos imobilizados em edificações e equipamentos, os quais impactaram os custos fixos (depreciação e custo do capital).

“Os valores que a Embrapa utilizava, mesmo sendo corrigidos mensalmente pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna/IGP-DI/FGV, ficaram defasados no período pós-pandemia. Deste modo, o valor dos investimentos sofreu ajustes de acordo com o que o mercado pratica na atualidade. Isso impactou os custos fixos de produção de suínos do mês de julho em relação a junho de 2022. Já em relação à realocação das despesas com o transporte de alimentos para as despesas com a alimentação, isso não alterou os custos variáveis. Embora, aparentemente, o custo com a alimentação tenha aumentado, os custos com o transporte diminuíram justamente em detrimento desta alteração, permanecendo em transportes apenas as despesas relativas ao translado de dejetos e animais”, diz o analista da Embrapa.

Assim, o custo total de produção por quilo de suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina passou de R$ 7,34 em junho para R$ 7,55 em julho. Nos primeiros seis meses do ano, o ICPSuíno acumula 7,80% de alta e, nos últimos 12 meses, 6,24%.

A alteração no valor dos investimentos não foi exclusividade da suinocultura. Houve alterações também no valor dos investimentos imobilizados para a produção de frangos de corte. Mas, o impacto nos custos totais de produção foi de menor proporção quando comparado à atividade suinícola.

Assim, mesmo com a atualização dos valores investidos em aviários para a produção de frangos de corte, o ICPFrango de julho foi menor em relação ao de junho (-0,36%). Essa deflação no índice de custo de produção de frangos foi influenciada principalmente pela diminuição nas despesas com a alimentação das aves, cuja variação foi de -1,86%. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, reduziu R$ 0,02 em julho com relação a junho, chegando aos R$ 5,45. De janeiro até julho, o ICPFrango acumula alta de 4,58% e, nos últimos 12 meses, uma variação de 5,29%.

“Os custos de produção de suínos e frangos de corte que a Embrapa Suínos e Aves calcula e publica mensalmente no portal da CIAS refletem a variação mensal nos preços praticados pelo mercado em ambas as cadeias produtivas. Porém, os resultados de custos também dependem de outros fatores, como a quantidade de cada insumo utilizado na produção dessas proteínas animais. Assim, diferentes índices de produtividade, além de impactarem na quantidade de produtos disponibilizados para a comercialização (suínos e frangos prontos para o abate), também impactam diretamente nos resultados de custos e por conseguinte na renda bruta da atividade”, explica Sandi.

Os índices

Os Estados de Santa Catarina e Paraná são usados como referência nos cálculos da CIAS por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente. Os custos de produção são uma referência para o setor produtivo. Assim, os resultados publicados na CIAS são derivados de coeficientes de produtividade pré-fixados, variando mensalmente apenas o preço dos insumos e fatores de produção. Além disso, suinocultores independentes e avicultores sob contratos de integração devem acompanhar a evolução dos seus próprios custos de produção.

Aplicativo Custo Fácil

O aplicativo da Embrapa agora permite gerar relatórios dinâmicos das granjas, do usuário e das estatísticas da base de dados. Os relatórios permitem separar as despesas dos custos com mão de obra familiar. O Custo Fácil está disponível de graça para aparelhos Android, na Play Store do Google.

Planilha de custos do produtor

Produtores de suínos e de frango de corte integrados podem usar na gestão da granja a planilha eletrônica feita pela Embrapa. A planilha pode ser baixada de graça no site da CIAS.

Fonte: Ascom Embrapa Suínos e Aves
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Notícias

Caravana Embrapa discute uso de fertilizantes em Santa Catarina

Chapecó, Campos Novos e Canoinhas são as próximas cidades catarinenses a receberem a Caravana Embrapa.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Chapecó, Campos Novos e Canoinhas são as próximas cidades do Estado de Santa Catarina a receberem a Caravana Embrapa na próxima semana, de 23 a 25 de agosto. Criciúma também é uma das cidades do Estado catarinense que recebeu a iniciativa na última sexta-feira (12).

A Caravana Embrapa já passou por Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais e ainda percorrerá 48 regiões agrícolas brasileiras. O objetivo é debater alternativas para a crise provocada pela falta de fertilizantes, assim como capacitar os participantes para incrementar as estratégias para racionalização no uso de insumos e estimular a adoção de boas práticas de manejo das culturas. As inscrições gratuitas estão abertas, conforme detalhado abaixo.

Pesquisadores e analistas da Embrapa percorrem os polos produtivos agropecuários levando informações e conhecimento a técnicos, cooperativas, associações, sindicatos, consultores e produtores rurais sobre como promover o aumento da eficiência de uso dos fertilizantes e insumos no campo, diminuir custos de produção e estimular a adoção de novas tecnologias e de boas práticas de manejo de solo, água e plantas.

Em Chapecó, no dia 23, o evento será realizado no auditório Nobre da Unochapecó, das 8h15 às 12h30. Já em Campos Novos, a iniciativa chega no dia 24, no auditório da Unoesc. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na página do evento.

No município de Canoinhas, o evento ocorre ocorrerá durante o VII Encontro Estadual de Plantio Direto e o 10º Encontro Anual do Programa Planorte Água e Solo, no dia 25.

Apresentações em módulos adaptados a cada região produtora

O pesquisador Paulo Galerani, coordenador geral da Caravana em todo o país, detalha que as palestras de cada caravana serão divididas em cinco módulos, adaptados às diversas condições dos biomas brasileiros, que deverão nivelar e customizar as informações para cada uma das regiões produtoras do país. Os módulos são sobre Ferramentas para o planejamento agrícola: onde e quando plantar?; Boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes; Novos fertilizantes e insumos: novas tecnologias para suprimento eficiente de nutrientes às plantas; Soluções digitais: por que e como adotar?; e Tecnologias de manejo para a sustentabilidade agrícola: Por que usar?

De acordo com o pesquisador Fabiano Daniel De Bona, da Embrapa Trigo, coordenador regional da Caravana Embrapa, a programação nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina foi adequada para contemplar temas associados à realidade regional, tais como culturas de grãos, arroz irrigado, propriedades de agricultura familiar, tabaco, pastagens e fruteiras. Em Chapecó os temas terão como foco propriedades rurais de agricultura familiar, pastagens, ervais e cultura de grãos. Já, em Campos Novos as discussões serão sobre cultura de grãos. Outro destaque na programação, de acordo com Fabiano, é a parceria da Epagri na programação técnica (palestras) em Santa Catarina, além da participação de pesquisadores e extensionistas no evento.

A Caravana Embrapa aborda questões práticas e de impacto imediato, que ao serem adotadas poderão promover uma economia de até 20% no uso deste tipo de insumo agropecuário no Brasil, já na safra 2022/23, podendo resultar em até um bilhão de dólares de economia para o produtor rural brasileiro.

O Brasil, atualmente, consome cerca de 8,5% dos fertilizantes a nível global, ocupando a quarta posição. China, Índia e Estados Unidos aparecem no topo da lista de consumo. Esses países, ainda, são grandes produtores mundiais de fertilizantes, à exceção do Brasil, que importou em 2021 cerca de 89% das 43 milhões de toneladas consumidas na produção agrícola. No país, as culturas de soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes. A Rússia é responsável por fornecer 25% dos fertilizantes para o Brasil. Junto com a Bielorrússia, chega a fornecer mais de 50% do potássio consumido pelo agricultor brasileiro anualmente.

Alinhamento e debate

Ao final das apresentações da Caravana em cada polo produtivo será realizado um alinhamento das necessidades de conhecimento tecnológico, seguido de um amplo debate sobre os principais problemas encontrados em cada região.

As atividades presenciais serão voltadas para técnicos de extensão rural, técnicos de cooperativas, sindicatos e associações rurais, e produtores líderes, pretendendo atingir cerca de 10 mil profissionais, tornando-os multiplicadores das técnicas e orientações repassadas pela equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa e parceiros que integrarão cada Caravana.

A Embrapa pretende modular digitalmente o conhecimento sistematizado para alimentar um hotsite e contribuir para construção de uma ampla plataforma digital de conhecimento sobre o tema, que poderá ser ofertado à multiplicadores de referência, tais como CNA, Senar, EMATERs e cooperativas agroindustriais.

A Caravana Embrapa é uma ação realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Embrapa e Rede FertBrasil. Conta com o patrocínio da Rede ILPF, Bayer Climate Field View, Bioma, Fertisystem, Arko, Polli Fertilizantes e apoio do Banco do Brasil, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sistema OCB e Sinprifert, além dos correalizadores regionais Crea/SC; Unoesc; Epagri; Unochapecó; Pollen Parque Tecnológico; AgroQuim; Ferticel; Leaf Biotecnologia; TerraPlant Fertilizantes; Coocam; e Faesc/Senar.

Fonte: Ascom
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Notícias Cotações

Preços da tilápia divergem entre as regiões em julho

Baixa liquidez no mercado interno e a oferta estável de peixes no início do mês pressionaram, ainda que de forma leve, as cotações nos Grandes Lagos e no Norte Paranaense.

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Foto: Arquivo/Jonathan Campos/AEN

As cotações da tilápia estiveram em direções opostas ao longo de julho dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea.

Segundo agentes consultados pelo Cepea, a baixa liquidez no mercado interno e a oferta estável de peixes no início do mês pressionaram, ainda que de forma leve, as cotações nos Grandes Lagos (Noroeste do Estado de São Paulo e divisa de Mato Grosso do Sul) e no Norte Paranaense.

Já no Oeste do Paraná, a menor disponibilidade de animais em peso ideal para abate elevou os valores.

Com isso, em julho, de acordo com levantamento do Cepea, o preço médio da tilápia in natura caiu 0,91% de junho para julho na região dos Grandes Lagos, com o produto comercializado à média de R$ 7,66/kg no último mês.

No Norte do Paraná, as cotações da tilápia caíram 0,76% no comparativo mensal, para R$ 7,87/kg em julho.

Já no Oeste do Paraná, houve avanço de 3,13%, com o animal negociado a R$ 7,25/kg na média do mês.

 

Fonte: Cepea
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Biochem site – lateral

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