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Inovações para ficar de olho em 2024

Minimizar os danos causados pelas mudanças climáticas e buscar produção mais sustentável são duas das principais pautas do agronegócio no próximo ano.

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Foto: Pixabay

O ano de 2023 foi positivo para o agronegócio brasileiro. Com recorde na safra de milho, o PIB do setor caminha para fechar o ano com uma expansão de 14,8%. Mas as perspectivas para 2024 são mais desafiadoras: em um primeiro prognóstico, o IBGE prevê uma redução de 2,8% na safra frente a 2023. Isso se deve, principalmente, às variações do clima: o excesso de chuvas no Sul e a seca no Norte atrapalharam o plantio, o que deve ter impacto direto na produção do ano que se inicia.

Segundo recente relatório da FAO, a agropecuária mundial perdeu US$3,8 tri com catástrofes entre 1991 e 2021. A maior parte dessas catástrofes, que saltaram de 100 por ano em 1970 para 400/ano nas últimas duas décadas, é decorrente de mudanças climáticas.

Os conflitos na Europa e no Oriente Médio também devem impactar o agro brasileiro, já que interferem no preço do petróleo, afetando os custos de produção de fertilizantes, pesticidas, diesel e fretes. Para minimizar a dependência das mudanças climáticas e apostar em um agro mais sustentável, com fertilizantes e defensivos “de casa”, importantes cientistas de Agri biotechs brasileiras estão desenvolvendo novas tecnologias de alto valor para o setor, propondo uma mudança positiva na qualidade e produtividade das culturas agrícolas.

Abaixo, duas soluções disruptivas criadas por startups que vão impactar o setor em 2024.

1. Edição genética

Nada de transgenia. Aqui, a ideia não é alterar o material genético com a introdução de genes provenientes de outra espécie. A disrupção que utiliza a engenharia molecular para aumentar a sustentabilidade do agronegócio – é editar genes chaves da própria planta para promover a melhoria de qualquer característica agronômica desejável.

“Comparo esse processo ao de editar um texto. Não reescrevemos ou adicionamos nada, apenas corrigimos pequenas partes para que o todo fique melhor. Essa edição é possível através das nossas plataformas, que podem ser utilizadas com qualquer método de transfecção celular, incluindo tecnologias que utilizam ferramentas biológicas como a Agrobacterium tumefaciens, ou ferramentas físicas como o bombardeamento com micropartículas ou o uso de nanotubos de carbono”, afirma Paulo Arruda.

Com as plataformas focada nas principais culturas agrícolas mundiais – soja, milho, arroz e trigo -, é possível desenvolver variedades resistentes a pragas e doenças, variedades com maior capacidade de fixação biológica de nitrogênio, e variedades mais resilientes a episódios de seca e altas temperaturas.

Hoje, cerca de 90% do milho e soja cultivados no Brasil possuem biotecnologia. Nosso país, pelo seu clima extremamente favorável, tem potencial de aumentar ainda mais a produção das grandes culturas. Mas, para isso, precisa aumentar significativamente a produtividade da culturas – produzir mais em menos espaço e com menos insumos químicos. “Nossos traits biotecnológicos de alto valor permitem a produção sustentável de alimentos, com redução do impacto socioeconômico e ambiental dos fertilizantes e pesticidas químicos, e aumento da resiliência das culturas globais aos efeitos das mudanças climáticas”, conta Arruda.

2. Biológicos de nova geração

O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes usados na agricultura. Quando a Guerra da Ucrânia começou, o fornecimento foi impactado e mostrou tanto a dependência do setor pelo que se produz lá fora quanto a urgência de soluções desenvolvidas aqui.

Dentro das possibilidades para atender a esta demanda estão os bioinsumos – especialmente os biológicos de nova geração, soluções disruptivas desenvolvidas à base de novos microrganismos.

“As novas tecnologias biológicas são capazes de captar e melhorar a absorção de nutrientes para o ecossistema, como nitrogênio e fósforo. Isso sem gerar danos aos solos, biomas e, principalmente, à saúde humana, já que substituem parte dos produtos químicos comumente usados e com alto índice de toxicidade”, afirma Rafael de Souza.

Em termos econômicos, para o Brasil, as biotecnologias desenvolvidas podem reduzir a dependência de insumos importados, desvinculando os custos dos produtores da variação do dólar e do custo de transporte internacional. Ou seja, uma contribuição para a sustentabilidade e para a economia local.

“Nossas soluções têm um potencial essencial na adaptação das plantas às condições climáticas adversas, situação que vem se agravando por conta do aquecimento global. No aspecto ambiental, as tecnologias desenvolvidas ao empregarem microrganismos nativos e mais eficientes do ponto de vista de atuação – estimulam a manutenção das comunidades microbianas benéficas existentes no solo, gerando maior equilíbrio e oferecendo uma barreira aos fitopatógenos que causam danos à cultura e prejuízos aos produtores”, completa Jader Armanhi.

 

Fonte: Assessoria Agri Biotech

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O que a Copa do Mundo ensina sobre trabalho coletivo e cooperativismo

Além dos títulos e das grandes jogadas, o futebol revela princípios como confiança, disciplina e união de esforços que também sustentam o modelo cooperativista.

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O encerramento de mais uma Copa do Mundo de Futebol oferece muito mais do que recordações de grandes partidas, gols memoráveis e emoções compartilhadas por bilhões de pessoas. O maior espetáculo esportivo do planeta também convida à reflexão sobre os valores que sustentam as grandes conquistas coletivas. Entre eles, destacam-se princípios que dialogam diretamente com a essência do cooperativismo.

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O futebol jamais foi apenas um jogo de talentos individuais. Ainda que um atleta possa decidir uma partida com um lance extraordinário, nenhuma seleção alcança um título mundial sem organização, disciplina, estratégia, confiança mútua e absoluta convergência de esforços. A vitória pertence ao conjunto. É justamente nessa lógica que reside uma das maiores aproximações entre o esporte e o modelo cooperativista.

Toda equipe vencedora é construída sobre fundamentos sólidos: respeito às regras, treinamento constante, perseverança diante das adversidades, responsabilidade compartilhada e compromisso com objetivos comuns. Não há espaço para vaidades que se sobreponham ao interesse coletivo. Cada jogador compreende que seu desempenho somente alcança plenitude quando colocado a serviço da equipe. No cooperativismo, essa mesma compreensão orienta diariamente milhões de pessoas que unem capacidades, recursos e experiências para gerar prosperidade comum.

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Outro ensinamento precioso oferecido pelo esporte está na maneira de compreender a competição. O adversário não representa um inimigo a ser eliminado, mas um competidor legítimo, cuja existência qualifica o próprio desafio. O respeito entre adversários fortalece o esporte, assim como a convivência ética fortalece a economia e a sociedade. Competir com integridade, reconhecer méritos, aceitar resultados e buscar constante aperfeiçoamento constituem atitudes que também definem a identidade cooperativista.

O esporte igualmente demonstra que nenhuma conquista duradoura floresce onde prevalecem a violência, a fraude ou a corrupção. A credibilidade das competições depende da observância rigorosa das regras e da conduta ética de seus protagonistas. Da mesma forma, o cooperativismo construiu sua história sobre princípios de transparência, responsabilidade, democracia e confiança, valores indispensáveis para relações econômicas saudáveis e sustentáveis.

Entretanto, talvez a maior oportunidade proporcionada pelo futebol ultrapasse as quatro linhas. Poucos fenômenos

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possuem tamanho alcance cultural e capacidade de mobilização. Milhões de crianças e jovens encontram nos atletas referências para seus próprios sonhos, comportamentos e escolhas. Trata-se de uma influência que transcende o esporte e alcança a formação do caráter.

Por essa razão, jogadores, treinadores e dirigentes carregam consigo uma responsabilidade que acompanha a notoriedade conquistada. A força de seus exemplos pode estimular o gosto pelo estudo, pelo trabalho digno, pelo voluntariado, pela cidadania, pelo respeito às mulheres, pela proteção das crianças e pela valorização dos idosos. Pode inspirar atitudes de solidariedade, respeito às diferenças e convivência pacífica.

Infelizmente, o extraordinário volume de recursos financeiros que envolve o futebol profissional também expõe, em determinadas ocasiões, episódios incompatíveis com a grandeza do esporte. Condutas inadequadas dentro e fora dos

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gramados acabam repercutindo intensamente justamente porque seus protagonistas ocupam posição de destaque perante a sociedade. Quanto maior a admiração despertada, maior também é a responsabilidade pelos exemplos oferecidos.

O cooperativismo acredita que a verdadeira liderança não se mede apenas pelo êxito alcançado, mas principalmente pela capacidade de inspirar pessoas e transformar realidades. O mesmo vale para os grandes ídolos do esporte. Os títulos conquistados permanecem na história; os valores transmitidos moldam gerações.

A Copa termina, os campeões levantam suas taças e as arquibancadas silenciam. Permanecem, porém, as lições que ultrapassam o resultado de uma partida. Entre elas, talvez a mais importante seja a certeza de que as maiores vitórias sempre pertencem àqueles que compreendem que ninguém vence sozinho. Essa convicção constitui a essência do futebol em sua melhor expressão e, há mais de um século, representa também a razão de existir do cooperativismo.

Fonte: Artigo escrito por Vanir Zanatta, presidente do Sistema Ocesc.
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Bioinsumos movimentam R$ 1,3 bilhão e área tratada cresce 15% no Brasil em 2026

Levantamento da CropLife Brasil aponta avanço para 31 milhões de hectares tratados com produtos biológicos no primeiro quadrimestre, impulsionado principalmente pelo uso de bioinseticidas no milho segunda safra.

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O mercado brasileiro de bioinsumos manteve trajetória de expansão em 2026, mesmo em um período considerado de menor comercialização para a categoria. Entre janeiro e abril, os produtos biológicos movimentaram R$ 1,3 bilhão no país e foram aplicados em 31 milhões de hectares, aumento de 15% em comparação ao mesmo intervalo de 2025, quando a área tratada alcançou 27 milhões de hectares.

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Os dados fazem parte da nota de julho do CropData, plataforma de informações da CropLife Brasil, e apresentam um panorama inicial do setor antes do início da Safra 2026/2027. O levantamento indica que o avanço está relacionado principalmente à adoção de estratégias de manejo integrado, especialmente em áreas com ocorrência de pragas resistentes e na busca por maior eficiência no uso de tecnologias agrícolas.

Segundo a entidade, o crescimento registrado no primeiro quadrimestre foi puxado pelos bioinseticidas, categoria utilizada principalmente no controle de insetos-praga em culturas como milho e soja. “Mais de 40% desse mercado está concentrado no milho segunda safra, a safrinha, principalmente no controle de cigarrinhas e lagartas. É importante lembrar que, nesse período, as vendas de insumos ainda são de repique e acompanham o calendário de plantio das culturas”, explica o gerente-executivo da CropLife

Gerente-executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides: “Mais de 40% desse mercado está concentrado no milho segunda safra, a safrinha, principalmente no controle de cigarrinhas e lagartas” – Foto: Divulgação

Brasil, Renato Gomides.

De acordo com ele, o desempenho inicial ganha relevância porque ocorre antes do principal período de comercialização de algumas categorias. “No caso da soja, por exemplo, a demanda ganha mais força a partir de junho. Crescer nesse período, portanto, já é um bom sinal. O que sustenta esse avanço é a busca do produtor por um manejo mais sustentável, que integra o biológico ao químico na lavoura”, afirma.

Calendário agrícola influencia demanda por diferentes produtos
O período de janeiro a abril é tradicionalmente marcado pela entressafra das vendas de bioinsumos, já que a comercialização acompanha o calendário agrícola das principais culturas brasileiras. A concentração das vendas varia conforme o posicionamento técnico de cada tecnologia e o ciclo produtivo das lavouras.

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Os biofungicidas, bionematicidas e inoculantes apresentam maior demanda entre junho e dezembro, período associado ao plantio e desenvolvimento inicial da soja. Já os bioinseticidas têm maior participação entre novembro e fevereiro, impulsionados pela segunda safra de milho, além de uma nova aceleração a partir de setembro, com o início do ciclo da soja.

Para a diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari, os números indicam uma expansão sustentada por investimentos em inovação. “Os dados reforçam que o crescimento dos bioinsumos é estrutural, e não conjuntural. A expansão da área tratada deverá continuar sendo impulsionada pelos investimentos da indústria em pesquisa e desenvolvimento, que vêm colocando no mercado soluções cada vez mais inovadoras, eficientes e integradas ao manejo agrícola”, ressalta.

Brasil encerra primeiro semestre com 53 produtos biológicos ativos
Além do crescimento no uso em campo, o setor também registra aumento no desenvolvimento e registro de novas

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tecnologias. No primeiro semestre de 2026, o Brasil contabilizou 53 produtos biológicos ativos registrados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Do total, 39 são produtos à base de agentes microbiológicos, oito utilizam agentes macrobiológicos e seis são classificados como bioquímicos. Os dados foram compilados pela consultoria Move Analytics a partir da base oficial do Agrofit, sistema do Mapa que reúne informações sobre produtos registrados para uso agrícola.

A ampliação do portfólio acompanha a entrada de novas soluções destinadas ao manejo de pragas, doenças e à melhoria da eficiência nutricional das plantas, aumentando a participação dos produtos biológicos dentro dos programas de manejo adotados pelos produtores.

Fonte: O Presente Rural
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Indústria moageira do Paraná reforça liderança nacional com presença de moinhos em evento do setor

Estado concentra o maior parque de moagem de trigo do país e responde por cerca de 30% da produção brasileira de farinha.

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Foto: Divulgação/Sinditrigo-PR

O Paraná mantém a liderança da indústria moageira brasileira e concentra aproximadamente 30% da produção nacional de farinha de trigo. Com o maior parque de moagem do país, o Estado tem ampliado sua presença em mercados e investido em inovação para atender às demandas da cadeia de panificação, confeitaria e food service.

Foto: Divulgação/Sinditrigo-PR

Esse protagonismo também se reflete na atuação das empresas paranaenses em eventos voltados ao setor. Seis moinhos associados ao Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo-PR) participaram da Fipan 2026, realizada nesta semana em São Paulo. Estão presentes Anaconda, Consolata, Moinho Globo, Moageira Irati, M. Dias Branco e Bunge.

A participação das empresas ocorre em um momento de fortalecimento da indústria moageira paranaense, que busca ampliar mercados, apresentar novos produtos, acompanhar tendências de consumo e estreitar relações com clientes e fornecedores.

A presidente do Sinditrigo-PR, Paloma Venturelli, acompanha a participação dos associados e destaca que a presença

Foto: Divulgação/Sinditrigo-PR

dos moinhos evidencia a capacidade de inovação do setor. “A Fipan tem uma representatividade muito ampla e recebe público do Brasil todo e de outros países. Os moinhos do Paraná estão presentes com estandes modernos e atrativos, trazendo novidades, lançamentos, cursos e técnicas. É muito importante acompanhar esse desenvolvimento e ver como os nossos associados estão evoluindo. Esse é um dos papéis do Sinditrigo-PR: contribuir para que toda a cadeia cresça e avance de forma sustentável”, afirma.

Foto: Divulgação/Sinditrigo-PR

Considerada a principal feira da América Latina para os segmentos de panificação, confeitaria e food service, a Fipan reúne fabricantes de insumos, equipamentos e fornecedores de tecnologia, além de profissionais do mercado interessados em conhecer lançamentos e tendências para a cadeia de alimentos.

Fonte: Assessoria Sinditrigo-PR
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