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Indústria do Paraná discute soluções para descarbonizar sua produção

Senai, Sebrae e Geo bio gas&carbon promovem evento gratuito para discutir alternativas para redução de emissões de gases de efeito estufa pelo setor produtivo e apresentar iniciativas em curso no Paraná.

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Foto: Divulgação/CNI

Desde a assinatura, em 2015, do Acordo de Paris, que definiu as metas de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), as mudanças climáticas estão no centro da agenda de governos, da sociedade e do setor produtivo. O Brasil é o sexto maior emissor de gases do efeito estufa, mas tem uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo – 45% de fontes verdes, contra 14% da média mundial-, além do imenso potencial para expandir o uso de outras fontes sustentáveis, como biogás, biometano e hidrogênio. A transição para uma economia de baixo carbono é uma realidade para todos os setores econômicos. E como a indústria e as micro e pequenas empresas podem realizar a transição para a economia de baixo carbono?

Esse é o tema do evento que o Senai Paraná, o Sebrae/PR e a Geo bio gas&carbon promovem, no próximo dia 26 de outubro, em Londrina. Gratuito, o evento vai apresentar alternativas para reduzir emissões de gases de efeito estufa pelo setor produtivo e projetos em andamento no Paraná.

Para o consultor do Sebrae/PR, Rubens Negrão, a pauta sobre energia limpa é de extrema importância e relevância para o mundo. “O evento vai apresentar para as micro e pequenas empresas conteúdos e casos de sucesso para desmistificar a implantação de novas fontes de energia e a adoção de novas tecnologias”, declara.

Por meio de palestras e exibição de cases, serão discutidos, entre outros temas, gestão de resíduos e economia circular, eficiência energética e uso de fontes renováveis de energia.

Uma das fontes verdes em expansão no Brasil é o biometano. Até 2026, o Brasil deve ser um dos maiores produtores de biometano do mundo, de acordo com um estudo divulgado este ano pela Agência Internacional de Energia (IEA). Desde 2012, o Paraná é um dos poucos estados do Brasil a produzir esse biocombustível, obtido a partir do processamento de resíduos orgânicos. Produzido a partir do biogás, esse combustível verde substitui gás natural, GLP e óleos combustíveis, derivados fósseis, em todos os seus usos: geração de energia elétrica, transporte veicular, aquecimento residencial e combustível para indústria.

Instalada em Tamboara (PR) desde 2012, a usina Geo Elétrica Tamboara, da Geo bio gas&carbon, é a primeira no Brasil a produzir biogás em larga escala no Brasil a partir de torta de filtro, vinhaça e palha. A unidade está expandindo sua capacidade de produção, de 1.500 Nm3/d para 25.000 Nm³/d de biometano. A ampliação deve ser concluída em janeiro de 2024. “Sustentabilidade é hoje um ativo relevante para qualquer segmento econômico. Descarbonizar os processos produtivos é uma condição para o crescimento do negócio. E o biometano é uma solução competitiva”, afirma Diego Alveno, gerente de Comercialização e Trading da Geo bio gas&carbon.

Pelas contas da Abiogás (Associação Brasileira de Biogás), o Brasil deve atingir, em 2030, a produção de 30 milhões de metros cúbicos/dia de biometano. O volume poderia atender parte da demanda brasileira por diesel, hoje em torno de 150 milhões de m3/dia. Atualmente, o país conta com seis plantas autorizadas pela ANP a operar, com capacidade de cerca 450 mil m3/dia. Ou seja, hoje a capacidade atual de produção é inferior à 2% do potencial.

Confira abaixo a programação. Inscrições gratuitas podem ser feitas neste link:

Fonte: Assessoria

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Brasil regula abate e processamento de animais para mercado religioso

Para atender esses mercados dentro e fora do Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) definiu regras para solicitação, avaliação, concessão e revogação da autorização para abate e processamento de animais para açougue, de acordo com preceitos religiosos.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diversidade religiosa no Brasil é refletida diretamente na alimentação e no consumo da população, que, somadas à expansão das exportações de produtos de origem animal para países asiáticos, criaram um mercado específico e cheio de potencial: o do abate religioso de animais para açougue.

Em países como Egito, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, grande parte da população é muçulmana, religião que traz, na sua essência, regras do que é permitido na forma de se relacionar com outros seres vivos.

Em árabe, a palavra halal, que significa lícito, define aquilo que é permitido, inclusive na hora de se alimentar. Para o consumo de animais, por exemplo, há espécies consideradas impuras, como o porco, e outras que precisam passar por um procedimento de purificação desde o abate até o corte, para que possam ser consumidas, como o frango e bovinos.

Nos países judaicos, como Israel, também há regras sobre o que é considerado apropriado, ou kosher, e há procedimentos específicos para cada etapa de beneficiamento dos produtos de origem animal.

Preceitos religiosos

Para atender esses mercados dentro e fora do Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) definiu regras para solicitação, avaliação, concessão e revogação da autorização para abate e processamento de animais para açougue, de acordo com preceitos religiosos.

Para receber a autorização de funcionamento, esses estabelecimentos terão que fazer uma solicitação ao serviço de inspeção federal, por meio do sistema eletrônico do Mapa, com declaração da autoridade religiosa correspondente e especificação de regras que conflitem com normas brasileiras.

Para a autorização, é necessário que os procedimentos estejam de acordo com as leis que tratam do bem-estar dos animais de abate e também o atendimento dos requisitos sanitários no Brasil e do país de destino dos produtos.

Os procedimentos foram detalhados em uma portaria publicada no Diário Oficial da União, que entrará em vigor a partir do dia 02 de maio.

Fonte: Agência Brasil
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Expectativa de safra volumosa de milho pressiona valores

Avanço da colheita da temporada de verão e a finalização da semeadura da segunda safra, ambos no Brasil, também influenciaram os valores.

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Foto: Gilson Abreu

Nova estimativas indicando safra mundial de milho volumosa pressionaram as cotações do cereal no mercado doméstico no início de abril.

Além disso, o avanço da colheita da temporada de verão e a finalização da semeadura da segunda safra, ambos no Brasil, também influenciaram os valores.

O USDA estimou a produção global em 1,22 bilhão de toneladas, 6% superior à temporada passada, levando a relação estoque/consumo da temporada 2023/24 para 26,6%, acima da registrada em 2022/23, de 26,1%, mas em linha com a média dos últimos cinco anos, de 26,8%.

O Indicador Esalq/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou 3,5% de 28 de março a 12 de abril, fechando a R$ 59,62/sc de 60 kg no dia 12.

Dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços recuaram 0,9% no mercado de lotes (negociação entre empresas) e 0,1% no mercado de balcão (preço recebido pelo produtor).

Na CME Group (Bolsa de Chicago), o primeiro contrato (maio de 2024) recuou 1,5% de 28 de março a 12 de abril, indo para US$ 4,355/bushel (US$ 171,45/t).

Fonte: Por Carolina Camargo Nogueira Sales, do Cepea.
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Lar Cooperativa lança o programa Jovem Aprendiz Agro

Um projeto inédito, moldado por vários profissionais com o objetivo de desenvolver habilidades dos jovens, fortalecer laços e promover a sucessão familiar.

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Fotos: Divulgação/Lar

Foi lançado na última quarta-feira (17), o programa Jovem Aprendiz Agro, uma iniciativa idealizada pela Lar Cooperativa destinada exclusivamente para filhos de associados. Um projeto inédito, moldado por vários profissionais com o objetivo de desenvolver habilidades dos jovens, fortalecer laços e promover a sucessão familiar. Uma reunião, com pais e os primeiros 30 jovens selecionados, marcou o lançamento do programa.

“A Lar tem o dever de proporcionar o caminho da educação aos seus associados e funcionários e com esse programa, cumprimos com a legislação brasileira e ao mesmo tempo com o nosso papel de ser uma cooperativa educadora. Uma iniciativa que partiu da Cooperativa, foi aprovada no Ministério do Trabalho e tem tudo para ser um sucesso”, destacou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues em sua fala aos pais e jovens presentes.

Nesta primeira etapa, as inscrições foram limitadas aos municípios de Serranópolis do Iguaçu (PR) e Missal (PR), onde foi selecionado o primeiro grupo composto por 30 jovens entre 14 e 22 anos, que deverão iniciar as atividades no dia 19 de abril. O programa é uma parceria entre a Lar Cooperativa, o Sescoop/PR e o Semear, instituição responsável por aplicar o conteúdo. As aulas serão via internet, com práticas na propriedade de cada participante, sob a supervisão dos pais e remotamente por professores.

“Os jovens terão contrato de trabalho com duração de 23 meses, com todos os direitos que qualquer outro trabalhador possui. Moldamos esse programa para se encaixar com a rotina que já existe na propriedade e com isso buscamos não só uma contribuição para a formação pessoal e profissional, mas também um projeto de vida”, explicou o superintendente Administrativo e Financeiro da Lar, Clédio Marschall, também presente na reunião de lançamento do programa.

Os benefícios profissionais e pessoais são muitos, com disciplinas variadas, que vão desde matemática comercial até empreendedorismo, informática, gestão de custos, mercado agrícola, entre outros. As áreas de Gestão de Pessoas e Assessoria de Ação Educativa da Lar Cooperativa serão responsáveis por monitorar a evolução e o resultado do programa. A expectativa é ampliar o número de participantes, com abertura de vagas inclusive para outros municípios.

A Lar é a cooperativa singular que mais emprega no Brasil, encerrando o ano de 2023 com mais de 23.500 funcionários. A legislação brasileira diz que 5% do quadro de funcionários de uma empresa deve ser composto por jovens aprendizes, mas atender essa cota se tornou um desafio. Até a primeira quinzena do mês de abril de 2024, a Lar estava com cerca de 300 vagas a serem preenchidas por jovens aprendizes. Essa dificuldade na contratação foi um dos fatores que motivaram o desenvolvimento do programa Jovem Aprendiz Agro, que promete impulsionar o futuro do agronegócio.

 

 

Fonte: Assessoria Lar
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