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Avicultura

Indústria ainda busca substituto ideal para antibióticos

Consultor do jornal O Presente Rural avalia cenário de mudanças, mas destaca que alternativas aos antibióticos ainda precisam melhorar

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Produzir com o mínimo ou sem nenhum uso de antibiótico é uma tendência para a avicultura brasileira. Apesar de ainda liberados, algumas indústrias estão preferindo trocar as moléculas medicamentosas por produtos naturais, por exemplo, como óleos essenciais. Antibiótico só se for curativo. No entanto, essas tecnologias são mais caras e ainda não alcançaram o desempenho zootécnico proporcionado pelos antibióticos.

É o que sustenta o médico veterinário e consultor do jornal O Presente Rural, Pedro Tomasi. Para ele, as pesquisas ainda precisam avançar para que essas alternativas que o mercado está propondo como substitutos aos antimicrobianos promotores de crescimento alcancem o desempenho antes observado. “O setor avícola, e de produção animal como um todo, sabe que reduzir o uso de drogas na produção é um caminho sem volta. Vamos usar cada vez menos drogas. Para isso, existe uma série de produtos que têm objetivo de promover o desempenho das aves, mas nenhum deles tem a mesma ação. Ácidos orgânicos, óleos, entre outras, mas nenhuma é tão eficiente como o antibiótico. Se achar algo bom como antibiótico, vai ser outro antibiótico”, aponta Tomasi.

Além disso, orienta, o custo de produção aumenta, o que também torna a avicultura menos competitiva. “Essas tecnologias podem encarecer o processo de produção. Ou seja: não têm o mesmo resultado zootécnico e a tecnologia é mais cara”, comenta. “Na minha opinião, se você tem grupo seguro, não tem o porquê não usar. Não tem motivo para encarecer o custo de produção em razão de apelo comercial”, opina o profissional.

No Brasil é permitido legalmente o uso de antibióticos, com algumas restrições, ressalta o especialista. “Algumas moléculas são proibidas. A Vancomicina foi a primeira droga proibida que tenha impacto importante na produção de aves, há cerca de 15 anos. A última foi a Colistina, que é um é antibiótico não absorvido pela ave e mata a bactéria Gram negativa, para controle de E. coli. A mais famosa é a Avoparcina, que era muito bom como promotor e controlava Gram positivas, que é o principal problema da avicultura”, enumera o profissional. “O objetivo do promotor de crescimento é fazer controle de bactérias não desejáveis. A principal é Clostridium. O promotor de crescimento, em seu conceito clássico, não pode ser absorvido pela ave. Ou seja: deve funcionar na luz do intestino, fazendo o controle da microbiota”, aponta. Com a proibição do uso como AGP, a indústria precisou recorrer a outros estimuladores.

Quem paga por isso?

Pedro Tomasi tem preocupação com o mercado brasileiro, que, em sua visão, ainda não está pronto para pagar a mais pelo fato de o produto ter origem sem AGP. Ao contrário da Europa, cita, no Brasil uma ampla parcela de consumidores leva em conta o preço na hora de escolher sua proteína. “Na Europa os promotores estão banidos desde 2006. Na Europa e Estados Unidos existem dois tipos de frango bastante comuns. Aliás, existe mais na Europa, nos Estados Unidos esse mercado está se abrindo. É o frango “no antobiotic ever”, ou sem antibiótico. Ele nunca recebe antibiótico. Se um lote precisa ser medicado, tem que ser comercializado sem esse apelo”, aponta.

“Mas há um preço maior na carne. Na Europa, são ricos. Nós não podemos”, emenda o consultor. Ele cita que além de uma renda inferior, “é difícil mudar uma cultura. O mercado demanda, o preço vai ficar mais caro, o consumidor vai querer pagar?”, sugestiona.

Mais informações você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

Alta da carne de frango na primeira quinzena de fevereiro garante avanço na média mensal

Levantamento do Cepea mostra que a carne de frango resfriada é negociada no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,22/kg em fevereiro (até o dia 21), com alta de 2,7% frente à de janeiro.

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Foto: Jonathan Campos

Apesar das recentes desvalorizações da carne de frango nesta segunda quinzena de fevereiro -, quando geralmente as vendas se enfraquecem no atacado, devido ao menor poder aquisitivo da população brasileira -, o incremento da demanda na primeira metade do mês vem garantindo um aumento no valor médio mensal da proteína.

Levantamento do Cepea mostra que a carne de frango resfriada é negociada no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,22/kg em fevereiro (até o dia 21), com alta de 2,7% frente à de janeiro.

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura Neste início de ano

Ovos registram menor disponibilidade nas gôndolas dos supermercados brasileiros

Oferta chegou a ser 20,6% menor entre o fim de 2023 e o início de 2024, ante uma média de 14% em dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Índice de Ruptura da Neogrid, indicador que mede a ausência de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, chegou a 13,8% em dezembro de 2023 e 15,3% em janeiro de 2024. O número segue a média do mesmo período dos anos anteriores.

De acordo com o diretor de Customer Success da Neogrid, Robson Munhoz, a ruptura que costuma acontecer em janeiro é um movimento natural por conta das festas de final de ano e o período de férias coletivas na indústria: “A indústria volta das férias de final de ano no começo de janeiro e daí o ciclo de pedidos, faturamento e entrega começam a acontecer, fazendo com que a ruptura seja maior em janeiro, comparada a outros meses”, pontua.

Munhoz também destaca que há um comportamento, em especial nas capitais brasileiras, de êxodo em janeiro para o litoral e, por isso, os supermercados dessas cidades não investem tanto em estoque, ao passo que os estabelecimentos das localidades que recebem esses turistas aumentam a dinâmica de reposição.

De acordo com a consultoria, o produto com menor disponibilidade nas gôndolas no período foi o ovo, com 20,6% de ruptura nos dois meses, ante uma média de 14% em dezembro de 2022 e janeiro de 2023. A falta do item nas prateleiras ocorreu mesmo com o aumento de 3,7% no preço do produto em janeiro ante dezembro, conforme levantamento feito pela Horus.

Apesar do aumento de preço registrado em janeiro, desde agosto de 2023 o preço dos ovos vem caindo, contribuindo para a ruptura ao longo dos últimos seis meses.

Altas temperaturas influenciam os hábitos de consumo

O ano de 2023 foi considerado mais quente da série histórica no Brasil, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A temperatura ficou 0,69°C acima da média entre os anos de 1991/2020. Para 2024, a perspectiva é de que permaneça alta pelo menos até abril em razão do fenômeno climático El Niño.

Fonte: Assessoria Neogrid
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Avicultura Rio Grande do Sul

Seapi conclui vigilância em propriedades no raio de 5 km do foco de gripe aviária em Rio Pardo

Além da checagem de medidas de biosseguridade nas granjas e ações de educação sanitária, que chegaram a 1.245 pessoas, as equipes da Secretaria da Agricultura também estão coletando amostras em casos suspeitos

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Foto: Fernando Dias/Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul concluiu, na última segunda-feira (19), as ações de vigilância às propriedades localizadas em um raio de cinco quilômetros a partir do último foco confirmado de influenza aviária de alta patogenicidade, a H5N1, em Rio Pardo.

A vigilância na zona 1, referente ao raio de cinco quilômetros, ocorreu de forma simultânea às vistorias nas propriedades localizadas na zona 2, que compreende um raio de 10 quilômetros a partir do foco. Totalizando ambas as regiões, 616 propriedades foram vistoriadas até o momento, e a previsão é de que as ações na zona 2 se encerrem nesta semana. O número total é de 699 propriedades a serem visitadas.

Além da checagem de medidas de biosseguridade nas granjas e ações de educação sanitária, que chegaram a 1.245 pessoas, as equipes da Secretaria da Agricultura também estão coletando amostras em casos suspeitos. Após a observação de 1.029 aves, foram realizadas cinco coletas em criações de subsistência, com três laudos negativos e dois ainda à espera do resultado. “As visitações estão sendo muito boas. Estamos conseguindo explicar o nosso trabalho aos produtores, que têm nos recebido muito bem, entendendo a importância da atuação”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, Francisco Lopes.

Fonte: Assessoria Seapi
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