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IA e tecnologias para o campo rendem economia de milhões de reais para Granjas 4 Irmãos

Transformação digital promovida pela empresa resultou em redução de custos de até 18% e foi determinante na retenção de talentos de jovens locais.

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Êxodo rural, busca pela inovação e forte concorrência local entre os players do agronegócio são desafios para o sucesso de novas empresas e até para quem está consolidado em um mercado fundamental para o país. Todos esses problemas resultaram em progresso para Granjas 4 Irmãos. Ao identificar os obstáculos, a fazenda localizada em Rio Grande (RS) iniciou um processo de transformação digital que permitiu, por exemplo, uma economia de 10% em relação a gastos com fertilizantes, solo, lubrificantes e silagem. Através da informatização foi possível reduzir processos, diminuir custos e aumentar a produtividade dos cultivos de arroz, soja e pecuária de leite e corte. Com os avanços, a cada real investido pela Granjas o retorno obtido é de R$8,32. Mais do que economia, o pioneirismo trouxe produtividade e precisão.

Fotos: Divulgação/Granja 4 Irmãos

O primeiro passo foi a inserção da fazenda no universo da agricultura 4.0, conceito que introduz robótica, Big Data, IOT e outras soluções digitais nas rotinas produtivas. Desde a criação do setor de tecnologia, os serviços antes terceirizados agora são feitos internamente, rendendo uma economia de R$4,41 milhões. Atividades como agricultura de precisão, imagens aéreas, pulverização via drone, digitalização de processos, armazenamento em nuvem, integração do banco de dados com o manejo, redução do custo de atividades praticadas, informações em tempo real e automatização dos postos de combustíveis, comboios e lubrificantes são algumas das soluções que a transformação digital possibilitou. A empresa estima uma redução de custos entre 15% e 18%.

“Estamos entre os players que mais está produzindo tecnologia para aumentar a precisão das operações. Temos a pretensão de sermos protagonistas em tecnologia agro, mas ainda temos mais progresso pela frente, pois é uma transformação recente. Acreditamos que os avanços digitais da organização nos trarão resultados melhores que vão refletir na produtividade de todos”, contextualiza João Carlos Oliveira, conselheiro e acionista da Granjas 4 Irmãos.

No campo, a tecnologia permite definir o melhor período para o plantio e aproveitar as janelas de tempo mais favoráveis para maximizar a produção utilizando dados históricos do clima dos últimos anos. Além dos ganhos de plantação, os avanços digitais indicam momentos mais propícios para a colheita e venda no mercado, de acordo com rendimento da safra diante das condições de chuvas na época. Utilizando a telemetria é possível ter agricultura de precisão, inclusive com sensores para saber o desempenho dos equipamentos em tempo real. O relatório gerado a cada momento detalha se o veículo está parado ou em movimento, qual a atividade está executando, qual o consumo de diesel, o que o operador está fazendo e qual o torque de motor que está usando, fundamental para a resolução ágil de eventuais problemas e falhas.

Retenção de talentos

Para superar o desafio do êxodo rural, a empresa apostou na transformação digital como fator determinante na retenção de talentos. Jovens que antes buscavam as capitais para seguirem carreira profissional passaram a optar por continuar na cidade e, principalmente, na Granjas 4 Irmãos. Serviços antes terceirizados foram incorporados pela própria equipe na rotina diária, aumentando a retenção de pessoas mais jovens através da possibilidade de realizar um trabalho de tecnologia e obter resultados financeiros.

Como case de destaque, a história de um jovem que via seu pai acordar mais cedo todos os dias para ligar as bombas de irrigação e criou uma forma de ativar os dispositivos de forma remota pelo celular. Ao apresentar a ideia, o jovem conseguiu melhorar a qualidade de vida e trabalho de seu pai, além da motivação para permanecer na empresa criando outras soluções. Com o programa de Jovem Aprendiz focado em filhos de colaboradores, a fazenda está chegando na 5ª geração de funcionários.

Sustentabilidade

A Granjas 4 Irmãos é uma das primeiras a adotar o sistema de manejo biológico on-farm na região Sul do estado, sendo a única fazenda que conta com biofábricas com compressores acoplados, otimizando e agregando eficiência ao processo. O método começa nas biofábricas, onde são adicionados os inóculos e meios de cultura, que se multiplicam através de pressão e temperatura controlada em ambiente estéril. Após tempo determinado, os produtos estão prontos para serem aplicados nas culturas de interesse. Esse sistema é capaz de gerar inóculos, condicionadores de solo, biofungicida, bioinseticidas e traz como vantagens redução de custos, mais autonomia, agilidade de produção, segurança e diferencial mercadológico

“Estamos em consonância com conceitos de ESG e buscando alternativas que tragam o menor dano possível para o meio ambiente, além das práticas sustentáveis trabalhada nos cursos e padrões de trabalho como coleta seletiva, uso racional da água e principalmente os benefícios do manejo biológico on-farm”, destaca João Carlos Oliveira.

Fonte: Assessoria Granjas 4 Irmãos

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Biodiversidade na pauta da agenda de comunicação no agro brasileiro

Práticas sustentáveis adotadas por produtores e avanços ambientais ganham relevância diante das novas exigências do mercado global.

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Entre os produtores rurais envolvidos em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, 66% atuam na conservação de áreas naturais - Foto: Divulgação

Em um mundo cada vez mais impactado pelas mudanças climáticas, a biodiversidade deixou de ser apenas um tema ambiental. Ela passou a influenciar investimentos, comércio internacional, segurança alimentar e competitividade econômica. Nesse cenário, poucos países possuem uma vantagem tão relevante quanto o Brasil.

Somos uma potência agrícola e, ao mesmo tempo, um dos países com maior biodiversidade do planeta. A combinação entre capacidade produtiva, recursos naturais e conhecimento científico coloca o Brasil em posição privilegiada para liderar a transição para uma economia de baixo carbono. O desafio é que essa realidade nem sempre é compreendida pela sociedade e tampouco comunicada com a clareza necessária.

Artigo escrito por Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural.

Existe uma distância entre aquilo que o país efetivamente realiza e a percepção construída sobre ele. Reduzir essa lacuna deveria ser uma prioridade nacional.

Isso não significa criar uma narrativa idealizada sobre o campo brasileiro ou ignorar problemas que ainda precisam ser enfrentados. O combate ao desmatamento ilegal continua sendo uma condição indispensável para fortalecer a credibilidade do país e ampliar sua competitividade internacional. Em um ambiente cada vez mais atento a critérios socioambientais, reputação tornou-se um ativo econômico.

Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer avanços concretos que muitas vezes permanecem invisíveis fora dos círculos especializados. A 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural mostra que, entre os produtores envolvidos em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, 66% atuam na conservação de áreas naturais, 42% adotam técnicas agrícolas sustentáveis e 34% desenvolvem ações de reflorestamento. Esses números revelam que a preservação ambiental já integra a estratégia de uma parcela relevante dos produtores brasileiros e ajudam a demonstrar como conservação e produção podem caminhar juntas em uma mesma propriedade.

A mesma pesquisa revela outro dado significativo: 86% dos produtores acreditam que eventos extremos, como secas prolongadas, chuvas intensas e temperaturas mais elevadas, terão impacto sobre suas atividades nos próximos anos. Trata-se de um indicador importante porque demonstra que as mudanças climáticas não são percebidas como uma discussão distante da realidade do campo. Pelo contrário. Elas já influenciam decisões de investimento, manejo e planejamento produtivo.

Não por acaso, 72% dos produtores afirmam adotar práticas voltadas ao aumento da eficiência no uso de insumos e à redução de impactos ambientais. Isso mostra que sustentabilidade e produtividade caminham cada vez mais juntas. A adaptação climática deixou de ser apenas uma demanda regulatória ou uma exigência de mercado para se tornar uma necessidade econômica.

O problema é que boa parte dessas transformações ainda circula de forma limitada entre especialistas, entidades setoriais e agentes da cadeia produtiva. Enquanto isso, a percepção pública continua sendo frequentemente moldada por informações fragmentadas ou por episódios isolados que acabam definindo a imagem de um setor extremamente diverso e complexo.

É justamente por isso que a biodiversidade precisa se transformar em uma agenda de comunicação para o Brasil.

Não se trata de propaganda. Trata-se de construir uma comunicação baseada em dados, transparência e diálogo. Uma comunicação capaz de aproximar campo e cidade, ampliar o entendimento da sociedade sobre os desafios da produção de alimentos e dar visibilidade às iniciativas que contribuem para conservar recursos naturais, recuperar áreas degradadas e reduzir emissões.

O país possui ativos ambientais que serão cada vez mais valorizados pela economia global. Mas nenhum ativo gera reconhecimento por si só. É preciso demonstrar resultados, comunicar evidências e construir confiança.

A biodiversidade brasileira já ocupa lugar central na identidade nacional e será cada vez mais relevante para a competitividade do país. O que ainda precisa ganhar visibilidade é como ela é conservada e o papel que o campo desempenha nessa construção. Comunicar essa realidade com transparência, equilíbrio e base em evidências é um passo fundamental para aproximar sociedade e produção rural, fortalecer a reputação brasileira e posicionar o país como uma referência global em produção e conservação.

Fonte: Artigo escrito por Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural.
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Entenda impasse entre bancada do agro e governo sobre dívidas rurais

Reunião entre parlamentares e governo termina sem acordo em Brasília.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A reunião entre representantes do governo federal e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na terça-feira (07) terminou sem acordo sobre a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O encontro discutiu alternativas ao Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, que tramita na Câmara dos Deputados, e uma proposta de medida provisória (MP) elaborada pelo Ministério da Fazenda.

As negociações continuarão nos próximos dias. O principal objetivo é chegar a um consenso sobre as condições de refinanciamento antes da definição do texto que será encaminhado ao Congresso.

Pontos divergentes

O governo apresentou uma proposta de medida provisória para substituir parte do conteúdo do projeto aprovado pelo Senado. No entanto, permanecem divergências sobre os seguintes pontos:

  • critérios para enquadramento dos produtores;
  • taxas de juros;
  • prazo de carência;
  • montante de recursos disponíveis;
  • custo fiscal da operação.

Outra questão que gera impasse é a abrangência da medida. O governo defende que o benefício seja direcionado apenas aos produtores que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos nas últimas safras.

Os parlamentares ligados ao agronegócio defendem uma solução mais ampla, que também contemple produtores endividados por fatores econômicos, como aumento dos custos de produção e queda da renda.

Pauta-bomba

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que o Executivo está disposto a construir uma solução para agricultores prejudicados por eventos climáticos, mas considera inadequado ampliar a renegociação para todos os produtores rurais do país, devido ao impacto fiscal da proposta.

O Ministério da Fazenda considera como uma pauta-bomba o texto aprovado pelo Senado. A pasta estima que o formato atual do projeto gere impacto de cerca de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos, cálculo contestado pela bancada ruralista.

O deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que participou das negociações, afirmou que houve avanços nas conversas, e que as equipes técnicas seguem trabalhando para aproximar as posições. Segundo ele, a intenção é apresentar uma proposta consensual ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por intermediar as negociações.

Próximos passos

Foto: Marcello Casal

O PL 5.122 prevê mecanismos para facilitar a renegociação das dívidas de produtores rurais, com prazos maiores e condições especiais de financiamento. O governo tenta construir uma alternativa por meio de medida provisória, que teria aplicação imediata depois de ser editada, mas depende de entendimento com o Congresso.

Novas reuniões entre o Ministério da Fazenda e representantes da FPA devem ocorrer nos próximos dias para tentar reduzir as divergências.

Posição da FPA

Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária afirmou que não aceita substituir automaticamente o PL 5.122 por uma medida provisória e reiterou que o texto aprovado pelo Senado continua sendo a base das negociações. A bancada informou que ainda discorda de pontos como o enquadramento dos produtores, as taxas de juros, os prazos de pagamento e o alcance da proposta, e disse que seguirá negociando para ampliar o número de produtores beneficiados.

Fonte: Agência Brasil
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Cobrança do ITR pode ganhar novas regras para reduzir disputas entre produtores e municípios

Proposta prevê critérios técnicos para definição do Valor da Terra Nua, maior transparência na fiscalização e mudanças na tributação de áreas afetadas por invasões.

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Foto: Jose Fernando Ogura

Representantes do setor agropecuário defenderam na terça-feira (07) mudanças nas regras de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), durante debate sobre o Projeto de Lei 1.648/2024. A proposta busca tornar mais transparentes os critérios de definição do Valor da Terra Nua (VTN), utilizado no cálculo do imposto, além de padronizar procedimentos de fiscalização e ampliar a segurança jurídica para os produtores rurais.

Foto: Divulgação

O texto altera a legislação que regula o ITR e estabelece critérios técnicos para a elaboração do VTN pelos municípios, responsáveis pela fiscalização do tributo em parte do país. A proposta também reforça a utilização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como instrumento de apoio à fiscalização.

Um dos principais pontos discutidos foi a falta de transparência na definição do Valor da Terra Nua. Segundo entidades do setor, muitos produtores encontram dificuldades para acessar os estudos e laudos técnicos que embasam os valores utilizados pelos municípios.

Representando a Associação Brasileira dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), o consultor jurídico Anaximandro Doudement Almeida afirmou que a ausência de critérios claros aumenta os conflitos entre produtores e administração pública. “Os produtores relatam casos de supervalorização do Valor da Terra Nua e dificuldade de acesso aos estudos que fundamentam esses valores. Trazer esses critérios para a lei é importante para reduzir a insegurança jurídica”, afirmou.

Segundo Almeida, o projeto estabelece parâmetros para a elaboração dos levantamentos do VTN, incluindo metodologia, responsabilidade técnica e publicidade das informações.

Foto: José Fernando Ogura

Outro tema abordado foi o tratamento tributário de propriedades rurais atingidas por invasões. De acordo com o consultor, o texto prevê que o período em que o imóvel permanecer indisponível para produção seja considerado na incidência do imposto. “O produtor perde a disponibilidade do imóvel e, muitas vezes, não consegue manter a atividade. O critério deve considerar o período da invasão”, frisou.

Pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o assessor técnico Érico Melo Goulart afirmou que a proposta pode reduzir disputas tributárias ao ampliar o acesso dos contribuintes às informações utilizadas na cobrança do imposto. “Hoje, os municípios definem o Valor da Terra Nua e conduzem todo o processo, mas nem sempre disponibilizam a metodologia e os laudos técnicos”, expôs.

Segundo Goulart, a falta de transparência limita o direito de defesa dos produtores. “Sem conhecer a metodologia, o produtor não consegue contestar os valores, o que gera insegurança jurídica”, ressaltou.

Foto: Divulgação/FPA

O representante da CNA também defendeu que a legislação estabeleça mecanismos objetivos para comprovar os impactos econômicos provocados por invasões de propriedades rurais, como registros policiais e outros documentos oficiais.

Outro ponto levantado foi a destinação dos recursos arrecadados com o ITR. “A arrecadação do ITR deve ser aplicada em infraestrutura rural, como estradas e pontes”, enfatizou.

Além de uniformizar os critérios de cálculo do Valor da Terra Nua, o Projeto de Lei 1.648/2024 propõe atualizar procedimentos de fiscalização, ampliar a transparência da cobrança e reduzir a judicialização envolvendo o imposto. A proposta aguarda votação na Comissão de Assuntos Econômicos antes de seguir para as próximas etapas de tramitação.

Fonte: Assessoria ITR
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