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Governador do Paraná assina decreto que regulamenta cooperativas nos colégios agrícolas e florestais

Assinatura ocorreu durante passagem do governador pelo Show Rural Coopavel 2024, em Cascavel, e está vinculada à Lei 21.554/2023. Medida vai dar mais autonomia e eficiência administrativa às escolas, além de garantir a autossustentabilidade financeira a partir da autorização para comercialização da produção própria das unidades.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

O governador do Paraná Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta terça-feira (6) um decreto para regulamentar a lei estadual 21.554/2023, que estrutura o funcionamento das Cooperativas-Escolas nos 23 colégios agrícolas e dois florestais que compõem a rede estadual de ensino. A assinatura ocorreu durante a programação do chefe do Poder Executivo dentro do Show Rural Coopavel, em Cascavel, onde ele cumpre uma série de agendas voltadas ao agronegócio.

Na prática, a cooperativa-escola será uma pessoa jurídica sem fins lucrativos, constituída de alunos regularmente matriculados na instituição de ensino, professores e entidades vinculadas, que tem como objeto social a cooperação entre os associados para promover e estimular o desenvolvimento do cooperativismo com finalidade educativa, em benefício dos associados e da instituição de ensino.

Segundo Ratinho Junior, o modelo que começa a ser implementado no Paraná é inédito no Brasil, garantindo que os colégios agrícolas sejam financeiramente autossustentáveis e tenham mais autonomia e eficiência administrativa. “Com as cooperativas, os colégios agrícolas vão poder transformar a produção excedente em um negócio rentável, cujos recursos serão aplicados na melhoria das próprias instituições”, afirmou.

Outro benefício direto destacado pelo governador é o caráter mais completo de formação dos estudantes, que vivenciarão práticas empresariais, com o desenvolvendo de habilidades empreendedoras e técnicas para enfrentar os desafios do mercado agrícola, com uma abordagem que valoriza a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental.

“A partir de agora, além de técnicos agrícolas, os alunos vão sair das instituições com um preparo de gestão, sabendo como funciona na prática o trabalho das cooperativas e da agroindústria. Isso é um reconhecimento do Estado da importância destes colégios, e em especial das cooperativas paranaenses, que são referência nacional e nos inspiraram a fazer esse projeto”, concluiu Ratinho Junior.

Regulamentação

O novo decreto estadual determina as diretrizes a serem seguidas para a transformação das instituições, com cronograma para implementação do Estatuto Social, elaboração de contratos e convênios de cooperação técnica. Também deverão ser prestadas capacitações sobre cooperativismo às equipes internas, criação de conselhos administrativo e fiscal, planejamento de comunicação, aplicação e execução de recursos financeiros, com prestação de contas das unidades para a Secretaria da Educação.

Os trâmites dos processos licitatórios para aquisição de remédios e defensivos, entre outros itens necessários à produção, serão menos burocráticos, pois serão geridos pelas próprias cooperativas. A obtenção do Cadastro de Produtor Rural (CAD/PRO), documento necessário para a aquisição de insumos para atividades ligadas ao campo, também será facilitada.

Com a nova estrutura administrativa, as escolas poderão comercializar o excedente da produção agropecuária, gerando receita que deverá ser obrigatoriamente reaplicada nas próprias instituições de ensino. Até então, parte da produção, como grãos e hortaliças, era consumida pelos alunos, enquanto o grande volume restante não podia ser vendido devido à ausência de uma legislação específica.

De acordo com o coordenador dos Colégios Agrícolas da Secretaria da Educação, Renato Gondin, a nova estrutura de funcionamento permitirá que os alunos tenham uma vivência mais ampla e autônoma. “Cada colégio passa a ter um CNPJ, com uma cooperativa de estudantes dentro da instituição, em que também participam pais, professores e funcionários, que por meio de assembleias vão tomar as decisões que definirão o futuro das instituições”, afirmou.

Potenciais regionais

Como estão instalados em diferentes regiões do Paraná, a maior independência financeira permitirá que cada colégio trabalhe de forma alinhada às vocações regionais.

“Os colégios agrícolas trabalham todas as áreas da agricultura e da pecuária, sendo que alguns trabalham mais a bovinocultura de leite, enquanto outros focam mais na hortifruticultura. Em Ortigueira, temos um colégio florestal mais focado na operação de máquinas florestais, onde o aluno aprende toda a operação desse maquinário, enquanto o colégio de Irati é mais ligado à produção da madeira, desde o plantio da muda até o corte”, explicou Gondin.

Igor Bonfim é estudante do Colégio Agrícola Olegário Macedo, em Castro. De acordo com ele, as atividades práticas e a rotatividade entre os diferentes setores de ensino permitem que os alunos conheçam as áreas que possuem mais afinidade e desenvolvam habilidades específicas.

“Nas atividades práticas nós nos dividimos entre os setores de bovinos, suínos, ovinos, cultura de leite e avicultura, revezando a cada mês. Quando alguma empresa precisa de algum aluno na área, o colégio já sabe qual aluno se dedicou mais para indicá-lo para o trabalho”, contou Bonfim.

Outro aspecto explorado nas escolas agrícolas estaduais e que ganhará ainda mais força com as cooperativas é o uso de novas tecnologias no campo. A aluna do colégio agrícola Assis Brasil, em Clevelândia, Stefany Valgoi, está há três anos aprendendo sobre drones agrícolas e tem apresentado detalhes das ferramentas no Show Rural Coopavel.

“Nós tivemos capacitações com drones de monitoramento e pulverização, que são bastante utilizados nas lavouras, e viemos apresentar esse conhecimento adquirido. A tecnologia é o futuro do agro e nós, como futuros profissionais, precisamos ter contato com ela”, disse.

Confira a relação de escolas agrícolas do Paraná:

Apucarana – Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Manoel Ribas

Arapoti – Centro Estadual de Educação Profissional de Arapoti

Cambará – Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Mohamad Ali Hamzé

Campo Mourão – Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola de Campo Mourão

Cascavel – Centro Estadual de Educação Profissional de Agroinovação Professor Moacir Benedito Leme da Silva

Castro – Centro Estadual de Educação Profissional Olegario Macedo

Clevelândia – Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil

Cruz Machado – Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola de Cruz Machado

Diamante do Norte – Centro Estadual de Educação Profissional do Noroeste

Foz do Iguaçu – Centro Estadual de Educação Profissional Manoel Moreira Pena

Francisco Beltrão – Centro Estadual de Educação Profissional do Sudoeste do Paraná

Guarapuava – Centro Estadual de Educação Profissional Arlindo Ribeiro

Irati – Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva

Lapa – Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola da Lapa

Manoel Ribas – Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Manoel Ribas

Ortigueira – Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola de Ortigueira

Palmeira – Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Getúlio Vargas

Palotina – Colégio Agrícola Estadual Adroaldo Augusto Colombo

Pinhais – Centro Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia

Ponta Grossa – Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Augusto Ribas

Rio Negro – Centro Estadual de Educação Profissional Lysímaco Ferreira da Costa

Santa Mariana – Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola Fernando Costa

São Mateus do Sul – Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola de São Mateus do Sul

Toledo – Colégio Agrícola Estadual de Toledo

Umuarama – Colégio Estadual Agrícola de Umuarama

Fonte: AEN-PR

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Biocompetitividade é tema do Congresso Brasileiro do Agronegócio

Evento acontece em formato híbrido no dia 05 de agosto. Programação do evento contará com os painéis sobre Geopolítica e Sustentabilidade, e Clube Fragmentado: O Brasil será Associado?, e uma mesa redonda, que abordará o tema Competitividade e Oportunidades.

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Foto: Shutterstock

O 23º Congresso Brasileiro do Agronegócio será promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e pela B3, a bolsa do Brasil, no dia 05 de agosto, em formato híbrido, e debaterá o tema central Biocompetitividade. O evento é considerado um dos mais importantes do setor no país, por reunir autoridades, especialistas e empresários para discutir as pautas mais urgentes e relevantes para o desenvolvimento sustentável do agro nacional, norteando tendências e caminhos que proporcionem mais competitividade, produtividade e rentabilidade em todos os elos da cadeia.

A programação do Congresso contará com dois painéis: Geopolítica e Sustentabilidade, e Clube Fragmentado: O Brasil será Associado?, e uma mesa redonda que abordará o tema Competitividade e Oportunidades, que receberão representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária e de importantes entidades setoriais, líderes de consultorias e empresas de inteligência e de análise de mercado, autoridades, produtores rurais e especialistas de instituições privadas brasileiras. A palestra inaugural que tratará de biocompetitividade será ministrada por Nelson Ferreira, Sócio-Sênior e Líder Global de Agricultura da Mckinsey & Company.

Durante o evento, a Abag prestará homenagem ao ex-ministro da Agricultura, Marcos Montes, que receberá o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio. Montes foi prefeito de Uberaba (de 1997 a 2004), Secretário de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais, e deputado federal por três mandatos, entre 2007 e 2019.

Em 2023, o Congresso Brasileiro do Agronegócio contou com mais de 840 pessoas de todo o país presencialmente e mais de 6,4 mil acessos à transmissão online do evento. O público participante foi composto por empresários, líderes setoriais, autoridades públicas ligadas aos governos federal, estadual e municipal, parlamentares, além de profissionais ligados ao agro.

Fonte: Assessoria Abag
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Concurso Estadual de Qualidade de Ovos de São Paulo 2024 eleva padrão da produção 

Evento acontece dia 09 de julho, com início marcado para as 09 horas, no Kaikan de Bastos (SP).

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O Concurso Estadual de Qualidade de Ovos de São Paulo acontece em julho e celebra a excelência da produção de ovos, mas também promete elevar os padrões de qualidade em toda a região. Há mais de sete décadas, o Concurso Estadual de Qualidade de Ovos tem sido uma tradição em Bastos, cidade emblemática reconhecida como a capital do ovo no Brasil. Com sua longa história, o concurso não apenas honra a herança avícola de Bastos, mas também destaca a contribuição vital de São Paulo para a indústria de ovos do país. São Paulo, como o maior produtor de ovos do Brasil, é responsável por uma impressionante parcela de 30% da produção nacional, com Bastos sozinha contribuindo com 11% da produção nacional e 40% da produção estadual.

Fotos: Divulgação

O ano de 2024 marca uma evolução significativa para este evento de prestígio, pois pela primeira vez, o concurso se estende para além das fronteiras de Bastos para abranger todo o estado de São Paulo. Essa expansão reflete não apenas a diversidade da produção de ovos  em todo o estado, mas também a busca pela excelência em todos os cantos de São Paulo.

Guiando a excelência

Por trás deste evento está uma Comissão Organizadora composta por 11 membros representativos dos setores envolvidos. Esses membros, selecionados por suas experiências e conhecimentos, incluem representantes da Coordenação de Assistência Técnica Integral (CATI), da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, produtores de ovos reconhecidos, representantes do município de Bastos e do Sindicato Rural. Juntos, eles guiam este concurso com o compromisso de promover os mais altos padrões de qualidade na produção avícola de São Paulo.

Inscrições e regras

Produtores de ovos de todas as regiões do estado são convidados a inscrever suas granjas no Concurso Estadual de Qualidade de Ovos de São Paulo 2024. O processo de inscrição é simples e exclusivo através do portal oficial: concursodequalidadedeovos.com.br. Os produtores devem garantir que todos os requisitos, incluindo o número de registro no Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) e outros registros exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sejam cumpridos.

A entrega das amostras de ovos para avaliação será entre os dias 03 e 04 de julho, podendo ser feita nos escritórios da CATI Regional nas cidades do estado, ou no Sindicato Rural de Bastos, das 7h30 às 11h e das 13 às 17 horas. É importante ressaltar que as amostras entregues fora desse prazo serão desqualificadas.

É obrigatória a participação das granjas representando suas próprias unidades de produção, e cada granja pode inscrever uma amostra por categoria. Este é um momento crucial para os produtores demonstrarem sua dedicação à qualidade e excelência na produção de ovos.

Evento e avaliações

O Concurso Estadual de Qualidade de Ovos 2024 e as respectivas avaliações acontecerão no dia 09 de julho, com início marcado para as 09 horas, no Kaikan de Bastos, situado na Rua Adhemar de Barros, nº 362, no centro da cidade de Bastos (SP). Esta é uma oportunidade imperdível para os produtores mostrarem seus melhores ovos e competirem pela excelência na produção avícola do estado.

Fonte: Assessoria
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Faixa úmida: entenda o conceito dessa ‘zona’ para ter mais eficiência na irrigação de um plantio

Compreender na prática o que é essa zona otimiza o uso da água e minimiza o desperdício.

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Foto: Fernando Dias

Na hora de optar pela irrigação por gotejamento em um plantio, nem todos agricultores iniciantes sabem logo de início que não é necessário ter um gotejador para cada planta. Afinal, o conceito de ‘faixa úmida’ é crucial.

Nesse tipo de irrigação, são aplicadas gotas de água no solo próximo às plantas. Para isso, é necessário instalar gotejadores que ficam dispostos em mangueiras flexíveis.

Mas, afinal, o que seria a faixa úmida nesse processo? Também conhecido como círculo molhado, é uma zona localizada perto das plantas e que é mantida constantemente úmida para atender às demandas hídricas das raízes. A faixa úmida é obtida com a sobreposição parcial desses círculos molhados. “Isso é alcançado distribuindo uniformemente a água ao longo da linha de plantio, garantindo uma cobertura adequada das raízes em vez de focar em gotejadores individuais”, explica o engenheiro agrônomo Elídio Torezani.

Entre as vantagens, a faixa úmida otimiza o uso da água, minimiza o desperdício e maximiza a absorção pelas plantas. Na prática, segundo o engenheiro, é a distribuição inteligente da água, não a quantidade de gotejadores, que garante uma irrigação eficaz e sustentável.  “Para obter o máximo potencial da lavoura, é fundamental buscar orientação de bons profissionais, que ajudarão a implementar práticas de irrigação adequadas e maximizar os resultados com economia”, complementa Torezani.

Benefícios e ganhos

Torezani destaca alguns ganhos ao entender o conceito de faixa úmida. São eles:

– Aumenta a produtividade da colheita;

– Evita aumento desnecessário do número de gotejadores;

– Reduz os custos de produção. Afinal, a quantidade de gotejadores adequada significa menos uso de energia elétrica, utiliza menos água e, ainda, otimiza a utilização de insumos.

Prevenção de doenças 

Além disso, Elídio ressalta outro ponto importante: o uso adequado de gotejadores diminui o risco de doenças relacionadas ao excesso de umidade do solo. “Abaixo do gotejador sempre existirá uma área com excesso de umidade. Essa condição vai proporcionar a difusão da água para todos os lados. As raízes que são submetidas constantemente ao excesso de umidade podem morrer por asfixia, dando oportunidade para o desenvolvimento de enfermidades que podem levar as plantas à morte. Assim, a ideia de ter um gotejador muito próximo à planta, é perigosa”, ressalta o engenheiro.

Fonte: Assessoria Hydra Irrigações
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