Notícias
Fórum Técnico discute tecnologias de produção de sementes no Paraná
Evento vai reunir, em Foz do Iguaçu, no mês de setembro, profissionais da produção e indústria de sementes.

Tudo começa pela semente. Esta é uma das realidades mais factíveis. Em se tratando da produção de um dos principais insumos da lavoura, a afirmação desperta o interesse de toda cadeia sementeira, que estará presente no Fórum Técnico da Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM) 2023, que acontece de 12 a 14 de setembro, em Foz do Iguaçu.
A semente certificada e de qualidade garante ao produtor produtividade e rendimento na comercialização. Por essa razão, mais uma vez, o tema principal do fórum é “Tudo começa pela semente”. Serão três dias de uma programação intensa de palestras, painéis e workshops. Entre os destaques, a participação de empresas, organismos e instituições de pesquisa como a Embrapa, Ministério da Agricultura e do Abastecimento e Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). “A programação está sendo preparada para atender todos os elos e nichos da produção de sementes”, afirma o presidente da Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM), Jhony Möller.
O vice-presidente da CSM, o pesquisador da Embrapa e presidente da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), Fernando Henning, destaca o valor histórico do evento. “O Fórum Técnico da CSM tem uma relevância histórica para a comunidade de pesquisa e de tecnologia de sementes do Paraná e do Brasil. Sempre foi um fórum que, além de consultivo, é um espaço de deliberação de muitas coisas, como mudanças em normas e regras. É importantíssima a participação de todos. A CSM Paraná, já tem o seu valor histórico documentado. Nesse evento, procuramos oferecer informações que, no dia a dia, podem ser esquecidas, como os cuidados no campo, a exemplo das vistorias no campo, trazendo ainda um pouco da realidade do que está ocorrendo na produção do milho, a genética, melhoramento e problemas que ainda ocorrem e novos, como a cigarrinha”, ressalta Henning.
O evento colocará em pauta temas importantes da produção de sementes, como o controle de qualidade, atualização e uso de metodologias, os impactos, tanto no sistema de controle de qualidade no campo, como nas fases posteriores.
Também estarão em foco questões relacionadas à reativação e movimentação de análise de sementes dentro dos fóruns Abrasem e Abrates, com informações sobre os comitês das duas organizações.
Vale ressaltar que o Fórum Técnico da CSM é um ambiente em que dúvidas do dia a dia no campo poderão ser sanadas pelo produtor de sementes.
Sucesso na produção
A dessecação é uma ferramenta que produtores estão utilizando, inclusive na produção de sementes. Para ter sucesso é preciso conhecer a fisiologia da planta, época e tipo de produto adequado para a aplicação para não ter consequências graves, como a morte da semente. O Fórum vai trazer essas informações.
Para falar sobre tecnologias, como as de secagem e beneficiamento, o Fórum trará especialistas no assunto, estabelecendo uma conexão entre o Congresso de Sementes, que aconteceu em setembro de 2022, em Curitiba, ao debater erros e acertos em um tema que é importante para a indústria.
Programação
A abertura do evento será na terça-feira (12) às 14h30, com a palestra “Agricultura Brasileira e o Mundo-Riscos e Oportunidades “, com o ex-ministro da Agricultura, Antonio Cabrera Mano Filho.
Na sequência, teremos o painel “Tudo começa no campo” em que serão abordados assuntos como vistoria de campos de sementes; dessecação dos campos de semente e colheita de sementes.
Na quarta-feira (13), o evento começa às 8 horas, com o “Workshop Mapa – Legislação de sementes”. O moderador será Ralf Dengler.
Haverá ainda espaço para visitação de estandes e, posteriormente, o painel “Desafios na secagem e no beneficiamento de sementes por número”, com moderação de Jonas Pinto.
Em seguida, teremos mais um painel sobre “Como melhorar a eficiência da safra de milho”, com a Adapar.
A programação do dia termina com o painel “Novas ferramentas no melhoramento genético de soja”, moderador, Fernando Henning.
A quinta-feira (14) será aberta pelo painel “Monitorando a qualidade das sementes – LAS”. Os participantes ainda podem conferir a rodada “Execução das análises e uso das tabelas de tolerância”, com Fátima Zorato; e “Amostragem para realização das análises de Qualidade em pré-colheita e execução dos testes”, com o doutor Francisco Krzyzanowski. Moderação, Saionara Tesser.
A outra rodada discutirá “Os objetivos e os trabalhos desenvolvidos pelos comitês das entidades; Abrasem e Abrates” e “Revisão das RAS versão adoção regras da ISTA”.
O fórum termina com o painel “Preservando e protegendo as sementes”.
A participação do Mapa, será importante para que, os interessados, esclareçam dúvidas sobre o Decreto nº 10.586/2020, que regulamenta a Lei nº 10.711/2003, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Sementes e Mudas (SNSM), e que busca garantir a identidade e a qualidade do material de multiplicação e de reprodução vegetal. “O ministério tem feito uma ampla divulgação e treinamento sobre o assunto e, mais uma vez, os técnicos e responsáveis pela produção poderão tirar as suas dúvidas”, assegura Möller.

Notícias
China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
Notícias
Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

Notícias
Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.






