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Fazenda Manacá é a primeira propriedade paulista a ganhar o Selo Angus Sustentabilidade

Selo vem para comprovar a missão que temos em produzir uma carne rastreável de qualidade premium que a indústria espera e que o consumidor consegue perceber a maciez e suculência.

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Foto: Divulgação

A Fazenda Manacá, dos produtores rurais Pompilio e Ana Paula Roselli de Patrocínio Paulista, foi a primeira propriedade paulista a conquistar o Selo Angus Sustentabilidade. Lançado em 2019, o Selo atesta a adoção de boas práticas dentro de seis pilares, que são eles: responsabilidade ambiental, responsabilidade social, rastreabilidade, sanidade, bem-estar animal e biossegurança. O Selo Angus Sustentabilidade é atestado por uma certificadora alemã, a Tüv Rheinland, que é referência em atestar processos produtivos nos cinco continentes.

Os proprietários da Manacá, contam que na sua área produzem 90% dos alimentos que os animais consomem. “Estamos muito honrados com o Selo Angus de Sustentabilidade que conseguimos para a Fazenda Manacá, muito orgulhosos de todos os colaboradores, pois é fruto de dedicação e trabalho de todos. O Selo vem para comprovar a missão que temos em produzir uma carne rastreável de qualidade premium que a indústria espera e que o consumidor consegue perceber a maciez e suculência. E terá também a segurança ao saber que foi produzida em uma fazenda que preza pelo bem-estar animal, que cuida de seus colaboradores e que sempre respeita o meio ambiente”, comemora Pompílio Roselli.

“Hoje na Manacá produzimos de forma sustentável carne Certificada Angus Gold, com foco em performance e margem, para atender a indústria com qualidade, padronização e regularidade. Fazemos o ciclo completo com cria, crescimento e terminação em regime de confinamento. O animal que nasce na fazenda deve deixar sua reposição antes de 24 meses para obter a certificação Angus Gold. E para nos auxiliar neste processo utilizamos tecnologia em todas as fases que são intensificadas”, explica o produtor rural.

Para o presidente do Comitê Gestor do Programa Carne Angus Certificada, Nivaldo Dzyekanski, o Selo Angus Sustentabilidade é uma forma de atestar oficialmente um compromisso que os produtores rurais da raça têm com o meio ambiente e seus animais. “Creditarmos esse selo para Manacá é uma grande honra. Visitamos a fazenda e vimos na prática aquilo que trabalhamos diariamente para que todos conheçam: é impossível operar com pecuária sem respeito ao ecossistema e à vida. E a certificação é uma chancela muito importante neste processo”, salienta o dirigente.

Como funciona o Selo Angus Sustentabilidade

O regramento da certificação é regido pelo protocolo da Associação Brasileira de Angus. À associação, cabe o dever de selecionar e credenciar propriedades aptas e assegurar o cumprimento das regras de enquadramento. Para isso, a Angus destina técnicos para acompanhar os processos produtivos nas propriedades credenciadas e orienta os pecuaristas sobre boas práticas de produção. Após estas propriedades poderão ser auditadas pela parceria internacional, a Tüv Rheinland.

Ana Doralina Menezes, gerente do programa Carne Angus Certificada explica que estando habilitadas, as fazendas receberão o Selo Angus Sustentabilidade. “É importante citar que o Carne Angus é único programa brasileiro que passa pela auditoria de uma certificadora externa, garantindo a conformidade das etapas que realizamos dentro da indústria, até a saída do produto, e com este selo mais uma etapa se soma a esta chancela”.

Exigências para receber o Selo Angus Sustentabilidade

Para receber o Selo Angus Sustentabilidade, é preciso que as propriedades rurais sigam rigorosamente as normativas previstas no protocolo da Associação Brasileira de Angus. Entre as exigências básicas para receber o selo estão:

• Animais rastreados conforme o sistema oficial;

• Animais com, no mínimo, 50% de sangue Angus,

• Preservação de vegetação nas nascentes e em área de reserva natural

• Descarte adequado de embalagem vazias de defensivos agrícolas e de medicamentos

• Não usar mão de obra infantil ou escrava

• Funcionários devidamente registrados

• Filhos de funcionários devem estar matriculados na escola

• Medidas anti-estresse animal

“Importante que se diga: quando falamos de sustentabilidade tratamos de muito mais do que cuidado ao meio ambiente. Com o Selo atendemos a novas correntes de comportamento de consumo. As famílias buscam mais informações sobre os produtos que adquirem, querem a garantia de que a carne que consomem não agride ao meio ambiente e é produzida dentro das mais rígidas normas de bem-estar animal, entre outros quesitos”, finaliza a gerente de fomento do Programa Carne Angus Certificada.

Fonte: Assessoria

Bovinos / Grãos / Máquinas

Qual o papel da tecnologia no desempenho do agronegócio?

Dentre os benefícios da utilização da tecnologia no campo incluem a mitigação e gestão de riscos operacionais, rastreabilidade, confiabilidade, redução de custos, integração da equipe, comunicação, entre outros ganhos que proporcionam um crescimento sustentável para o setor.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio representou 24,8% do PIB do Brasil em 2023. E, não há como negar que a tecnologia se tornou uma grande aliada desse crescimento. Como prova disso, segundo dados da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), cerca de 67% das propriedades agrícolas já aderiram ao uso de algum tipo de inovação tecnológica. Por sua vez, diante da atual era de transformação digital, que também acomete o segmento, é importante compreender como as novas tecnologias podem contribuir para o futuro do setor.

A utilização da tecnologia no campo já é uma realidade, uma vez que agrega benefícios que incluem a mitigação e gestão de riscos operacionais, rastreabilidade, confiabilidade, redução de custos, integração da equipe, comunicação, entre outros ganhos que proporcionam um crescimento sustentável para o setor. Tais vantagens favorecem que o setor mantenha sua posição de destaque na economia.

Atualmente, a aquisição de diversas tecnologias tem influenciado o desempenho do agro, como, por exemplo, a tão conhecida Inteligência Artificial (IA). Entretanto, é importante enfatizar que este recurso, em específico, para o agronegócio, deve ser considerado como um dos pilares na gestão do setor, que tem muito a ganhar com a sua aplicação na utilização conjunta com outras ferramentas vitais para o segmento do agro, como o diagnóstico e recomendações de ações através de aprendizagem de máquinas.

Portanto, dentre as tecnologias existentes, destacam-se: a Internet das Coisas (IoT), que, por meio de sensores, consegue fazer medições e gerar alertas; Machine Learning, a qual, através da IA, dá às máquinas a capacidade de realizar tarefas com base em padrões e tendências; robótica, substituindo trabalhos repetitivos e de riscos no campo; e aplicações de sistemas mobile ou nuvem, proporcionando a integração do setor com a disposição de dados a qualquer hora e lugar.

O uso dessas tecnologias tem como foco principal não apenas contribuir para maior eficiência, mas também favorecer para a consolidação de uma gestão assertiva. Ou seja, com o maior controle de informações e organização das funções, torna-se mais ágil o processo de tomadas de decisões, baseadas em indicadores reais que garantem a solidificação do setor independente do período em que esteja atravessando.

Paralelamente, ter uma gestão assertiva para o agronegócio também é fundamental, considerando a ampla responsabilidade do segmento em aplicar os princípios da agenda ESG nas operações. Deste modo, a tecnologia contribui em cada um destes pilares, em que, do ponto de vista ambiental, proporciona um consumo mais sustentável dos recursos: na esfera social, traz um diferencial nas condições de trabalho e no desenvolvimento comunitário e regional; e no viés corporativo, reflete a integridade das operações com a transparência das movimentações para toda rede de clientes, fornecedores e colaboradores.

No entanto, assim como os outros setores, o agronegócio também é exposto a uma gama de desafios diariamente, que acometem, principalmente, os negócios familiares. Na prática, uma decisão tomada baseada em dados errados pode gerar impactos financeiros altamente significativos à operação da empresa. E, embora sempre seja enfatizado a vital importância da tecnologia para a garantia de crescimento e desempenho, ainda assim, não é incomum encontrarmos nesse meio posições resistentes quanto sua adesão.

Deste modo, precisamos reforçar que, mesmo o agro sendo um setor promissor, cenários de instabilidades causados pelas mudanças climáticas ou baixa de safras também podem afetar seu desempenho. Quanto a isso, não existe fórmula mágica, mas sim preparo, que pode ser feito a partir da utilização de sistemas de gestão que apoiem na realização de análises preditivas, antecipando movimentos a partir da obtenção de dados lapidados.

Outro aspecto importante é que a tecnologia, por si só, não tem o poder de provocar uma transformação. Ou seja, adotar algum dos recursos descritos anteriormente sem nenhuma base ou estrutura, dificulta o alcance do resultado esperado. Sendo assim, ter o apoio de uma consultoria especializada nessa abordagem é uma estratégia vital, uma vez que a equipe irá guiar em toda essa jornada, ajudando a identificar e traçar metas alcançáveis.

Em suma, o papel da tecnologia é acelerar de forma segura o crescimento do agronegócio. Ao olharmos para 2024, o setor terá pela frente uma série de desafios, os quais podem ser desburocratizados com a utilização correta dos recursos tecnológicos, auxiliando para uma maior acessibilidade e controle operacional. Todavia, para que esse resultado seja alcançado, é fundamental que aqueles que ainda não têm essa compreensão a obtenham o quanto antes, já que o tempo não espera, e ficarão à frente só os que estiverem preparados.

Fonte: Por Alêssa Ramos, gerente de negócios da SPS Group.
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Bovinos / Grãos / Máquinas Durante Show Rural Coopavel

Sucesso da primeira Feira de Touros Pró-Genética do ano evidencia força da pecuária zebuína

Evento teve como objetivo facilitar o acesso de pequenos e médios produtores ao melhoramento genético de qualidade e sustentável.

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Foto: Divulgação/ABCZ

O calendário de eventos do Programa de Melhoria da Qualidade Genética do Rebanho Bovino Brasileiro (Pró-Genética) começou 2024 da melhor forma possível. A primeira Feira de Touros Pró-Genética do ano, realizada de 05 a 09 de fevereiro, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), foi um sucesso comercial, ressaltando a importância do programa e da democratização do acesso ao melhoramento genético zebuíno.

Promovido com a participação de 10 criadores, o evento comercializou um total de 43 touros PO, das raças Nelore, Nelore Mocho e Tabapuã, vendidos por um valor médio de R$ 16.988,37 (70,87 @). Somando o faturamento de todas as vendas, a feira movimentou R$ 730.500,00, de acordo com o Supervisor de Provas Zootécnicas da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), Mauro Bueno da Fonseca.

“Iniciamos a temporada do Pró-Genética com o pé direito. O primeiro evento do ano, realizado no decorrer de uma importante feira agropecuária com visibilidade nacional, foi extremamente positivo e mostrou a real força da pecuária zebuína”, avalia.

O Pró-Genética realiza periodicamente feiras de touros em pontos espalhados por todo o país, possibilitando a disseminação do progresso genético das raças zebuínas Brasil afora e contribuindo para a produção sustentável e eficiente de carne e leite de qualidade.

Fonte: Assessoria ABCZ
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Interação e oferta de objetos para bezerros leiteiros podem ajudar a reduzir estresse da desmama

Iniciativa contribui para melhorar a capacidade dos animais em lidar com mudanças de ambiente. Além disso, o enriquecimento físico, com a disponibilização de objetos como escova, bola e espantalho, buscou identificar benefícios funcionais e biológicos.

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Foto: Gisele Rosso/Embrapa Pecuária Sudeste

A fase de aleitamento é um período sensível e estressante  para os bezerros leiteiros, por conta do afastamento da mãe e, em alguns casos, do isolamento social. Buscando alternativas para  minimizar os impactos negativos dessa fase, a Embrapa Pecuária Sudeste conduziu um experimento para testar a efetividade do enriquecimento social e físico.

A pesquisa avaliou os efeitos do enriquecimento social no comportamento dos bezerros leiteiros em sistemas a pasto. O intuito, de acordo com a pesquisadora Teresa Alves, foi melhorar a capacidade dos animais em lidar com mudanças de ambiente. Além disso, o enriquecimento físico, com a disponibilização de objetos como escova, bola e espantalho, buscou identificar benefícios funcionais e biológicos.

A separação do filhote e a mãe logo após o nascimento é uma prática corriqueira entre os produtores de leite, principalmente para assegurar maior eficiência no recebimento do colostro. Quando separados, muitos são colocados em baias individuais, a fim de diminuir a transmissão de doenças e a competição por alimento.

Por outro lado, a criação coletiva de bezerros oferece um ambiente com espaço e estímulos necessários ao bom desenvolvimento cognitivo. A interação com outros animais pode melhorar a capacidade de lidar com mudanças de ambiente e situações de estresse. Porém, um desafio frequente nesse modelo é a ocorrência da mamada cruzada (ato de bezerros em sugar um ao outro).

Tal ação pode resultar em ferimentos de partes do corpo do animal sugado e interferir no desempenho produtivo. Nesse caso, a inserção de “brinquedos” é uma forma de reduzir o problema, melhorando sanidade, índices reprodutivos, aumento da aptidão inclusiva e redução de comportamento doloroso. E não é necessário um grande investimento para o produtor.

Resultados

Nos lotes com enriquecimentos social e físico a interação social e o comportamento de explorar o ambiente foram menores, visto que os animais ocuparam parte do tempo interagindo com os objetos oferecidos. Os bezerros interagiram em maior frequência com a escova (48,2%), seguida da interação com bola (26,5%) e com o  espantalho (25,6%). Além disso, neste grupo houve maior frequência de visita ao concentrado e menor tempo em pastejo. Em relação ao ócio e à ruminação, não ocorreu influência dos enriquecimentos entre os lotes.

Para Teresa, o maior tempo gasto com a escova pode ser explicado pelo fato dos bovinos se coçarem para remover sujeira, restos de excrementos, ectoparasitas e fluídos corporais. Assim, a incorporação de objetos com algum tipo de função específica é eficaz para o bem-estar. “A criação de bezerros em grupo promove um importante enriquecimento que são as interações sociais, embora quando disponibilizado ‘brinquedos’, eles gastam tempo interagindo com esses recursos”, destacou Teresa.

A pesquisadora considera que a interação dos bezerros com o espantalho nos horários próximos ao fornecimento do leite pode estar relacionada com o contato humano-animal. É provável que os bezerros tenham associado à imagem do espantalho à pessoa responsável pelo manejo, uma vez que os bonecos usavam a mesma vestimenta dos tratadores.

Experimento

Participaram do estudo 35 bezerros das raças Holandês e Jersolando distribuídos em dois tratamentos: um apenas com enriquecimento social – piquetes coletivos de criação; e outro com enriquecimento social e físico. Nesses, além dos piquetes serem coletivos, foram colocados diferentes objetos (espantalho, bola e escova), oferecidos simultaneamente.

O experimento foi conduzido no Sistema de Produção de Leite da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). A distribuição dos grupos foi aleatória, com a condição de que os animais não tivessem diferença de idade maior do que 15 dias e, no máximo, cinco filhotes.

Os bezerros foram separados de suas mães logo após o nascimento e receberam o colostro por meio de baldes individuais com bico. Desde o primeiro dia de vida, tiveram acesso livre à água e ao concentrado. O desaleitamento ocorreu, gradativamente, próximo aos dois meses de idade.

O sistema de criação coletivo possui área composta por capim Cynodon, com 12 piquetes de 64m² cada, com sombra artificial. A pesquisadora explicou que o sistema foi planejado para que houvesse piquetes ociosos para mudança do lote para áreas com melhor qualidade sanitária, principalmente no período das chuvas.

Os animais foram avaliados diariamente e pesados a cada 14 dias, com a avaliação de mucosa, infestação de carrapatos e temperatura retal. As observações comportamentais também foram a cada 14 dias, anotadas durante 10 horas, com identificação dos bezerros. Foram 60 dias de observações do comportamento do nascimento ao desmame.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste
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