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Fábrica da Boehringer Ingelheim em Paulínia (SP) recebe certificado de neutralidade de carbono
Reforçando busca por sustentabilidade e o compromisso da empresa em práticas ambientais conscientes, farmacêutica destaca avanços para garantir crescimento sustentável

A Boehringer Ingelheim, uma das principais farmacêuticas do mundo, comemora um novo marco em seu compromisso com a sustentabilidade. Em julho de 2023, a fábrica localizada em Paulínia (SP) recebeu o certificado de neutralidade de carbono, tornando-se a primeira instalação da companhia na América do Sul a conquistar esse feito.
A certificação, concedida após uma rigorosa avaliação conduzida pela empresa certificadora TÜV SÜD, valida os esforços significativos da Boehringer Ingelheim para minimizar seu impacto ambiental. A conquista é uma demonstração concreta do compromisso da empresa em promover práticas sustentáveis em todos os aspectos de sua operação.
Desde 2021, a Boehringer Ingelheim estabeleceu metas ambiciosas, alinhadas com uma estratégia mais ampla de sustentabilidade, denominada “Desenvolvimento Sustentável para Gerações”. A estratégia, organizada em três pilares, destaca o compromisso da empresa em contribuir positivamente para a saúde do planeta, e pode ser exemplificada a partir de algumas iniciativas da farmacêutica.
No pilar “Mais Potencial”, a empresa atua com foco em seus colaboradores, comunidades e parceiros para que possam atingir todo o seu potencial. Isso inclui atuação ética em toda a cadeia de valor, condições de ambiente e trabalho reconhecidamente excelentes, práticas de diversidade, equidade e inclusão e ações de responsabilidade social com foco em comunidades vulneráveis, como o patrocínio à ONG Moradores de Rua e Seus Cães e ao Instituto Semear. No pilar “Mais Saúde” – para a boa saúde das pessoas e animais -, concentram-se projetos como o AbraçAR, que educa profissionais de saúde ampliando o acesso ao diagnóstico e tratamento de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), e a iniciativa Angels que capacita hospitais e profissionais de saúde no atendimento a vítimas de AVC. O terceiro pilar, chamado de “More Green” – para uma boa saúde do planeta -, se concentra em práticas sustentáveis que abrangem todas as áreas de atuação da empresa e suas matrizes ao redor do mundo. O objetivo global é reduzir sua pegada de carbono e adotar práticas mais amigas do ambiente até 2030.
Nesse sentido, algumas das realizações notáveis da Boehringer Ingelheim até o momento incluem:
Redução de Emissões: No Brasil, a empresa já reduziu mais de 65% nas emissões de gases de efeito estufa, além de compensar as emissões restantes. Esse progresso é uma prova tangível de que as atividades produtivas da empresa não contribuem para a intensificação dos gases de efeito estufa na atmosfera.
Meta de Resíduos: A fábrica de Paulínia atingiu antecipadamente a ambiciosa meta de reduzir em 100% a destinação de resíduos para aterros sanitários até 2030. Desde 2021, nenhum resíduo é mais direcionado para aterros, 9 anos antes da meta.
Energia Renovável: A planta de Paulínia adotou uma abordagem proativa para a energia renovável, operando com 100% de energia elétrica proveniente de fontes renováveis desde 2021. Além disso, a instalação possui painéis solares que alimentam um edifício inteiro, demonstrando um compromisso com a eficiência energética.
Práticas Inovadoras: A empresa lançou um concurso interno para promover ideias sustentáveis entre seus colaboradores. Dentre as 34 ideias enviadas, o projeto vencedor busca reutilizar embalagens de vidro no processo da produção do antiparasitário para cães NexGard®. Esse esforço de engajamento interno ilustra a dedicação da empresa em fomentar uma cultura de sustentabilidade.
Reuso de água: Através da captação de água da chuva no telhado do restaurante da fábrica, esse recurso é direcionado para diversas finalidades, como o abastecimento dos vasos sanitários no prédio administrativo e no próprio restaurante. Além disso, essa água é utilizada para irrigar os jardins e limpar pisos, demonstrando o firme compromisso da empresa com a preservação dos recursos hídricos e a adoção de práticas sustentáveis.
A farmacêutica também destaca a importância da parceria com a ClimateSeed, uma instituição que auxilia no aumento dos esforços ambientais e sociais das empresas, para compensar as emissões necessárias após a certificação.
“Estamos orgulhosos de mais uma conquista significativa, que ressalta o compromisso da Boehringer Ingelheim com a saúde do planeta. Ao reforçar a proteção do meio ambiente para as atuais e futuras gerações, nossa empresa assume a liderança na busca pela inovação sustentável.”, destaca Adriano Cavalcanti, diretor de engenharia da Boehringer Ingelheim. “Nossa visão vai além do presente, orientando-nos a tomar decisões com uma perspectiva de longo prazo e a construir um modelo de negócios que traga benefícios econômicos e sociais para todos os nossos públicos. Estamos comprometidos em criar um impacto positivo duradouro, promovendo assim um futuro sustentável para todos e transformando vidas por gerações”, conclui.

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Boehringer Ingelheim confirma participação no 23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Como patrocinadora ouro, a farmacêutica marca presença no evento com palestras de especialistas globais, apoio a simpósio satélite e soluções para saúde animal.

A multinacional farmacêutica Boehringer Ingelheim confirma sua participação como patrocinadora ouro no 23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária (CBPV), que acontecerá entre os dias 27 e 30 de julho, em Belo Horizonte. Reconhecido como um dos eventos mais relevantes do setor científico e profissional da medicina veterinária, o congresso será o palco ideal para a companhia reforçar seu compromisso com a ciência, inovação e a saúde animal, tanto no segmento de animais de produção quanto no de animais de companhia.
Como parte de seu apoio ao desenvolvimento científico, a Boehringer Ingelheim também é parceira oficial do evento satélite pré-CBPV, que engloba o II Simpósio de Pesquisa Clínica e o tradicional Concurso de Fotografia, incentivando a produção acadêmica e a disseminação de conhecimento prático na área.
“O CBPV é um dos fóruns científicos mais respeitados do país, e para a Boehringer Ingelheim é um privilégio apoiar o evento como patrocinador ouro. Nossa participação reforça o compromisso de conectar a ciência de ponta desenvolvida globalmente com a realidade do mercado brasileiro”, destaca Roberto Valdrighi, Gerente de Produto da Boehringer Ingelheim.
Palestras e debates
Um dos grandes destaques da participação da companhia será a presença de Gustavo Sabatini, Gerente Técnico Global para Ruminantes da Boehringer Ingelheim, que trará sua expertise internacional para a grade de programação do congresso em dois momentos importantes:
- Dia 28/07: Palestra “Como nasce um antiparasitário? Uma viagem pelos bastidores”, que será realizada no Auditório 2A – Inconfidência.
- Dia 30/07: Atuação como moderador da mesa-redonda “Inovação em parasitologia animal e perspectivas”, no Auditório Nobre – Estrada Real
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Um marco histórico para a pecuária brasileira: Brasil inaugura Banco Nacional de Antígenos e amplia segurança sanitária contra febre aftosa
Parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Tecpar e Biogénesis Bagó fortalece a capacidade nacional de resposta a emergências sanitárias e consolida a proteção do maior rebanho comercial do mundo.

O Brasil alcançou um novo marco na defesa agropecuária nacional com a inauguração do Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa, no dia 17 de julho, em Garin, na Argentina. A iniciativa, fruto da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Biogénesis Bagó, representa um dos mais importantes investimentos estratégicos para preservar o status sanitário do país e garantir maior capacidade de resposta diante de eventuais emergências envolvendo a febre aftosa.

O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil visita as instalações onde está o Banco Nacional de Antígenos
A entrega oficial da estrutura ocorreu na unidade industrial da Biogénesis Bagó, na Argentina, com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, autoridades brasileiras e argentinas, representantes do setor produtivo e lideranças da indústria de saúde animal, simbolizando um novo capítulo na cooperação entre o setor público e a iniciativa privada em favor da segurança alimentar e da competitividade do agronegócio brasileiro.
Reconhecido internacionalmente como país livre de febre aftosa sem vacinação, o Brasil passa agora a contar com uma ferramenta estratégica que permitirá produzir vacinas em tempo reduzido caso ocorra qualquer emergência sanitária. O Banco Nacional de Antígenos reúne os principais sorotipos do vírus da febre aftosa e reforça a capacidade de resposta das autoridades sanitárias, protegendo a produção pecuária, preservando mercados internacionais e oferecendo ainda mais segurança ao maior exportador mundial de carne bovina.

Autoridades brasileiras e argentinas se reuniram para a cerimônia de entrega do Banco Nacional de Antígenos
Durante a cerimônia, o ministro André de Paula destacou que a implantação do banco representa um divisor de águas para a defesa sanitária brasileira. “A história da defesa sanitária brasileira passa a ter um antes e um depois da implantação do Banco Nacional de Antígenos. Esta estrutura fortalece nossa capacidade de resposta e consolida o Brasil entre os países com os mais elevados padrões de proteção sanitária do mundo.”
Para o presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a iniciativa materializa uma visão estratégica construída após o reconhecimento internacional do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação. “O Banco Nacional de Antígenos representa planejamento, prevenção e responsabilidade. É uma estrutura concebida para garantir que o Brasil esteja preparado para responder com rapidez e eficiência a qualquer eventualidade sanitária, preservando um patrimônio fundamental para a economia nacional.”
Representando a Biogénesis Bagó, o Country Manager Brasil, Marcelo Bulman, destacou o papel da parceria entre governo, ciência e iniciativa privada na construção da estrutura. “Este banco simboliza anos de cooperação e confiança entre instituições públicas e privadas. Mais do que uma estrutura física, representa um compromisso permanente com a proteção da pecuária brasileira e com a segurança alimentar mundial”.

O Country Manager da Biogénesis Bagó Brasil, Marcelo Bulman
O gerente de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Biogénesis Bagó Brasil, Fabrício Bortolanza, salientou que a implantação do Banco Nacional de Antígenos representa a consolidação de uma política pública construída ao longo dos últimos anos em conjunto com as autoridades sanitárias brasileiras. “A criação do Banco Nacional de Antígenos materializa uma das ações estratégicas previstas pelo Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA). Mais do que uma estrutura de contingência, ele representa o compromisso permanente do Brasil com a prevenção, a rápida resposta a eventuais emergências sanitárias e a manutenção do status internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação. É um exemplo de como a cooperação entre governo, instituições públicas de pesquisa e iniciativa privada fortalece a defesa agropecuária nacional”.
A Biogénesis Bagó possui mais de três décadas de experiência internacional em programas de prevenção e resposta à febre aftosa e administra bancos de antígenos em países como Argentina, Estados Unidos, Canadá, Taiwan, Coreia do Sul e Filipinas. Essa experiência global foi colocada à disposição do Brasil para a implantação de uma das mais modernas estruturas de preparação para emergências sanitárias da atualidade.
Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, a iniciativa fortalece ainda mais a credibilidade internacional da proteína brasileira. “O Banco Nacional de Antígenos representa uma garantia adicional para preservar a confiança conquistada pelo Brasil junto aos mercados internacionais e reforça a segurança sanitária de toda a cadeia exportadora.”
A implantação do Banco Nacional de Antígenos está alinhada às diretrizes do PNEFA, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. O plano orientou a transição do Brasil para o reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa sem vacinação e prevê o fortalecimento permanente da capacidade de prevenção, vigilância e resposta rápida diante de qualquer eventual risco sanitário. Nesse contexto, o banco passa a integrar a infraestrutura estratégica de defesa agropecuária brasileira, ampliando a segurança do patrimônio pecuário nacional e reforçando a confiança dos mercados internacionais.
Empresas Anavrin
Do reconhecimento global para o pasto brasileiro: aditivo premiado reduz metano e aumenta a rentabilidade do produtor
Produzido na Europa, o Anavrin recebeu quatro reconhecimentos da World Business Outlook por unir ganho de desempenho e menor emissão de gases

Um aditivo natural de origem europeia tem chamado a atenção da pecuária por alinhar dois efeitos que nem sempre caminham juntos: aumentar a produção de leite e carne e, ao mesmo tempo, reduzir a emissão de metano. O produto, chamado Anavrin, acaba de receber quatro reconhecimentos da World Business Outlook, instituição internacional que premia anualmente empresas de destaque em diferentes setores.
As distinções vieram em quatro categorias: Solução para a Pecuária Sustentável; Pesquisa Científica e Excelência em Desenvolvimento; Inovação em Tecnologia Agrícola e Impacto Climático; e Solução Sustentável para a Agricultura. Para uma solução voltada ao campo, o conjunto de prêmios aponta para uma característica pouco comum: desempenho produtivo e agenda ambiental tratados como parte do mesmo resultado.

Rodrigo Miguel, CEO da Agrifirm LATAM
Esse é justamente o ponto que tem movido o mercado. O médico veterinário Rodrigo Miguel, CEO da Agrifirm LATAM, observa que a cadeia da carne e o consumidor final estão mais atentos ao impacto ambiental da produção. “Quando temos sinergia entre sustentabilidade e produtividade, promovemos o bem-estar animal, que é a base de uma produção de qualidade”, afirma. Ele acrescenta que o produtor raramente adota um aditivo sem retorno claro: no gado de leite, isso significa mais volume produzido; no de corte, maior ganho de peso.
Como um óleo essencial mexe no estômago do boi

Luciano Sá, diretor técnico e de negócios da Vetos Brasil
Para entender o resultado, vale olhar para dentro do rúmen, o compartimento onde a forragem é fermentada. Ali vive uma população de micro-organismos, e parte dela produz metano como subproduto da digestão. O zootecnista Luciano Sá, diretor técnico e de negócios da Vetos Brasil, empresa parceira da Agrifirm, explica que o Anavrin é um aditivo fitogênico, formulado com óleos essenciais, taninos e bioflavonóides.
Segundo Sá, esses componentes modificam essa microbiota: favorecem as bactérias que não produzem metano e reduzem a proporção das que produzem. “Com essa modulação, aumenta a produção de ácidos graxos voláteis, que o animal converte em energia para leite e carne. Ao mesmo tempo, cai a produção de metano, o que melhora a eficiência alimentar”, detalha. Nas avaliações da empresa, a redução de metano chegou a 21%, variando conforme genética, sanidade do animal, tipo de dieta e clima.
O que aparece na produção
No gado leiteiro, as avaliações com o produto indicam aumento médio de 3,27% na produção de leite, 5% no teor de gordura e até 8% de melhora na conversão alimentar. No gado de corte, o ganho de peso diário subiu, em média, de 70 a 80 gramas, com melhor rendimento de carcaça e 6% de ganho na conversão alimentar.
Sá cita ainda efeitos indiretos observados nos animais tratados: menor incidência de problemas respiratórios e ruminais, redução de laminites e melhora nas taxas de fertilidade. “No sangue desses animais, encontramos com frequência mais substâncias anti-inflamatórias e antioxidantes e mais anticorpos, indicadores de melhor saúde e bem-estar”, diz.
Da Europa para as condições do pasto brasileiro
Desenvolvido e produzido na Europa, o Anavrin passou por protocolos e critérios científicos que, segundo Sá, sustentam o reconhecimento recebido. Para ele, o próximo passo é a avaliação a campo nas condições brasileiras. “Esse endosso abre portas para testar o produto nos diferentes sistemas de produção, com as particularidades de manejo e de genética de cada rebanho”, afirma.
O diretor técnico lembra que a redução da pegada de carbono na pecuária passa por várias frentes, recuperação de pastagens, intensificação da produção, otimização de manejo. “Do ponto de vista do animal, porém, poucos aditivos naturais comprovam a diminuição do metano ruminal. É nesse ponto que o Anavrin se posiciona”, conclui.



