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Eventos da Abrapos superam expectativas e comprovam a força do pós-colheita no Brasil

Em parceria com instituições goianas, Abrapos promoveu a VIII Conferência Brasileira de Pós-Colheita e V Simpósio Pós-Colheita em Rio Verde.

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Fotos: Divulgação/Abrapos

A VIII Conferência Brasileira de Pós-Colheita e o V Simpósio Goiano de Pós Colheita de Grãos, realizados em Rio Verde (GO), entre os dias 24 e 26 de outubro, apresentaram as principais tendências e soluções para o setor de pós-colheita de grãos. Promovido pela Associação Brasileira de Pós-Colheita (Abrapós), os eventos conectaram várias pontas, desde os setores da pesquisa até as práticas adotadas na armazenagem, transportes e logística de grãos.

Com sucesso de público, os eventos reuniram 600 participantes e cerca de 40 expositores de várias regiões do Brasil, que apresentaram o que há de mais inovador e tecnológico em equipamentos, silos, secadores, medidores de classificação de grãos,implementos, insumos e demais produtos e serviços utilizados no pós-colheita. “Os eventos da Abrapos vêm se consolidando a cada ano como um ponto de encontro e referência nacional para debater soluções e desafios para o pós-colheita. Desta forma, o evento se torna um local atraente para as empresas exporem suas marcas e produtos, afirma o coordenador de marketing, Lincoln Hiroshi Miike.

Além do alto nível das palestras e painéis, o destaque desta edição foram as tecnologias e inovações apresentadas em cada um dos estandes. “Além da participação em uma extensa programação de três dias de evento, os expositores tiveram a possibilidade de mostrar a sua marca no evento e a oportunidade de realizar potenciais negócios”, acrescentou Miike.

Osvaldo Resende com Ronaldo Quirino e Irineu Lorini, diretores da Abrapos

A conferência e o simpósio tiveram a realização do Instituto Federal Goiano-Campus Rio Verde, do Sindicato dos Armazéns Gerais de Goiás, da Caramuru Alimentos e da Comigo-Cooperativa Agroindustrial. “O evento foi uma grande oportunidade para que os participantes pudessem ter contato com o que está sendo discutido e implementado no setor de pós-colheita nacionalmente, em termos de redução e mitigação de perdas”, afirmou o presidente da Abrapos, José Ronaldo Quirino.

O coordenador geral da conferência e simpósio, Osvaldo Resende, professor do Instituto Federal Goiano (Campus Rio Verde), fez uma avaliação positiva lembrando que o papel dos eventos é justamente o de apoiar a inovação para levar novos conhecimentos e tecnologias ao setor. “O evento cumpriu sua função, promovendo um debate enriquecedor e aproximando os setores que estavam presentes”, destacou Resende.

Palestras de encerramento

As palestras de encerramento foram proferidas pelos professores Paulo César Correia, que é instrutor do Centro Nacional de Treinamento e Armazenagem da Universidade Federal de Viçosa (UFV),e Ednilton Tavares de Andrade, da Universidade Federal de Lavras (UFLA).
Correa abordou o conceito de quebra técnica, que é a perda de peso e qualidade dos grãos durante o armazenamento, representando prejuízos financeiros para toda cadeia pós-colheita.

“A quebra técnica é a diminuição da massa e da matéria seca dos grãos, que acontece por causa da respiração dos grãos. Eles respiram por oxidação, ou seja, eles consomem oxigênio e liberam gás carbônico e água. Esse processo consome parte da massa e da matéria seca dos grãos, que são convertidas em energia”. Quanto maior a umidade e a temperatura, maior será a respiração e, consequentemente, a quebra técnica. “Por isso, é muito importante secar, limpar e esfriar os grãos adequadamente antes de armazená-los, para reduzir a umidade e evitar a proliferação de fungos e insetos, que também contribuem para a deterioração dos grãos”, explicou Corrêa.

Durante os três dias de eventos foram realizados 6 painéis e 18 palestras. Também houve sorteio de vários prêmios entre os participantes, que puderam interagir e se divertir com a dinâmica. Foi um momento de descontração e reconhecimento pela participação de todos.

Trabalhos Premiados

O último dia do evento contou também com trabalhos de estudantes e pesquisadores que foram selecionados para serem exibidos na programação do evento. Os cinco melhores foram premiados. .

Premiados em 1º lugar

Primeiro lugar
Classificação dos grãos de soja danificados por percevejo após armazenamento em diferentes temperaturas e embalagens
Autores: Jaqueline Ferreira Vieira Bessa, Osvaldo Resende, Elivânio Santos Rosa, Maria Aparecida da Silva Lopes, Rayr Rodrigues de Lima, José Ronaldo Quirino

Segundo lugar
Plataforma digital PIM na gestão do manejo integrado de pragas de armazenamento de grãos e sementes: exemplo de aplicação
Carolina Parreira Lorini; Thalles Filipin Rigobello; Joany Anthony Simão; Irineu Lorini

Terceiro lugar
Monitoramento de co2 associado com a qualidade dos grãos de soja armazenados em diferentes teores de água
Diene Gonçalves Souza; Osvaldo Resende, Jacson Zuchi; Paulo Victor Alcantara Ferreira, Geraldo Acácio Mabasso, Jaqueline Ferreira Vieira Bessa

Quarto lugar
Espectroscopia no Infravermelho Próximo como Método Alternativo para Detecção de Sitophilus zeamais em Milho
Edislane de Araújo Souza; Maria Lúcia Ferreira Simeone; Marcus Vinicius Rodrigues Matos; Artur de Souza Mamedes; Ezequiel Garcia de Souza; Felipe Machado Trombete, Marco Aurélio Guerra Pimentel

Quinto lugar
Os grãos avariados influenciam na qualidade do óleo?
Maria Antônia Fagundes de Leon; Lázaro da Costa Corrêa Cañizares; Silvia Naiane Jappe; Brenda Dannenberg Kaster; Betina Bueno Peres; Silvia Rivero Meza; Maurício de Oliveira

Fonte: Assessoria Abrapos

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São Paulo concentra 41% das startups do agro e cria comitê para acelerar inovação

Acordo entre Ministério da Agricultura e Secretaria de Agricultura paulista prevê diagnóstico do setor, nova estrutura de governança e maior integração entre pesquisa, universidades, empresas e produtores.

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Foto: Shutterstock

São Paulo, estado que concentra cerca de 41% das startups do agronegócio do país, iniciou uma nova etapa na articulação de seu ecossistema de inovação agropecuária. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) assinaram um Protocolo de Intenções para fortalecer a governança do setor e ampliar a integração entre instituições de pesquisa, universidades, startups, ambientes de inovação, empresas e órgãos públicos ligados ao desenvolvimento tecnológico.

Foto: Divulgação/Mapa

O acordo foi firmado nesta semana pelo secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro, e pelo secretário estadual da Agricultura, Geraldo Ferreira. A iniciativa faz parte do Programa Mapa Conecta, criado para estimular a organização e o fortalecimento dos ecossistemas estaduais de inovação agropecuária.

A proposta busca criar uma estrutura permanente de articulação entre os diferentes agentes que atuam no desenvolvimento de tecnologias voltadas ao campo, aproximando a geração de conhecimento científico das demandas do setor produtivo.

Três frentes de atuação

O protocolo estabelece três ações consideradas estratégicas para a inovação agropecuária paulista: a criação do Comitê Gestor de Inovação Agropecuária do Estado de São Paulo, a realização de um diagnóstico estadual do setor e a estruturação de um modelo de governança para coordenar as iniciativas de inovação.

Foto: Divulgação

A expectativa é que o comitê reúna mais de 30 instituições ligadas à pesquisa, empreendedorismo, extensão rural, desenvolvimento tecnológico e produção agropecuária.

Entre os instrumentos previstos está a Plataforma Mapa Conecta, ambiente virtual criado pelo ministério para aproximar pesquisadores, startups, empresas, produtores e demais atores envolvidos no desenvolvimento de soluções para o agronegócio.

A intenção é ampliar a circulação de informações, estimular parcerias e facilitar o acesso a oportunidades de pesquisa, inovação e investimento.

Estado reúne polos tecnológicos e centros de pesquisa

A escolha de São Paulo para ampliar essa agenda está relacionada ao peso do estado na inovação agropecuária nacional. Segundo o Radar AgTech Brasil 2025, das 2.075 startups voltadas ao agronegócio existentes no país, aproximadamente 41% estão instaladas em território paulista.

Além da elevada concentração de empresas de base tecnológica, o estado reúne parques tecnológicos, incubadoras,

Foto: Divulgação

hubs de inovação, universidades e institutos de pesquisa que atuam no desenvolvimento de soluções para diversas cadeias produtivas.

Entre os principais polos de inovação estão Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, São Carlos, Botucatu e São José dos Campos, municípios que concentram empresas, centros de pesquisa e ambientes voltados à criação e validação de tecnologias para a agropecuária.

Universidades e institutos sustentam ecossistema

O ecossistema paulista também é apoiado por algumas das principais instituições científicas do país. Entre elas estão a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Foto: Divulgação/Freepik

Outro destaque é a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), que reúne seis institutos especializados: o Instituto Agronômico (IAC), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), o Instituto Biológico (IB), o Instituto de Zootecnia (IZ), o Instituto de Pesca (IP) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA).

O estado abriga ainda cinco unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ampliando a capacidade de geração e transferência de tecnologias para o setor.

Esse conjunto de instituições, empresas e ambientes de inovação coloca São Paulo entre os principais centros brasileiros de pesquisa e desenvolvimento voltados à agropecuária, com influência direta na criação de tecnologias, na modernização das cadeias produtivas e na competitividade do agronegócio nacional.

Fonte: O Presente Rural
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Soja injeta US$ 2,94 bilhões na economia do Paraná

Exportações do complexo cresceram 8% em volume nos cinco primeiros meses do an. Leite e ovos também registram resultados expressivos.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (18), destaca o desempenho do complexo soja, composto por grão, farelo e óleo, cujas exportações nos primeiros cinco meses de 2026 atingiram 6,72 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 8% em volume na comparação com o mesmo período de 2025, quando alcançaram 6,2 milhões de toneladas.

Foto: José Fernando Ogura/AEN

Essa movimentação expressiva acelerou a comercialização da oleaginosa para liberar espaço nos armazéns para a safra de milho. Em termos financeiros, a soja injetou cerca de 2,94 bilhões de dólares na balança comercial do Paraná, um expressivo avanço de 18% em relação ao ano anterior, com R$ 2,50 bilhões.

De acordo com o analista do Deral Edmar Gervasio, o destaque ficou para o óleo de soja, que alcançou 338 mil toneladas exportadas, um crescimento expressivo de 59% em receita. “No cenário nacional, o desempenho também é positivo. As exportações do complexo soja somaram 66,2 milhões de toneladas, um crescimento de 7% em volume e de 15% em valor, totalizando mais de 27 bilhões de dólares para a balança comercial nacional”.

Outra cultura que coloca o Paraná em evidência nacional é o urucum, consolidando o Estado como o segundo maior

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

produtor do país, atrás apenas de São Paulo. De acordo com dados preliminares analisados pelo Deral, a cultura movimentou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 27,5 milhões no Paraná, com uma colheita de 1,6 mil toneladas em 1,4 mil hectares.

O município de Paranacity é apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como o principal produtor nacional e, recentemente, conquistou o registro de Indicação Geográfica (IG) de procedência junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), selo que destaca o manejo sustentável, a ausência de agrotóxicos

Foto ilustrativa/Divulgação/Arquivo OPR

e agrega valor a um produto com ampla demanda nas indústrias alimentícia, farmacêutica e de cosméticos.

Ovos e frango

A produção de ovos de galinha mantém o Paraná em posição de destaque no ranking nacional, ocupando o terceiro lugar geral com 119,350 milhões de dúzias produzidas no primeiro trimestre, o que representa 9,8% do total do país. O volume é 1,9% superior ao registrado em igual período de 2025.

O grande trunfo paranaense, contudo, está na liderança isolada da produção de ovos férteis para incubação. O Estado respondeu por 67,882 milhões de dúzias, o que equivale a 30,9% de toda a produção nacional de ovos férteis, reforçando o papel estratégico do Paraná no abastecimento e na genética da cadeia avícola brasileira.

Na avicultura de corte, o cenário de maio trouxe um alívio técnico nos custos de produção, motivado pela queda nos

Foto: Shutterstock

preços de insumos essenciais como o milho e o farelo de soja. Segundo o Deral, o custo do frango vivo no Paraná recuou para R$ 4,68/kg, ficando ligeiramente abaixo do preço nominal médio recebido pelo produtor, que fechou o mês em R$ 4,69/kg.

Na relação de troca anual, em maio de 2026 foram necessários 225 kg de frango vivo para adquirir uma tonelada de milho (alta de 5,6% frente a 2025) e pesados 401 kg de frango para a compra de uma tonelada de farelo de soja, exigindo um esforço de compra 15,2% maior.

Leite

O Deral aponta que o Paraná lidera o crescimento nacional de captação. Entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período do ano anterior, o Estado registrou uma alta de 8,8% no volume de leite adquirido pelas indústrias, totalizando quase 1,1 bilhão de litros captados nos três primeiros meses do ano. Esse avanço, conforme os dados analisados, reduziu a distância em relação a Minas Gerais, o maior produtor do país.

Fonte: AEN-PR
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Paraná cria programa para reduzir desperdício de carnes, ovos, leite e outros alimentos nas escolas

Iniciativa monitora refeições, orienta estudantes e busca melhorar o aproveitamento dos alimentos servidos na rede estadual.

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Foto: Divulgação/Fundepar

A alimentação escolar da rede estadual do Paraná passou a contar com um novo sistema de monitoramento voltado à redução do desperdício de alimentos. Lançado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), o Programa Prato Consciente une ações de educação alimentar e nutricional com a pesagem periódica das refeições servidas e das sobras geradas nas escolas, permitindo identificar onde ocorrem as perdas e aperfeiçoar o planejamento dos cardápios.

Foto: Divulgação/Fundepar

Desde maio, nutricionistas realizam atividades educativas nas unidades escolares, com orientações sobre a montagem de pratos equilibrados e incentivo ao consumo de verduras, legumes, cereais, proteínas e leguminosas. A proposta é que os estudantes compreendam não apenas a importância de uma alimentação saudável, mas também o impacto social, econômico e ambiental do desperdício.

O programa prevê a pesagem da produção total das refeições e dos resíduos alimentares deixados após as refeições. Com esses dados, as equipes conseguem acompanhar indicadores de desperdício, ajustar quantidades preparadas e desenvolver estratégias para utilizar os alimentos de forma mais eficiente.

Segundo o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, a iniciativa amplia o papel da alimentação escolar dentro do processo educativo. “Quando falamos em alimentação escolar, não estamos tratando apenas da oferta de refeições de qualidade, mas também da formação de valores. O Prato Consciente ajuda nossos estudantes a compreenderem a importância do consumo responsável, do respeito aos alimentos e da sustentabilidade. São aprendizagens que ultrapassam os muros da escola e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes”, afirmou.

Manual orienta escolas e padroniza procedimentos

Para garantir a aplicação uniforme do programa, a Fundepar elaborou um manual destinado a gestores,

Foto: Daiane Mendonça

nutricionistas e merendeiras. O material reúne conceitos, metodologias e orientações sobre preparo das refeições, realização das pesagens, registro das informações e análise dos resultados obtidos pelas escolas.

De acordo com a diretora-presidente da Fundepar, Eliane Teruel Carmona, o documento foi desenvolvido para ampliar a capacidade de monitoramento da alimentação escolar e apoiar as equipes na tomada de decisões. “O manual oferece ferramentas práticas para que as escolas possam acompanhar seus indicadores, identificar oportunidades de melhoria e reduzir desperdícios. Mais do que uma ação operacional, o programa promove uma mudança de cultura, envolvendo toda a comunidade escolar em torno do uso consciente dos alimentos e da valorização da alimentação escolar”, disse.

Entre os resultados esperados estão o aprimoramento do planejamento das refeições, a redução das perdas de alimentos, o maior controle sobre sobras e restos alimentares e o fortalecimento da gestão da alimentação escolar.

Foto: Lucas Fermin/Seed-PR

A nutricionista Rosângela Slomski, chefe da Divisão de Planejamento da Alimentação Escolar da Fundepar, afirma que a proposta também busca influenciar os hábitos alimentares fora do ambiente escolar. “Por meio da Educação Alimentar e Nutricional, buscamos formar estudantes mais conscientes, capazes de fazer escolhas saudáveis e de valorizar os alimentos, reduzindo o desperdício dentro e fora da escola”, destacou.

Ao envolver nutricionistas, merendeiros, professores, gestores e estudantes, o Prato Consciente transforma o momento das refeições em uma oportunidade de aprendizado sobre alimentação saudável, sustentabilidade e responsabilidade no consumo, ao mesmo tempo em que oferece às escolas instrumentos para acompanhar e reduzir o desperdício de alimentos.

Fonte: O Presente Rural com AEN-PR
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