Bovinos / Grãos / Máquinas
Especialistas enumeram estratégias para evitar erros na escolha dos aditivos para a dieta dos bovinos
Cada raça de ruminante e cada sistema de produção possuem exigências específicas, por isso a introdução de novos alimentos na propriedade deve ser feita de forma criteriosa, levando em conta a disponibilidade, o custo e a qualidade do alimento.

Desde a produção de carne até a produção de leite, o manejo nutricional adequado na pecuária é um dos pilares centrais para garantir a eficiência produtiva e a qualidade dos produtos finais. Uma dieta equilibrada garante o desenvolvimento saudável dos bovinos e deve ser formulada com base nas necessidades específicas de cada fase da vida do animal. Nutrientes essenciais, como proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais, devem ser fornecidos em quantidades adequadas para garantir o crescimento adequado, a produtividade e a saúde geral do rebanho.

Doutor em Nutrição de Ruminantes, zootecnista, médico-veterinário, pesquisador e coordenador da área de produção animal no IDR-Paraná, Vanderlei Betti: “Muitos produtores não têm plena consciência do valor agregado de sua produção e do capital investido, o que pode dificultar a gestão eficaz da propriedade” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Além de garantir que as dietas sejam balanceadas, é fundamental oferecer alimentos de alta qualidade para os bovinos, uma vez que influenciam diretamente na digestibilidade, na absorção de nutrientes e na saúde gastrointestinal dos animais. Isso inclui forragens frescas, silagem bem conservada, grãos de qualidade e suplementos nutricionais adequados. “Um animal bem nutrido não apenas apresenta um melhor desempenho produtivo, mas também possui um sistema imunológico mais robusto, reduzindo assim a incidência de doenças e problemas de saúde”, ressalta o doutor em Nutrição de Ruminantes, zootecnista, médico-veterinário, pesquisador e coordenador da área de produção animal no Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Vanderlei Betti, em entrevista exclusiva concedida ao Jornal O Presente Rural.
De acordo com o especialista, a formação de dietas balanceadas considera os recursos disponíveis, como pastagens e silagens, fornecidos pelo produtor, para verificar a necessidade de suplementação. “Uma análise do pasto e da silagem fornecida é essencial para determinar a quantidade necessária de nutrientes, garantindo que o animal receba as exigências nutricionais específicas para alcançar seu máximo potencial de produção, seja de leite ou carne, que é influenciado pela genética e pela adequada nutrição fornecida pelo produtor”, pontua.
No contexto da pecuária de corte, Betti frisa a importância de adequar a dieta para lotes maiores de animais, levando em consideração a homogeneidade do grupo e as diferentes exigências nutricionais de cada categoria animal. Ao garantir uma alimentação balanceada e específica para cada grupo, os produtores podem otimizar a produção do rebanho. “É importante monitorar de perto o desempenho individual dos animais. Variações dentro do rebanho podem indicar a necessidade de ajustes na alimentação e na gestão do lote, visando manter a homogeneidade e atender melhor às exigências nutricionais de cada animal”, pondera.
O profissional destaca dois erros comuns cometidos na nutrição de ruminantes. O primeiro é colocar mais nutrientes do que o necessário para atender as exigências de um determinado lote ou categoria animal, resultando em desperdício. “Além de jogar recursos fora, isso aumenta os custos sem trazer benefícios adicionais, impactando negativamente a rentabilidade da propriedade”, frisa.
E o segundo é balancear uma dieta deficiente em nutrientes, o que compromete o desempenho do animal e o retorno financeiro esperado. “Por isso que é tão importante fazer a anotação zootécnica detalhada do rebanho, considerando peso, idade, categoria do animal, entre outros dados, para garantir a formação de lotes homogêneos e maximizar a rentabilidade da atividade pecuária”, enaltece Betti.

Fotos: Shutterstock
Custos com alimento substituto
Cada raça de ruminante e cada sistema de produção possuem exigências específicas, por isso a introdução de novos alimentos na propriedade deve ser feita de forma criteriosa, levando em conta a disponibilidade, o custo e a qualidade do alimento. “Ao considerar o caroço de algodão como alimento substituto é essencial garantir sua disponibilidade em quantidade suficiente e por um período prolongado, além de avaliar se o preço é competitivo em relação a alternativas locais, como o farelo de soja”, menciona o pesquisador.
Outro fator que deve ser levado em consideração é o tempo de adaptação do rúmen do animal a novos alimentos, que, em média, pode ser de pelo menos 15 dias. “É essencial garantir a disponibilidade do alimento por um período que permita essa adaptação. Além disso, o custo do nutriente substituto deve ser mais baixo em comparação com os alimentos padrão da região, como o farelo de soja, para garantir sua viabilidade como substituto”, considera Betti, contato que na pesquisa são usados o farelo de soja e o milho como os padrões para alimentos proteicos e energéticos. “Ao considerar um alimento substituto, é necessário avaliar se ele apresenta um custo inferior ou igual aos alimentos padrões estabelecidos, garantindo eficiência econômica e nutricional na formulação da dieta dos ruminantes”, pondera Betti.
Qualidade nutricional
O zootecnista salienta que os alimentos de melhor qualidade fornecem mais nutrientes disponíveis, o que permite uma redução na quantidade de alimento fornecido, resultando em economia para o produtor sem comprometer o desempenho planejado para os animais. “Para garantir uma resposta eficaz, é essencial conhecer os dados nutricionais de cada alimento fornecido na propriedade aos animais, seja forragem, concentrado ou ração formulada. A análise química desses alimentos é fundamental para assegurar que a formulação da dieta atenda às necessidades específicas dos animais, promovendo o desempenho esperado”, evidencia.
Quanto às raças, Betti é enfático ao afirmar que todas têm grande potencial, desde que sejam criadas, alimentadas e manejadas de forma adequada. “O sucesso na produção de carne ou leite começa desde o nascimento do animal. É fundamental manejar as vacas prenhes para garantir uma gestação saudável e um parto sem complicações, proporcionando um bom começo de vida para o bezerro ou a novilha. Além disso, é preciso nutrir adequadamente esses animais para que expressem todo o potencial genético herdado, porque erros na criação e recria podem resultar em perdas significativas de produção, especialmente na pecuária leiteira, onde o desenvolvimento do sistema produtivo ocorre nas fases iniciais da vida do animal”, esclarece.
Maximizando potencial de produção com uso de aditivos
O médico-veterinário menciona que os produtores que já dominam a produção de forragem com qualidade e quantidade adequadas ao longo do ano, os ajustes finos na dieta se tornam essenciais. Nesses casos, o uso de aditivos e suplementos de última geração, como aminoácidos limitantes, torna-se prioritário para maximizar o desempenho dos animais, que já estão próximos do seu potencial genético máximo.

Gerente de P&D Ruminantes da Trouw Nutrition, Marco Aurélio Porcionato: “Existem diversos aditivos que melhoram o desempenho zootécnico dos animais, de forma que sua ação resulte em maior ganho de peso, mais carne depositada nas carcaças, aumento da produção e de sólidos do leite” – Foto: Divulgação
Existe uma vasta gama de soluções nutricionais disponível para bovinos de corte e leite, permitindo a incorporação de diversos aditivos de acordo com a raça, sistema de produção, categoria, fase e estratégia nutricional. “Utilizamos diversos moduladores da microbiota ruminal, tais como ionóforos e leveduras, além de reguladores de pH ruminal, como tamponantes e alcalinizantes. Também empregamos adsorventes de micotoxinas, hidroxi-minerais, complexos vitamínicos e nutracêuticos, como ácidos graxos by-pass, e proteção contra chuvas, visando agregar valor ao negócio dos produtores”, destaca o zootecnista, mestre em Produção Animal, doutor em Zootecnia e pós-doutor em Nutrição e Produção Animal, Marco Aurélio Porcionato.
De acordo com ele, os aditivos podem aprimorar a eficiência alimentar do rebanho de duas maneiras distintas: através da incorporação de aditivos que atuam diretamente nos alimentos, ou seja, nas matérias-primas que compõem os produtos ou a dieta dos animais, auxiliando na digestão – um exemplo disso são as enzimas. E uma segunda maneira é de forma indireta, por meio do uso de aditivos que regulam a flora ruminal ou intestinal, promovendo a seleção dos microrganismos que aproveitam os alimentos de maneira mais abundante e eficaz.
Em relação aos aditivos conhecidos por promover a saúde intestinal dos ruminantes, Porcionato destaca que há duas categorias distintas: os probióticos, que consistem principalmente em microrganismos vivos que conferem benefícios à saúde, e os prebióticos, substâncias que servem como alimento para o crescimento e atividade dos microrganismos benéficos ao hospedeiro.
No que tange ao papel dos probióticos e prebióticos na saúde intestinal, o gerente ressalta que os probióticos favorecem a colonização e a restauração da flora intestinal, fortalecendo a barreira de defesa e equilibrando o fluxo de nutrientes através das células intestinais. Por outro lado, os prebióticos regulam o crescimento dessa flora, atuando como fonte de alimento para as bactérias benéficas que habitam esse ambiente intestinal.
Benefícios da suplementação
Porcionato frisa que é fundamental que os animais recebam suplementação mineral e vitamínica que atendam suas exigências nutricionais complementando a dieta basal, que, em sua grande maioria, são as pastagens. “Os minerais e vitaminas participam de quase todos os processos bioquímicos no organismo, desempenhando papéis importantes na estrutura dos tecidos, modulações hormonais, no equilíbrio dos fluídos intra e extracelulares, além de serem catalisadores enzimáticos. Em resumo, contribuem para a manutenção, saúde, crescimento, produção e reprodução dos animais”, salienta.
O profissional afirma que existem aditivos específicos para melhorar a qualidade da carne e do leite, atuando como prebióticos ou probióticos, que resultam de forma direta ou indireta na qualidade da carne e leite, tais como: ionóforos, tamponantes, enzimas, complexos vitamínicos, sais e extratos naturais, que melhoram o marmoreio, os sólidos do leite, a composição e características desses produtos de origem animal. “É possível encontrar no mercado diversos aditivos que melhoram o desempenho zootécnico dos animais, de forma que sua ação resulte em maior ganho de peso, mais carne depositada nas carcaças, aumento da produção e de sólidos do leite, que impactam positivamente a remuneração dos pecuaristas”, informa.
Como incorporar aditivos na dieta do gado
Quanto à incorporação de aditivos na dieta do gado, Porcionato explica que geralmente as doses desses aditivos são muito pequenas, na ordem de gramas, micro ou miligramas. “A recomendação é que se faça uma pré-mistura menor, ou seja, o aditivo com algum alimento de maior quantidade, antes de adicioná-los ao misturador ou vagão de alimentação com os demais alimentos que compõem a dieta”, menciona, ampliando: “Tanto na indústria quanto no campo, o objetivo dessa prática é garantir uma mistura mais homogênea, para que todos os animais possam ter a oportunidade de ingerir as proporções corretas de cada ingrediente da dieta”, explica.
O profissional enfatiza que não há risco associado ao uso de aditivos na alimentação do rebanho bovino. No entanto, ele ressalta a importância de garantir que o aditivo tenha sido testado e validado cientificamente e, principalmente, que possua registro e autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária para comercialização no mercado. “Devemos seguir à risca as recomendações dos fabricantes para uso consciente e responsável de cada aditivo dentro de sua funcionalidade”, ressalta.
Quanto à escolha dos aditivos, esta pode variar de acordo com a idade, peso e condição de saúde do gado. Porcionato ressalta que a criação animal é dinâmica em seus diferentes
sistemas de produção. “Nos rebanhos encontramos diferentes categorias, como de bezerros, novilhas, vacas e touros, em várias fases do ciclo produtivo. Isso nos leva a fazer escolhas de aditivos e doses mais adequadas para cada etapa, visando obter os melhores resultados zootécnicos. A adaptação das estratégias nutricionais conforme as necessidades específicas de cada categoria de animais contribui para maximizar o desempenho zootécnico e a saúde do rebanho como um todo”, evidencia.
Toque final da dieta
Porcionato ainda destaca que cada aditivo, em sua função específica, é considerado o ‘toque final’ de uma boa dieta formulada. No entanto, ele enfatiza que isso não substitui a necessidade de atender às exigências nutricionais preconizadas para cada categoria animal, ao longo das diferentes fases do ciclo produtivo nos rebanhos de corte ou leite. “Os aditivos devem ser vistos como complementos que aprimoram a dieta, mas é fundamental garantir que todas as necessidades nutricionais específicas de cada animal sejam atendidas de forma adequada para garantir sua saúde e desempenho zootécnico”, reforça.
Desafios comuns à atividade
Existem muitos produtores que enfrentam desafios na produção de forragem, seja pela escassez ou pela baixa qualidade. Para esses casos, o foco inicial deve ser na melhoria da quantidade e qualidade da forragem disponível. “Isso inclui produzir uma silagem de boa qualidade em quantidade suficiente para suprir as necessidades durante os períodos de escassez de pasto ou para atender ao confinamento completo dos animais”, aponta Betti.
O médico-veterinário diz ainda que é importante que o técnico responsável pela assistência técnica compreenda as necessidades específicas de cada produtor e sua posição dentro do sistema de produção. “Isso permite que os ajustes na dieta sejam feitos de forma eficaz, visando garantir a rentabilidade do negócio”, afirma Betti.
Segundo o doutor em Nutrição de Ruminantes, os produtores ainda enfrentam resistência para implementar práticas de registro sistemáticas para o acompanhamento zootécnico diário dos animais, seja devido à cultura arraigada, ao nível de escolaridade ou à escassez de mão de obra. “Produtores com menor nível de educação tendem a encontrar mais dificuldades em fazer anotações zootécnicas, o que ressalta a importância do papel do técnico para incentivá-los e, às vezes, até mesmo realizá-las em seu lugar”, pontua o pesquisador, ampliando: “Especialmente no sistema leiteiro, onde o trabalho é intenso, os produtores tendem a priorizar outras tarefas em detrimento das anotações. No entanto, para fazer a gestão adequada da propriedade é preciso ter informações precisas e atualizadas do rebanho”.
Por outro lado, Betti conta que produtores com maior nível educacional tendem a ter mais facilidade em realizar a gestão da propriedade, compreendendo a importância das anotações para a tomada de decisões.
Outro desafio apontado por Betti é fazer com que os produtores entendam que são empresários, com um capital investido em suas propriedades. “Terra e gado representam investimentos consideráveis, e a produção e criação de animais de alta qualidade envolvem custos substanciais. Muitos produtores não têm plena consciência do valor agregado de sua produção e do capital investido, o que pode dificultar a gestão eficaz da propriedade”, enfatiza.
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Bovinos / Grãos / Máquinas Edição 2026 encerrada com sucesso
Feicorte reforça protagonismo na cadeia da carne ao reunir negócios, genética e conteúdo técnico
Durante quatro dias, feira reuniu produtores, empresas, pesquisadores e especialistas em uma programação que integrou conteúdo técnico, genética, tecnologia, leilões e oportunidades de negócios para a pecuária.

Em um momento em que a pecuária brasileira buscou cada vez mais inovação, conexão entre os elos da cadeia e acesso a conteúdo técnico de qualidade, a Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne encerrou, nesta sexta-feira (26), em Presidente Prudente (SP), mais uma edição marcada por novidades, grande presença de público e fortalecimento do setor.

Foto: Agência Result/Feicorte
Ao longo de quatro dias, o evento reuniu produtores, empresas, especialistas e lideranças em uma programação voltada à evolução da cadeia da carne, além de promover uma feira de negócios, vitrine genética, exposição, julgamentos e leilões de animais.
Com debates, experiências e espaços de interação, a Feicorte 2026 reforçou o caráter técnico e estratégico da feira, proporcionando ao público uma imersão em temas centrais para o presente e o futuro da pecuária. “Chegamos ao fim de mais uma edição, com muito sucesso e um conteúdo de excelência. Foram dias de muitos debates, ativações e trocas que resultarão no fortalecimento da eficiência da produção pecuária e da qualidade da carne brasileira”, destacou a CEO da Verum e organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio.
Para a organizadora, o encerramento da edição confirmou o posicionamento da feira como

Foto: Agência Result/Feicorte
ambiente de integração entre os diferentes elos da cadeia. “Conseguimos fazer aqui, durante esses quatro dias de evento, o grande ponto de encontro da cadeia produtiva da carne”, enalteceu.
Shopping Feicorte
A Feicorte 2026 reuniu animais de diferentes raças, como Canchim, Zebuínos, Wagyu, Angus e Santa Gertrudis, em uma plataforma de negócios contínuos. O Shopping Seleção Feicorte estreou na edição deste ano como um espaço voltado à comercialização direta de animais de alta qualidade, pacotes genéticos e reprodutores contratados.
A iniciativa foi organizada em parceria com a Central Leilões e registrou compradores de cinco estados diferentes. Foram comercializados 48 machos e sete fêmeas das cinco raças, incluindo também pacotes de sêmen e embrião.

Foto: Agência Result/Feicorte
Ovinos da raça Suffolk estreiam na Feicorte
O evento recebeu, pela primeira vez a exposição oficial de ovinos da raça Suffolk, ampliando a diversidade de espécies em pista e reforçando o espaço da feira como vitrine genética da pecuária. A avaliação, realizada quarta (24) e quinta-feira (25), reuniu animais de alto padrão e destacou a evolução da raça no país.
O resultado confirmou a qualidade dos animais em pista e chamou a atenção de criadores e especialistas, que acompanharam de perto o julgamento conduzido pelo jurado irlandês Patrick O’Keefe.
Julgamentos de raças
Entre os destaques da edição esteve a realização de julgamentos de raças bovinas, promovidos ao

Foto: Agência Result/Feicorte
longo dos quatro dias da feira. Foram realizadas avaliações que analisaram fatores como a morfologia (aparência física), o padrão racial e a funcionalidade zootécnica dos animais para garantir que eles sejam produtivos no campo e rentáveis para a indústria.
Raça Angus
Realizado pela primeira vez no estado de São Paulo, o julgamento de animais rústicos das raças Angus e Ultrablack foi realizado dentro da programação da Feicorte. A avaliação, na sexta-feira (26), reuniu criadores de diferentes estados e consagrou exemplares de qualidade superior nos principais títulos dos campeonatos individuais de machos e fêmeas.

Foto: Agência Result/Feicorte
No Grande Campeonato Individual de Fêmeas da raça Angus, a Grande Campeã foi a TAT TEI1655 (Lote 12), do expositor Valdomiro Poliselli Júnior, da Fazenda Cardinal, de Mococa (SP). Entre os machos da raça Angus, o Grande Campeão Individual foi o touro TAT FIV797 (Lote 23), dos expositores Rodrigo Arnt e Nilo Arnt do Sítio Nhá Dota, de Tibagi (PR). Na raça Ultrablack, os animais de Valdomiro Poliselli Júnior também dominaram os pódios feminino e masculino.
Raça Santa Gertrudis
A pista de julgamentos recebeu o Julgamento Nacional da raça Santa Gertrudis na quarta-feira (24). A avaliação técnica das linhagens ficou a cargo do jurado Marcelo Moura, especialista em raças zebuínas.
Os campeonatos de pista evidenciaram o trabalho de seleção do criatório Santa Gertrudis da

Foto: Agência Result/Feicorte
Malagueta, que conquistou as duas premiações máximas da exposição. O touro Vaticano da Malagueta levou o título de Grande Campeão, enquanto a matriz Melissa da Monte Sião sagrou-se Grande Campeã.
Raça Wagyu
O julgamento oficial da raça na Feicorte 2026 consagrou Morgana 1923 Guidara FIV e Delicado 52 PWI FIV como os grandes campeões de pista. O Wagyu também estará representado no Leilão Pecuária Solidária nesta sexta-feira (26), às 19 horas, por meio da oferta de 50 doses de sêmen do reprodutor Samurai.
Na programação gastronômica da feira, a associação integrou seleção genética e consumo ao comercializar hambúrgueres na estação do Espaço Beef Hour e inovar com o serviço de niguiris de Wagyu para o público que visitou a Beef Hour das Raças, no primeiro dia da feira.

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Leilão de cavalos Paint Horse e Quarto de Milha
O 3º Leilão Feicorte – Quarto de Milha e Paint Horse, realizado na quinta-feira (25), no Espaço Tatersal, reuniu matrizes, potros, potras e animais domados, comercializando 21 exemplares para 18 compradores de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rondônia e São Paulo.
Organizado pelos criadores Celso Cuba e Celso Luís Cuba, o remate evidenciou a força da equinocultura na programação da Feicorte 2026 e ofereceu genética de qualidade para criadores e competidores.
Leilão CV Nelore Mocho
O Leilão CV Nelore Mocho, realizado na quarta-feira (24), no Espaço Tatersal da Feicorte, registrou pista limpa e confirmou a confiança do mercado na qualidade genética dos animais ofertados. Ao todo, foram comercializados 52 touros, com faturamento total de R$ 943.220,00 e média de R$ 18.138,84 por animal.
O remate reuniu 28 compradores de seis estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas

Foto: Agência Result/Feicorte
Gerais, Rio de Janeiro e Goiás, e encerrou com 100% dos lotes vendidos, resultado comemorado pela marca CV Nelore Mocho.
Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas – Fêmeas
Na noite de quinta-feira (25), a terceira edição do Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas – Fêmeas focou na comercialização de matrizes, embriões e prenhezes da raça Nelore PO. O remate registrou liquidez absoluta com a venda de 100% dos lotes ofertados e alcançou uma média superior a R$ 21 mil por animal.

Foto: Agência Result/Feicorte
Mais de 100 pecuaristas compareceram ao recinto para acompanhar os lances presencialmente, atraídos pelas condições especiais de parcelamento e pelas facilidades de frete para estados como São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Simpósio ReprodOeste
O 4º Simpósio ReprodOeste – Edição Fêmeas Precoces, realizado na Feicorte nesta sexta-feira (26), reuniu professores, alunos e especialistas da pecuária para discutir temas relacionados à fisiologia reprodutiva, manejo de novilhas, melhoramento genético, biotecnologias da reprodução, eficiência alimentar e estratégias para aumentar a precocidade sexual das fêmeas bovinas.
A abertura do simpósio foi conduzida pela médica-veterinária, mestre e doutora em Ciência Animal e docente da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Caliê Castilho Silvestre, que destacou a relevância do tema desta edição, voltado às fêmeas precoces e sua relação com a eficiência dos sistemas de produção. Segundo ela, o foco está alinhado às estratégias de melhoramento genético que buscam avançar simultaneamente na precocidade sexual e na precocidade de terminação dos animais.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Aplicativos para manejo de bovinos ganham versão web e ampliam alcance aos produtores
BovConfort, BovCria e BovSan deixam de ser exclusivos para Android e agora podem ser utilizados em computadores, tablets e celulares com qualquer sistema operacional.

Os aplicativos BovConfort, BovCria e BovSan passaram a contar com versão web, ampliando o acesso às ferramentas desenvolvidas para apoiar a tomada de decisão na bovinocultura. Com a novidade, os sistemas podem ser utilizados em computadores, tablets e celulares com qualquer sistema operacional, sem a limitação anterior, quando estavam disponíveis apenas para dispositivos Android.
De acordo com a pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi), Adriana Tarouco, coordenadora do projeto que desenvolveu as plataformas, as funcionalidades foram mantidas. “As funcionalidades permanecem as mesmas, com a vantagem de poder acessar pelo computador também, além dos dispositivos móveis”, destaca.
As três ferramentas foram desenvolvidas no âmbito do projeto Desenvolvimento de Ferramentas Digitais para a Bovinocultura e oferecem suporte técnico aos produtores e profissionais do setor em diferentes áreas da atividade pecuária.
O BovConfort auxilia na avaliação dos efeitos das condições climáticas sobre a produtividade de bovinos leiteiros; o BovCria reúne informações voltadas ao manejo reprodutivo; e o BovSan apoia decisões relacionadas à saúde dos rebanhos de corte.
Para acessar os aplicativos clique em:
BovConfort: https://bovconfort.vercel.app/
BovCria: https://bov-cria.vercel.app/
BovSan: https://bovsan-master.vercel.app/
Quem já tem os aplicativos no celular deve acessar os links acima para reinstalar as versões mais recentes.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Feicorte amplia debate global e aproxima produtor brasileiro de inovação no campo
Especialistas de quatro países apresentaram tecnologias, estratégias de manejo e tendências que podem aumentar a eficiência, a rentabilidade e a qualidade da carne produzida no Brasil.

Com a presença de palestrantes internacionais, a Feicorte 2026 ampliou o diálogo entre a pecuária brasileira e experiências consolidadas em outros países. Realizada em Presidente Prudente (SP), a feira mostrou como esse intercâmbio técnico pode apoiar o produtor na busca por mais eficiência, qualidade e competitividade.
Com especialistas dos Estados Unidos, Canadá, Paraguai e África do Sul, a feira reforçou na

Foto: Agência Result/Feicorte
programação do Fórum Feicorte sua proposta de aproximar o pecuarista brasileiro de informações, experiências e tendências já aplicadas em outros mercados, contribuindo para o avanço da atividade no país.
Segundo a integrante da organização da Feicorte e diretora técnica da DGT Brasil, Liliane Suguisawa, o intercâmbio promovido por meio das apresentações agrega valor tanto pela atualização técnica quanto pela mudança de percepção sobre o Brasil no cenário internacional. “A internacionalização da programação é um dos grandes diferenciais da Feicorte. Trazer nomes de renome internacional agrega conhecimento, inovação e conteúdo de alta relevância para o setor”, afirmou.
A presença de especialistas de outros países já foi prova do impacto positivo dessa troca na Feicorte

Foto: Divulgação/Agência Result
2025. “No ano passado, ficaram convencidos de que o Brasil é um player importante no cenário global, com uma cadeia que focada em produzir com excelência”, destacou.
Neste ano, a Feicorte ampliou ainda mais esse movimento ao reunir convidados de diferentes países e perfis técnicos. “Além de trazerem conhecimento sobre tecnologias e práticas que já estão mais avançadas em seus países, eles também observam o avanço da profissionalização da cadeia da carne no Brasil e passam a nos respeitar ainda mais no mercado internacional”, frisou
Para a diretora técnica da DGT Brasil, o benefício é direto para o pecuarista, que passa a ter contato com soluções e tendências que ajudam a aprimorar a produção, aumentar a eficiência e buscar carne de maior valor agregado. “Nós já somos os maiores produtores e exportadores de carne do mundo. Mas, para fazer carne de qualidade, que é a carne mais disputada e que recebe o dobro do valor no mercado internacional, é preciso ir além do que fazemos hoje”, ressaltou.
Intercâmbio com especialistas mundiais

Sócio diretivo do Condomínio Valente Gomes, Eugênio Valente Gomes, detalhou como a implantação de um sistema de produção intensiva permitiu acelerar o giro do rebanho em pastagens no Paraguai – Foto: Divulgação/Agência Result
A programação destacou a aplicação de tecnologias nutricionais para a otimização do ciclo pecuário, tema de uma das palestras internacionais do Fórum Feicorte. Com o tema “Case Taj Mahal – Estrategia nutricional que utilizamos no Paraguai”, o sócio diretivo do Condomínio Valente Gomes, Eugênio Valente Gomes usou como exemplo a propriedade localizada no Chaco Central paraguaio para abordar a implantação de um sistema de produção intensiva, que permitiu acelerar o giro do rebanho em pastagens. O modelo adotado na propriedade paraguaia baseia-se na recria intensiva a pasto (RIP), método que combina o pastejo com a suplementação de concentrado no cocho.

Consultor sul-africano especialista em nutrição de ruminantes e pecuária de corte, Conrad Coetzer, destacou que a pecuária de confinamento da África do Sul compartilha características com a brasileira e pode oferecer referências para aumentar a eficiência dos sistemas de produção – Foto: Divulgação/Agência Result
Já a palestra “Pecuária sem fronteiras: as oportunidades do modelo sul-africano”, foi apresentada pelo consultor sul-africano especialista em nutrição de ruminantes e pecuária de corte, Conrad Coetzer, ao mostrar que a pecuária de confinamento da África do Sul possui mais semelhanças com o Brasil do que se imagina e pode oferecer lições valiosas.
A programação deste ano ainda contou com a palestra do cientista estadunidense, Tad Sonstegard, no primeiro dia, que falou sobre aplicação da edição gênica e da seleção genômica na pecuária tropical. No segundo dia, o médico-veterinário mexicano e que atua no Canadá, Luis Burciaga, destacou transformações no comportamento do consumidor e seus impactos sobre a cadeia global da carne.
ILPF em destaque no evento

Foto: Divulgação/Agência Result
Ao aproximar o público de soluções voltadas à produção sustentável de grãos, pastagens e florestas em um espaço de dois mil metros quadrados, a Área Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) integrou, por mais um ano, a programação do evento. A iniciativa, em sua terceira edição, tem como objetivo demonstrar como a integração dessas atividades contribui para aumentar a produtividade, recuperar áreas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Segundo a gerente de Comunicação da Rede ILPF, Luciana Gentille, o espaço foi criado para aproximar produtores, técnicos, estudantes e profissionais do agro das tecnologias que vêm transformando o setor agropecuário. Ela explica que a iniciativa representa a união de esforços da Rede ILPF, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP) e de empresas associadas para levar conhecimento, inovação e sustentabilidade às propriedades rurais.
O assunto também foi tema da programação técnica do evento, com a palestra “ILPF no Pontal Paulista: Produzir Mais, Recuperar Áreas e Gerar Novas Oportunidades no Campo”, conduzida pelo gerente de Políticas e Desenvolvimento Agrário do ITESP, Vivaldo Netto, e pelo assistente técnico da CATI Regional de Presidente Prudente, Marco Aurélio Fernandes.
Estratégias para maximizar a rentabilidade na pecuária
O Fórum “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades” evidenciou temas de relevância durante

Foto: Divulgação/Agência Result
todo o dia. O gerente de Pesquisa e Soluções da Inbra Nutrição Animal, Felipe Santos Dalólio, ministrou a palestra “Da desmama a máxima eficiência – como o bezerro pode produzir mais”, em que reforçou a importância do pecuarista compreenda a fisiologia dos animais durante a fase de recria.
O zootecnista Rogério Coan apresentou, pela manhã, o tema “Pasto de alta performance: o novo modelo da recria”, que destacou a possibilidade da recria ser um dos negócios mais rentáveis da pecuária de corte, desde que seja conduzida com foco em eficiência produtiva, controle de custos e uso de tecnologia. O especialista voltou ao palco, na parte da tarde, para tratar do tema “TIP: a estratégia que acelera ganho e rentabilidade”, técnica que consiste na terminação de bovinos mantidos em pastagens de qualidade, recebendo uma dieta formulada com elevada participação de concentrado, sempre ajustada às características da forragem disponível.

Foto: Divulgação
A palestra “Cada quilo conta: a eficiência alimentar que gera lucro”, ministrada pelo gerente de Negócios da Inbra Nutrição Animal, André Nagatani, mostrou aos participantes do evento que, na pecuária, eficiência não significa apenas produzir mais, mas sim transformar de forma mais eficiente cada quilo de alimento consumido pelos animais em carne e rentabilidade.
Espaço Origens
A diversidade cultural, gastronômica e empreendedora do estado de São Paulo foi destacada com o Espaço Origens, viabilizado em parceria com o Sebrae e a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).
Além de tecnologias, bebidas, doces tradicionais, mel e artigos como fivelas, biojoias contemporâneas, cutelaria e peças confeccionadas em couro legítimo, o espaço também contou com a presença da Queijaria Monte Alegre, de Diamantina, e da inLida, startup voltada à gestão da pecuária de cria.
Programação desta sexta-feira (26)
A ciência e a prática da pecuária moderna se encontrarão na 4º Simpósio ReprodOeste no último dia da Feicorte 2026. Realizado pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), o evento trará como tema central a “Edição Fêmeas Precoces”, focando em estratégias que permitem aos produtores antecipar resultados e otimizar o ciclo produtivo das matrizes.
A programação da sexta-feira ainda engloba o primeiro julgamento de animais rústicos do estado de São Paulo, com a raça Angus, assim como o julgamento da raça Sindi. A edição deste ano será encerrada com o Leilão Pecuária Solidária, a partir das 19h, projeto beneficente que reverte 100% da renda arrecadada para o Núcleo Tthere, de Presidente Prudente, focado na qualificação profissional e inclusão social de pessoas em situação de vulnerabilidade.



