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Bovinos / Grãos / Máquinas

Especialistas debatem produtividade, sustentabilidade e rentabilidade na cadeia de leite

Palestrantes discutiram sobre estratégias de gestão financeira nas propriedades e a busca por produtividade e sustentabilidade nos sistemas de produção de leite à base de pastagens.

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

Uma gestão econômica eficiente e práticas assertivas para o aumento da produtividade são aliadas a sustentabilidade na cadeia leiteira. Durante o 12º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), realizado em meados de outubro, especialistas do setor apresentaram estratégias para administrar recursos em busca de um melhor desempenho nas propriedades.

O zootecnista Christiano Nascif pontuou aspectos críticos para atingir a rentabilidade e sustentabilidade na produção de leite. Segundo o especialista em gestão financeira, a sustentabilidade, a intensificação da produção e a rentabilidade andam juntas e o sucesso da atividade leiteira vai depender destes fatores. “A intensificação do negócio poupa recursos e, assim, você aumenta a rentabilidade do negócio. Essa atividade tem centenas de indicadores, mas alguns são definitivos para que o produtor tenha êxito, como produtividade da terra em litros por hectare/ano, estrutura de rebanho e escala de produção. Quando pegamos a eficiência técnica e transformamos em eficiência econômica, vamos ter a taxa de retorno, que é a rentabilidade do negócio”, pontuou.

Zootecnista Christiano Nascif apresentou estratégias para rentabilidade e sustentabilidade na produção de leite

Para Nascif, a rentabilidade é um reflexo da eficiência técnica, mas essa eficiência não equivale a produzir ao máximo e, sim, no melhor contexto econômico. “Produzir muito e ser eficiente tecnicamente, sem ganhar dinheiro, não adianta”.

O palestrante trouxe exemplos práticos, com cases de propriedades de sucesso e comparativos de indicadores fundamentais para a gestão da propriedade. “Eficiência é produzir mais e melhor com menos. Temos que dominar esses indicadores e interpretar para que o produtor saiba o que interfere no dia a dia dele e o que vai dar sustentabilidade para seu negócio”.

Produção à base de pastagens 

Pesquisador Rêmy Delagarde citou exemplos de manejo de pastagens, especialmente no clima temperado

O pesquisador francês Remy Delagarde abordou produção e sustentabilidade nos sistemas de produção de leite à base de pastagens. Ele apresentou medidas para um manejo eficiente do pastejo, técnicas de como alcançar um bom uso das pastagens ao longo do ano, relacionando a produção por vaca e produção por hectare, além de abordar a importância da otimização de recursos e redução de impactos ambientais deste sistema.

O especialista em produção de leite em sistemas pastoris trouxe referências da Europa, especialmente da França, baseadas em experiências de pastagens no clima temperado. De acordo com Delagarde, o sistema de pastagens é fundamentalmente dinâmico, por isso é necessário pensar continuamente estratégias, elencando o manejo anual, manejo tático mensal, custos de produção e acompanhar atentamente o plano nutricional das vacas.

“Para termos um sistema de pastagens sustentável, precisamos antecipar ao máximo as decisões e definir com cautela o planejamento forrageiro, considerando as particularidades de cada localidade e de seu clima. Para melhoria da eficiência do sistema, é necessário oferecer o máximo possível de pastagem ao longo do ano, dentro da realidade de cada propriedade. Também é importante evitar excesso de oferta de forragem por animal, fazendo o correto manejo de altura de entrada e saída dos piquetes, ajustar a quantidade oferecida de forragem conservada de acordo com a disponibilidade de pastagem e utilizar estrategicamente a suplementação com concentrados”, mencionou.

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Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas Nutrição animal

Vantagens do uso de lecitina integral de soja na alimentação de ruminantes

A intensificação da pecuária atualmente é primordial para garantir rentabilidade do segmento, a qual pode ser assegurada por melhor desempenho produtivo e melhor eficiência alimentar.

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Foto: Shutterstock

A intensificação da pecuária atualmente é primordial para garantir rentabilidade do segmento, a qual pode ser assegurada por melhor desempenho produtivo e melhor eficiência alimentar. A bovinocultura de corte também almeja a obtenção de carcaças com melhores acabamentos, que podem agregar valor no momento de sua comercialização. Além disso, os consumidores estão cada vez mais preocupados com a saúde e o bem-estar. Estratégias como a modificação do perfil de ácidos graxos dos produtos oriundos de ruminantes como a carne e o leite têm sido adotadas para obter uma menor proporção de ácidos graxos saturados, os quais geralmente estão associados ao risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Uma forma de alcançar estes objetivos é utilizar dietas com maior densidade energética.

O uso de lipídeos na nutrição animal tem passado por inovações e vem sendo bastante discutido nos últimos anos. Em fazendas leiteiras, por exemplo, é possível aumentar a densidade energética das dietas, melhorar a fertilidade e reduzir o estresse térmico quando incluímos fontes de gorduras na alimentação das vacas.

No Brasil cresce a oferta de ingredientes com alto teor de lipídeos, como DDG, caroço de algodão, gérmen de milho gordo, entre outros. Lembrando que o uso de gorduras protegidas também vem aumentando na alimentação de bovinos. As dietas ricas em energia oriundas de lipídeos são metabolicamente mais seguras, pois diminuem os riscos de acidose ruminal e também reduzem a produção e emissão de metano.

Limitações e alternativas

No entanto, por questões fisiológicas, existem limitações na inclusão de lipídios, por apresentar toxicidade aos microrganismos ruminais e reduzir a digestão de fibras. E mesmo após chegar ao intestino é pouco absorvido, já que os ruminantes não produzem sais biliares, fosfolipídeos e lipase pancreática de forma eficiente para emulsificar e absorver a gordura, sendo eliminada nas fezes sem aproveitamento.

Uma alternativa é realizar o fornecimento de lecitina de soja integral como emulsificante para promover a incorporação de ácidos graxos e aumento de sua absorção no intestino delgado devido a sua capacidade de passar pelo rúmen e também aumentar a digestibilidade das gorduras, ações que permitem a utilização de níveis mais elevados de gordura na dieta sem causar danos à fermentação ruminal.

Pesquisa

Um experimento realizado no Confinamento do Núcleo de Produção Animal (NUPRAN) no Setor de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade Estadual do Centro-Oeste, no Paraná, utilizando dietas com teor de extrato etéreo (EE) de 4,97% da matéria seca, concluiu que a administração de lecitina integral de soja melhorou a digestibilidade da fração etérea e fibrosa da ração, com dose de 10 g animal/dia e garantiu maior média de ganho de peso diário e animais com maior peso vivo no abate (figura 1).

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Fonte: Por Márcia Skorei, médica-veterinária e coordenadora técnica de Ruminantes na Sanex.
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Práticas de manejo de pastagem permitem aumento na produção de carne

Estudo revela baixo uso de técnicas adequadas de manejo entre pecuaristas

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Foto: Gisele Rosso

O aumento da produtividade na pecuária de corte está relacionado com as condições das pastagens. A adoção de práticas de manejo pelos pecuaristas, tanto do pasto quanto do pastejo, reflete na produção de carne bovina a um baixo custo e com preservação ambiental. No entanto, um estudo mostrou que o uso dessas técnicas em uma amostra de produtores ainda é baixo.

A Embrapa apresenta a publicação “Uso das práticas de manejo de forrageiras e de pastejo na bovinocultura de corte”. O estudo buscou identificar a situação da adoção de 20 práticas de manejo de pastagem e de pastejo empregadas em fazendas de corte no Brasil. Os dados analisados são provenientes de respostas voluntárias de usuários da plataforma digital app Pasto Certo, da Embrapa, entre dezembro de 2019 a maio de 2023.

O conjunto de técnicas adequadas diz respeito a práticas como manejo rotacionado de pastejo, que aparece como a mais utilizada pelos pecuaristas, com 64% de adoção entre os respondentes do estudo; controle de invasoras (48%), análise de solo (47%), correção de solo com calcário (44%), pastejo contínuo (44%), adubação de pastagens (40%) e diferimento de pastagem (34%).

Já os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta estão entre as práticas que apresentaram menor uso. Apenas 2% dos participantes da pesquisa utilizam esse modelo de tecnologia, que além de contribuir para diversificação da renda, tem benefícios ambientais, sociais e econômicos.

De acordo com uma das autoras, a pesquisadora Claudia De Mori, os resultados sugerem que o uso desses manejos está aquém para obtenção de produção satisfatória de pasto em quantidade e qualidade para uma pecuária eficiente. Além disso, a adoção por região ou por perfil de sistema é bastante variada.

A atividade pecuária está em praticamente todo o território nacional e é muito heterogênea. “Existe potencial para melhorias no desempenho da pecuária de corte nacional e o manejo de alimentação é um dos principais pilares para atingir os níveis de produção desejados em cada situação”, explica a pesquisadora Patrícia Menezes Santos.

A adoção desses manejos permite aos pecuaristas aumentar a produtividade da atividade, manter a longevidade das pastagens e otimizar o uso de recursos, aumentando a rentabilidade e reduzindo a pressão para abertura de novas áreas. “As práticas de adubação e correção dos solos, com base em análises, possibilitam às plantas expressarem produções mais próximas do seu potencial produtivo, resultando em produtividades mais elevadas em termos de ganho de peso na produção animal. Na pecuária, essas práticas, aliadas a um manejo de pastagem adequado, permitem maior longevidade das pastagens e aumento na produção de carne por hectare. Ainda, tais práticas, aplicadas conjuntamente com técnicas de conservação do solo e da água, são essenciais para evitar a perda de fertilidade e estrutura de solo, erosão, assoreamento de rios e escassez de água em quantidade e qualidade para plantas e animais”, reforça Patrícia.

No estudo também foi observada a  distinção do uso dessas técnicas por região/bioma em relação a análise do solo, correção com calcário, adubação de pastagem, pastejo rotacionado, diferimento de pastagem, dentre outras. Ainda, foi constatada uma  associação entre o comportamento de adoção de práticas e perfil de sistemas de produção. Por exemplo, propriedades que englobam as fases mais ao final do processo de produção (recria e/ou engorda) são mais propícias à adoção de tecnologia, em oposição às propriedades de cria. Ainda, há relação entre o tamanho da propriedade e a aplicação de algumas práticas, dentre elas a de acompanhamento/ controle de taxa de lotação das pastagens.

Detalhes das práticas de manejo e de como estão sendo adotadas pelos pecuaristas estão na publicação (link) organizada pela Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Gado de Corte e Embrapa Pantanal.

Pastagens no Brasil

No país, as pastagens constituem o principal uso da terra, ocupando cerca de 163,9 milhões de hectares, segundo informações do MapBiomas, em 2022.

A capacidade produtiva da pastagem pode ser comprometida pela incidência de pragas e doenças, por condições climáticas extremas, pelo superpastejo e por outros fatores que favorecem a perda de vigor das forrageiras e, como consequência o aparecimento de áreas de solo descoberto (sem vegetação) ou a proliferação de plantas daninhas.

Já existem tecnologias disponíveis para o pecuarista melhorar a produtividade do pasto e a maior eficiência do pastejo. A Embrapa desenvolve soluções em todos os biomas brasileiros, contribui para aprimorar os métodos de diagnóstico de degradação, disponibiliza boas práticas para manejo sustentável e recuperação de pastagem e oferece alternativas de capins mais produtivos e adequados a diferentes condições. Além disso, promove capacitações para técnicos e produtores rurais.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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Inscrições abertas para as raças Devon e Bravon na Expointer 2024

Criador deve ficar atento para as datas diferentes de animais com argolas e rústicos.

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Foto: AT Stefani

Estão abertas as inscrições para os animais das raças Devon e Bravon que participarão da 47ª Expointer, que ocorre de 24 de agosto a 1º de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Os criadores devem ficar atentos aos prazos.

Os exemplares de argola devem ser inscritos no site da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares, na área restrita do criador, até 24 de julho. A taxa de adesão é isenta, devido a um acordo firmado entre a Associação Brasileira de Criadores de Devon e Bravon (ABCDB) e a ANC.

Os proprietários de rústicos devem inscrever seus animais diretamente na secretaria da ABCDB, pelo e-mail devon.brasil.org@gmail.com ou WhatsApp (53) 3227-8556, entre os dias 22 de julho e 06 de agosto.

A vice-presidente da ABCDB, Simone Bianchini, informa que uma variada programação técnica e social e está sendo organizada e fala da expectativa da entidade para a feira deste ano. “Desde a organização do estande e dos julgamentos, passando pela escolha do jurado e até os eventos paralelos, participar de uma Expointer envolve muito trabalho – e de muitas pessoas. Na outra ponta, o do criador começa muito antes, com o preparo dos animais”, salienta.

Simone lembra que a sede da Associação no Parque Assis Brasil também foi atingida pela enchente e demandou algumas melhorias. “Parece que o tempo passa rápido demais, mas final de agosto tudo sempre está pronto e vale muito a pena. A feira é uma reunião muito importante de criadores, cabanheiros e amigos que foram unidos pelo Devon e pelo Bravon”, enaltece.

Fonte: Assessoria ABCDB
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AJINOMOTO SUÍNOS – 2024

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