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Enori Barbieri é nomeado presidente da Câmara Setorial do Milho do Ministério da Agricultura
Anúncio foi feito na quinta-feira (8), pelo ministro Carlos Fávaro. O mandato será de dois anos

O 1º vice-presidente de Secretaria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e vice-presidente da Associação Brasileira de Produtores de Milho (Abramilho), Enori Barbieri, foi nomeado como presidente da Câmara Setorial do Milho do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O anúncio foi feito, na quinta-feira (8), pelo ministro Carlos Fávaro e publicado no Diário Oficial da União por meio da Portaria número 14, de 06/02/2024, que designou os presidentes das Câmaras Setoriais e Temáticas, vinculadas ao Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA) para exercerem o mandato de dois anos.
Confira todos os presidentes das câmaras temáticas
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural: ANTÔNIO CARLOS GERIN
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça: CRISTIANO LAMEGO
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados: ELOISIO BARBOSA LOPES JÚNIOR
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Palma de Óleo: VICTOR BASTOS ALMEIDA
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Animais de Estimação: JOSÉ EDSON GALVÃO DE FRANÇA
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Aves e Suínos: RICARDO SANTIN
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos: PEDRO DE ALCÂNTARA MARTINS JÚNIOR
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina: ANDRÉ RIBEIRO BARTOCCI
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas de Inverno: HAMILTON GUTERRES JARDIM
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fibras Naturais: WILSON GALVÃO ANDRADE
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Flores e Plantas Ornamentais: MILTON HUMMEL
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fruticultura: LUIZ ROBERTO MALDONADO BARCELOS
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Hortaliças: RAFAEL JORGE CORSINO
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados: RONEI VOLPI
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel: DANIEL FURLAN AMARAL
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Viticultura, Vinhos e Derivados: HELOISA BERTOLI
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau e Sistemas Agroflorestais: GUILHERME DE CASTRO MOURA
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão e Pulses: AFRÂNIO CÉSAR MIGLIARI
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel e Produtos Apícolas: SERGIO LUIZ GONÇALVES FARIAS
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Milho e Sorgo: ENORI BARBIERI
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco: ROMEU SCHNEIDER
- Câmara Setorial de Equideocultura: NUNO MIGUEL GOMES DA COSTA BRITO EUSÉBIO
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas: ADRIANA MAUGERI
- Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Erva-Mate: JULIANE SELEME BREHMER
- Câmara Setorial da Produção e Indústria de Pescados: EDUARDO LOBO NASVLASKY
- Câmara Temática da Agricultura Sustentável e Irrigação: PRISCILA SILVÉRIO SLEUTJES
- Câmara Temática de Agricultura Orgânica: ROGERIO PEREIRA DIAS
- Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio: EDEON VAZ FERREIRA
- Câmara Temática de Insumos Agropecuários: CLORIALDO ROBERTO LEVRERO

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Inteligência Artificial pode permitir simulação completa da safra antes do plantio
Da pulverização seletiva ao uso de gêmeos digitais, tecnologias já reduzem custos, aumentam a precisão das operações e prometem transformar a agricultura tropical nos próximos anos.

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma ferramenta cada vez mais presente nas propriedades rurais brasileiras. Aplicações que vão desde a identificação de doenças em plantas até o monitoramento de rebanhos por drones já fazem parte da rotina do campo e apontam para uma nova etapa da agricultura tropical, baseada em dados, automação e previsibilidade.

Chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital, Stanley Oliveira: “Vamos usar a IA para olhar o presente e projetar o futuro, simulando quebras de safra e possíveis problemas. Isso traz uma realidade preditiva e muito mais rápida para o produtor brasileiro” – Foto: Divulgação/Embrapa Soja
O tema esteve no centro das discussões da Reunião de Pesquisa de Soja, realizada na última semana em Londrina (PR). Durante painel sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) na agricultura, o chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital, Stanley Oliveira, apresentou um panorama das tecnologias já disponíveis e das transformações esperadas para os próximos anos.
Segundo ele, a corrida global pela IA no agro já tem protagonistas definidos. A China lidera o desenvolvimento de robôs agrícolas e o uso de constelações de satélites para monitoramento terrestre, enquanto os Estados Unidos concentram quase 40% das AgTechs do mundo. O Brasil, por sua vez, busca ocupar um espaço estratégico ao desenvolver soluções adaptadas às condições da agricultura tropical.
Entre as aplicações já disponíveis no país, Oliveira destacou a

Foto: Divulgação
pulverização seletiva nas lavouras de soja, principal cultura agrícola brasileira. “Temos equipamentos que detectam a área com infestação de plantas daninhas e aplicam o herbicida de forma customizada. Um estudo de caso no Mato Grosso mostra que o retorno financeiro desse investimento se paga em apenas dois anos”, afirmou.
A tecnologia também tem ampliado a precisão das operações agrícolas. Sistemas de monitoramento por satélite e ferramentas de visão computacional já conseguem identificar culturas em tempo real e diferenciar, automaticamente, as plantas cultivadas das ervas daninhas.

Foto: Shutterstock
Na robótica agropecuária, os avanços seguem a mesma velocidade. Pequenos robôs já circulam por pomares realizando a contagem de frutas, como maçãs e laranjas, sem tocar nas árvores e com alto nível de precisão.
Uma fazenda virtual para prever o futuro
Se as aplicações atuais já chamam atenção, a próxima etapa promete mudanças ainda mais profundas. Oliveira projeta que, nos próximos cinco anos, a inteligência artificial permitirá a adoção em larga escala dos chamados “gêmeos digitais” (digital twins) nas propriedades rurais.
A tecnologia consiste em criar uma réplica virtual da fazenda, alimentada por dados de solo, clima, cultivares,

Foto: Divulgação/Freepik
máquinas e histórico produtivo. Com esse ambiente digital, o produtor poderá testar cenários, prever perdas e simular toda a safra antes mesmo do plantio. “Vamos usar a IA para olhar o presente e projetar o futuro, simulando quebras de safra e possíveis problemas. Isso traz uma realidade preditiva e muito mais rápida para o produtor brasileiro”, explicou.
A expectativa é que a inteligência artificial também acelere a pesquisa agropecuária. No melhoramento genético de plantas e animais, por exemplo, o cruzamento de grandes volumes de dados pode reduzir o tempo necessário para desenvolver novas variedades e linhagens mais produtivas e resistentes.
Desafios ainda limitam expansão
Apesar das perspectivas, a expansão da IA no campo ainda enfrenta obstáculos importantes. Entre eles estão a falta de mão de obra qualificada e o acesso desigual às tecnologias, especialmente entre pequenos e médios produtores.

Foto: Divulgação
Segundo Oliveira, cerca de 80% dos produtores rurais brasileiros pertencem a esses dois grupos, o que torna a democratização das ferramentas digitais uma prioridade. “É preciso socializar o conhecimento técnico por meio de plataformas acessíveis, inclusive em parceria com as big techs”, afirmou.
A estratégia defendida pela Embrapa passa por três pilares: ampliar a digitalização das atividades rurais, automatizar o maior número possível de processos e reduzir o custo das tecnologias, tornando as soluções de inteligência artificial economicamente viáveis para um número maior de propriedades.
Para Oliveira, a adoção dessas ferramentas não deve ser vista como uma ameaça aos empregos no campo, mas como uma forma de aumentar a eficiência das operações. “Ao falar de IA não estamos dizendo que haverá redução de empregos, mas sim ganho de produtividade, redução de custos e mitigação de riscos. O produtor que antes fazia tudo de forma manual deve ser capacitado para usar a IA na linha de frente, otimizando os processos dentro da fazenda”, enfatizou.
Notícias Avicultura
Executivo da ASGAV participa de reunião institucional no Head Quarter da MBRF em São Paulo
Empresa terá participação de destaque na 2ª CONBRASFRAN 2026

O presidente executivo da Organização Avícola do RS (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, participou na tarde desta quarta-feira, 17 de junho, de uma reunião institucional no corporate headquarters da MBRF (Global Foods Company) em São Paulo/SP.
Participaram da reunião Paulo Pianez, Diretor Global de Sustentabilidade e Relações Governamentais da MBRF e Amanda Borban, Especialista em Relações Institucionais e Governamentais da MBRF.
Durante o encontro, José Eduardo apresentou a estrutura institucional da ASGAV, destacando aspectos relacionados à gestão da entidade, governança, representatividade setorial e os canais de comunicação utilizados para promover a integração e a disseminação de informações estratégicas junto aos associados e demais públicos de interesse.
“O diálogo com empresas e lideranças que possuem papel relevante na cadeia produtiva global, também permite ampliar a troca de informações, identificar desafios comuns e construir iniciativas que contribuam para o fortalecimento institucional do setor. A ASGAV tem buscado manter uma atuação cada vez mais conectada às demandas da avicultura e da agroindústria brasileira”, destacou Santos.
A agenda também foi uma oportunidade para apresentar a 2ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran 2026), que será realizada de 23 a 25 de novembro de 2026, em Gramado/RS. Promovido e organizado por ASGAV, o evento reunirá lideranças, especialistas, empresas e profissionais de toda a cadeia avícola gaúcha e brasileira para debater temas estratégicos para o desenvolvimento do setor. A programação contempla painéis de Programação Magna, além de conteúdos voltados à sanidade avícola, qualidade industrial, mercado e comercialização, logística e infraestrutura, assuntos tributários e jurídicos, e tendências que impactam a competitividade e a sustentabilidade da produção brasileira de carne de frango. A central de negócios também foi apresentada.
Os representantes da MBRF demonstraram muito interesse e irão apoiar e participar da 2ª CONBRASFRAN 2026.
A visita integra o programa de agendas institucionais da ASGAV junto às empresas associadas, iniciativa que tem como foco fortalecer o relacionamento com o setor produtivo, ampliar a troca de informações e manter a entidade alinhada aos desafios, oportunidades e demandas da cadeia avícola.
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Agricultura regenerativa coloca saúde do solo no centro da produção
Pesquisadores e produtores relatam redução de custos, maior resistência a secas e doenças e ganhos econômicos em propriedades que adotam práticas voltadas à recuperação do solo.

A agricultura regenerativa ainda não possui uma definição única e universal, mas há um ponto de consenso entre pesquisadores: a recuperação da saúde do solo é a base para tornar os sistemas produtivos mais resilientes e eficientes. O tema esteve entre os destaques da Reunião de Pesquisa de Soja, promovida pela Embrapa Soja ma última semana em Londrina (PR), reunindo pesquisadores e produtores que já colocam esse conceito em prática.

Pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Rodrigo Mendes: “A regeneração vai além de indicadores isolados e deve ser observada na capacidade do sistema agrícola responder aos desafios do ambiente” – Foto: Divulgação
Para o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Rodrigo Mendes, a agricultura regenerativa precisa ser avaliada por um conjunto de indicadores que vão além da produtividade. Entre eles estão a atividade microbiológica do solo, a presença de enzimas produzidas por microrganismos e estudos de sequenciamento do microbioma, capazes de revelar mudanças na diversidade microbiana ao longo do tempo. “A regeneração vai além de indicadores isolados e deve ser observada na capacidade do sistema agrícola responder aos desafios do ambiente”, afirma. “Essa agricultura apresenta maior resiliência aos estresses bióticos e abióticos, como ataques de doenças e períodos de seca. Nesse contexto, solos mais saudáveis contribuem para a estabilidade dos sistemas de produção”, acrescenta.
Segundo Mendes, a recuperação da biodiversidade microbiana é um dos caminhos para reduzir a dependência de defensivos químicos. Embora a substituição total ainda seja considerada um desafio, ele avalia que os bioinsumos têm potencial para ampliar sua participação nos sistemas produtivos. “A substituição dos defensivos químicos ainda é um desafio, mas considero os bioinsumos uma oportunidade para reduzir a dependência dos químicos”, afirma.
O pesquisador destaca ainda que, além dos ganhos ambientais, a agricultura

Foto: Luiz Renato
regenerativa pode trazer benefícios econômicos ao produtor. Entre eles estão a redução dos custos de produção e a maior resistência das lavouras a condições adversas. “Em períodos de estiagem, por exemplo, propriedades que adotam práticas regenerativas tendem a apresentar menor impacto produtivo em comparação aos sistemas mais convencionais”, observa.
Ele ressalta que os avanços da ciência têm permitido compreender melhor as relações entre plantas e microrganismos, abrindo novas possibilidades para o desenvolvimento de sistemas agrícolas mais eficientes. “Esse conhecimento abre novas perspectivas para a construção de sistemas agrícolas mais produtivos, resilientes e sustentáveis, capazes de atender às demandas futuras da agricultura brasileira”, diz.
Ciência e produtores testam modelo no Cerrado
A aproximação entre pesquisa e campo é um dos pilares do Projeto Regenera Cerrado, apresentado durante o evento. A iniciativa reúne produtores rurais e pesquisadores de instituições de pesquisa para monitorar e validar práticas de agricultura regenerativa já adotadas em propriedades do sudoeste de Goiás.

Foto: Patryck Madeira
Segundo Priscila Terrazan, do Instituto Biosistêmico, o objetivo é avaliar, em condições reais de produção, se essas estratégias são economicamente viáveis e capazes de gerar ganhos produtivos. “A partir dos resultados obtidos, o projeto pretende disseminar conhecimentos e incentivar a adoção dessas estratégias por produtores de diferentes regiões do país”, afirma.
Os primeiros resultados já indicam efeitos positivos. De acordo com Priscila, os três primeiros anos de monitoramento mostraram ganhos econômicos em propriedades familiares de até 400 hectares quando comparadas a sistemas convencionais. “Os resultados apontam ganhos em comparação aos sistemas convencionais. A expectativa é que os próximos anos de pesquisa permitam compreender melhor esses sistemas e aprimorar sua eficiência econômica”, explica.
Na avaliação dela, um dos diferenciais do projeto é a participação direta dos agricultores na construção do

Foto: Manoel Ricardo
conhecimento. “Nesse modelo, o agricultor deixa de ser apenas receptor de tecnologia e passa a atuar como protagonista na construção do conhecimento”, ressalta.
Mais de dez anos de experiência no campo
Enquanto pesquisadores buscam ampliar as evidências científicas sobre a agricultura regenerativa, alguns produtores já acumulam mais de uma década de experiência com esse modelo.
É o caso do produtor Erik Van Den Broek, da Fazenda Tropical, em Rio Verde (GO). A propriedade cultiva cerca de 4 mil hectares de grãos por ano, principalmente soja e milho, além de integrar pecuária, horticultura e piscicultura.

Foto: Márcia Silveira
Segundo Broek, a agricultura regenerativa busca equilibrar o sistema produtivo por meio de práticas como o uso de biológicos, a produção de compostos orgânicos dentro da própria fazenda e o manejo sustentável do solo e das plantas. “O modelo não elimina o uso de defensivos químicos, mas prioriza a tomada de decisão baseada em monitoramento constante, análise de campo e critérios técnicos que permitam reduzir impactos ambientais sem comprometer a produtividade”, pontua.
Para ele, a principal mudança está na forma de conduzir a lavoura. Em vez de aplicações preventivas e decisões padronizadas, a estratégia passa a considerar o comportamento do ambiente e os processos naturais. “O objetivo é encontrar um ponto de equilíbrio em que não haja prejuízo econômico, ao mesmo tempo em que se preserva a biologia do solo e a sustentabilidade da produção”, salienta.



