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Do campo ao comedouro, riscos são eliminados com programas de qualidade

Quem segue programas de qualidade consegue elaborar dietas cada vez mais precisas, dedicadas a fases exclusivas e que garantem à ave expressar seu máximo potencial genético

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A nutrição é o elemento mais custoso para o produtor de aves, respondendo em média por 70% do investimento. Isso todo mundo sabe e fala com frequência. O que pouco se fala é que ela também pode ser altamente prejudicial se todos os critérios para a elaboração de uma dieta de excelência não forem observados. Do plantio do milho, passando pela fábrica, até chegar no comedouro, existem riscos contaminação dessas dietas. No entanto, quem segue programas de qualidade conseguem elaborar dietas cada vez mais precisas, dedicadas a fases exclusivas e que garantem à ave expressar seu máximo potencial genético, com ganho de peso de diário e conversão alimentar cada vez mais afinados.

Para falar sobre a importância de seguir protocolos de segurança e evitar que essas rações que chegam aos aviários brasileiros estejam contaminadas com bactérias, micotoxinas e até Salmonella, o Presente Rural conversou com a médica veterinária Dione Carina Francisco, mestre em Agronegócio e diretora da Agroqualita Consultoria e Capacitação, de Porto Alegre, RS. Para a profissional, produzir boas dietas passa necessariamente pela necessidade de um programa que descreva o passo a passo, seja automatizado e contenha parâmetros de matéria-prima pré estabelecidos.

Na opinião da consultora, tudo começa com a escolha dos fornecedores de matéria-prima, notoriamente o milho e o farejo de soja. “Obter uma boa ração começa com a seleção de fornecedores. De acordo com seus objetivos, a empresa avícola descreve tudo que quer desses fornecedores, como por exemplo o quanto de proteína deve no grão, laudo sobre presença de micotoxinas, laudo sobre a presença de Salmonella, que já está aparecendo no farelo de soja, tudo que pode ter relação com a contaminação da matéria-prima. Essas análises dos fornecedores devem chegar junto com carregamento (na indústria)”, explica Dione. “Em outras palavras, é preciso descrever o que contém o grão de milho e o farelo de soja”, amplia.

De acordo com Dione, a maneira mais fácil de garantir produtos de qualidade é firmando contratos com esses fornecedores, que são classificados de acordo com o desempenho de suas lavouras. “Quanto a gente trabalha o fornecedor a longo prazo, consegue, mesmo em épocas ruins (preço alto), ter garantias. O fornecedor precisa ser parceiro. Muita gente, ao estipular os contratos, tem medo de perder, mas isso não pode acontecer”, aponta.

 “Vários fornecedores de grãos e farelo são categorizados. Existem os muito bons, outros nem tanto. Para esses, é importante que se implante qualidade. A empresa tem o papel também de ajudar a desenvolver o fornecedor. A qualificação dos fornecedores é importante”, assinala a consultora. “Quem não tem programa de qualidade, não pode esperar receber matéria-prima de qualidade”, orienta.

Ela explica que algumas empresas já adotam programas de precisão na nutrição para uma dieta com maior custo/benefício. “Algumas fábricas estão trabalhando com nutrição de precisão. Quanto mais tenho qualidade, tenho um produto final melhor, que vai facilitar mais a vida do avicultor”, cita. “Essas fábricas mais modernas trabalham hoje com alto grau de automação”, amplia.

Em alguns casos mais esporádicos, cita Dione, as cargas que chegam às indústrias estão bastante fora dos parâmetros e chegam a ser devolvidas. “A empresa faz a comunicação para o fornecedor previamente saber o que a empresa quer receber. Há casos em que a qualidade diminui e há um desconto, mas pode acontecer também de mandar de volta à carga”, pontua. Ou seja: se não tem os parâmetros desejados pelas integradoras, não entra na fábrica de ração.

Contaminação cruzada

A contaminação cruzada é um dos grandes gargalos para a produção. Ela é mais difícil ainda porque hoje em dia algumas indústrias produzem cinco diferentes formulações de dietas para uma ave de 42 dias, o que evidencia a necessidade de gerenciamento criterioso nas fábricas. Isso ainda é mais difícil para fábricas que produzem rações para outros animais, como suínos, gado e peixe.

“Há substancias que vão em umas formulações e não em outras, por isso é importante saber a sequência de fabricação, saber o que fabricar primeiro. É preciso fazer uma análise de risco para ter certeza de que determinado produto que não está na formulação da dieta esteja presente na ração final. É preciso estar atento aos momentos para que não fiquem resíduos das rações anteriores nos equipamentos, como antimicrobianos promotores de crescimento”, menciona, sustentando: “Por isso é extremamente importante a limpeza da linha de produção. Dois pontos são importantes: em que momento fazer determinada ração e a limpeza da linha”.

Fábricas dedicadas e competência brasileira

Em fábricas dedicadas, que produzem ração para apenas uma espécie animal, os riscos de contaminação cruzada são menores, explica a consultora. “Quando a fábrica dedicada é muito mais fácil gerenciar os riscos de contaminação cruzada. Se você tem uma linha de suínos e outra de aves, pode acrescentar determinado ingrediente na linha errada por exemplo. Pode acontecer. Esses riscos não existem na fábrica dedicada. Além disso, no próprio estoque se evita essa contaminação, com embalagens rasgadas e mistura de ingredientes”, sugere.

Para a profissional, sejam fábricas dedicadas, sejam fábricas tradicionais, o Brasil está bem desenvolvido nesse sistema de produção de rações. “Estamos bem avançados na produção industrial de ração, seguimos várias instruções normativas, as fábricas passam por auditorias, seguimos vários protocolos de qualidade, talvez dos mais avançados, como a ISO 22000”, destaca. “Algumas estão em processo de implantação (de programas de qualidade), mas de maneira geral estamos sempre avançando. O Brasil não fica devendo em nada para outros países”, evidencia a profissional.

Do caminhão ao bico da ave

A ração saiu prontinha da fábrica, mas os riscos de contaminação continuam. Nesse trajeto até chegar ao comedouro dos animais, Dione cita outros três pontos fundamentais para manter a integridade nutricional e sanitária das dietas: motorista qualificado, limpeza do caminhão de transporte e limpeza dos silos nas propriedades. “Digamos que tudo ocorreu bem e a ração saiu da fábrica sem risco de segurança, mas o caminhão não foi limpo adequadamente. Muito provável pode ter uma contaminação. Por isso, se faz necessária a capacitação de quem está transportando, que precisa saber o que são e como seguir as boas práticas de fabricação (BPF)”, expõe. Muitas vezes esse serviço é terceirizado, por isso é importante que sigam os protocolos sobre quando e como fazer a higienização dos caminhões e gerenciar o transporte – o que ele não pode transportar antes para não ter contaminação”, acrescenta.

No silo que faz distribuir a ração para os galpões é a mesma coisa. Limpeza e ordem dos tipos de dietas. “Quando chega na granja é preciso ter muito cuidado com os silos. A higienização deve ser feita sempre e deve haver mais de um silo para diferenças de fase do crescimento da ave”, frisa, exemplificando que “substâncias na fase de crescimento não são encontradas na ração da fase final”.

A consultora explica que existem muitos produtos em desenvolvimento para serem acrescentados nas dietas, especialmente por conta do restrição ao uso de antibióticos como promotores de crescimento. “Tem muita coisa sendo desenvolvida, como prebióticos e probióticos, entre outros produtos, muito pela necessidade de reduzir a ingestão de antimicrobianos”, destaca.

Dione Francisco explica, no entanto, que de nada adianta ter uma ração de alta qualidade se outros passos da avicultura de sucesso não forem seguidos. “A nutrição é extremamente importante, mas só vai funcionar bem com manejo adequado, boa sanidade, ambiência e bem-estar animal. A nutrição é um importante ponto, mas não dá para falar só dela. O resultado final dela depende desses outros pontos”, situa.

Mais informações você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura Saúde Animal

As principais diferenças entre as fontes de ácido butírico

Para driblar os fatores limitantes e se beneficiar de tais resultados, o ácido butírico é usualmente disponibilizado para os animais em duas diferentes formas

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Rodrigo Slembarski, médico veterinário e gerente de Produtos Aves de corte da Auster; e Cassio Oura, médico veterinário e trainee Aves de Corte São Paulo da Auster

Os ácidos orgânicos são utilizados como melhoradores de desempenho na produção animal, buscando eficiência similar aos antibióticos promotores de crescimento de modo a não provocar resistência microbiana. Sua ação possui como principais características o controle da carga microbiana no trato digestório, inibição do crescimento de bactérias patogênicas e efeito redutor do pH gástrico, resultando em maior proteólise e consequente melhor digestão de proteínas e aminoácidos.

Entretanto, nem todos apresentam atividade antimicrobiana, sendo restrita aos ácidos de cadeia curta (C1 – C7). Como representante desta classe, o ácido butírico (C4H8O2) é derivado da fermentação microbiana de carboidratos. Por ser utilizado pelas células do epitélio intestinal como fonte de energia para diferenciação e multiplicação e se enquadrar nas características citadas, este é amplamente empregado nas criações animais. Porém, em suas primeiras utilizações nas rações foram encontrados fatores limitantes: o mau cheiro e caráter corrosivo, que dificultava sua utilização em fábricas; e a rápida absorção no estomago, que reduzia a quantidade de produto que chegava ao intestino, limitando sua atividade.

Desta forma os benefícios associados à sua utilização; como a influência no crescimento e saúde intestinal, melhor aproveitamento de cálcio e fósforo da dieta e melhor desempenho animal não eram alcançados. Para driblar os fatores limitantes e se beneficiar de tais resultados, o ácido butírico é usualmente disponibilizado para os animais em duas diferentes formas: sais microencapsulados (butirato de sódio e butirato de cálcio) e em forma de ésteres, podendo os últimos serem disponibilizados na conformação de mono-, di- e tributirina.

O butirato de sódio consiste em um produto seco por pulverização, produzido após a neutralização completa do ácido butírico com NaOH, resultando em concentrações muito baixas do ácido butírico livre. O butirato de cálcio é constituído a partir da neutralização do ácido butírico com CaC03 ou Ca (OH) 2. Sendo o processo de neutralização incompleto, resultando em níveis mais altos de ácido butírico livre. As butirinas, (mono-, di- e tributirinas) são produtos da esterificação do ácido butirico com o glicerol, onde o hidrogênio (H) do ácido butírico reage com o grupo hidroxila (OH) do glicerol, formando uma molécula de água e a ligação covalente entre o oxigênio do ácido butírico e o carbono do glicerol. Processo que forma moléculas estáveis, que são dissociados apenas por lipases pancreáticas liberando o butirato e glicerol no lúmen intestinal.

Cheiro

O cheiro é proporcionalmente relacionado com o nível de ácido butírico livre, que é uma molécula extremamente volátil e corrosiva. O butirato de sódio consiste em um produto mais estável e menos odoroso que o ácido butírico, característica importante para o uso do produto em fábricas de pré-mistura de alimentos para animais. O butirato de cálcio possui odor mais típico e característico do ácido, dificultando sua utilização. Já os ésteres não possuem relatos de problemas com o odor do produto.

Peso molecular e efeito antibacteriano

Os ácidos orgânicos com maior peso molecular possuem menor capacidade de difusão, portanto, menor facilidade em atravessar as membranas celulares e exercer efeitos anti-bacterianos. O peso molecular do butirato de sódio é de 111 g/mol, sendo o peso molecular do butirato de cálcio 214,28 g/mol, o que é aproximadamente o dobro. Já os ésteres possuem o peso molecular de 162,18 g/mol (monobutirina), 232, 37 g/mol (dibutirina) e 302,36 g/mol para a tributirina.

Solubilidade

Se o ácido butírico se encontra em forma de sais (butirato de sódio ou cálcio), é necessário que esse produto tenha alta solubilidade para que o butirato se libere do cátion (Na ou Ca) e seja utilizado ou transformado em ácido butírico (dependendo do pH). In vitro, o butirato de sódio se apresenta mais solúvel em água comparado ao butirato de cálcio. Para os ésteres, há relato apenas da solubilidade da monobutirina, citando a possível solubilidade da mesma em água atribuindo o fato ao glicerol. Porém, no caso da monobutirina, para o ácido butirico se dissociar do glicerol é necessário a ação da lipase, ineficiente neste caso, pois normalmente quebra as ligações éster de moléculas com grandes diferenças de polaridade, como triglicerídeos com cadeias de 16 carbonos ou mais, não sendo facilmente reconhecida pela enzima. Não há relatos quanto a solubilidade da dibutirina e tributirina, sendo mínimos os dados de características físico-químicas dos produtos. Porém, como citado anteriormente, as ligações entre as moléculas obtidas durante o processo de esterificação não se desfazem no estomago, sendo estas liberadas apenas com a ação da lipase intestinal. Desse modo não há disponibilização de ácido butírico livre no estomago, comprometendo a redução do pH gástrico e melhor aproveitamento de proteínas e aminoácidos. Pois com a redução do pH há a maior ativação de pepsina (enzima proteolítica) no estômago e menor secreção do suco gástrico, tendo menor diluição do bolo alimentar. Passos cruciais para o controle microbiano, uma vez que, com menos substratos proteicos há menor desenvolvimento de bactérias patogênicas no intestino. Etapa disponível somente para os sais de ácido butírico, resultando em menor velocidade de esvaziamento gástrico e redução da taxa de passagem do alimento, melhorando assim sua digestibilidade.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Avicultura

Uso de Inlets em galpões de postura comercial traz benefícios financeiros e zootécnicos

Inlets são ferramentas que nos auxiliam no controle do ingresso do ar nos modos de Ventilação Mínima e Transição

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Foto: O Presente Rural e Cargill

Artigo escrito por Henrique Rosa Baltazar de Souza, zootecnista e assistente Técnico Comercial Avicultura da Cargill Nutrição Animal

O uso dos inlets em galpões de ventilação por pressão negativa, seja na criação de aves em piso ou em gaiolas, é de fundamental importância para que consigamos dar a correta dinâmica ao ar que entra no galpão, promovendo a melhor qualidade ambiental possível e garantindo o bem estar e desempenho das aves.

Os inlets (aberturas nas paredes laterais) são as ferramentas que nos auxiliam no controle do ingresso do ar nos modos de Ventilação Mínima e Transição. Nestes dois modos, nosso foco está na renovação do ar sem a necessidade de que se gere correntes de vento com altas velocidades.

A renovação do ar pelo modo Ventilação Mínima sempre ocorre quando a temperatura externa está menor do que a temperatura que desejamos internamente no galpão. Neste modo de ventilação, os exaustores trabalham em modo cíclico ficando uma parte do ciclo ligados e outra desligados.

Para entendermos porque os inlets são fundamentais neste modo, precisamos primeiro entender o porque precisamos renovar o ar dentro do galpão. O foco durante a Ventilação Mínima é manter a umidade relativa (UR%) do ar dentro do galpão em níveis adequados e o tempo ligado/desligado do ciclo deve ser ajustado baseado nesta variável. Um benefício indireto em se manter os níveis de umidade relativa controlados é que os níveis dos principais gases tóxicos produzidos dentro do galpão também estarão controlados. A umidade relativa tem uma forte correlação com a concentração de CO2 e amônia, ou seja, quanto maior a umidade relativa do ar dentro do galpão maior será a concentração destes gases.

Porém, apenas trazer o ar externo para dentro do galpão muitas vezes não é o ideal. Nos horários mais frios do dia ou em dias de alta umidade, simplesmente trazer esse ar mais úmido para dentro não nos auxiliará no controle da umidade relativa, muito pelo contrário. É por isso que precisamos condicionar esse ar para que chegue até as aves da melhor forma possível. Entra em cena então o papel fundamental dos inlets. Estes equipamentos são os responsáveis por direcionar o ar para que ele percorra todo o caminho até o centro do galpão o mais próximo possível do forro. É neste local que se encontra o ar mais quente, o qual é mais leve e se acumula no ponto mais alto da estrutura, que no nosso caso é a forração. A troca de calor entre o ar de dentro do galpão com o de fora faz com que o ar externo se aqueça e diminua sua umidade relativa (Figura 1). Quanto maior a temperatura do ar, maior é sua capacidade em reter vapor de água.

Figura 1 – Condicionamento do ar externo.

Para conseguirmos esse condicionamento do ar, precisamos que haja um espaço mínimo entre o topo das baterias e a forração de pelo menos 1,5 metro. Outro ponto importante é de que não haja obstáculos que alterem a trajetória do ar até o centro do galpão, como eletrocalhas ou vigas por exemplo. Caso estes pré requisitos não sejam atendidos o processo fica comprometido e criaremos problemas para a circulação de ar dentro do galpão, que pode ficar preso nas baterias laterais fazendo com que a umidade seja maior naquele ponto e a temperatura mais baixa do que no centro, criando microclimas diferentes dentro do aviário. (Figura 2)

Figura 2 – Espaço insuficiente entre a forração e gaiolas gerando uma zona morta de ventilação no meio do galpão.

Outro papel desempenhado no galpão pelos inlets é durante a Ventilação de Transição. Utilizamos este modo quando a temperatura externa está ligeiramente acima do que desejamos internamente e os exaustores, por este motivo, já trabalham em modo contínuo. Durante a Ventilação de Transição volumes grandes de ar são trocados dentro do galpão através dos inlets. Este modo de ventilação é o preferencial das aves, já que as mantém em uma zona de conforto térmico sem que seja necessário usar altas velocidades de ar diretamente sobre as aves para isso.

Como todo equipamento, o funcionamento ideal dos inlets depende de alguns fatores: seu correto dimensionamento, instalação e operação. Aspectos construtivos dos galpões, como a vedação por exemplo, também afetam diretamente a eficiência destes equipamentos. Cada projeto deve ser minuciosamente estudado levando-se em consideração as condições climáticas históricas da região onde estão localizados ou serão construídos os galpões, modelos de equipamento, assistência técnica disponíveis e o correto treinamento e acompanhamento dos responsáveis pela sua operação para que seja extraído o seu máximo potencial, trazendo os benefícios financeiros e zootécnicos esperados.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Mercado

México abre mercados para ovos do Brasil

Maior consumo de ovos autorizou importação para produtos processados

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Divulgação/AENPr

Nas prévias da Semana do Ovo, com produção e consumo recordes no mercado interno, o setor de ovos do país ganhará um novo impulso comercial nos próximos dias. O México, maior consumidor de ovos do mundo, abriu seu mercado para as importações de ovos produzidos no Brasil, conforme informação repassada à Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A autorização foi emitida na última semana pelo Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade (SENASICA) do Governo Mexicano, e é válida para produtos processados em território brasileiro – um segmento que tem ganhado expressividade no segmento produtivo brasileiro.

Maior consumidor per capita de ovos do mundo, com 378 unidades anuais (no Brasil, o consumo é de 230 unidades), o México importou 20 mil toneladas de ovos em 2019, segundo dados da União Nacional de Avicultores (associação local).

“A abertura do México, conquistada com os esforços da Adidância Agrícola, Ministério da Agricultura e Ministério das Relações Exteriores, e apoiados pela ABPA, é estratégica para o setor produtivo brasileiro, que aposta no fortalecimento do mercado internacional. Não apenas pela força deste mercado, mas pela chancela que esta autorização representa em termos de reconhecimento sanitário. A qualidade e o status sanitário fizeram a diferença para inserirmos nosso produto nesse mercado altamente competitivo, com um produto de maior valor agregado”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Em 2019, o Brasil exportou 7,6 mil toneladas de ovos. A produção total do país alcançou 49 bilhões de unidades no ano passado, e deve chegar a 53 bilhões em 2020.

Fonte: Assessoria ABPA
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