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Desenvolvimento humano e econômico: o legado das cooperativas no Rio Grande do Sul
A presença das cooperativas não apenas gera empregos e oportunidades econômicas, mas também contribui para a formação de uma sociedade mais próspera.

O cooperativismo no Rio Grande do Sul não só impulsiona o desenvolvimento econômico, como também tem um impacto significativo na qualidade de vida e no progresso social das comunidades onde está presente. Segundo o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) de 2021, os municípios gaúchos que abrigam cooperativas apresentam melhores indicadores de educação e renda em comparação àqueles sem cooperativas.
O Idese é uma importante ferramenta de avaliação do desenvolvimento socioeconômico dos municípios gaúchos, levando em consideração aspectos quantitativos e qualitativos do processo de desenvolvimento. Quanto mais próximo de 1 for o índice, mais desenvolvido é o município. Os dados revelam que os municípios com cooperativas possuem uma média de 0,757 no quesito educação, enquanto os sem cooperativas têm uma média de 0,741. Em relação à renda, a média dos municípios com cooperativas é de 0,719, enquanto a média dos municípios sem cooperativas é de 0,675.
Entre os diversos segmentos do cooperativismo gaúcho, as cooperativas agropecuárias se destacam como o setor economicamente mais forte. Segundo o Anuário de 2022, essas cooperativas reúnem 336,3 mil produtores associados e empregam diretamente 40 mil trabalhadores. Esses números certamente se atualizarão com a divulgação de dados mais recentes no segundo semestre deste ano.
Além de fornecer suporte e serviços aos produtores associados, como assistência técnica, social e educacional, fornecimento de insumos, recebimento, armazenamento, industrialização e comercialização da produção, as cooperativas agropecuárias atuam em diversas áreas de negócios. As principais cadeias do agronegócio no Rio Grande do Sul, que contam com a participação ativa das cooperativas, incluem grãos (soja, trigo, milho, arroz, entre outros cereais), laticínios (leite e seus derivados), proteína animal (suínos, aves e bovinos), hortifrutigranjeiros (maçã, cítricos, morango e hortaliças), vitivinicultura (uva e seus derivados) e lanifício (lãs e seus derivados).
Como complemento às atividades voltadas ao quadro social, muitas cooperativas também operam no varejo, por meio de supermercados, postos de combustíveis, lojas de materiais de construção e lojas agropecuárias, oferecendo máquinas, equipamentos e insumos agrícolas e pecuários.
Prosperidade
A presença das cooperativas não apenas gera empregos e oportunidades econômicas, mas também contribui para a formação de uma sociedade mais próspera. Por meio de programas de assistência técnica, social e educacional, as cooperativas fortalecem a capacitação e o desenvolvimento dos produtores associados, bem como dos trabalhadores envolvidos em suas atividades.
Além disso, as cooperativas desempenham um papel importante na comunidade, promovendo programas de capacitação e beneficiando seus funcionários. Ao investir no desenvolvimento dos colaboradores, as cooperativas garantem a retenção de mão-de-obra qualificada e promovem um ambiente de trabalho estimulante e propício ao crescimento individual e coletivo.
O cooperativismo, portanto, não apenas impulsiona a economia local, mas também desempenha um papel fundamental no desenvolvimento humano, social e educacional. Ao fortalecer as comunidades, gerar empregos, promover a educação e elevar a renda, as cooperativas do Rio Grande do Sul demonstram o poder transformador desse modelo de negócio. É por meio do cooperativismo que pessoas e sociedade se desenvolvem juntas, construindo um futuro próspero e sustentável para todos.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no cooperativismo acesse gratuitamente a edição digital Cooperativismo. Boa leitura!

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul
Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto
Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.
De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.
Economia circular e aproveitamento de resíduos
As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.
Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.
Programação
A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.
O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.
Manhã
08h – Credenciamento/Recepção
08h30 – Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger
09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS
09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo
10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam
11h – Mesa Redonda
12h – Almoço (por adesão)
Tarde
13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley
14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo
15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor
15h45 – Intervalo
16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater
16h45 – Mesa Redonda
17h30 – Encerramento








