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Desafios e soluções para a alimentação de leitões ao desmame

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Lisandro A. Haupenthal - Gerente Nutrição Suínos da Vaccinar Nutrição Animal

O desmame é reconhecidamente uma das etapas mais desafiadoras do suíno durante sua vida. O estresse do leitão nesta fase promove diversas modificações no seu organismo e frequentemente distúrbios entéricos devido à imaturidade do trato gastrointestinal com a troca do alimento líquido para o sólido. São comuns como consequências destes distúrbios entéricos a baixa ingestão de alimentos e nutrientes, com efeitos diretos na taxa de crescimento. Após o desmame o leitão precisa adaptar seu comportamento de alimentação muito rapidamente em seu novo ambiente, ocasionando uma importante redução na ingestão de matéria seca. A taxa de crescimento pode estar sendo prejudicada até o final do desmame devido à demanda nutricional para o crescimento ser superior aos níveis nutricionais obtidos pelo leite da porca. O objetivo é proporcionar aos leitões uma transição segura entre a dieta líquida do leite da porca à ração sólida após o desmame, minimizando possíveis perdas na taxa de crescimento.

Além disso, o volume de produção de leite já não atende ao consumo diário de leitegadas numerosas mesmo em períodos de lactação mais curtos. Na lactação a ingestão potencial de leite pelos leitões começa a exceder a produção da porca, de forma que o crescimento dos leitões começa a cair abaixo de seu potencial (Harrell et al., 1993). Vários trabalhos demonstraram crescimento compensatório em leitões, como Campbell e Dunkin (1983), que demonstraram essa compensação em leitões jovens privados de proteína ou energia, mesmo quando receberam quantidades fixas de alimento. Como se sabe o leite de porca é deficiente em proteína para o ganho de peso desejado desde as primeiras semanas de vida do leitão, portanto, o leite desnatado com alto teor de proteína pode ser suplemento ao leite de porca para os leitões lactentes de alta performance.

A importância da taxa de crescimento nas primeiras semanas de vida do leitão e logo após o desmame na determinação do seu ganho de peso nas fases seguintes de crescimento e terminação foi demonstrada por Pollman (1993), onde os leitões que mantiveram o peso durante a primeira semana após o desmame atingiram o peso de abate em 178 dias, sendo que os leitões que obtiveram ganho de peso da ordem de 115 gramas por dia na primeira semana, reduziram a idade de abate em 15 dias. O resultado prático desta comparação é que o peso ganho na primeira semana pós-desmame pode representar até dez vezes mais esse peso na fase de terminação.

O trato gastrointestinal representa uma das principais vias de entrada para antígenos invasores e contém uma importante porção de tecido linfoide do organismo. Os antígenos que comumente estão presentes a partir do intestino são as proteínas alimentares, microbiota intestinal comensal e patógenos invasores. O epitélio da mucosa intestinal atua como uma barreira física para patógenos. Distúrbios nesta barreira no intestino, caracterizadas por aumento da permeabilidade intestinal, irão resultar em transporte de bactérias, toxinas e antígenos presentes no lúmen intestinal para o tecido sub-epitelial e afetar a absorção de nutrientes. Por isso, a integridade da barreira da mucosa intestinal é muito importante na função de garantir a adequada absorção dos nutrientes da dieta e prevenir distúrbios do trato digestivo.

Além disso, o trato gastrointestinal tem como função primordial a transformação dos alimentos ingeridos em nutrientes absorvíveis pelo organismo animal. As microvilosidades intestinais promovem o aumento substancial da superfície de absorção dos nutrientes à nível intestinal. A redução na altura das vilosidades diminue a capacidade de absorção permitindo que muitos nutrientes oriundos do processo digestório sejam carreados ao intestino grosso, desenvolvendo uma microbiota intestinal inadequada e que pode resultar em doença entérica.

Portanto, as atenções nesta fase vital para o desempenho futuro do leitão precisam estar focadas na qualidade e digestibilidade dos ingredientes utilizados nas dietas de transição do período pós-desmame. A composição correta de ingredientes de alta digestibilidade, aliados à apresentação física atrativa, de fácil ingestão, com níveis nutricionais que atendem a demanda de crescimento do leitão desde os primeiros dias pós-desmame, é a chave do sucesso para o melhor desempenho nas fases seguintes e a expressão do seu potencial de crescimento.

Autor: Lisandro A. Haupenthal

Médico Veterinário, MSc

Gerente Nutrição Suínos – Vaccinar Nutrição Animal

Fonte: Ass. de Imprensa
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Cobb-Vantress defende revisão nutricional para acompanhar melhoramento genético

O médico veterinário e especialista Mundial em Nutrição da Cobb-Vantress, Vitor Hugo Brandalize, fala da importância de uma revisão na formulação das dietas para acompanhar o potencial genético das aves, com características para melhor ganho de peso diário, conversão alimentar e rendimento de carcaça, entre outros indicadores

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Vitor Hugo Brandalize / Divulgação

A nutrição das aves sempre despontou entre os desafios mais importantes da cadeia produtiva em função do impacto que tem nos custos de produção, chegando até cerca de 80%. O atual cenário de preços muito elevados dos grãos, principais insumos, combinado com os avanços do melhoramento genético tem levado as principais empresas avícolas a rever estratégias nutricionais, explicou o médico veterinário e especialista Mundial em Nutrição da Cobb-Vantress, Vitor Hugo Brandalize, durante sua apresentação no XV Simpósio Goiano de Avicultura.

De acordo com ele, o melhoramento genético evoluiu rapidamente na direção de melhores resultados em indicadores como ganho de peso diário, conversão alimentar, rendimento de carcaça e empenamento precoce, entre outros benefícios. Este quadro exige das empresas atenção às formulações das dietas para acompanhar estes avanços e extrair o máximo do potencial genético do plantel. “É uma revisão necessária, como em relação aos níveis de aminoácidos, cálcio e fósforo, por exemplo. Outro ponto a ser avaliado é para uma redução da energia metabolizável, que indiretamente reduz o custo da ração”, salientou.

Brandalize ressalta ainda a importância de avaliar a alta inclusão de produtos de origem animal e o nível de potássio da dieta. “Tenho observado menor mortalidade em aves cujas dietas incluem produtos de origem vegetal na comparação com aquelas aves que consomem nutrição com alta inclusão de produtos de origem animal. São questões já estudadas, mas que devemos investigar para acompanhar as necessidades desta nova ave que está no mercado”.

Fonte: Assessoria
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Agroceres PIC inaugura nova Unidade de Disseminação de Genes no Paraná

Em operação, a nova UDG terá capacidade para alojar 800 reprodutores e potencial para processar 1,2 milhão de doses de sêmen por ano.

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Fotos: Sandro Mesquista e Selmar Marquesin/OP Rural 

Esta sexta-feira (1º) marca o início de um novo ciclo na história da empresa de genética Agroceres PIC, que nesta manhã inaugurou uma nova Unidade de Disseminação de Genes (UDG), na cidade de Paranavaí, na região Noroeste do Paraná. Através deste empreendimento e de mais duas novas UDGs, que serão implantadas no Centro-Oeste e outra na região Sul, a companhia projeta em até três anos fornecer sêmen para mais de 70% de seus clientes.

Diretor superintendente da Agroceres PIC, Alexandre Furtado da Rosa: “Esse novo ciclo de investimentos nos permitirá aumentar a eficiência da disseminação de genes superiores e acelerar o progresso genético nas unidades de produção comercial”

Durante o ato solene de inauguração da UDG, o diretor superintendente da Agroceres PIC, Alexandre Furtado da Rosa, destacou o crescimento do mercado suinícola no Estado paranaense, a importância do setor para a economia nacional e os novos rumos que a empresa busca através da expansão de seu negócio de genética líquida no país “Esse novo ciclo de investimentos nos permitirá aumentar a eficiência da disseminação de genes superiores e acelerar o progresso genético nas unidades de produção comercial, agregando valor e competitividade ao negócio de nossos clientes”, enalteceu.

O moderno Centro Tecnológico de Excelência Com a UDG Paranavaí em operação, a produção total da Agroceres PIC salta para 4,5 milhões de doses inseminantes por ano.

A nova unidade vai atender a demanda da rede de multiplicadores de material genético Agroceres PIC, de parceiros Multiplicadores de Rebanho Fechado (MRF) e clientes instalados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

As primeiras doses de genética líquida da nova unidade paranaense devem chegar ao mercado em setembro.

A equipe do Jornal O Presente Rural está fazendo a cobertura jornalística da inauguração da nova UDG, a reportagem completa você confere na próxima edição de Suínos e Peixes e também nas nossas plataformas digitais.

Fonte: O Presente Rural
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Francisco Dolejal é o novo Gerente de Vendas Sênior da NOVUS para o estado do Paraná

Anúncio reforça o compromisso da companhia por um atendimento estratégico e afinado às particularidades dos seus clientes paranaenses

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Francisco Dolejal / Divilgação

A NOVUS apresentou mais um profissional estratégico visando estreitar ainda mais sua proximidade com os produtores de proteína animal de todo estado às especialidades exclusivas contidas no seu portfólio, programas e conhecimento técnico global que fazem da multinacional referência no mercado de nutrição animal.

Graduado em Zootecnia em 2009 pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste, Campus Marechal Cândido Rondon/PR), Francisco Dolejal agora responde por todo o atendimento técnico-comercial do Estado.

Há 12 anos no mercado, o profissional construiu toda sua rede de relacionamento na região de suma importância para as operações da NOVUS. “Paraná é uma referência multiproteína, um grande polo agroindustrial dentro do nosso segmento e em constante evolução. Portanto, atento a todos estes movimentos deste estado referência produtiva, anunciamos mais este reforço ao time. Gente certa no lugar certo”, inicia o Gerente Sênior Regional de Negócios da NOVUS, Alessandro Lima.

“Estou feliz e motivado com esta nova casa. Logo nos meus primeiros dias de integração me surpreendi com a organização, conhecimento técnico, equipe altamente qualificada, soluções e programas diferenciados. Um mundo de oportunidades para uma série de desafios produtivos que quero, apoiado a toda essa minha bagagem, contribuir ainda mais para o desenvolvimento dos nossos clientes e prospectar novos negócios”, insere o Gerente de Vendas Sênior para o Paraná, Francisco Dolejal.

O profissional, que também possui especialização em Nutrição pelo Instituto Rehagro (Belo Horizonte/MG), “agregará muito ao nosso time”, inclui Alessandro em menção a importância do estado do Paraná que em 2021 produziu 6,213 milhões de toneladas entre carne bovina, suína e frango, além de ser protagonista nacional no setor avícola, segundo colocado no ranking de produção suinícola, ovos e leite de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, Brasília/DF).

Fonte: Assessoria
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