Avicultura Saúde Animal
Curcumina: potente anti-inflamatório e antioxidante
Consequência natural do uso da curcumina sozinha ou em mistura de produtos utilizado para aves é uma melhora no metabolismo geral e maior desempenho animal

Artigo escrito por Adhemar Rodrigues de Oliveira Neto, zootecnista, mestre e doutor em Nutrição de Monogástricos e gerente de Nutrição e P&D da NNatrivm
A curcumina (Figura 1), princípio ativo da cúrcuma ou açafrão da terra, tem sido utilizada por séculos na medicina de países asiáticos, em razão de suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

Figura 1. Molécula do polifenol de curcumina e seus efeitos fisiológicos.
A utilização da curcumina na Ásia estimulou estudos sobre seus benefícios por empresas farmacêuticas, pela medicina e por grupos de pesquisadores da área animal no ocidente, de tal forma que pode ser encontrado mais de 10.966 trabalhos científicos sobre os efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes do polifenol da curcumina (Figura 2).

Figura 2. Número de publicações de pesquisas de 1949 à 2017, totalizando 10.966 estudos.
Efeito Anti-Inflamatório
A Curcumina atua de diferentes formas para reduzir a inflamação intestinal, consequência da disbiose (Figura 3) na luz intestinal em resposta aos microrganismos patogênicos e oportunistas, que crescem quando ocorre o desequilíbrio do microbiota comensal existente no trato digestório de aves e suínos.

Figura 3. Epitélio intestinal em equilíbrio (a) e em processo de inflamação (b).
O crescimento exacerbado de E. coli, Salmonela e Clostridium afetam as células intestinais (enterócitos) aumentando a permeabilidade das junções de oclusão (Figura 4), responsáveis pela aderência entre as células. As bactérias podem se infiltrar no intestino, por meio das junções da oclusão e entrando nos próprios enterócitos.

Figura 4. Processo inflamatório no intestino de aves e suínos.
A ligação de substâncias presentes na parede celular (Figura 5) de bactérias gram positivas (peptideoglicanos, PEG) e nas negativas (lipopolissacarídeos, LPS) causam resposta inflamatória na mucosa intestinal.

Figura 5. Composição da parede celular de gram positivas e negativas.
As células dendríticas (Figura 3 e 4) do sistema imune inato também lançam prolongamentos para dentro da luz intestinal reconhecendo antígenos nocivos às células. Os dentritos engolfam as bactérias e se comunicam com outras células (neutrófilos, macrófagos) iniciando à resposta imune inata, que também causa inflamação.
Além dos efeitos da própria bactéria existe também o efeito das toxinas produzidas por esses agentes patogênicos que agem sobre as células, ocasionando a inflamação que é uma resposta do organismo animal para conter a infecção pelos agentes patogênicos. O processo de inflamação pode ocorre pelos mecanismos descritos a seguir, entre outros:
- Ativação do fator NF-KB (fator nuclear kappa beta)
- Liberação de prostaglandinas e leucotrienos (Figura 4), provenientes do ácido araquidônico, ligado as membranas celulares, que são liberados com objetivo de atuar na resposta animal.
O fator NF-Kappa beta é estimulado na membrana celular por radicais livres e citocinas pró-inflamatórias, como interleucina 1 (IL1), interleucina 6 (IL 6) e fator de necrose tumoral (TNα), dentre outros, na área inflamada. Após o processo de ativação o NF-KB migra para o núcleo da célula, produzindo proteínas. Sua ativação nuclear aumenta a quantidade de citocinas pró-inflamatórias no intestino de aves e suínos.
As prostaglandinas e leucotrienos atuam estimulando a quimiotaxia, ou seja, atraindo células de defesa (ex.: neutrófilos) para o local da inflamação, além de aumentar a permeabilidade dos vasos sanguíneos facilitando a saída de células do sistema imune, como macrófagos e neutrófilos, especializados na fagocitose de agentes patógenos e restos celulares resultantes do processo inflamatório.
O texto acima cita várias ações do sistema imune inato, que a princípio é positivo, mas quando os estímulos são excessivos e crônicos causam inflamação agressiva, maior que o necessário, podendo ocasionar um efeito pior que a própria infecção dos patógenos, reduzindo o desempenho de aves e suínos.
As ações benéficas da Curcumina no combate à inflamação aguda e crônica em aves e suínos ocorre por vários mecanismos:
- O polifenol da curcumina atua diretamente como antioxidante, reduzindo a quantidade de radicais livres;
- A Curcumina fortalece a junção de oclusão, ou seja, os ligamentos que permitem que células intestinais permaneçam ligadas entre si, inibindo a passagem de patógenos e toxinas entre as células;
- Reduz a atividade da enzima ciclo-oxigenase que transforma o ácido araquidônico em Prostaglandina (Figura 4);
- Diminui a atividade da enzima lipoxigenase, que transforma o ácido araquidônico em Leucotrienos (Figura 4);
- Atua reduzindo a atividade fator nuclear kappa beta (NF-KB do inglês Nuclear Fator Kappa Beta), que estimula maior liberação de quimiocinas e citocinas pró-inflamatórias, como interleucina 1 (IL1), interleucina 6 (IL 6) e fator de necrose tumoral (TNα), dentre outros, na área inflamada (Figura 4).
Ação Antioxidante
A curcumina influencia positivamente a atividade de enzimas antioxidantes presentes no organismo animal, reduzindo os radicais livres produzidos constantemente pelas células animais. Caso os radicais livres não sejam neutralizados, esses provocam danos severos, podendo levar à sua morte celular (apoptose). As enzimas influenciadas diretamente pela cúrcuma são a superóxido dismutase (SOD), catalase e glutationa peroxidase.
Reações de cada enzima citada:
- Superóxido dismutase + O– (radical livre) è H2O2
- Catalase + H2O2 è H2O + O2
- Glutationa peroxidase + H2O2 è H2O + O2
Os radicais livres são normalmente produzidos pelas células, por muitos fatores tais como pela atividade das mitocôndrias, por exemplo. Desse modo, o sistema antioxidante precisa estar sempre ativo, permitindo o metabolismo normal e o melhor desempenho dos animais. Importante lembrar que os radicais livres são agentes de dano à membrana celular e consequentemente induzem processos inflamatórios, discutidos anteriormente nesse texto. Assim, a suplementação na dieta de compostos antioxidantes como curcumina, vitamina E, vitamina C, metionina, selênio são sempre importantes para o funcionamento celular.
Resultado de Frango de corte suplementado com curcumina
Em razão das ações anti-inflamatórias e antioxidantes da curcumina, pode-se inferir que o desempenho de frango de corte suplementado com curcumina seja superior, conforme relatado por pesquisadores.

Esse texto é uma revisão de vários trabalhos originais e de revisões sobre os benefícios da curcumina para aves e animais em geral, referente aos processos anti-inflamatórios e antioxidantes. A consequência natural do uso da curcumina sozinha ou em mistura de produtos utilizado para aves e suínos é uma melhora no metabolismo geral e maior desempenho animal.
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Avicultura
Paraná amplia exportações de ovos em 18,5% e mantém segunda posição nacional
Estado embarcou 2,9 mil toneladas no primeiro quadrimestre e ampliou em 45% a receita cambial, mesmo com retração das exportações brasileiras.

As exportações brasileiras de ovos e ovoprodutos perderam força nos primeiros quatro meses de 2026. Dados do Agrostat Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mostram que o país embarcou 16.863 toneladas entre janeiro e abril, volume 14,5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 19.692 toneladas.

Foto: Rodrigo Felix Leal
Apesar da retração nos embarques, a receita cambial apresentou crescimento. O faturamento das exportações alcançou US$ 68,692 milhões no primeiro quadrimestre deste ano, avanço de 3,5% em relação aos US$ 66,377 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
As informações constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), elaborado pelo médico-veterinário e analista de mercado Roberto Carlos Andrade e Silva.
Segundo o analista, o resultado demonstra que a queda no volume exportado não impediu o crescimento da receita obtida pelo setor. “De janeiro a abril de 2026, a exportação nacional de ovos atingiu 16.863 toneladas, volume 14,5% menor que o verificado em igual período de 2025. Entretanto, o faturamento correspondente ao volume vendido subiu 3,5%”, destaca.
O chamado complexo ovos engloba ovos férteis destinados à incubação, pintos de um dia, ovos frescos com casca, ovos cozidos e secos, gemas frescas e cozidas e ovoalbumina. Entre esses produtos, os ovos férteis para incubação e os ovos frescos para consumo representam a maior parcela das exportações brasileiras.

Foto: Rodrigo Fêlix Leal
Paraná cresce acima da média nacional
Enquanto o desempenho nacional foi marcado pela retração dos embarques, o Paraná ampliou sua participação no mercado internacional.
Entre janeiro e abril, o Estado exportou 2.908 toneladas de ovos e ovoprodutos, volume 18,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando os embarques somaram 2.454 toneladas. A receita cambial alcançou US$ 17,106 milhões, crescimento de 45% sobre os US$ 11,795 milhões obtidos um ano antes.
“O Paraná aparece na condição de segundo maior exportador nacional, com volume e faturamento superiores aos registrados em igual período do ano anterior”, ressalta Roberto Carlos Andrade e Silva.
O Estado ocupa a segunda colocação no ranking brasileiro de exportações do setor, atrás apenas de São Paulo, que embarcou 5.377 toneladas e faturou US$ 28,117 milhões.
Na sequência aparecem Minas Gerais, com 2.373 toneladas exportadas e receita de US$ 3,959 milhões; Rio Grande do Sul, com 2.132 toneladas e faturamento de US$ 8,247 milhões; e Mato Grosso, com 1.811 toneladas e receita de US$ 2,263 milhões.
Entre os cinco principais exportadores do país, apenas Mato Grosso registrou queda nos embarques. São Paulo ampliou o volume exportado em 3,8%, Minas Gerais em 22,5% e o Rio Grande do

Foto: Divulgação
Sul em 36%.
Chile assume liderança entre os compradores
O cenário internacional também apresentou mudanças importantes. O Chile passou a ocupar a posição de principal importador de ovos e ovoprodutos brasileiros no primeiro quadrimestre de 2026.
O país adquiriu 3.133 toneladas, movimentando US$ 7,042 milhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as compras chilenas cresceram 74,2% em volume e 52,6% em receita. “Chile, Emirados Árabes Unidos, Senegal e Paraguai apresentaram crescimento expressivo nas importações de ovos e ovoprodutos brasileiros no período analisado”, observa o analista do Deral.

Foto: Rodrigo Fêlix Leal
Depois do Chile aparecem México, Emirados Árabes Unidos, Senegal, Japão e Paraguai entre os principais destinos dos produtos brasileiros.
Tarifa dos EUA altera fluxo comercial
A principal mudança observada no mercado internacional foi a perda de espaço dos Estados Unidos como comprador dos ovos brasileiros.
Em julho de 2025, o governo norte-americano anunciou uma tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros, incluindo ovos. A medida entrou em vigor em agosto daquele ano.
Na época, os Estados Unidos enfrentavam dificuldades de abastecimento provocadas pelos surtos de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), que levaram ao descarte de milhões de aves comerciais ao longo dos últimos anos.
Segundo Roberto Carlos Andrade e Silva, os Estados Unidos haviam se tornado um mercado relevante para os ovos brasileiros. “No acumulado do primeiro quadrimestre de 2025, os Estados Unidos destacaram-se na condição de principal importador de ovoprodutos do Brasil, com 5.591 toneladas e receita cambial de US$ 11,810 milhões”, destaca.
Em novembro de 2025, parte dos produtos brasileiros foi retirada da lista de itens tarifados pelos norte-americanos. No entanto, ovos, café solúvel, mel, pescados e uvas permaneceram sujeitos à

Foto: Rodrigo Felix Leal
cobrança adicional.
Os reflexos sobre a cadeia brasileira foram imediatos. Nos quatro primeiros meses de 2026, as importações norte-americanas de ovos brasileiros caíram para apenas 103 toneladas, com receita de US$ 81,6 mil. “Desde a manutenção da tarifa sobre os ovos, os efeitos adversos do tarifaço continuam impactando negativamente a avicultura de postura brasileira”, afirma o analista.
Mercado em reconstrução
Na avaliação de Roberto Carlos Andrade e Silva, os números indicam que a taxação norte-americana interrompeu um processo de expansão que poderia consolidar os Estados Unidos como um dos principais destinos para os ovos brasileiros. “As informações dispostas sugerem que a tarifa americana resultou na redução do volume físico de ovos de consumo exportados, interrompendo as possibilidades de conquista e consolidação de um mercado comprador para os ovos do Brasil”, ressalta.
Mesmo diante desse cenário, o avanço das exportações paranaenses e a ampliação das vendas para outros destinos mostram que o setor busca diversificar mercados e reduzir a dependência de compradores específicos, estratégia considerada fundamental para sustentar o crescimento das exportações nos próximos anos.
Avicultura Novo recorde histórico
Exportações de carne de frango superam US$ 1 bilhão pela primeira vez na história
Demanda aquecida na Ásia, Europa e Oriente Médio impulsiona desempenho inédito da avicultura brasileira e reforça sua liderança no mercado global.

As exportações brasileiras de carne de frango, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, alcançaram um marco inédito em maio de 2026, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Pela primeira vez na história do setor, a receita mensal das exportações superou a marca de US$ 1 bilhão, totalizando US$ 1,009 bilhão no período.
O resultado é 36,1% maior que o obtido em maio de 2025, quando as exportações geraram US$ 741,2 milhões.

Foto : Jonathan Campos
Em volume, os embarques somaram 509,9 mil toneladas (maior resultado já registrado para um mês de maio), número que é 29,6% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, com 393,4 mil toneladas – mês com base menor, decorrente do único registro (já superado) de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na história do setor nacional.
Com o desempenho de maio, as exportações brasileiras de carne de frango acumulam 2,453 milhões de toneladas entre janeiro e maio deste ano, resultado 8,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025, com 2,257 milhões de toneladas.
Em receita, o crescimento acumulado alcança 11,3%, com US$ 4,714 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, frente aos US$ 4,234 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano passado.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Os resultados foram conquistados em um ambiente marcado por incertezas logísticas globais e pelos impactos decorrentes das tensões no Oriente Médio, especialmente nas rotas marítimas associadas ao Estreito de Ormuz” – Foto: Jaqueline Galvão/O Presente Rural
Entre os principais destinos das exportações brasileiras em maio, a China liderou as importações, com 48,3 mil toneladas embarcadas (+34,7%), seguida por Japão, com 43,2 mil toneladas (+53,9%), União Europeia, com 40,2 mil toneladas (+61,6%), Arábia Saudita, com 39,1 mil toneladas (+27,5%), Emirados Árabes Unidos, com 32,3 mil toneladas (+1,2%), África do Sul, com 31,4 mil toneladas (+22,8%), México, com 23,5 mil toneladas (+40,9%), Filipinas, com 20,8 mil toneladas (-14,2%), Coreia do Sul, com 18,2 mil toneladas (+36,4%) e Reino Unido, com 12,2 mil toneladas (+18,8%).
No desempenho por estados exportadores, o Paraná manteve a liderança nacional, com 213,9 mil toneladas embarcadas em maio (+35,1%), seguido por Santa Catarina, com 113,9 mil toneladas (+39,7%), Rio Grande do Sul, com 62,9 mil toneladas (+21,3%), São Paulo, com 27,8 mil toneladas (+10,5%) e Goiás, com 26,4 mil toneladas (+26,4%). “Os resultados foram conquistados em um ambiente marcado por incertezas logísticas globais e pelos impactos decorrentes das tensões no Oriente Médio, especialmente nas rotas marítimas associadas ao Estreito de Ormuz. Mesmo diante desse contexto, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que mantivemos forte presença no Oriente Médio e ampliamos oportunidades em mercados emergentes. Isso demonstra a diversificação da pauta exportadora brasileira e a competitividade da nossa cadeia produtiva”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Avicultura
Poder de compra do produtor de ovos cai pelo segundo mês seguido em São Paulo
A perda foi mais intensa em relação ao farelo de soja do que ao milho, reduzindo a quantidade de insumos que o avicultor consegue comprar com a venda de uma caixa de ovos.

O poder de compra do avicultor de postura paulista diante dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) voltou a recuar em maio, acumulando o segundo mês consecutivo de queda, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Foto: Rodrigo Felix Leal
A intensidade da perda foi diferente entre os dois insumos. Em relação ao milho, o recuo foi moderado. Considerando o Indicador Esalq/BM&FBovespa, o produtor conseguiu adquirir 133,86 quilos do cereal com a venda de uma caixa de ovos brancos e 153,53 quilos com a venda de uma caixa de ovos vermelhos, volumes 0,9% e 0,1% menores, respectivamente, em comparação com abril.
No caso do farelo de soja, a deterioração foi mais acentuada. No mercado de lotes de Campinas (SP), o avicultor pôde comprar 85,25 quilos do derivado com a venda de uma caixa de ovos brancos e 97,78 quilos com a venda de uma caixa de ovos vermelhos, o que representa quedas de 2,7% e 1,9%, respectivamente, frente ao mês anterior.
Os dados do Cepea indicam, portanto, que a relação de troca entre ovos e insumos continuou se deteriorando em maio, sobretudo no caso do farelo de soja, reduzindo a quantidade de alimento que o produtor consegue adquirir com a receita obtida nas vendas.



