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Cultivar de capim gera mais de R$ 75 milhões para pecuária no Sul

Somente no ano de 2015, foi gerado um ganho adicional de R$ 77 milhões, somadas a venda de carne, a economia nos custos de produção de leite e a venda de sementes

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Os benefícios econômicos gerados com a cultivar de capim-sudão BRS Estribo, lançada em 2013, têm entusiasmado pecuaristas e produtores de leite na região Sul do País. Somente no ano de 2015, foi gerado um ganho adicional de R$ 77 milhões, somadas a venda de carne, a economia nos custos de produção de leite e a venda de sementes. Esse resultado foi revelado por trabalho realizado por especialistas da Embrapa para avaliar o impacto da tecnologia. Os pesquisadores se basearam em entrevistas feitas com produtores de gado de corte e leite que adotaram o BRS Estribo.

Desenvolvida em parceria entre a Embrapa Pecuária Sul (RS) e a Associação Sul-Brasileira para o Fomento de Pesquisa em Forrageiras (Sulpasto), a cultivar BRS Estribo é uma forrageira anual de verão e que apresenta maior rusticidade e ciclo mais longo, o que a coloca em vantagem diante do milheto e do sorgo forrageiro, espécies mais comumente usadas como pastagem de verão na região Sul do Brasil. 

De acordo com o Relatório Anual de Avaliação dos Impactos das tecnologias geradas pela Embrapa no ano de 2015, a área plantada com o capim-sudão BRS Estribo totalizou 340 mil hectares, tanto em áreas de produção de carne como para leite. Ao se considerar somente o valor gerado com a produção de carne, os dados mostram que cada hectare em que foi utilizada a tecnologia BRS Estribo conseguiu-se produzir, em média, 24 quilos a mais que o proporcionado pela forrageira anteriormente utilizada pelo produtor: o sorgo forrageiro. Segundo dados da Emater, o preço do boi vivo custava na época R$ 5,30. Esse número multiplicado pelos 310 mil hectares plantados gerou um ganho adicional de R$ 36 milhões somente em carne. 

Já na bovinocultura de leite, as cifras se referem à economia de custos proporcionada pela forrageira BRS Estribo. Com o ciclo mais longo desta cultivar, os produtores de leite puderam reduzir os custos com ração. Em um universo de 30 mil hectares plantados, a troca de forrageira resultou em um valor próximo a R$ 24 milhões. "Isso significa que os produtores deixaram de gastar esse valor com concentrados e outros suplementos alimentares, devido ao uso mais prolongado da BRS Estribo e à maior produção de massa forrageira ao longo do ciclo de verão", explica o pesquisador Jorge Sant´Anna, responsável pela elaboração da análise socioeconômica do Relatório de Impactos das tecnologias produzidas pela Embrapa Pecuária Sul.

Já nos primeiros experimentos realizados pela Embrapa Pecuária Sul, em 2013, coordenados pela pesquisadora da área de manejo de pastagens Márcia Silveira, ficou constatado que a produção intensiva de carne a pasto, tendo o BRS Estribo como base, foi bastante competitiva em relação às demais forrageiras anuais de verão. "O Estribo se mostrou com muito potencial para aumentar a produção média e a renda por hectare, tanto sob pastejo rotativo como pastejo contínuo, sendo possível alcançar bons índices em termos de produção animal quando bem manejada", relata. No pastejo contínuo, a média de ganho individual diário foi de 704 gramas por animal e o ganho por área foi de 361,7 quilos de peso vivo por hectare. Já no pastejo rotacionado, os experimentos obtiveram um ganho diário de 710 gramas por animal e ganho por área de 266,4 quilos de peso vivo por hectare.

Passados três anos do lançamento da BRS Estribo, os dados obtidos a campo confirmam os resultados dos experimentos. A maioria dos produtores de gado de corte e de leite que usou o BRS Estribo diz ter encontrado uma produção maior nesta forrageira, quando comparada ao milheto, ao sorgo ou ao capim-sudão comum. No gado de corte, por exemplo, o incremento foi de 13%, em média, segundo dados do Relatório de Avaliação dos Impactos. Isso porque, em relação ao capim-sudão comum, a BRS Estribo apresenta uma maior produção de forragem, maior perfilhamento e maior proporção de folhas, quando bem manejado. Já em comparação com o sorgo, o capim-sudão não apresenta o risco de toxidade aos animais, conferindo maior flexibilidade ao manejo. 

"Muitas características foram selecionadas para proporcionar mais massa verde à planta, maior número de rebrotes, além de maior tolerância ao frio e à geada. Dessa forma, é possível fazer um ciclo mais longo de utilização do BRS Estribo (de pelo menos um mês e meio a mais de disponibilização de forragem) até as primeiras geadas da estação fria", explica o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul Daniel Montardo. Ele frisa que em setembro ou outubro já é possível plantá-lo, com a produção se estendendo até fins de abril ou início de maio. Esta cultivar também possui maior tolerância ao pastejo e ao pisoteio, e colmo (cana) mais fino que o sudão comum. Isso permite que, somente com a entrada dos animais no momento certo, o pasto consiga ser rebaixado, e ao final de todo o ciclo de pastejo necessite um menor número de roçadas.

Entrada no pasto no tempo certo 

De acordo com a pesquisadora Márcia Silveira, o manejo correto é o "pulo do gato" para aproveitar todo o potencial que essa forrageira de verão tem a oferecer. Plantas forrageiras bem manejadas tendem a apresentar bom valor nutritivo. Isto está diretamente ligado à maior quantidade de folhas em relação aos colmos. "Como as forrageiras anuais têm grande potencial de crescimento, é muito importante que os animais entrem para pastejar no momento correto, pois caso contrário, essa relação folha/colmo se altera rapidamente e o capim-sudão ‘encana' (forma colmos) em excesso. Por isso, é fundamental buscar o momento certo para colocar e retirar os animais". O que parece complicado num primeiro momento, mas torna-se algo simples com a prática. Para realizar essa tarefa, se utiliza a altura do pasto como ferramenta de manejo, explica a pesquisadora.

Segundo o documento técnico da série Embrapa, "Aspectos relativos à implantação e manejo de capim-sudão BRS Estribo'', disponível online para consulta, para o manejo no pastejo rotacionado, deve-se buscar colocar os animais quando o pasto alcançar uma altura média de 50 cm e retirar o gado com uma altura de cinco a dez cm. Para o pastejo contínuo, deve-se buscar manter uma altura média de 30 cm, ajustando a carga sempre que necessário (adicionando ou retirando animais conforme o crescimento/altura do pasto). Isso retarda a formação excessiva de colmos e proporciona um melhor desempenho aos animais. Manejando adequadamente o BRS Estribo é possível obter vários rebrotes e pastejos (pelo menos seis). Já o sorgo, bem manejado, retorna entre três e quatro pastejos. Além disso, o Estribo possibilita um maior período para  seu plantio na região Sul do Brasil, pois germina e se desenvolve em temperaturas mais baixas que as necessárias para sorgo e milheto, por exemplo. Isso confere  maior flexibilidade para seu uso, principalmente em sistemas de integração lavoura-pecuária.

O pecuarista José Sachet, do Município de Candiota (RS), usou o BRS Estribo por três anos consecutivos e já sentiu as diferenças no desempenho dessa forrageira. Em sua propriedade de 516 hectares, Sachet faz terminação de gado de corte no inverno e verão. "O rebrote do Estribo parece mais rápido que o sorgo forrageiro e o animal aceita melhor. Porém, a cada ano esse desempenho é diferente, pois varia conforme a chuva e se não cuidar com o manejo, encana muito e tem que roçar", explica. 

Um dos entusiastas do uso do BRS Estribo para produção de pastagem de verão é o pecuarista e engenheiro-agrônomo Gustavo Moglia Dutra, proprietário da Fazenda Santa Margarida, em Bagé (RS). Sob a orientação e acompanhamento do pesquisador da Embrapa Pecuária Sul Danilo Sant´Anna, Dutra vem utilizando a cultivar desde novembro de 2015, produzindo alimentação para o gado, durante o verão e outono, juntamente com o campo nativo. Já no inverno-primavera, utiliza aveia e azevém na mesma área do sudão, onde se procurou organizar o sistema para antecipar o ciclo de inverno e estender o ciclo de verão, sobrepondo-os, visando a fornecer forragem durante todo o ano aos animais.

"Nesta propriedade, o capim-sudão BRS Estribo está entrando para complementar uma produção de forragem que já vinha ocorrendo muito bem no inverno. Juntamente com o campo nativo existente na propriedade, completou uma cadeia forrageira estável e com qualidade 365 dias do ano", explica o pesquisador. Segundo ele, foi obtido um ganho de peso individual médio de 1,0 a 1,1 kg de peso vivo/dia em novilhos de sobreano, e uma produtividade por hectare de aproximadamente 300 kg de peso vivo, considerando o pastoreio realizado desde o início de janeiro até final de abril de 2016". Um bom desempenho, segundo o proprietário, já que essa forrageira vem possibilitando a terminação e venda para abate de novilhos jovens.

Mercado de sementes

Além dos ganhos econômicos, é importante frisar o impacto que a cultivar gerou na cadeia produtiva de sementes da região Sul, ao consolidar a organização dos produtores. Em um segmento ainda marcado pela informalidade e venda de materiais não registrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a BRS Estribo, desde seu lançamento, contribuiu para o fortalecimento de uma rede para a produção e venda das sementes, formada por 25 estabelecimentos comerciais, com alcance em várias partes do Estado do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e região central do Paraná. "A organização é o primeiro passo para que o mercado de sementes da região Sul seja promissor e a rede se formou com a constituição da Sulpasto. A BRS Estribo foi o primeiro produto da Sulpasto que deu retorno em larga escala para as empresas, por isso contribuiu para consolidar essa parceria entre produtores de sementes, Embrapa e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)", afirma Daniel Montardo, também um dos responsáveis pela organização da associação na sua origem.

A maior parte da produção de sementes da cultivar BRS Estribo é feita na região Centro-Oeste do País no período do ano correspondente à estação fria da região Sul. Essa estratégia permite que as sementes sejam colhidas na região Centro-Oeste já na época em que começa o plantio na região Sul, reduzindo custos de armazenamento. Segundo a Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul), em 2013, foram produzidas 3,4 mil toneladas da BRS Estribo, gerando um montante de sementes que foram plantadas no ano de 2014 em 139 mil hectares, seja para produção de novas sementes seja para pastejo.  Já em 2014, a Apassul estima que tenham sido produzidas sementes para plantar 393 mil hectares, ou seja, 9,8 mil toneladas. Com a recomendação técnica de que sejam utilizados 25 a 30 quilos de sementes por hectare (densidade de semeadura), e com o valor de venda direta sendo praticado em torno de R$ 1,70 o quilo para o produtor de sementes, obtêm-se o montante em torno de R$ 17 milhões gerados com a venda do insumo para 340 mil hectares. 

Melhoramento de forrageiras 

Até recentemente, no mercado de sementes forrageiras para a região Sul do Brasil predominavam cultivares comuns, ou seja, sem certificação genética. Dentre estas espécies de interesse, destacava-se o capim-sudão. Segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul Juliano Lino Ferreira, o melhoramento genético do capim-sudão foi uma demanda do Mapa e dos produtores de sementes para se obter cultivares cujas sementes apresentassem certificação genética e sanitária.

Com a seleção bem orientada, foi obtido um material com foco em maior produtividade, além de características desejáveis como colmo mais fino que o capim-sudão comum, maior capacidade de perfilhamento, elevada rusticidade e maior tolerância ao pastejo e pisoteio. E com um manejo adequado, essas características têm proporcionado a dispensa de operações como roçadas para o rebaixamento da pastagem. Aliado a isto, uma peculiaridade do capim-sudão BRS-Estribo é sua precocidade, corroborando inequivocamente para um ciclo produtivo mais longo. Este processo normalmente demanda tempo, visto que após a seleção dos genitores de interesse, os melhoristas devem efetuar cruzamento entre eles, seleções em anos posteriores, e finalmente uniformização do material, cumprindo as etapas necessárias ao registro no Mapa.

De acordo com o pesquisador, novos materiais estão em processo de desenvolvimento, contando como diretriz as informações colhidas com os produtores de sementes, pecuaristas e pesquisadores da área de manejo de forrageiras. Neste contexto, alguns atributos estão sendo levados em consideração como melhor estabelecimento em áreas mais úmidas, maior perfilhamento e tolerância a doenças, além de um contínuo foco na maior produtividade e adequação aos sistemas de produção.

Fonte: Assessoria Embrapa

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Castrolanda oficializa cancelamento da Expojovem 2021

A decisão tomada se dá com base nos cuidados de enfrentamento a pandemia Covid-19

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Foto: The Bullvine - Divulgação

A Cooperativa Castrolanda, por meio da organização do Agroleite, definiu nesta quarta-feira, 27, pelo cancelamento da edição 2021 da Expojovem, evento que integra o circuito nacional de exposições da raça holandesa no Brasil e pauta a paixão pelas exposições, a valorização do rebanho e a confraternização entre os pecuaristas.

A decisão tomada se dá com base no cuidado da Castrolanda com todos os envolvidos e a preocupação constante com a realidade enfrentada pelo país no que diz respeito a pandemia da Covid-19.

“Desde o início da pandemia temos adotado absolutamente todas as medidas de prevenção, colocando sempre a saúde e bem-estar de cooperados, colaboradores, clientes e parceiros em primeiro lugar. Nossos valores são nossa história e através da liderança, comprometimento e união de toda a família Castrolanda, conseguiremos enfrentar e superar esse desafio”, afirma o Diretor Presidente da Cooperativa, Willem Berend Bouwman.

A exposição, que seria realizada entre os 12 a 14 de março de 2021 na Cidade do Leite, em Castro/PR, apresenta em sua programação o potencial de produção de leite da região nos aspectos qualitativo, quantitativo, incentiva novos produtores locais e identifica animais promissores para a pista do Agroleite.

Informações sobre a próxima edição serão repassadas em breve, tão logo exista condições e o panorama quanto ao momento seja o mais seguro possível.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Notícias Comércio Exterior

Agronegócio responde por 70% das exportações catarinenses em 2020

Exportações trouxeram a SC receitas de US$ 8,1 bilhões em 2020, desse total US$ 5,7 bilhões foram gerados pelo agronegócio

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Monalisa Pereira

O agronegócio segue como o grande destaque da economia catarinense. Em 2020, o setor respondeu por 70% das exportações de Santa Catarina, com um faturamento que passa de US$ 5,7 bilhões. O estado ampliou sua presença internacional, principalmente com os embarques de carne suína, produtos florestais e do complexo soja. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“O desempenho do agronegócio nas exportações de Santa Catarina é reflexo da força do produtores rurais catarinenses, agroindústrias e entidades, aliados ao Governo do Estado. Somos reconhecidos pela qualidade dos nossos produtos e iremos continuar com esse trabalho de excelência”, frisa o governador Carlos Moisés.

O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, acrescenta que o segmento gera emprego e renda em todo o estado, não só no meio rural, mas também nas cidades onde estão localizadas as agroindústrias e outros elos da cadeia produtiva. “Em 2020, de tudo o que Santa Catarina exportou, 70% teve origem no agronegócio, nas agroindústrias e na agroindústria familiar. Esse é o resultado do nosso modelo de produção, com cadeias produtivas organizadas, e do trabalho de todos os produtores rurais. A Secretaria da Agricultura continuará apoiando o setor produtivo para que as exportações continuem fortes, movimentando a economia catarinense”, destaca.

As exportações trouxeram a Santa Catarina receitas de US$ 8,1 bilhões em 2020, desse total US$ 5,7 bilhões foram gerados pelo agronegócio. Ou seja, a cada US$ 10 de faturamento, US$ 7 tiveram origem no agro. O setor também sofreu menos com os impactos da crise econômica. Enquanto o estado registrou uma queda de 9,2% nos embarques, o agro reduziu apenas 6,7% seu faturamento.

O analista da Epagri/Cepa Luiz Toresan explica que, há 20 anos, o setor representava pouco mais de 50% das exportações catarinenses e, desde então, vem ampliando cada vez mais sua presença internacional.

Perspectivas para 2021

Os analistas da Epagri/Cepa estimam mais um ano de boas notícias para o agronegócio catarinense. As expectativas são de que os embarques de carne suína sigam numa crescente e as exportações de carne de frango se estabilizem. A soja também deve ter um aumento no valor recebido, ainda que o volume possa ser menor.

Produtos de origem animal

Os produtos de origem animal ocupam o primeiro lugar no ranking de exportações catarinenses – 37% do total. As carnes, peixes, ovos e couro geraram cerca de US$ 3 bilhões em receitas para Santa Catarina. Os embarques de carne suína tiveram um crescimento de 35% ao longo do último ano, fechando em US$ 1,2 bilhão.

No total, as receitas das exportações de produtos de origem animal tiveram uma queda de 11,8% em relação a 2019, devido, principalmente, à redução nas vendas de carne de frango.

Produtos de origem vegetal

Os produtos de origem vegetal respondem por 13,7% das exportações do estado, com um faturamento de US$ 1,13 bilhão. Boa parte desse valor tem origem no complexo soja, que teve um crescimento de 1,4% nos embarques. O tabaco, outro produto com um alto valor de exportações, teve uma queda de 22,6%, fechando em US$ 255,9 milhões.

Produtos florestais

O setor produtivo de madeira, móveis de madeira, papel e celulose teve um desempenho positivo em 2020. As exportações tiveram alta de 8,3%, com um faturamento de US$ 1,5 bilhão.

O maior destaque foi o embarque de madeira e obras de madeira que cresceu 15,4% ao longo de 2020.

Diferenciais da produção catarinense

Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões; segundo maior produtor de tabaco, palmito, aves, pera, pêssego, alho e arroz; quarto maior produtor de uva, cevada e leite.

O estado possui um status sanitário diferenciado, que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo. É o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. Além disso, Santa Catarina, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em parceria com a iniciativa privada e os produtores, mantém um rígido controle das fronteiras e do rebanho catarinense.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo ASGAV

Abate de frangos de corte no Rio Grande do Sul aumenta 0,5% em 2020

Pandemia da covid-19 redefiniu o plano de ações do setor e trouxe desafios, dificuldades, redirecionamento de investimentos e alterações de mercado

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Divulgação/ABPA

A Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul e suas entidades membros – Asgav e Sipargs – apresentaram os números finais do ano de 2020. Segundo o relatório, a pandemia da covid-19, redefiniu o plano de ações do setor e trouxe desafios, dificuldades, redirecionamento de investimentos e alterações de mercado.

Investimentos nas adequações das indústrias para adoção dos protocolos de saúde e segurança, somente no RS em cinco meses de pandemia chegaram à aproximadamente R$ 50 milhões. O setor priorizou e deu máxima atenção para preservar e proteger a saúde de seus colaboradores. O compromisso e responsabilidade de manter a produção de alimentos de fácil acesso a população, mesmo em tempos difíceis, foram e estão mantidos.

Abate Final de Frangos de Corte no RS 2020

O abate de frangos de corte da avicultura do RS em 2020 nas estimativas iniciais da Asgav  seria de 825,4 milhões de aves abatidas, um ligeiro aumento de 0,7% sob 2019. Agora, em janeiro com a divulgação dos abates oficiais de janeiro a dezembro de 2020, o resultado oficial foi de 824,5 milhões de aves abatidas, volume bem próximo das projeções da Asgav e mantendo o ligeiro crescimento na casa de 0,5%. O abate sob Inspeção Federal correspondeu a 91,37% do abate total, os abates sob Inspeção Estadual e Sisbi 8,32% e os abates municipais com uma participação de 0,31% do abate total do RS. Do total abatido de frangos no RS 99,02% são de agroindústrias associadas a Asgav e 0,98% de não associadas.

Números finais da exportações de carne de frango do RS

As exportações de carne de aves do RS nas estimativas  iniciais da Asgav para 2020 ficariam na casa de 671 mil toneladas exportadas, 15% superior aos volumes exportados em 2019. Os números oficiais, confirmados recentemente pela ABPA, mostraram que a exportação de carne de aves do RS ficou em 678,5 mil toneladas 15,8% de crescimento em relação a 2019. Números finais dos volumes de exportação avícola do RS bem próximos das estimativas da Asgav, inclusive no faturamento final que ficou em US$ 912 milhões de dólares, também próximo aos US$ 920 milhões estimados pela entidade.

Consumo

O consumo de carne de frango está estimado em 44kg hab/ano, média brasileira.

Comercialização por mercado

Segundo os dados de acompanhamento do fluxo comercial da avicultura do RS que a Asgav desenvolve de acordo com o histórico e perfil de atuação da indústria local, as vendas da indústria local para o mercado gaúcho correspondem em torno de 30,6% das vendas totais, 28,9% para outros estados da união e 40,4% para exportações.

No mercado interno do RS foram comercializadas aproximadamente 514,6 mil toneladas, um recuo de 0,4% sobre 2019. Para outros estados foram comercializadas  em torno de 486 mil toneladas registrando  um recuo de  4,7% comparando com 2019.

Até 2019 avicultura do RS vinha recuperando mercado doméstico e ampliando participação em outros estados, no entanto, com as consequências da pandemia e outros fatores como custos elevados e crescente entrada de produtos avícolas de outros estados no RS a competitividade do setor avícola local foi afetada.

Produção de ovos do RS

O Rio Grande do Sul é o 5º maior produtor de ovos do Brasil e em 2020 caiu para a 2ª posição no ranking dos estados exportadores de ovos, o estado do Mato Grosso assumiu a 1ª posição.

O setor produz em torno de 3,5 bilhões de unidades de ovos por ano e segundo as estimativas iniciais da Asgav as exportações de ovos ficariam em torno de 2,6 mil toneladas em 2020, e os números finais da ABPA apontaram que a exportação final de ovos do RS no ano em destaque ficou em 2,4 mil toneladas.

Perspectivas para 2021

O setor avícola do RS, apesar de todas dificuldades continua até o momento em expansão no estado, novos empreendimentos surgiram e outros estão por vir. A avicultura gaúcha vem há décadas empreendendo e investindo no Estado, no entanto, a fragilidade na produção de milho que registra déficit anual na casa de 1,5 a 2 milhões de toneladas ano, retarda o desenvolvimento mais dinâmico do setor.

O distúrbio na cotação de milho e soja, consequência de diversos fatores negativos detectados em 2020, como duas estiagens, pandemia e retração na oferta de grãos, devem mudar o comportamento do setor em relação a plataforma de produção no que se refere a custos e equilíbrio comercial. As compras futuras deverão se intensificar, a pressão por mecanismos de flexibilização de importação de grãos também será pauta permanente dos setores de proteína animal.

As culturas alternativas de inverno, como por exemplo o trigo, triticale e sorgo para ração animal, deverão receber atenção especial e serão objeto de discussão para viabilização de projetos na área.

Um projeto de retomada de ações de implantação de vias ferroviárias da região centro-oeste para o sul do país foi desenvolvido e deverá ser apresentado aos Governos federal e estadual para viabilizar melhor logística de abastecimento de grãos para região sul do Brasil.

A avicultura do RS é a 3a maior produtora de carne de frango, 3ª maior exportadora de carne de frango, está entre as dez maiores produtoras de ovos do Brasil e a 2ª maior exportadora de ovos do país.

O setor tem peso considerável na balança comercial do estado e do país, a carne de frango está em segundo lugar na pauta geral de exportações do RS e corresponde a cerca de 45% do valor bruto da pecuária no estado.

No que se refere a sanidade, os investimentos e adoção de medidas de biosseguridade, precisam ter atenção permanente para garantia de manutenção do status sanitário do setor avícola gaúcho e brasileiro.

Por fim, as estruturas de comissões e staff da organização avícola do RS e suas respectivas entidades, continuarão trabalhando intensamente nos temas atinentes a cada área do setor e seguindo plano de atividades interagindo com as câmaras equivalentes na ABPA com objetivo único de dar suporte, andamento nos pleitos, projetos e busca de  soluções para as dificuldades e  desafios que  recaem sob o setor produtivo.

Fonte: Assessoria ASGAV
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CONBRASUL/ASGAV

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