Empresas Capacitação de pessoas
Crescimento dos produtos biológicos impulsiona mercado de trabalho com foco em soluções naturais
Biotrop desenvolve projeto de imersão de estagiários em bioinsumos, oferecendo mão de obra qualificada para o mercado, que cresce em ritmo acelerado

Dentre as líderes no segmento que mais rapidamente cresce no agronegócio brasileiro, a Biotrop, empresa fabricante de tecnologias biológicas e naturais para uso na agricultura, enfrenta o desafio de encontrar profissionais com experiência em Bioinsumos. Só na equipe técnica a campo são mais de 220 profissionais, atualmente. Esse foi um dos motivos que levou a empresa, desde sua fundação (2018), a adotar estratégias para a atração, retenção e capacitação de pessoas.
Uma das iniciativas, nesse sentido, foi a criação de seu programa de estágios em 2020, buscando desenvolver jovens profissionais para trilharem carreiras no segmento. Em 2022, o programa evoluiu para um formato de Universidade Corporativa – a UniBiotrop, onde os estudantes em fase final de graduação passam por um treinamento aprofundado em insumos biológicos e valores da companhia antes de iniciarem suas atividades em diferentes áreas da empresa. O programa foi idealizado para que os novos estagiários tenham acesso a conhecimento de ponta sobre biológicos, contribuindo com o aprimoramento profissional da nova geração.
“Nossa prioridade é estar alinhados às necessidades do mercado e da própria empresa, com foco no desenvolvimento dos nossos profissionais. Sabemos que os mais novos precisam de mais atenção e estamos dispostos a auxiliá-los nesse início de carreira. Esse processo começa com a oferta de conhecimento de qualidade e acesso às nossas tecnologias e clientes”, informa Carlos Alberto Baptista, Diretor Nacional de Vendas da Biotrop.
À medida que aumentam as preocupações com o meio ambiente e a busca por alimentos mais saudáveis, o mercado de biológicos se desenvolve, contribuindo para impulsionar a produção natural e, como consequência, a geração de empregos para uma nova classe de profissionais.
“É possível vislumbrar o avanço do mercado de produtos biológicos nos últimos cinco anos por seu movimento: crescimento aproximado de 50% ao ano. Em alguns anos dividiremos o mercado do manejo agrícola em todas as culturas com os produtos químicos. O desempenho desse negócio está baseado na sua contribuição para produzir mais, melhor e com sustentabilidade. A crescente demanda vinda dos agricultores abre oportunidades para que novas empresas surjam e as que já atuam se desenvolvam ainda mais. Para isso é preciso gente. Mas gente especializada, pronta para contribuir para o crescimento desse mercado. Precisamos desenvolver experts em biológicos em grande escala”, reforça Baptista.
Existem múltiplas possibilidades de trabalho para cientistas e pesquisadores focados no desenvolvimento de formulações, especialistas em marketing, vendas e logística. “Ainda há muito caminho a percorrer em termos de conhecimento oferecido nas instituições de ensino. O novo profissional deve ter perfil inovador e empreendedor, além de ter um olhar para o meio ambiente, sem perder o foco no aumento da produção de alimentos e em prover soluções inovadoras e biológicas aos problemas dos agricultores. Até mesmo quem está no mercado há mais tempo deve se atentar para as novidades e aprimorar suas competências. O futuro para os biológicos é hoje, já está acontecendo.”, afirma o diretor da Biotrop.
A carreira dos jovens profissionais
Grande parte dos BioEstagiários, como são chamados na Biotrop, são absorvidos pelas diferentes áreas da empresa. É o caso de Fábio Nogueira, que participou da primeira turma de estágio. O profissional teve sua primeira oportunidade na área de vendas, e hoje atua no departamento de assuntos regulatórios internacional.
“Em apenas 03 anos de casa, pude aproveitar a porta de entrada do estágio e percorrer diversas áreas da Biotrop, atuando no comercial, marketing, regulatório nacional e agora internacional. Isso mostra o quanto o segmento e a empresa são repletos de oportunidades. Sinto que estava no lugar certo, na hora certa e participando do programa mais completo de capacitação que poderia ter, fatores que possibilitaram minha trajetória de desenvolvimento até aqui. É a hora dos biológicos”, afirma.
Gabriel Brito, BioEstagiário da turma de 2022 e agora Analista de Portfólio da Biotrop, compartilha do mesmo pensamento. “O mercado de biológicos ainda é novo e há pouco acesso a informações sobre as tecnologias biológicas nas instituições de ensino, e por isso programas como o da Biotrop são tão importantes. As possibilidades de sucesso nesse mercado são imensas, pois está aquecido e, afinal, representa o futuro da agricultura. As soluções biológicas não apenas vieram para ficar como para revolucionar a maneira como produzimos alimentos”, relata.

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Master Agroindustrial avança para o exterior com entrada em empresa chilena
Negócio envolve aquisição de ações e criação de sinergias produtivas e comerciais entre as companhias.
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Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness
Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)
O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.
Evolução e reconhecimento
O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.
A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.
“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.
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Reunião Global da PIC reúne especialistas para discutir avanços técnicos na produção de suínos
Encontro internacional da PIC reúne especialistas da área técnica para debater sanidade, genética, biossegurança, inovação aplicada e eficiência produtiva na suinocultura.

A equipe da Agroceres PIC participou, nesta semana, da reunião global de Serviços Técnicos e Desenvolvimento de Produtos da PIC, realizada em Fort Worth, no Texas. O encontro reuniu mais de 250 profissionais de diferentes países. O objetivo foi discutir temas prioritários da suinocultura, como sanidade, genética, biossegurança, sustentabilidade e eficiência produtiva. A programação concentrou debates técnicos sobre os desafios da atividade e também promoveu a troca de experiências entre equipes que atuam diretamente na produção de suínos em diferentes regiões do mundo.
A programação incluiu temas como resistência à PRRS, pesquisa e desenvolvimento, fenotipagem digital, critérios de seleção genética, benchmarking global, robustez de matrizes, qualidade de carne, saúde e biossegurança. Também foram apresentadas iniciativas voltadas à sustentabilidade na produção. Esse conjunto de conteúdos reforçou o caráter técnico da reunião e destacou o valor da troca internacional de experiências para a atualização das equipes envolvidas com genética e produção suína.
Para Amanda Pimenta, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, o encontro é uma oportunidade de alinhar conhecimentos e compartilhar experiências entre equipes que atuam em contextos produtivos distintos. “A reunião reúne profissionais de diferentes regiões e áreas técnicas para discutir os temas mais relevantes da produção de suínos na atualidade”, comenta. “É um espaço importante para troca de experiências, apresentação de desafios, discussão de resultados e atualização conjunta sobre questões que vão de avanços mais amplos, como resistência a doenças, até aspectos técnicos do dia a dia das granjas”, afirma.
Segundo Amanda, ao reunir especialistas de Genética, Serviços Genéticos, Serviços Técnicos, Produção, Boas Práticas de Produção e Bem-estar Animal, o encontro amplia a circulação de conhecimento entre regiões e contribui para qualificar o debate técnico sobre temas que hoje estão na dianteira da evolução da suinocultura mundial.





De acordo com o CEO da Master, Mario Faccin, a operação faz parte do processo de internacionalização da empresa, que já exporta para mais de 20 países. Ele afirma que a associação com a Coexca reforça a estratégia de expansão e integração industrial, além de contar com o apoio do Grupo Vall Companys.