Conectado com

Notícias Milho

Cooperativas gaúchas apostam em alta produtividade na cultura do milho

Entretanto, na avaliação da FecoAgro/RS, preços deverão ter patamares menores para o produtor

Publicado em

em

Foto: FecoAgro/RS Divulgação

A colheita do milho iniciou no Rio Grande do Sul. Em áreas mais quentes, onde o plantio ocorreu já a partir de agosto, as primeiras lavouras já começaram a ser colhidas. Na avaliação da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), as produtividades apresentadas já nesta largada indicam uma boa colheita do grão.

Segundo o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o milho já tem uma área reduzida no Rio Grande do Sul, onde segundo o levantamento de janeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a área foi de 753,9 mil hectares, mas a cultura está cada vez mais verticalizada, sendo plantada com mais tecnologia e envolvimento dos sistemas de irrigação. “Mesmo com esta área menor, a cultura tem experimentado um aumento de produção em função do aumento de produtividade no Rio Grande do Sul”, destaca.

Pires lembra que a janela de plantio do milho é maior e que esta é uma das características da cultura no Estado, quando se começa a se plantar em agosto, em regiões mais quentes, especialmente na costa do Rio Uruguai, e depois vai evoluindo até ir para áreas mais frias, como os Campos de Cima da Serra. Observa que mesmo a as chuvas fortes que vem ocorrendo não haverão problemas. “As chuvas atrapalham um pouco mas não temos histórico de muitas áreas de milho em regiões alagadas. Perdas por causas destas chuvas não temos notícias, a não ser questões pontuais”, ressalta.

Entretanto, o presidente da FecoAgro/RS analisa que os preços devem ser o fato negativo da safra de milho, pois o início de colheita exerce uma pressão sobre as cotações do grão. Pires avalia que esta falta de equilíbrio atrapalha no momento da comercialização. “È ruim para quem compra e quem vende, mas principalmente para o produtor que planta e começa a desacreditar na questão de estabilidade de preço e isto se reflete em redução de área. Não digo que tivesse que ficar em um patamar tão alto pois prejudica quem produz carnes e leite, mas seria interessante se ele tivesse uma manutenção de preços em patamares médios e não derretesse tanto na hora da safra”, analisa.

Conforme o último levantamento da Conab, a produção de milho no Rio Grande do Sul deve fechar em 5,63 milhões de toneladas. A Abertura Oficial da Colheita do Milho no Rio Grande do Sul está marcada para o próximo dia 25 de janeiro em Santo Ângelo (RS).

 

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

15 − 10 =

Notícias Brasil

Procura da soja começa a aumentar e preços sobem

Além dos compradores externos, algumas indústrias brasileiras já sinalizam necessidade de adquirir novos lotes de soja

Publicado em

em

Divulgação/Ocepar

A valorização do dólar frente ao Real no acumulado de fevereiro atraiu compradores de soja para o Brasil. No entanto, as negociações foram limitadas pelo baixo interesse de venda por parte de produtores, que estão com as atenções voltadas aos trabalhos de campo e às entregas de contratos. Além dos compradores externos, algumas indústrias brasileiras já sinalizam necessidade de adquirir novos lotes de soja para abastecer os estoques.

Esse cenário impulsionou os prêmios de soja no Brasil, que, por sua vez, influenciaram as altas nos preços do grão no mercado doméstico. Entre 31 de janeiro e 15 de fevereiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) subiu 1%, indo para R$ 77,83/sc de 60 kg na sexta-feira (15). No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná teve alta de 0,5%, a R$ 72,62/sc de 60 kg.

A moeda norte-americana se valorizou 1,45% no mesmo período, a R$ 3,704 na sexta. A alta nos preços do grão, no entanto, foi limitada pela baixa demanda por derivados. Alguns avicultores e suinocultores têm reduzido as aquisições do farelo, e fábricas de ração sinalizam diminuição nas vendas. No mercado interno, a retração de produtores continua atrelada às incertezas quanto ao volume a ser colhido nesta safra (2018/19), devido ao clima desfavorável no período crítico de desenvolvimento dos grãos.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Mercado Interno

Demanda firme e recuo vendedor sustentam altas do milho

Este cenário de demanda firme e retração vendedora têm mantido as cotações em alta

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Compradores de milho vêm, aos poucos, retomando as negociações, visto que sinalizam ter estoques mais curtos para as próximas semanas. Já vendedores seguem retraídos, fundamentados na redução da oferta e em dificuldades logísticas – na semana passada, a Conab divulgou novos números para a temporada 2018/19 que reforçam a queda na produção da safra de verão e o aumento da estimativa de produção para a segunda safra.

Este cenário de demanda firme e retração vendedora têm mantido as cotações em alta. Conforme colaboradores do Cepea, os valores estão em elevação na maior parte das regiões brasileiras, exceto no Rio Grande do Sul, onde a safra de verão é mais representativa e a colheita vem ocorrendo de maneira satisfatória. Além da retração de produtores dos estados de São Paulo e Santa Catarina, produtores do Centro-Oeste, que vinham ofertando volumes maiores até as semanas anteriores, já têm limitado os lotes e/ou aumentado o valor de venda.

Assim, entre 8 e 15 de fevereiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP) subiu 2,8%, fechando a R$ 41,10/sc de 60 kg na sexta-feira (15). No acumulado do mês, a alta é de 4,5%.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Suinocultura

Projeto “Cadec Brasil” é apresentado às federações de agricultura e associações de produtores

Iniciativa foi apresentada na sede CNA e contou com a presença da ABCS e de diversas associações de produtores integrados.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A equipe técnica e política da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) participou, ontem (14), em Brasília (DF), da primeira reunião da Comissão de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Durante a reunião, o projeto “Cadec Brasil” foi apresentado às federações de agricultura e associações do setor. Idealizado pela CNA, a iniciativa é uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para levar capacitação aos produtores integrados de aves e suínos do Brasil que pertencem às Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs). As comissões são responsáveis por harmonizar a relação entre produtores integrados e agroindústria.

A capacitação tem como público alvo os produtores (ou seus representantes na Cadec) e começa este ano. Os conteúdos dos treinamentos estão divididos em módulos independentes que irão abordar os temas presentes na Lei da Integração 13.288/16 de forma descomplicada,  além de preparação e condução de reuniões, técnicas de negociação e gerenciamento de custos de produção.

Segundo o assessor técnico do Senar, Rafael Costa, a meta é capacitar 25 produtores por turma, totalizando 400 capacitados apenas na primeira rodada do projeto, que começa ainda no primeiro semestre de 2019. “Será uma capacitação diferenciada em relação aos cursos de Formação Profissional Rural que o Senar ministra. Os quatro módulos foram elaborados para dar mais segurança e estratégia aos profissionais que trabalham com as negociações nas Cadecs”, explicou o assessor.

Além dos treinamentos presenciais, uma plataforma online que será lançada em abril. Assim,  com uma base de dados fornecerá informação sólida e robusta sobre as negociações em outras regiões do país aos produtores das Comissões. Os produtores poderão consultar os dados divulgados na plataforma e quem tiver dúvidas poderá solicitar à CNA uma assessoria técnica e/ou jurídica sobre a sua especificidade.

Para a diretora técnica da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Charli Ludtke, a iniciativa da CNA e do Senar atende a uma grande parte dos produtores, visto que atualmente cerca de 40% dos suinocultores brasileiros são integrados. Ela ainda ressaltou a importância do projeto. “O Projeto Cadec Brasil é uma ferramenta para unir mais o setor dos suinocultores integrados e melhorar o entendimento sobre a Lei da Integração 13.288/16. Acredito que por meio da capacitação aos produtores e formação de multiplicadores nas Cadecs será possível aprimorar a gestão de custos nas propriedades rurais, que ainda é um desafio. O produtor precisa entender mais sobre a remuneração da atividade que desempenha e ,com isso, essas capacitações beneficiarão todos os elos da cadeia suinícola”.

Outra questão debatida no encontro foi a metodologia para o cálculo do valor de referência da remuneração de produtores integrados de aves e suínos no Brasil. O assunto é prioridade no grupo de trabalho (GT) do Fórum Nacional de Integração para Avicultura e Suinocultura (Foniagro), que foi criado para construir essa base de cálculo.

Os trabalhos do GT estão em fase final e a ideia é apresentá-los na próxima reunião do Fórum Nacional de Integração Agroindustrial de Aves e Suínos (Foniagro), que acontecerá em março. O presidente da Comissão, Iuri Machado, acredita que no encontro de março a indústria e os representantes dos produtores rurais devem entrar em consenso sobre as remunerações dos integrados. “Esperamos, em breve, instruir as Cadecs de como conduzir as negociações em relação à remuneração dos integrados em cada unidade, mas para isso terá que haver concordância entre os integrantes do Foniagro,” afirmou Machado.

 

Fonte: ABCS
Continue Lendo
Facta 2019
APA
Nucleovet 2

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.