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Cooperativa concentra produção de leitões desmamados

Unidade de Produção de Leitões Desmamados gera grandes lotes de animais pesando 6,5 quilos

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São 43 hectares, um investimento de R$ 70 milhões, 10 mil matrizes e a mais alta tecnologia. Estes números são importantes, já que representam a grandiosidade de um novo e promissor empreendimento que a Cooperativa Agroindustrial Lar vem fazendo desde 2014. A Unidade de Produção de Leitões Desmamados (UPD), localizada na cidade de Santa Helena, Oeste do Paraná, é a aposta da cooperativa num futuro próspero para a suinocultura brasileira. O espaço vem ao encontro da necessidade do novo frigorífico da cooperativa central Frimesa, o maior da América Latina, que está em construção em Assis Chateaubriand.

De acordo com o coordenador de Suinocultura da Lar, Evandro Beraldin, a cooperativa optou por centralizar parte do processo, que é a produção do leitão, considerada a mais difícil, nas suas próprias mãos. “Nós optamos por segurar os animais em um único lugar para privilegiar a sanidade, tendo todos em uma mesma granja”, explica. No espaço construído pela Lar há as fases de recria, gestação e maternidade. Ele explica que a estrutura funciona da seguinte forma: com 23 dias e pesando 6,5 quilos o leitão sai da UPD e vai para o crechário, com um cooperado, e então para a terminação. “Antes a Lar trabalhava com outro sistema, em que produzíamos o leitão até os 23 quilos na mesma unidade e então mandávamos para a terminação. Não era em três fases como agora”, conta.

Beraldin diz que atualmente a UPD está com 1,2 mil fêmeas produzindo, porém, a capacidade da estrutura é para dez mil matrizes. “Para chegar a este número, vamos fazer o povoamento em oito ciclos de 1.250 fêmeas”, informa o coordenador. Ele explica que cada ciclo equivale a 21 semanas. “Então funciona assim: nós inseminamos 1.250 fêmeas, daqui a 21 semanas vamos inseminar novamente estas e mais 1.250, que serão então 2.500 fêmeas; depois de 21 semanas vamos inseminar estas 2.500 e mais 1.250 e assim sucessivamente até chegarmos a dez mil”, conta. Ele informa que a conclusão do povoamento da UPD deve acontecer até o fim de 2019.

Além da UPD, há cooperados que produzem leitões. A necessidade da cooperativa é, até 2030, chegar a 45 mil matrizes. “Claro que para chegar a este número terão que ser feitos outros projetos como este (UPD)”, diz. De acordo com o profissional, a cooperativa deve terminar 2018 com 25 mil matrizes, entre aquelas da UPD e dos cooperados. Em 2019 já deverão ser 29 mil. “E essa diferença de 16 mil matrizes – de 29 mil para 45 mil – demandará novos projetos, que provavelmente serão feitos com esta UPD como modelo”, afirma.

Beraldin explica o porquê de concentrar 10 mil matrizes em um único espaço: “reduzir o custo de produção”, afirma, categórico. De acordo com o coordenador, é muito melhor produzir desta forma do que ter cinco unidades com duas mil matrizes cada. “O custo de produção é alto. Quantos gerentes são precisos para produzir 10 mil matrizes em cinco unidades? Aqui nós precisamos somente de um. E quantos prédios são necessários? Com a UPD o custo de produção diminui bastante”, garante.

Sanidade ampliada sem mistura de lotes

O gerente de Produção da UPD, Vanderlei Zappani, destaca um diferencial importante nesta unidade, principalmente no que diz respeito à sanidade. “A granja vai produzir seis mil leitões desmamados por semana, e todos irão para um único crechário. Dessa forma, não teremos mistura de origem na creche”, diz. Ele conta que a cada semana seis mil leitões serão enviados a uma granja. “Em uma semana são enviados seis mil desmamados para o crechário um, na semana que vem para o crechário dois, e assim segue”, explica. Ele explana que este diferencial segue também para a terminação. “Os leitões que foram enviados para um crechário serão também enviados para o mesmo terminador. Dessa forma não haverá mistura na creche e nem na terminação, o que é muito importante sanitariamente”, afirma.

Zappani explica ainda que o projeto de 10 mil matrizes faz com que a cooperativa consiga se organizar em forma de encaminhar seis mil animais para oito crechários. “Um produtor recebe uma quantia de animais semanalmente. Então quando o sexto produtor está recebendo o lote, aquele que recebeu por primeiro já liberou os animais para a terminação. Dessa forma, ele consegue lavar a granja e entrar no vazio sanitário”, informa. Ele diz que assim acontece com todos os produtores.

Na terminação é o mesmo esquema. Cada terminador recebe dois mil animais do mesmo crechário e assim fica 110 dias com os suínos para engorda. Depois, por 21 dias, fica em vazio sanitário. “Isso quebra o ciclo, conseguimos manter a sanidade e produzir em alta escala com uma segurança muito maior”, afirma o gerente.

Bem-Estar

Beraldin conta que toda a tecnologia disponível no mercado a Lar procurou instalar no novo espaço. E isso se aplica, principalmente, quando o assunto é o bem-estar dos animais. Porém, diferente do que vem sendo dito por muitos sobre o assunto quando se fala na produção de matrizes, a cooperativa optou por utilizar gaiolas individuais ao invés de baias coletivas. “Foi uma decisão tomada em 2014. Foi definido assim por conta de redução de custos. Não conseguimos diferenciar quem pagaria a conta no final do suíno produzido em baia coletiva. Por isso optamos por fazer gaiolas”, explica.

O coordenador comenta que atualmente o bem-estar de suínos é associado à baia coletiva, porém, para ele, não se pode dizer que porque a matriz está na gaiola os quesitos de bem-estar não estejam sendo atendidos. “O princípio de bem-estar, que é qualidade e conforto para o animal estão sendo totalmente atendidos”, garante.

Ele informa que na época em que a decisão para trabalhar com gaiolas foi tomada, foi uma decisão difícil, envolvendo os profissionais da área técnica, gerenciamento e toda a diretoria da cooperativa. “Perto daquele momento que deveríamos tomar uma decisão, um dos diretores da Lar participou de um grande evento de suinocultura nos Estados Unidos. Lá, eles visitaram granjas e frigoríficos, e participaram de debates e mini seminários. Na época a afirmação categórica dos frigoríficos era de que não seria pago nem um centavo a mais por suíno que estivesse em baia coletiva. Depois que ele voltou, trazendo esta discussão, foi tomada então a decisão por trabalharmos com gaiolas”, conta.

Mesmo assim, o coordenador é categórico em afirmar que mesmo com esta decisão todos os quesitos de bem-estar animal são atendidos da UPD.

Meio Ambiente

Outra preocupação durante a construção do novo espaço foi em ele ser o mais sustentável possível. Por isso quesitos como reaproveitamento da água da chuva e tratamento de dejetos já são feitos, mesmo com algumas obras ainda em andamento. “Uma das primeiras coisas que fizemos foi a barreira verde (plantio de árvores no entorno da UPD), garantindo o isolamento e também a proteção”, informa Beraldin. Outras medidas tomadas, além da barreira sanitária, é ainda a utilização de biodigestores, lagoas revestidas, telhados térmicos e barracões totalmente climatizados.

Outra tecnologia utilizada é para que não haja desperdício de ração. “A distribuição é automática. Os equipamentos são todos automatizados com horário programado para alimentar as fêmeas. Nós não temos desperdícios nenhum”, conta. Além do mais, as calhas são todas feitas de inox, facilitando desta forma a higienização e limpeza, além de evitar infiltrações. Também há cercas interna e externa, e pedras britas em todo o entorno, evitando assim a entrada de roedores e outros animais.

Beraldin explica que logo no projeto foi pensado para fazer o espaço com aproveitamento da água da chuva. “Pensamos principalmente pela questão ambiental. Essa água que coletamos é usada para limpeza de todos os espaços. Porém, se algum dia existir a necessidade, também poderá ser utilizada para consumo, com o devido tratamento”, diz.

Além de água, o espaço também foi planejado para que haja economia de energia. Por isso há biodigestores que geram a energia que é jogada na rede elétrica. “Temos uma parceria de geração distribuída com a Copel”, informa. O coordenador explica que o espaço também é prevenido para imprevistos. “O nosso backup de emergência é um gerador a diesel. São estes sistemas que vão alimentar toda a granja. O gerador de biogás vai produzir energia que joga na rede da Copel em energia distribuída, e caso haja algum imprevisto, teremos o gerador a diesel para suprir essa demanda”, conta.

O coordenador informa que foram adquiridos três alqueires ao lado da UPD onde será produzido feno sendo utilizado os dejetos dos suínos. “Vamos utilizar nesta área paralela o sistema de fertirrigação com os dejetos dos suínos. Então tudo aqui será aproveitado e reaproveitado sempre que possível”, assegura.

Compostagem

E um quesito que causa polêmica e, para muitos, ainda não tem solução, para a UPD já é questão resolvida. O projeto de construção já conta com um equipamento para a compostagem de animais mortos. Um equipamento que pode ser considerado inovador e com atestado de eficiência da Embrapa. O gerente da UPD, Vanderlei Zappani, conta que o equipamento funciona de forma simples: o animal morto é colocado dentro de um cilindro, onde é triturado e descontaminado ao ser aquecido a uma temperatura de 70° Celsius por meia hora. “Somente depois de passar por todo esse processo é que os restos são jogados no biodigestor. Com isso temos a garantia de que não haverá nenhum contaminante”, confirma o gerente.

Além do mais, o equipamento é todo automatizado, realizando todo o processo sem necessidade de interferência humana. O sistema ainda avisa sempre que o equipamento pode ser utilizado novamente, já que o processo é feito somente com um animal por vez. “E ainda haverá um histórico que pode ser consultado sempre que o equipamento for usado. De que dia e por quanto tempo esteve funcionando”, diz Zappani.

O gerente garante a funcionalidade do equipamento e afirma ser uma boa solução para um problema que pode ser uma grande dor de cabeça. “Ele tem uma boa funcionalidade e é uma excelente opção que encontramos para um problema que existe na UPD também. Além do mais, ele tem o aval da Embrapa, que está acompanhando de perto o projeto e assegura o bom funcionamento”, afirma.

Em Números

Beraldin informa que em 2018 a Lar vai abater 510 mil suínos. Para 2019 a projeção é de 620 mil animais. “Em 2013 nós abatíamos 320 mil suínos. Isso quer dizer que de 2013 para 2019 vai praticamente dobrar o nosso número de abates”, avalia. E isso graças a este novo investimento, que atenderá a demanda do novo frigorífico da Frimesa, de Assis Chateaubriand. A Lar faz parte do conglomerado de cinco cooperativas que fazem parte da Central Frimesa, de Medianeira.

“Nós da Lar estamos apostando forte na suinocultura, e isso pode ser visto em um empreendimento como este. A suinocultura vai mais do que dobrar na Lar. O nosso grande negócio é a carne, quando falamos de grãos é em forma de vender frango e suíno. Então estamos apostando forte nesta proteína para os próximos anos”, aponta.

Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Suínos

Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões

Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

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Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.

Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

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A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.

Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello

produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho

Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.

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Os preços do suíno vivo no mercado integrado estão superiores aos praticados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) neste mês de julho.

Segundo o Cepea, esse comportamento foge do padrão do setor, já que, normalmente, o mercado independente (spot) registra cotações mais elevadas devido aos maiores custos e riscos assumidos pelos produtores.

De acordo com os pesquisadores, essa inversão vem sendo observada ao longo de 2026 em algumas praças da Região Sul, com destaque para Braço do Norte (SC).

O Cepea atribui esse cenário às dificuldades enfrentadas pelo mercado independente, que segue pressionado pela elevada oferta de suínos e pela demanda enfraquecida. A combinação desses fatores tem mantido os preços em patamares baixos ao longo de todo o ano.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso

Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.

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Foto: Divulgação/Acrismat

Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer,

Superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer: “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor” – Foto: Divulgação/Acrismat

apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações.

Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar

Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins: “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção” – Foto: Divulgação/Acrismat

o mercado interno. “Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

Presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho: “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas” – Foto: Divulgação/Acrismat

Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

Segundo ele, um dos principais objetivos do 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso foi aproximar os produtores das informações técnicas e econômicas que impactam diretamente a rentabilidade das granjas, fortalecendo o setor para enfrentar os desafios dos próximos anos.

Fonte: Assessoria Acrismat
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