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Controle de plantas daninhas deve começar na entressafra da soja

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De acordo com os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é comum ocorrer a multiplicação de plantas daninhas no período de entressafra da soja, porque o solo está descoberto, favorecendo sua proliferação. Por isso, é neste período que os produtores devem iniciar o manejo destas invasoras, enfatiza o pesquisador Dionísio Gazziero, da Embrapa Soja.
Quando se colhe a cultura de inverno, o solo fica em pousio, as plantas daninhas têm facilidade de se multiplicar e produzir sementes. "É na entressafra que os produtores precisam evitar o aumento do banco de sementes de plantas daninhas que possam prejudicar a soja durante a safra de verão", explica Gazziero. "Na região mais fria do sul do Brasil o pousio pode coincidir com o outono, mas a estratégia é a mesma, ou seja não deixar as infestante produzir sementes".
Segundo ele, é fundamental controlar a buva e o capim amargoso na entressafra, porque germinam com muita facilidade nesse período, assim como a trapoeraba, o amendoim bravo, o picão-preto, entre outros. "O reconhecimento prévio das invasoras predominantes na área é importante porque ajuda na escolha do manejo adequado", ressalta.
Gazziero reforça que entre os métodos utilizados para controlar as invasoras na entressafra estão o controle mecânico (retirada manual das invasoras e que tem sido comum no caso de infestação de buva e de amargoso presentes na soja) e o químico, com a aplicação de herbicidas. "Outra prática importante é o chamado controle cultural que preconiza a utilização de espécies de inverno que possam formar uma boa palhada para inibir as plantas daninhas", ressalta. Entre as espécies que podem ser utilizadas estão a aveia, o trigo, a braquiária ruziziensis, consorciada ou não com o milho de segunda safra.
Gazziero destaca a importância que tem a cultura agrícola semeada no inverno para o manejo das plantas daninhas. Isso porque o trigo e a aveia, por exemplo, produzem uma quantidade de palha que retarda o crescimento das plantas daninhas. "Se a cultura anterior for o milho, que produz uma palha de menor qualidade do ponto de vista de cobertura uniforme do solo, teremos mais problemas, especialmente com buva, cujo pico de germinação das sementes coincide com a colheita do milho. E assim, as plantas daninhas encontram boas condições para se desenvolverem.", diz Gazziero.
Para o pesquisador, depois da colheita da safra de inverno, as aplicações sequenciais de herbicidas na entressafra têm proporcionado excelentes resultados, principalmente quando se trata de espécies de difícil controle. "No caso do milho, a primeira aplicação geralmente ocorre cerca de 15 a 20 dias após a colheita da cultura comercial ou espécie cultivada para cobertura do solo".
Se a cultura anterior for o trigo, este período pode ser mais estendido. "Não é possível fazer uma recomendação única para todos os produtores, porque a decisão vai depender da região, da cultura antecedente e das condições climáticas", diz. "Além disso, o número de aplicações e as doses a serem utilizadas irão variar, em função das plantas daninhas presentes na área e seu estádio de desenvolvimento". Nesse sentido, Gazziero destaca a importância de um diagnóstico da área que irá ajudar no planejamento das aplicações.
O método mais utilizado para controlar as invasoras é o químico, por meio do uso de herbicidas. De acordo com o pesquisador Fernando Adegas, da Embrapa Soja a eficiência dos herbicidas aumenta quando aplicados em condições favoráveis. "Por isso, além de se fazer o mapeamento plantas daninhas presentes em cada área, é fundamental que se conheça as especificações dos produtos antes de sua utilização, assim como a regulagem correta do equipamento de pulverização para evitar riscos de deriva e de toxicidade ao homem e à cultura", diz Adegas. O pesquisador ressalta ainda que é preciso investir na rotação dos mecanismos de ação dos herbicidas, como alternativa para prevenir e ou solucionar problemas de plantas tolerantes e resistentes.

Fonte: Ass. Imprensa da Embrapa Soja

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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