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Conheça o método ACV que promete revolucionar a pecuária brasileira reduzindo de emissões de GEE
Por meio desta técnica os fluxos de matéria e energia envolvidos no ciclo de vida do animal ou de um produto são medidos e relacionados a diversas categorias de impactos ambientais.

Você já ouviu falar sobre Avaliação do Ciclo de Vida (ACV)? Esse é um método desenvolvido para mensurar impactos ambientais causados como resultado da fabricação e utilização de determinado produto ou atividade. Conhecida como “do berço ao túmulo”, a abordagem sistêmica da ACV realiza o levantamento de dados em todas as fases do ciclo de vida do animal. Esse ciclo de vida se refere a todas as etapas de produção e uso do produto, relativas à extração das matérias-primas, passando pela produção, distribuição até o consumo e disposição final, contemplando ainda a reciclagem e o reuso quando for o caso.
Por meio desta técnica os fluxos de matéria e energia envolvidos no ciclo de vida do animal ou de um produto são medidos e relacionados a diversas categorias de impactos ambientais, para que se possa compreender os reais danos ou vantagens da fabricação e uso de um produto específico ou de uma cadeia animal, como no caso dos ruminantes, identificando os pontos críticos no ciclo de vida para que assim sejam promovidas melhorias nos processos produtivos.
Com um o primeiro trabalho publicado sobre o método de otimização de dietas com ACV para ruminantes, o professor honorário da Universidade de Edimburgo e pesquisador do Laboratório de Modelagem Agroambiental da Embrapa Agricultura Digital, Luís Gustavo Barioni, concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural. “Quando formulamos uma dieta temos ingredientes que têm maior ou menor impacto ambiental na produção destes insumos e isso é contabilizado em conjunto com os impactos ambientais da produção animal. Existe uma demanda cada vez maior de mercados internacionais por essa contabilidade, então a Avaliação de Ciclo de Vida é um método bastante consagrado para você trabalhar com questões de impacto ambiental”, expõe.
Barioni tratou sobre a formulação de dietas usando o conceito ACV na 34ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal, realizada em meados de março, no Hotel Premium, em Campinas, SP. Confira abaixo uma matéria exclusiva do O Presente Rural, na qual ele detalha as particularidades deste método. Confira!

Luís Gustavo Barioni – Foto: Graziella Galinari/Embrapa
O Presente Rural – Explique o que é o conceito de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV)?
Luís Gustavo Barioni – O conceito de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) é uma técnica que é utilizada para medir impactos ambientais, desde o berço até o túmulo. Quando formulamos uma dieta temos ingredientes que têm maior ou menor impacto ambiental na produção destes insumos e isso é contabilizado em conjunto com os impactos ambientais da produção animal.
Existe uma demanda cada vez maior de mercados internacionais por essa contabilidade, então a Avaliação de Ciclo de Vida é um método bastante consagrado para você trabalhar com questões de impacto ambiental, uma vez que através desta técnica é possível formular uma dieta para que os animais emitam menos gases do efeito estufa, porém na produção dos ingredientes acaba tendo uma emissão maior, então é preciso fazer uma contabilidade global por meio do ACV para formular uma dieta que também tenha um impacto ambiental menor antes da porteira, quando estamos trabalhando na cadeia de produção dos ingredientes para a ração.
O Presente Rural – Existe algum ingrediente que é mais utilizado ou específico para a formulação de dietas com ACV?
Luís Gustavo Barioni – Na verdade não, a gente tem que contabilizar esses ingredientes numa forma regional, por isso normalmente os produtos agroindustriais acabam levando vantagem porque na alocação dos impactos eles acabam tendo uma proporção menor. Por exemplo polpa cítrica, resíduos do grão destilado, caroço de algodão, entre outros, muitas vezes não é o produto principal de determinada região produtora, então por exemplo o processo de produção do algodão tem emissões de gases do efeito estufa, devido também aos insumos e maquinários usados para sua produção. Mas quando chega no produto final, a gente tem que fazer uma alocação da entrada da fibra de algodão e do caroço. O sistema de alocação está relacionado ao valor daquele produto, então se o valor da fibra de algodão é maior a grande parte da alocação e dos impactos acaba indo para a fibra do algodão.
A gente também trabalha em um esquema de otimização econômica. Se eu restringir as emissões então minha dieta vai mudando, porque o sistema de formulação de dieta procura soluções que tenham um balanço melhor entre emissões e qualquer outro impacto ambiental ou a lucratividade da atividade, então esse método sempre vai buscar a solução mais lucrativa para aquele nível de emissões.
Além disso conseguimos ter uma outra métrica que chamamos de custo de abatimento marginal, que é quanto que alguém teria de pagar pelo carbono que o produtor está reduzindo para que ele consiga compensar a redução de atratividade econômica afim de que eu reduza efetivamente as emissões. Esse também é um parâmetro que a gente consegue obter das análises.
O Presente Rural – A formulação de dietas a partir do conceito ACV está intrinsecamente ligada à redução de emissão de gases de efeito estufa no meio ambiente?
Luís Gustavo Barioni – Exatamente, além do metano entérico produzido através da fermentação dos animais, com o método ACV conseguimos contabilizar também todos os outros gases dentro da porteira, como o óxido nitroso na urina dos animais, emissões dos equipamentos, da energia etc. E depois da porteira com toda a cadeia de suprimentos dos ingredientes para formulação das dietas, a partir do uso do trator para fazer o preparo do solo e o plantio direto, da colheitadeira, dos insumos e fertilizantes usados na lavoura, tudo isso é um encadeamento de insumos que em sua produção gera emissão ou remoção no caso de aumentar o carbono no solo, mas em geral gera emissões de gases do efeito estufa. Contabilizamos tudo que está envolvido no sistema, porque se eu contabilizar só uma parte eu posso achar que estou reduzindo emissões, mas se for analisar depois da porteira, na produção dos insumos para o rebanho pode ser que, na verdade, aumentou as emissões.
O Presente Rural – O método ACV já está disponível para uso dos pecuaristas?
Luís Gustavo Barioni – Estamos desenvolvendo em conjunto com colegas da Embrapa Meio Ambiente uma biblioteca de Avaliação de Ciclo de Vida, ou seja, quando fornecemos milho aos animais alguém já tem que ter feito toda a contabilidade típica de uma produção de milho para saber qual é a pegada de carbono de uma tonelada de milho, de uma tonelada de farelo de soja ou de uma tonelada de polpa cítrica ou de qualquer outro produto, então o primeiro passo é desenvolvimento dessa biblioteca.
O segundo passo é ter um software que faça essa otimização de dados, que é um pouco diferente daquela que é mais tradicional, de custo mínimo ou de lucro máximo, que só considera aspectos econômicos e não ambientais.
O método que desenvolvemos foi em conjunto com pesquisadores britânicos da Universidade de Edimburgo, pesquisadores americanos da Universidade do Texas e de pesquisadores brasileiros da Unicamp. O código está disponível online, mas ainda não se transformou num software para uso pelos produtores porque ainda não se tem esse pagamento por serviços ambientais, ele realmente só vai ser útil para os produtores no momento que realmente tiver um valor diferenciado para um produto produzido com menor emissão. A gente percebe que esse momento já está se aproximando, inclusive já conseguimos dizer para o mercado quanto que precisaria pagar para alguém alterar a dieta dos animais de forma que reduza a emissão de gases do efeito estufa, independente do número de cabeças que o rebanho tiver.
Essa ferramenta ainda não está sendo comercializada, é um estudo recente, e por enquanto não temos um mercado de crédito de carbono funcionando para que se possa pagar o produtor.
O Presente Rural – Desde quando o conceito é ACV é utilizado para formulação de dietas e quais são os resultados alcançados?
Luís Gustavo Barioni – Que temos conhecimento a nossa pesquisa sobre o método ACV para ruminantes foi a primeira a ser realizada no mundo, publicamos o estudo no ano passado, porém um grupo francês fez um trabalho usando o método ACV em 2018, mas voltado para nutrição de aves e suínos. Alguns dos principais resultados aponta que é possível reduzir as emissões em 50% e ao mesmo tempo aumentar o desempenho dos animais. Nós realizamos a aplicação nutricional com o conceito ACV em um ambiente típico de produção da França, com base nos dados do estudo com monográstricos.
No caso francês chegamos ao custo de R$ 121,72 por quilograma de CO2 eq. por quilo de carcaça, ou seja, se alguém quiser reduzir carbono vai precisar pagar pelo menos esse valor. Hoje o preço de mercado na bolsa europeia deve estar em torno de R$ 441,82 de custo efetivo. Agora vamos repetir um estudo para integração de produção de etanol e pecuária de corte, no qual queremos analisar qual é a relação de redução de emissões de gases do efeito estufa com a lucratividade com o uso de co-produtos como o destilado de milho ou o bagaço hidrolisado de cana-de-açúcar. A previsão para darmos início a este trabalho é no início de março. Na verdade o trabalho já começou com a criação das nossas próprias bibliotecas de ACV dos alimentos. Esse foi o nosso principal problema no trabalho com os ruminantes e motivo pelo qual precisamos fazer uma parceria com os franceses, porque eles já tinham essas bibliotecas de ACV dos alimentos, agora que nós construímos a nossa própria biblioteca e desenvolvemos o método de otimização de dieta com ACV vamos fazer um estudo com as condições de campo do Brasil.
Mais uma vez estamos na vanguarda de uma pesquisa, o que muito nos orgulha porque foi o primeiro trabalho a nível internacional que tratou do ACV com ruminantes.
O Presente Rural – E como será feita a gestão do carbono neutro, quem será o comprador? Como que esse método de otimização de dieta com ACV para ruminantes será difundido na pecuária?
Luís Gustavo Barioni – Estamos conversando muito com empresas, principalmente frigoríficos, que estão olhando para esse mercado de carbono, com o Ministério da Agricultura e Pecuária, que estão atentos para esta nova modalidade de gestão do carbono, embora o mercado de crédito de carbono ainda não exista, mas já tem uma sinalização para sua regulamentação. O Brasil não entrou nas cláusulas de barreira da União Europeia por enquanto, mas há uma perspectiva de que isso aconteça. E para isso os setores de carne e produtos lácteos, por exemplo, estão fazendo projetos que visam redução de gases do efeito estufa para poderem estar aptas ao exigente mercado europeu, até porque muitas das empresas frigoríficas e de laticínios assinaram um termo de compromisso de redução de emissões de gases do efeito estufa, então teoricamente precisam fazer projetos junto aos fornecedores para reduzir as emissões.
Também estamos em conversa com estes setores, nos colocamos à disposição para ajudar, pois temos o método comprovado de forma científica que é eficiente, o fato é que a gente pode ajudar os produtores e toda a cadeia a encontrar a melhor forma de se adequar e ao mesmo tempo obter maior lucratividade com o seu rebanho. O que a gente sabe é que existe a necessidade da indústria preceder esses benefícios em termos de mercado, porque são empresas comerciais, que buscam cada vez mais vender os seus produtos de forma diferenciada e repassar parte desta lucratividade ao produtor, porque senão o produtor não vai fazer, porque ele também precisa ser remunerado para que possa mudar a formulação de dieta ou qualquer outro investimento tecnológico, para que seja lucrativo. Afinal de contas é o seu negócio.
Neste momento estamos conversando sobre o funcionamento dos mercados de carbono, já têm algumas iniciativas, mas ainda incipientes, mas a gente percebe que as indústrias frigoríficas, de laticínios, de insumos, energia, as traders e de diversos outros setores estão olhando com mais afinco para as questões ambientais e de sustentabilidade, o que deve impactar de forma expressiva a curto prazo as transações em qualquer mercado.
O Presente Rural – Atualmente o método ACV está no campo da pesquisa apenas. Há perspectivas de quando o método ACV será utilizado?
Luís Gustavo Barioni – Estamos no campo da pesquisa e nas discussões política e comercial de como vai operar esse mercado, mas ainda não tem nada definido para que a gente possa dizer para o produtor formular dietas com redução de emissões, a não ser que seja uma coisa do ponto de vista altruísta, pois do ponto de vista econômico ainda não se tem nenhum incentivo. O que a gente percebe é que daqui a dois ou três anos deve se tornar uma realidade nas operações comerciais aqui no Brasil.
O fato é que comprovamos a eficácia do método, mas ele ainda não tem um apelo para aplicação na cadeia produtiva porque não temos um mercado de crédito de carbono, mas a hora que existir está pronto para ser replicado da melhor forma possível. Estamos preparados para o futuro que está cada dia mais próximo da gente.
O Presente Rural – O método ACV desenvolvido para formulação de dietas para ruminantes pode ser replicado em outras cadeias de proteína animal?
Luís Gustavo Barioni – É aplicável para qualquer cadeia animal, mas o nosso trabalho em específico foi voltado para gado de corte. O método ACV por ser replicado sempre que o produtor precisar formular uma dieta, por exemplo, se os animais estão exclusivamente à pasto não precisa aplicar essa dieta no rebanho. Mas a partir do momento que o produtor usa os suplementos para formular a nutrição dos animais, como no sistema de confinamento, é indicado que essa dieta seja replicada. De outra forma, a exceção é quando o produtor cria os animais só com foragem, só em pastejo por exemplo.
O Presente Rural – O produtor já pode implantar essa dieta com o método ACV em seu rebanho ou deve aguardar a regulamentação do mercado de crédito de carbono?
Luís Gustavo Barioni – O método está pronto e já pode ser replicado, mas uma coisa que é preciso entender é que existe um balanço claro entre a parte econômica e ambiental. É preciso definir o quanto será preciso pagar para o produtor implementar esse método e do ponto de vista do produtor quanto que vai custar para fazer esse trabalho, então se o preço do carbono que estão oferecendo ao produtor é maior do que o custo que ele tem para reduzir as emissões então o produtor conseguirá calcular o lucro esperado com essa dieta replicada no rebanho.
É uma forma de informar tanto o produtor quanto a cadeia como se forma o custo efetivo para fazer a redução de emissões.
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Déficit da balança comercial do leite já supera US$ 500 milhões
Boletim do CILeite/Embrapa mostra que o Brasil acumula saldo negativo de US$ 519 milhões em 2026, enquanto os preços internacionais do leite em pó voltam a subir.

O déficit da balança comercial brasileira de leite e derivados alcançou US$ 519 milhões no primeiro semestre de 2026, refletindo a forte dependência do mercado externo para abastecimento de lácteos. Os dados constam no Boletim Indicadores Leite e Derivados de julho, elaborado pelo Centro de Inteligência do Leite (CILeite) da Embrapa Gado de Leite.
Entre janeiro e junho, o saldo comercial correspondeu à importação líquida de 1,2 bilhão de litros de leite equivalente. Apesar de uma desaceleração nas compras externas em junho, o volume importado permanece significativamente acima do registrado no ano passado.

Foto: Fernando Dias
Em junho, o Brasil importou 211 milhões de litros equivalentes de leite, redução de 4,2% em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, porém, as importações cresceram 35,2%.
As exportações seguiram em trajetória de queda. No mês, os embarques totalizaram apenas 4 milhões de litros equivalentes, recuo de 23,9% frente a maio e de 13% na comparação com junho do ano passado.
O resultado reforça o desequilíbrio do comércio exterior do setor, com importações muito superiores às exportações ao longo de 2026.
Além do comportamento da balança comercial, o boletim aponta recuperação das cotações internacionais do leite em pó, principal referência do mercado global de lácteos.
Em junho, o preço do leite em pó integral subiu 3,9% em relação ao mês anterior, chegando a US$ 3.507 por tonelada. O leite em pó desnatado registrou alta de 4,7%, sendo negociado a US$ 3.252 por tonelada.
A combinação entre déficit expressivo da balança comercial e valorização internacional do leite em pó indica um cenário de maior atenção para o mercado brasileiro. Caso os preços externos continuem avançando, a tendência é de aumento do custo das importações, fator que pode influenciar a dinâmica do abastecimento interno nos próximos meses.
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Agroleite libera inscrições para a Rota do Leite 2026
Participantes poderão conhecer fazendas cooperadas da Castrolanda com produção diária entre 6 mil e 64 mil litros de leite.

Estão abertas as inscrições para a Rota do Leite do Agroleite 2026, que acontecerá entre os dias 03 e 07 de agosto. A organização liberou no site oficial do evento na tarde desta quarta-feira, 15 de julho, os links para inscrições dos interessados em participar da atividade que leva os visitantes até propriedades leiteiras de cooperados da Cooperativa Castrolanda, localizadas em Castro (PR), a Capital Nacional do Leite.
As vagas são limitadas a 43 visitantes por fazenda e as inscrições encerram quando todas forem preenchidas. A atividade é organizada pela área de negócios Pecuária da Castrolanda e neste ano contará com visitas a 10 propriedades, sendo três (3) na terça-feira, dia 04/08, duas (2) na quarta-feira, dia 05/08, quatro (4) na quinta-feira, dia 06/08, e uma (1) na sexta-feira, dia 07/08.
As propriedades variam em tamanho e sistemas de confinamento, com produções diárias de leite que variam entre 6 mil e 64 mil litros de leite, sendo todas de alto desempenho dentro de suas condições. O supervisor de Assistência Técnica da Castrolanda, Maiquel Wagner, destaca que as visitas são uma oportunidade para que os visitantes do Agroleite tenham contato direto com propriedades que possuem gestão eficiente.
“As visitas da Rota do Leite contam com propriedades de diferentes realidades, algumas mais focadas em automação e alta tecnologia, outras que se destacam pelo padrão genético e qualidade do leite. E o mais interessante é que todas as tecnologias que os visitantes conhecerem nas propriedades, eles encontram no Agroleite”, relata Maiquel.
Inscrição
A inscrição deve ser feita pelo site do Agroleite, acesse clicando aqui, no menu ‘Rota do Leite’, abaixo da foto principal. Do site do Agroleite o interessado será encaminhado para a plataforma Sympla para fazer a inscrição, cujo custo simbólico será de R$ 15,00 por inscrição e inclui o transporte até a propriedade escolhida.
Conforme política da plataforma Sympla, os cancelamentos de pedidos pagos serão aceitos até sete dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento. O Sympla ainda permite editar o participante de um ingresso uma única vez, essa opção fica disponível até 24 horas antes do início do evento.
Recomendações
Recomenda-se que os participantes observem a previsão do tempo e em caso de previsão de chuva levem guarda-chuva e/ou capa de chuva e botas. Os inscritos devem comparecer ao local de embarque, indicado no mapa do evento com 15 minutos de antecedência. Caso os inscritos não compareçam, será possível que outros interessados integrem o grupo na hora do embarque fazendo o pagamento via PIX.
Agroleite 2026
O Agroleite 2026, vitrine da tecnologia da cadeia do leite da América Latina, será realizado entre os dias 03 a 07 de agosto em Castro-PR, a Capital Nacional do Leite, no Parque Tecnológico Agroleite e Parque Dario Macedo. Todas as informações da programação são divulgadas no site, acesse clicando aqui, no aplicativo Meu Agroleite e nas redes sociais @agroleitecastrolanda. O evento é promovido pela Cooperativa Castrolanda, aberto ao público e gratuito.
Parceria e patrocinadores Diamante
O evento é realizado em parceria com o Governo do Estado do Paraná e Prefeitura Municipal de Castro. Na cota diamante o Agroleite 2026 recebe a assinatura de Alta Genetics, Biofarm, Boehringer Ingelheim, CBC Seguros, Ceva, Cogent Iamax, Coonagro, De Heus, Grupo Calpar, Grupo Barigui, Hércules- Estruturas e Construtora, Inpasa, JA Saúde Animal, Lactalis, Lely, Menarim Agro, MSD Saúde Animal, Nobre Nutrição Animal, Nutrição Castrolanda, Nutrivital, Nutron, Ourofino Saúde Animal, Seal Plus, Select Sires, Sicredi, ST Genetics, Tortuga, UCB Vet Saúde Animal e Vaccinar.
Confira abaixo o cronograma completo de visitas:
Sempre Verde
Proprietário: Douwe Jantinus Groenwold
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade conta com animais da raça holandesa confinadas em sistemas Compost Barn em cross ventilation. Propriedade caracterizada pelo elevado padrão genético e excelência na gestão de dados.
Produção de leite diária: 52.000 litros
Data da visita: 04 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Chácara Drentina
Proprietário: Eduardo Groenwold
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por animais da raça holandesa, confinadas em Free-Stall e Compost Barn. A propriedade apresenta excelentes resultados produtivos e animais com alto padrão genético.
Produção de leite diária: 6.000 litros
Data da visita: 04 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14h
Previsão de retorno ao parque: 16h30
Agropecuária Conde
Proprietário: Marco Noordegraaf
Localidade: Estrada da Ilha
Perfil da fazenda: a propriedade possui animais da raça holandesa, em sistema de confinamento Free Stall, com ordenha realizada em Carrossel. A propriedade apresenta excelentes resultados produtivos e animais com alto padrão genético.
Produção de leite diária: 24.000 litros
Data da visita: 04 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14h
Previsão de retorno ao parque: 16h30
Genética ARM
Proprietário: Armando Rabbers
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por vacas da raça holandesa confinadas em sistema Free Stall. Propriedade foi a primeira da América Latina a utilizar o sistema de ordenha robotizada.
Produção de leite diária: 6.000 litros.
Data da visita: 05 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Centro de Treinamento para Pecuaristas (CTP)
Localidade: Maracanã
Perfil da fazenda: a propriedade é caracterizada por ser uma instituição de formação profissional, focada em oferecer treinamentos, cursos e aulas para produtores rurais e demais públicos da área. A propriedade é dividida em grande unidade (com vacas holandesas confinadas, produzindo 13.000 litros de leite por dia) e, pequena unidade (com vacas da raça jersey semiconfinadas e com produção diária de 1.600 litros de leite).
Data da visita: 05 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14:00h
Previsão de chegada no parque: 16h30
Agropecuária Harm
Proprietário: Lucas Rabbers
Localidade: Maracanã
Perfil da fazenda: a propriedade possui vacas confinadas da raça holandesa, apresenta ordenha convencional e ordenha robotizada. A propriedade apresenta excelentes resultados produtivos e animais com alto padrão genético.
Produção de leite diária: 38.000 litros
Data da visita: 06 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Chácara Ressaca
Proprietário: Vitalino Wacherski
Localidade: Maracanã
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por vacas da raça holandesa, confinadas em Free Stall, caracterizada pela excelência nos resultados produtivos, baseada na sucessão familiar.
Produção de leite diária: 6.000 litros
Data da visita: 06 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Agropecuária FINI
Proprietário: Hans Jan Groenwold
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade possui vacas da raça holandesa, confinadas em sistema Free Stall. Caracterizada por ser referência em genética.
Produção de leite diária: 43.000 litros.
Data da visita: 06 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14h
Previsão de retorno no parque: 16h30
Agropecuária ARKAFLA
Proprietário: Armando Carvalho
Localidade: Socavão
Perfil da fazenda: propriedade caracterizada como referência em produção e tecnologia. Os animais da raça holandesa são confinados em sistema Free Stall e a ordenha é realizada em Carrossel.
Produção de leite diária: 64.000 litros.
Data da visita:06 de agosto
Saída do parque: 13h
Previsão de chegada na propriedade: 14h15
Previsão de retorno no parque: 17h30
Chácara Bonança
Proprietário: Henk Boele Kassies
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por animais da raça holandesa. O sistema é o semiconfinado e os resultados produtivos são excelentes.
Produção de leite diária: 6.000 litros.
Data da visita: 07 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
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Exportação de 189 novilhas Girolando abre mercado de Botswana para genética leiteira brasileira
Primeiro embarque para o país africano integra programa que prevê a importação de mil animais e expansão da pecuária leiteira local para um rebanho de três mil cabeças.

Quase 200 animais da raça Girolando foram exportados neste mês de julho para a África. A Fazenda Floresta, localizada em Lins/SP e associada da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, realizou o envio de 189 novilhas prenhes para Lobatse, no sudeste de Botswana.
Os bovinos seguiram de avião para o continente africano no dia 11 de julho e já estão na Fazenda Milk Valley, de propriedade da Botswana Development Corporation (BDC), agência do Governo para o desenvolvimento comercial e industrial do país. Segundo a instituição, a opção pela raça Girolando foi por conta de sua excepcional produção de leite, resiliência e adaptabilidade a ambientes tropicais e semiáridos, o que a torna muito adequada às condições climáticas de Botswana e às ambições da produção leiteira do governo local.
Este é o primeiro de uma série de lotes de animais da raça que serão importados pela BDC, marcando o início de um programa de importação que introduzirá mil vacas leiteiras de alto rendimento na Fazenda Milk Valley. O diretor-geral da BDC, Oteng Keabetswe, afirmou que a introdução da genética brasileira em seu país representa um ponto de virada importante na construção de uma indústria leiteira moderna e sustentável para Botswana. “Este investimento fortalecerá a produção nacional de leite, criará empregos, desenvolverá habilidades locais e contribuirá significativamente para os objetivos de segurança alimentar e diversificação econômica de Botswana. É um investimento estratégico da BDC para fortalecer a indústria de laticínios do Botswana, aumentar a segurança alimentar nacional, reduzir a dependência de produtos lácteos importados e contribuir para a agenda de diversificação econômica do país”, assegura Keabetswe.
Para a criadora Roberta Bertin, trata-se de um momento histórico. “É a primeira exportação de material genético bovino do Brasil para Botswana, abrindo uma nova fronteira para a genética leiteira brasileira no continente africano. Foram enviados animais de alto mérito genético, reconhecidos por sua produtividade, adaptação e eficiência, o que contribuirá para o desenvolvimento da produção de leite no país, levando. A raça Girolando brasileiro reafirma, mais uma vez, sua posição como referência mundial em genética e produção de leite em clima tropical.”, diz Roberta.
As negociações para abertura do mercado tiveram início em maio de 2025 e foram concluídas em março de 2026. O Brazilian Girolando, projeto de exportação da Associação de Girolando, contribuiu com o processo, enviando dados técnicos dos animais. “Todos os exemplares selecionados para exportação contam com o registro genealógico emitido pela Associação, certificando que todos têm genealogia comprovada na raça Girolando. Essa garantia de origem é essencial para um projeto como o do governo de Botswana, que pretende utilizar essa genética como base para multiplicar o rebanho leiteiro da Milk Valley”, informa Marcello Cembranelli, gestor do Brazilian Girolando, que vem atuando em vários países para a promoção da genética brasileira.
O Governo de Botswana adotou uma estratégia de importação planejada, visando a sustentabilidade a longo prazo do projeto e no desenvolvimento do programa de reprodução e de produção a longo prazo da Fazenda Milk Valley. O lote inicial de novilhas prenhes permitirá que os animais se aclimatem ao novo ambiente, ao mesmo tempo que possibilita à fazenda monitorar de perto a saúde, o bem-estar e a produtividade animal. A abordagem gradual também apoiará a integração progressiva do rebanho, a implementação da infraestrutura de apoio e o aprimoramento contínuo das práticas operacionais antes da chegada dos lotes subsequentes.
Após a conclusão do programa de expansão do rebanho, espera-se que a fazenda cresça em direção à meta de longo prazo de aproximadamente 3.000 cabeças de gado leiteiro, aumentando significativamente a capacidade de produção de leite de Botswana.
Segundo a BDC, a expectativa é de que o projeto estimule novas empresas, fortaleça as cadeias de suprimentos locais e contribua para uma economia agrícola mais competitiva, alcançando desde a produção de forragem, serviços veterinários, criação de animais, transporte e logística, suporte de engenharia e manutenção de equipamentos, até o processamento de leite, embalagem, logística da cadeia de frio, distribuição e varejo.



