Notícias 1º Dia de Cocho Digital
Como o trigo aumenta a produtividade e gera mais lucro na propriedade pecuária
1º Dia de Cocho Digital discute utilização do trigo para otimizar áreas no inverno, reduzir custos da dieta e produzir alimento de qualidade

O trigo vem ganhando espaço em propriedades pecuárias. O crescimento está relacionado com uma das grandes preocupações dos produtores: a alimentação dos animais durante o vazio outonal e no inverno, quando se reduz a disponibilidade de alimentos para os animais em produção. Cultivado nesses períodos do ano, especialmente no Sul do Brasil, o trigo por suas características nutricionais, seja na forma de pastejo, silagem ou pré-secado, potencializa a engorda de gado e aumenta a produção de leite, além de reduzir custos e tornar a propriedade mais eficiente, produzindo matéria seca de qualidade e em quantidade durante todo o ano.
As estratégias de manejo na produção de silagem e pastagem de trigo e os novos cenários para a pecuária de leite e de corte visando a produção de alimento durante o inverno são os temas do 1º Dia de Cocho Digital Biotrigo. O evento acontece no dia 29 de outubro, a partir das 19h00, com transmissão ao vivo, inscrições abertas ao público e acesso gratuito. Um dos painéis do evento vai mostrar como a pastagem de trigo contribui para aumentar a produtividade do leite e gerar mais lucro na propriedade.
Melhores resultados
O trigo para pastejo chega a alcançar 100 kg de matéria seca/ha/dia e o resultado à pasto aumenta a produção de leite em 1 a 3 litros/dia. Na palestra “Resultados práticos na pecuária de leite com o uso do trigo para pastejo”, o agrônomo Juliano Alarcon Fabrício, o Dr. Pastagem, vai trazer casos práticos de tecnologias de trigo que alcançaram os melhores resultados. “O trigo tem um posicionamento superinteressante e a qualidade é excepcional. Junto com os produtores a gente tem conseguido um aumento na produtividade de leite”, relata.
Mais nutrição e redução de custos
Já o trigo para silagem tem como benefício importante reduzir o custo da dieta volumosa principalmente em relação a outros alimentos volumosos conservados, proporcionando uma alimentação mais nutritiva e equilibrada para os animais. Segundo o técnico em agropecuária e proprietário da Nutritambo, Deomir Martini, a maior dificuldade para a produção de alimento tem sido a falta de chuva. “No verão se acaba produzindo menos alimento em função da estiagem e aí entra muito bem a silagem de trigo. Ele é produzido no inverno, quando se tem área ociosa nas propriedades e menos períodos sem chuvas, e oferecido aos animais nesses períodos de escassez de alimento. Essa é uma alternativa muito importante”, comenta.
Deomir também comenta sobre a qualidade nutricional da silagem, a vantagem de liberar área de verão para a produção de grãos e ainda sobre os custos de alimentação. “A silagem de trigo tem mais proteína que a de milho e mais amido que a de aveia. No fechamento de uma dieta o trigo terá um valor muito maior”, explica Deomir.
Na palestra “Boas práticas de ensilagem de cereais de inverno”, ele vai trazer dicas fundamentais para manter a qualidade na conservação do alimento. “A produção é a fase mais fácil. O armazenamento e a retirada dependem muito mais do produtor do que qualquer outro fator. É preciso cuidado e capricho para chegar no cocho com uma silagem de qualidade”, adianta.
Exemplos que deram certo
A “Rodada de resultados em pecuária com trigo forrageiro” trará produtores que são referência nas suas regiões, com a experiência de produção de trigo. O painel terá a mediação do zootecnista da Biotrigo, Ederson Henz, e do gerente de nutrição animal da Biotrigo, Tiago de Pauli. Para Tiago, os avanços em melhoramento genético permitiram a entrada no campo de cultivares de trigo exclusivas para nutrição animal. “Conseguimos abranger todos os perfis de trabalho com pecuária, seja gado de corte ou de leite, assim como outras categorias animais. Vamos mostrar no Dia de Cocho o que a pesquisa está desenvolvendo para ampliar ainda mais o leque de opções para o pecuarista. As novas cultivares que devem chegar no próximo ano são ainda mais superiores, mais produtivas, com melhor desempenho na abertura de semeadura e na colheita e com mais segurança e tolerância às doenças”, comenta.
Dia de Cocho
O Dia de Cocho da Biotrigo será o sexto evento digital da empresa em 2020. Focado em tecnologia, recomendações técnicas e tendências para nutrição para a pecuária de leite e de corte, a transmissão acontece diretamente do Centro de Pesquisa da Biotrigo, em Passo Fundo/RS e de forma interativa em áreas experimentais e em campos de trigo de diversas regiões do Rio Grande do Sul.
Para mais informações sobre a programação e para fazer a inscrição antecipada e gratuita basta acessar o site da Biotrigo e, no dia 29 de outubro, às 19h, conectar-se ao link da transmissão que será enviado por email aos inscritos. O Dia de Cocho conta com o patrocínio das empresas Cotribá, Sementes Estrela, Nutritambo, MilkSeeds Sementes e Yara.
O evento tem a mediação do gerente comercial para a América Latina da Biotrigo, Fernando Michel Wagner e a participação do gerente de nutrição animal, Tiago De Pauli, do zootecnista, Ederson Luis Henz, e ainda dos produtores Sidiclei Risso (Marmeleiro/PR) e Fernando Henrique Stedile (Coxilha/RS).

Notícias
Credenciamento inédito no Paraná autoriza coleta de animais mortos com rastreabilidade
Processo transforma resíduos em biocombustível e fertilizantes, sob fiscalização e normas sanitárias rígidas.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) celebrou de forma oficial, na quinta-feira (16), o primeiro credenciamento de uma empresa que será responsável pelo recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária em propriedades rurais de todo o Estado. A empresa é a A&R Nutrição Animal, sediada em Nova Aurora, região Oeste. O evento ocorreu na sede da empresa, com a presença de representantes da Adapar, diretores e funcionários.
A autorização representa uma alternativa formal e regulamentada, por meio da publicação da Portaria nº 012/2026, à eliminação desses materiais nas próprias fazendas. O documento de autorização é de janeiro deste ano e foi assinado pelo diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, com base na Lei Estadual nº 11.504/1996 e no Decreto Estadual nº 12.029/2014. A medida responde a uma demanda antiga do setor pecuário por soluções estruturadas no descarte de animais mortos.
A A&R Nutrição Animal chegou a essa atividade após deixar o ramo de ração animal e reinvestir toda a sua infraestrutura para atender à necessidade da região. O redirecionamento das atividades aconteceu em parceria com a Secretaria da Agricultura de Toledo e a Suíno Oeste, Associação dos Suinocultores do Oeste do Paraná.
Agora, a empresa passa a poder recolher carcaças de suínos e peixes mortos em qualquer propriedade rural paranaense, embora em um primeiro momento a atuação seja exclusivamente com suínos. O credenciamento tem validade de três anos e é responsabilidade do representante legal da empresa providenciar a renovação dentro do prazo.
O diretor da A&R Nutrição Animal, Charbel Syrio, comemorou a conquista e diz que pretende expandir o negócio de recolhimento dos animais em propriedades rurais. “O objetivo é capitanear esse processo no Brasil e no Paraná, em função de termos o mercado que mais produz o suíno. E a gente vem nessa demanda”, pontuou.
Charbel também explicou o processo e a finalidade do trabalho. “Esses animais, hoje, serão coletados, irão para uma unidade de indústria que vai processar as carcaças e os produtos acabados terão dois destinos: o óleo vai para o biocombustível, para a indústria de higiene e limpeza, indústria química; e a farinha vai para adubos”, complementou.
O chefe do departamento de Saúde Animal, Rafael Gonçalves Dias, destacou a importância do manejo correto das carcaças e do credenciamento de empresas como uma das alternativas disponíveis. Mas frisou que a prática só deve ser realizada quando permitida pela Adapar. “É importante abrir novos caminhos, mas temos que reforçar que é proibida a retirada de animais mortos, de qualquer espécie produzida, de dentro das propriedades por terceiros. Essa prática é somente permitida para empresas credenciadas pela Adapar. Por isso, o principal destino dos suínos mortos ainda deve ser a compostagem dentro das próprias propriedades, permanecendo como a prática mais recomendada e utilizada”, elucida.
Dias também explicou que, por regra geral, a prática de manejar e tratar os animais mortos dentro das propriedades diminui os riscos sanitários envolvidos nesse processo. “É fundamental que a empresa agora credenciada, assim como qualquer outra que venha a se credenciar no futuro, não adentre nas áreas limpas das propriedades, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação cruzada entre elas”, conclui.
Restrições e vedações
A portaria estabelece limitações claras sobre a atuação da empresa. Fica expressamente proibido o recolhimento de animais mortos oriundos de outros estados da federação, restringindo a atividade ao território paranaense. Além disso, os produtos gerados a partir do processamento das carcaças não poderão ser utilizados na fabricação de alimentos, seja para consumo animal ou humano.
É de responsabilidade da Adapar a garantia da rastreabilidade de toda a operação. A Agência define que apenas veículos previamente vistoriados e credenciados pelo órgão estão autorizados a realizar o transporte, que deve ser acompanhado da documentação específica. As carcaças são processadas na indústria e transformadas em farinha, destinada posteriormente à produção de adubo ou fertilizante.
Controle sanitário
Em situações em que a Adapar identifica a suspeita de doenças de notificação obrigatória em explorações pecuárias, o recolhimento de animais mortos ficará automaticamente sujeito a restrições, só podendo ser retomado mediante autorização expressa do órgão fiscalizador. O descumprimento das normas previstas na portaria ou das demais regulamentações do Serviço de Defesa Agropecuária pode resultar na suspensão ou no cancelamento do credenciamento.
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Frimesa apresenta novidades em proteínas suínas e fortalece posicionamento de marca
Lançamentos destacam sofisticação, versatilidade e nova identidade visual da cooperativa.

Com foco em inovação e diversificação, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, escolhe a vitrine da ExpoApras 2026 – um dos principais eventos do setor supermercadista no Brasil – para apresentar novos itens do portfólio de proteínas animal. A aposta são os lançamentos das linhas premium Fogo & Sabor e os novos hamburgueres da marca, que chegam às gôndolas de todo o país a partir de junho.
Entre as novidades, estão as novas linguiças saborizadas e a Manta de Linguiça Toscana, da marca Fogo & Sabor, que são voltadas aos entusiastas do churrasco e valorizam a inovação e a experimentação de novos cortes e temperos. Versátil, a manta permite aplicações que vão da grelha a air fryer até o preparo de recheios e ragus. Pioneira no formato de linguiça frescal, a nova Chistorra da Frimesa é um diferencial exclusivo no mercado nacional. Já a versão Chimichurri insere na categoria de embutidos a herança dos sabores platinos, amplamente apreciados no Brasil.
Já a linha de hambúrgueres de 120g, nos sabores Toscana, Defumado e Pernil, com assinatura Frimesa, foi projetada para o consumidor que deseja replicar a experiência das hamburguerias artesanais em casa. Ambas as linhas foram desenvolvidas para o segmento premium, posicionando-os junto aos produtos gourmet já consolidados no varejo. Com as inovações, a Frimesa visa suprir a demanda do consumidor que busca valor agregado e qualidade superior.
Rodrigo Fossalussa, superintendente comercial da Frimesa, explica que o lançamento das linhas marca uma fase estratégica de evolução e consolidação do portfólio da Frimesa, alinhado ao novo posicionamento de marca e identidade visual. “O momento exige não apenas inovação, mas sofisticação técnica para demonstrar ao mercado porque somos a maior especialista em carne suína do Brasil. Estamos elevando a percepção de valor da proteína suína”, afirma.
O estande da Frimesa na ExpoApras conta com uma estrutura de 296m² e explora o conceito “A Casa da Família Frimesa”, convidando o varejista a degustar os novos produtos, além dos itens tradicionais já consolidados no mercado. O evento também é uma oportunidade para apresentar a nova identidade visual, lançada em março deste ano junto ao rebranding, que tem como um dos pilares a família. O tema é explorado na campanha de comunicação veiculada a partir de abril e se faz presente também no estande da cooperativa na ExpoApras
“Estamos chegando com presença física em São Paulo, mas as raízes da Frimesa estão no Paraná. Fazer parte da ExpoApras reforça o nosso compromisso com o varejo regional e nacional e o quanto valorizamos esse mercado que tanto nos abraça”, comenta Fossalussa.
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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos
Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.
No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.
Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.



