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Como a produtividade da soja aumenta com um inverno bem conduzido

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Fotos: Divulgação

A produtividade da soja é favorecida em diversos aspectos pela presença de uma boa lavoura de inverno. Cobrir o solo na entre safra é uma opção rentável tanto para as pequenas, médias, como nas grandes propriedades. As culturas de inverno diversificam a fonte de renda, além de promover melhoras significativas no sistema de produção como um todo. Essa é a principal temática do Giro Técnico Digital Brasil, evento promovido pela Biotrigo Genética, que contará com o painel ‘Como colher mais soja fortalecendo o sistema produtivo no inverno’.  Telmo Amado, mestre e doutor em Ciência do Solo, e Mauro Rizzardi, mestre e doutor em Fitotecnia, abordarão os principais detalhes sobre o manejo de solo e de ervas daninhas, respectivamente.

Buscando maior imersão na realidade e demandas dos produtores, o Giro Técnico também contará com a apresentação de uma grande diversidade quanto às realidades do agro brasileiro, com demandas distintas e todo o potencial do campo, apresentadas diretamente de dez fazendas tritícolas do Brasil. O evento acontece dia 29 de setembro, a partir das 8h30 e conta com transmissão ao vivo através do canal no YouTube da Biotrigo Genética, assim como na página do Facebook. As inscrições podem ser realizadas de forma gratuita, através do site biotrigo.com.

 

Manejo de solo e de plantas daninhas

Para o professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Telmo Amado, um solo descoberto no inverno pode causar relevantes consequências na lavoura, como a degradação do solo. “A erosão arrasta a camada superficial do solo, que é a mais rica em matéria orgânica e nutrientes, gerando grande impacto e comprometendo a produtividade”. Por outro lado, a introdução do trigo, assim como de outras culturas de inverno, no sistema produtivo, tem importante valor como ferramenta de manejo para as culturas de verão. Segundo Telmo, o impacto da gota da chuva é responsável por 90% da erosão e ter um cultivo durante o inverno é algo muito efetivo para proteção do solo, já que suas raízes acabam por favorecer a agregação do solo e a infiltração da água, além de potencializar a cultura da soja.

Outro fator que contribui para a redução de produtividade da cultura de verão são as plantas daninhas. Conforme Mauro Rizzardi, o cultivo do trigo no inverno é uma ótima oportunidade para reduzir a infestação dessas plantas no sistema. “A presença do trigo permite a quebra na multiplicação de espécies daninhas como buva e azevém, hoje resistentes a herbicidas com diferentes mecanismos de ação”, explica Rizzardi. Assim como no caso da erosão, mencionada por Amado, a cobertura proporcionada pelo trigo é benéfica ao sistema, por reduzir o fluxo de emergência das plantas daninhas, que precisam de luz para a germinação. “Além disso, a semeadura do trigo no limpo e a adoção de práticas adequadas de controle na cultura diminuem a presença e o número de espécies daninhas na cultura em sucessão, neste caso a soja”, explica.

 

Rateio dos custos fixos da lavoura com a soja

Para o gerente comercial para a América Latina da Biotrigo, Fernando Michel Wagner, é de fundamental importância o cultivo de uma cultura de inverno, independentemente de qual seja, visando reforçar o sistema produtivo da soja. “Precisamos direcionar esforços para que consigamos ter sucesso no verão com a soja, responsável pela maior renda dentro das propriedades que cultivam grandes culturas. Temos que proteger esse sistema, e o trigo gera renda no inverno”, indica Fernando. Para ele, a melhor gestão das propriedades durante o inverno contribui para a sustentabilidade da agricultura como um todo.

 

Mais segurança na lavoura

No giro pelas fazendas, o agricultor de Apucarana/PR, Pedro Henrique Cortinova, comenta os desafios e avanços no cultivo do trigo ao longo das últimas quatro décadas. No verão, é semeada soja na Fazenda Cortez e no inverno, o trigo. Segundo Pedro, no plantio do trigo é comum a diminuição das chuvas e com isso o gerenciamento das épocas de semeadura é importante. O produtor também destaca que a germinação na espiga se torna um problema a partir do momento em que a época preferencial de plantio avança no calendário. “Temos semeado cada vez mais tarde pelo atraso das chuvas. Consequentemente, a colheita também atrasa e ocorre junto à volta da estação das chuvas, em setembro. E se não trabalharmos com cultivares que tenham tolerância à germinação na espiga, nós e o mercado consumidor teremos muitos problemas”, comenta. Além desse fator, Pedro também destaca a constante dificuldade com o controle de doenças de espiga e, sobretudo, de brusone, reforçando ainda mais o papel do melhoramento genético.

Descendo ao Sul do Brasil, Elson Uggeri, de Entre Ijuís/RS, também demonstra preocupação em relação à germinação na espiga. Contudo, segundo ele, o problema tem sido cada vez mais contornado, devido às novas tecnologias de produção e avanços realizados pelos programas de melhoramento, dando-as maior resistência no quesito. Outro fator preocupante para Elson é a giberela, sobretudo na região das Missões. “Aqui, temos chuvas frequentes na fase de florescimento do trigo, o que propicia que o fungo infecte a flor e se desenvolva, resultando na doença”, conta o produtor.

Para esses cenários, uma nova ferramenta surge com grande potencial de auxiliar o produtor na busca por mais segurança na lavoura, sem afetar a produtividade da colheita. De acordo com o gerente regional sul da Biotrigo Genética, Tiago De Pauli, o TBIO Trunfo destaca-se por seu elevado potencial produtivo, aliado à sanidade na espiga. “A cultivar traz níveis inéditos de resistência à giberela e brusone, além de uma grande resistência à germinação na espiga”, aponta o agrônomo. Em termos de PH, o material atinge níveis altos, além de oferecer manutenção. “Trunfo chega com excelente padrão de PH, que é muito levado em conta, sobretudo quando o produtor vai comercializar seu trigo na cooperativa ou no cerealista”, atesta Tiago. A cultivar está em fase de multiplicação de sementes e estará disponível ao produtor já na próxima safra. “TBIO Trunfo terá grande espaço principalmente nas regiões em que existe mais precipitação durante a fase reprodutiva e na época próxima à colheita. Com isso, ele ganha um destaque especial, justamente pela segurança combinada a um rendimento bastante elevado, que é o que o produtor precisa ter”, finaliza.

 

Precocidade com alto rendimento

Na Fazenda Butiá, localizada em Coxilha/RS, a família Bertagnolli tem como principais culturas o trigo, a soja e o milho. Segundo o agricultor Roberto Bertagnolli, a combinação das safras é uma estratégia da fazenda e há um ganho importante ao se introduzir uma cultivar de trigo de ciclo precoce com alto potencial produtivo. “Essa ferramenta ajuda o produtor a organizar melhor as épocas de plantio e colheita, facilitando o segundo cultivo, da soja. Ele comenta que nessa safra está acompanhando de perto o desenvolvimento da cultivar TBIO Calibre, lançamento da Biotrigo, especialmente por reunir características muito desejadas, como precocidade e alto rendimento. “O Calibre tem um ciclo precoce interessante e dependendo do clima da região, se pode atrasar ou adiantar a semeadura dele”, conta. A consequência disso é a semeadura em períodos dentro da janela ideal para o plantio da soja. “Ele fica dentro de um período que ainda garante alto potencial produtivo”, comenta Bertagnolli. Produtores ininterruptos de trigo desde a década de 1950, Roberto conta que se impressionou com a cultivar. “Depois de 72 anos, ficamos até admirados com o material. Desde que aplicadas as técnicas corretamente para este tipo de ciclo, ele encanta por seu alto potencial produtivo e claro, sua beleza no campo”, finaliza.

Segundo Tiago De Pauli, a cultivar semeada na Fazenda Butiá possui ainda um bom nível de resistência a doenças foliares e uma excelente resistência à germinação na espiga. Junto a isso, a cultivar atende a demanda brasileira de produção em larga escala, devido ao seu alto potencial de rendimento de grãos além da excelente qualidade industrial. “São características que atendem às demandas do produtor, os requisitos dos moinhos e as exigências do mercado consumidor”, ressalta. TBIO Calibre estará disponível para a rede de multiplicação de sementes já em 2022.

 

Novo branqueador para o Projeto Trigos Especiais

Outra parada do giro pelas fazendas tritícolas, será em Chapada/RS. Na fazenda do produtor Luis Rockenbach, a escolha para a safra de inverno nos últimos três anos é exclusivamente de trigo de qualidade branqueadora. Nessa safra, Luis está testando uma segunda tecnologia do projeto Trigos Especiais da Biotrigo, o TBIO Blanc, que se diferencia pelo ciclo médio tardio, com possibilidade de um plantio em um período mais cedo dando estabilidade ao seu alto potencial produtivo. Para ele, o ciclo é um importante benefício, além do avanço em termos de produtividade e sanidade em relação ao TBIO Noble, parceiro de projeto, além de outros branqueadores disponíveis no mercado. Alessandra Petry, que gerencia a G7, empresa cerealista que recebe e comercializa os trigos do Luis, também já consegue constatar bons resultados quando analisa a reação a doenças da cultivar Blanc. “O material atende às demandas da cadeia do trigo e possui farinha forte e branqueadora. Além disso, as lavouras hoje estão um cartão postal dada a sanidade do material no campo”, comenta.

De acordo com Fernando Wagner, TBIO Blanc é um avanço em relação ao TBIO Noble, cultivar branqueadora consolidada no mercado desde 2015, que integra o projeto Trigos Especiais da Biotrigo. “O melhoramento conseguiu um importante avanço no Blanc ampliando rendimento, além da melhoria de manejo e a segurança no campo, com maior nível de resistência à maioria das doenças. Levar avanço agronômico combinando uma qualidade especial justifica a inclusão de TBIO Blanc no projeto Trigos Especiais”, finaliza o gerente. A cultivar integrará um projeto que garante a segregação de trigos com qualidade destacada e estará disponível para multiplicação na próxima safra.

Além de TBIO Blanc, TBIO Trunfo e TBIO Calibre, o Giro Técnico também contará com o posicionamento das cultivares TBIO Astro, TBIO Aton, TBIO Duque, TBIO Ponteiro, TBIO Ello CL e ainda o lançamento de um produto inédito no mercado brasileiro. O evento conta com o patrocínio da Basf, Bayer, Ihara, Syngenta e Yara.

 

Inscrições

Para realizar a inscrição no Giro Técnico Digital Brasil, bem como para a obtenção de mais informações sobre a programação do evento, basta acessar o site. Ao concluir o cadastro, o inscrito receberá por e-mail o link para a transmissão, que poderá ser acessado no dia 29 de setembro, a partir das 8h30. O evento contará com a mediação de Fernando Michel Wagner e do gerente regional norte da Biotrigo, Bruno Alves.

 

Agenda

Giro Técnico Digital Brasil
Data: 29 de setembro de 2021 (quarta-feira)
Horário: 8h30
Link para inscrição: https://bit.ly/Giro_tec_insc

Fonte: Assessoria

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Jefo impulsiona a produção animal após restrições a importantes APCs

Líder canadense em nutrição animal apresenta soluções inovadoras no SIAVS 2026

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Divulgação Jefo

A Jefo Nutrition Inc., líder mundial em soluções de nutrição intestinal de precisão para animais estará presente no stand 54 do Salão Internacional de Proteína Animal – SIAVS 2026, de 4 a 6 de agosto em São Paulo. O maior evento do setor acontece pouco tempo após a recente proibição do uso de cinco importantes antibióticos promotores de crescimento (APCs) no Brasil, o que marca uma nova etapa na produção animal e acelera a busca por soluções naturais capazes de preservar a saúde e o desempenho animal, bem como a rentabilidade dos produtores. A medida segue uma tendência global de combate à resistência aos antimicrobianos, considerada uma das maiores ameaças à saúde pública e responsável, segundo a Organização Mundial da Saúde, por milhares de mortes a cada ano.

Os benefícios da nutrição de precisão

Esse cenário reforça a importância da abordagem One Health, na qual a saúde humana, animal e ambiental estão interligadas e devem ser tratadas de forma integrada. Assim, a nutrição intestinal de precisão ganha protagonismo como uma abordagem científica que atua diretamente no trato gastrointestinal dos animais, contribuindo para o melhor aproveitamento dos nutrientes, a maior estabilidade dos ingredientes ativos, a consistência dos resultados em campo e a redução dos custos de alimentação.

Jefo e a tecnologia de microencapsulação

Há mais de 40 anos, essa visão orienta as ações da Jefo, que investe continuamente no desenvolvimento de soluções capazes de melhorar a saúde intestinal, a eficiência produtiva e a rentabilidade da produção animal. Um dos grandes diferenciais da empresa canadense é a Jefo
Matrix, sua tecnologia original de microencapsulação reconhecida mundialmente por sua eficácia e por ser referência na proteção dos ingredientes ativos para alimentação animal. Ela permite proteger e liberar os compostos de maneira gradual e direcionada ao longo do trato intestinal.

Destaques no SIAVS 2026

Durante o evento a Jefo apresentará suas soluções inovadoras para avicultura, suinocultura, aquicultura e produção leiteira, com destaque para:

• Ácidos orgânicos e óleos essenciais microencapsulados, que auxiliam no controle de bactérias entéricas patogênicas, promovendo melhoria da saúde intestinal, redução de processos inflamatórios intestinais e otimização do desempenho zootécnico;

• Fórmulas de vitaminas do complexo B protegidas para vacas em período de transição e lactação, contribuindo para aumento da produção de leite e de seus componentes, além da modulação de distúrbios metabólicos;

• Metionina e lisina protegidas que, graças à Tecnologia Jefo Matrix, resistem às condições de peletização da ração, preservando sua eficácia e proporcionado resultados consistentes;

• Suplementos energéticos à base de óleo de palma, que fornecem energia de alta qualidade sem comprometer a palatabilidade do alimento;

• Soluções enzimáticas, como Protease Jefo e Xilanase Jefo, desenvolvidas para reduzir custos de formulação, maximizar o aproveitamento dos nutrientes e melhorar a conversão alimentar.

“A retirada gradual dos APCs está acelerando a busca por soluções nutricionais mais inteligentes e sustentáveis. A Jefo possui décadas de experiência em nutrição intestinal de precisão e tecnologias capazes de ajudar os produtores a manterem desempenho, saúde e rentabilidade sem comprometer a produtividade”, destaca Simone Cavalli, Diretora geral da Jefo do Brasil.

No evento, no qual estarão presentes executivos globais como Jean Fontaine, Presidente e Fundador do Grupo Jefo, e Emilie Fontaine, VP de Marca e Produtos, os visitantes poderão descobrir como a Jefo atua como parceira estratégica dos produtores em todas as etapas da produção, fornecendo não apenas produtos inovadores, mas soluções práticas, conhecimento técnico e suporte especializado para enfrentar os desafios atuais.

Fonte: Ass. de Imprensa
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 Enfrentando o estresse térmico na suinocultura

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Dias de calor intenso durante o verão ou em países tropicais podem representar um sério desafio para os animais de produção, causando estresse térmico, que compromete o crescimento e reduz o desempenho econômico das granjas. Na suinocultura, o estresse térmico afeta os animais em praticamente todas as fases de produção. Este artigo explora as principais alterações fisiológicas que os suínos apresentam nessa condição e apresenta soluções práticas para reduzir seus efeitos nocivos.

O estresse térmico começa no limite superior da zona de conforto térmico

O estresse térmico ocorre quando o animal está fora de sua zona de conforto térmico, a faixa de temperatura na qual o organismo se mantém em homeostase. Essa faixa é influenciada pela temperatura e pela umidade externas. O estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases do ciclo produtivo. Para um suíno em fase de engorda de 50 kg, o início do estresse térmico ocorre a partir de 25°C. Isso significa que qualquer temperatura acima desse ponto já começa a afetar negativamente o animal.

Consequências prejudiciais do estresse térmico sobre a fisiologia e o crescimento dos suínos

Entre os animais de produção, os suínos são particularmente sensíveis ao estresse térmico, pois possuem poucas glândulas sudoríparas e pulmões pequenos. Sua alta produtividade e seu rápido crescimento os tornam ainda mais suscetíveis a essa condição (figura 1). Quando a temperatura sobe, o suíno adapta seu comportamento: reduz a locomoção e a ingestão de ração, o que limita a termogênese (produção de calor pelo organismo). Além disso, sua frequência respiratória aumenta. O fluxo sanguíneo é redirecionado dos órgãos internos para a pele, a fim de eliminar o excesso de calor. Esse fenômeno é chamado de vasodilatação. Ele aumenta a termólise (dissipação de calor pelo organismo).

No trato intestinal, a falta de oxigênio causada pelo redirecionamento do fluxo sanguíneo prejudica as células epiteliais, que são muito sensíveis à hipóxia e à redução de nutrientes disponíveis, o que degrada o epitélio intestinal. Substâncias exógenas, como antígenos ou toxinas bacterianas, podem então ser transferidas do lúmen para a corrente sanguínea (leaky gut, ou aumento da permeabilidade intestinal), levando a uma resposta inflamatória e à produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Trata-se de um círculo vicioso, já que as próprias ROS podem ser prejudiciais às células epiteliais quando produzidas em excesso.

Se prolongado, o estresse térmico pode causar diversos problemas no crescimento e no desempenho reprodutivo. Em suínos em fase de engorda, o aumento da temperatura levou a uma redução na ingestão de ração e no ganho de peso (Lee et al., 2019), reduzindo assim o peso de carcaça no abate.

Figura 1. Mecanismos de adaptação em suínos em fase de engorda sob condições de estresse térmico

Diversas soluções para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico em suínos

Diversas estratégias nutricionais e de manejo podem ser implementadas para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico agudo. Com foco em aditivos alimentares, a Phodé lançou recentemente um novo aditivo alimentar desenvolvido para ajudar o suíno a vencer o calor! Esse aditivo é composto por extratos de especiarias picantes, incluindo capsicum, gengibre e pimenta. A forma galênica, desenvolvida pela equipe de pesquisa da Phodé, foi concebida para liberar os ingredientes ativos em locais-alvo específicos e garantir uma manipulação fácil do produto em escala industrial.

As especiarias picantes ajudam o suíno a lidar com o estresse térmico

Os ingredientes foram cuidadosamente selecionados pela equipe de pesquisa da Phodé para atuar em sinergia. As especiarias picantes podem ajudar a sustentar o metabolismo do suíno sob estresse térmico, limitando a inflamação intestinal e reduzindo o estresse oxidativo. Algumas são bastante conhecidas, como a capsaicina, um capsaicinoide da planta capsicum. Esse composto demonstrou se ligar ao receptor TRPV1 (Transient Receptor Potential Vanilloid 1) na boca e no intestino delgado dos suínos. O receptor TRPV1 é muito sensível a estímulos nocivos, como o aumento da temperatura, e está na origem da inflamação e da dor. Após exposição prolongada à capsaicina, a atividade do TRPV1 diminui, levando à redução dos efeitos pró-inflamatórios e ao alívio da dor. Diversos estudos demonstraram uma redução na produção de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β e IL-6) por inibição da via NF-κB. O capsicum também demonstrou aumentar as atividades de α-amilase, lipase e protease no intestino delgado. Esse efeito pode ajudar o suíno a digerir melhor a ração em condições de calor. O gingerol é o principal composto ativo do gengibre. Ele também ativa o TRPV1, levando à redução da inflamação. Esse ingrediente também apresenta atividades antioxidantes indiretas, promovendo a transcrição de genes que codificam enzimas antioxidantes (como a glutationa peroxidase e a superóxido dismutase) por meio da via NRF2.  A piperina, extraída da pimenta, atua em sinergia com as demais especiarias, potencializando a biodisponibilidade delas. Ao neutralizar as espécies reativas de oxigênio (ROS), atua como um potente antioxidante direto. A combinação dessas especiarias permite um ajuste fino das doses de cada ingrediente ativo necessário para influenciar a fisiologia do suíno sob estresse térmico.

 Atuando sobre a fisiologia do suíno para vencer o calor: um caso de sucesso!

Um estudo recente, conduzido em uma estação experimental de renome no Brasil, demonstrou com sucesso os efeitos benéficos do novo aditivo alimentar (Kalyci, Laboratoires Phodé, França) em suínos nas fases de crescimento e terminação, tanto no peso corporal final quanto na conversão alimentar (CA) na fase de terminação. Os suínos suplementados com o aditivo à base de “especiarias picantes” apresentaram um aumento significativo no peso corporal final de + 2,4 kg e uma redução significativa da conversão alimentar (CA) em -0,26 g/g na fase final de terminação (figuras 2 e 3). Além disso, a suplementação dos suínos com esse aditivo alimentar levou a uma redução da temperatura corporal e de alguns marcadores hematológicos de inflamação.

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Figura 2. Peso corporal final de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.

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Figura 3. Conversão alimentar (CA) de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.

Em conclusão, o estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases de produção, com efeitos de longo prazo que impactam o desempenho da granja. Suplementar os suínos com um aditivo alimentar à base de uma combinação de “especiarias picantes ” atuando em sinergia para atender às suas necessidades fisiológicas durante o estresse térmico é fundamental para o sucesso da produção. Por fim, mas não menos importante, a forma galênica desse aditivo, que protege os trabalhadores dos efeitos pungentes das especiarias, é igualmente fundamental para o sucesso na fábrica!

 

 

Autora: Dr. Elisa A. Arnaud1

1Laboratoires Phodé, Avenue Martelle, 81150 Terssac

 

Fonte: Ass. de Imprensa Laboratoires Phodé
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Importação contínua de reprodutores eleva patamar genético da suinocultura brasileira

Animais do Canadá e da Noruega são trazidos ao país para acelerar o ganho de produtividade nas granjas nacionais

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Divulgação Topigs Norsvin

Para garantir que o Brasil opere com o mesmo nível de excelência genética dos principais polos globais, a importação frequente de reprodutores garante acesso imediato ao topo da ciência global. Nesse sentido, a Topigs Norsvin, empresa de genética suína, conduz a maior rota contínua de importação de suínos do país.

A companhia desembarcou a terceira remessa de reprodutores deste ano no mês de julho e já prepara ao menos outras duas operações para 2026, consolidando a liderança absoluta na introdução de genética de ponta no Brasil.

“Nós precisamos garantir que o material genético utilizado nas granjas brasileiras seja o mesmo das nossas granjas núcleos na Noruega e Canadá. Com esse fluxo constante de importações, associados com alto nível genético e tecnológico das nossas granjas núcleo locais, nós garantimos que o produtor brasileiro tenha acesso a tudo que há de mais moderno em genética suína via as linhagens genéticas da Topigs Norsvin, afirma o diretor Técnico da Topigs Norsvin, Marcos Lopes.

Tecnologia global direto na fonte

O processo de importação foca em buscar os animais diretamente das estações Delta (centros mundiais de inovação, pesquisa e testagem de reprodutores) localizadas no Canadá e na Noruega. Nesses centros, que concentram o topo do melhoramento genético mundial da companhia e utilizam tecnologias avançadas de avaliação, os animais são avaliados por meio de tomografia computadorizada e tem seu consumo de ração individual mensurados por comedouros automáticos para medir a conversão alimentar de cada indivíduo. Além disso, todos esses reprodutores passam por uma minuciosa avaliação genômica para garantir o seu alto potencial genético.

“Nós sempre importamos um grupo seleto de reprodutores de alto mérito genético. Com essa estratégia nós utilizamos um material que vem direto da fonte primária e eliminamos qualquer tipo de defasagem genética, assegurando que o progresso genético chegue com força total aos produtores brasileiros”, detalha Lopes.

Distribuição estratégica pelo território nacional

A chegada contínua desses reprodutores ao país alimenta uma engrenagem de produtividade desenhada para beneficiar toda a cadeia. Os animais recém-chegados são direcionados para as centrais de inseminação próprias e parceiras espalhadas pelo Brasil.

“O nosso grande objetivo é desenvolver linhagens genéticas que entreguem resultados fantásticos a campo. Existem várias estratégias no mercado para disseminação genética, mas nós comprovamos que esse fluxo robusto de importações é o caminho mais eficiente para a evolução e a rentabilidade do setor”, conclui o diretor.

Fonte: Ass. de Imprensa
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