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Comitê do Plano ABC+ reforça Operação 365 para ampliar qualidade do manejo dos solos

Programa tem como objetivo promover a melhoria da qualidade dos solos no Estado gaúcho na lógica de implementação de sistemas agrícolas produtivos conservacionistas e rentáveis, via intensificação e diversificação do cultivo de espécies anuais produtoras de grãos e forragens, mantendo cuidados com o solo ao longo dos 365 dias do ano.

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Fotos: André Amaral/Divulgação Embrapa Trigo

Em um ano que o Rio Grande do Sul vem contabilizando perdas decorrentes de uma estiagem severa no verão, reflexos na queda nas exportações e no PIB gaúcho, a qualidade do manejo do solo e a melhoria de sistemas produtivos são assuntos que ganham ainda mais importância. Recentemente, a coordenação do Comitê Gestor do Plano ABC+, grupo que incentiva medidas de ampliação de práticas dentro do contexto da Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), participou de uma ação do programa Operação 365, conduzido pela Embrapa Trigo, Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) e cooperativas associadas, Universidade de Passo Fundo (UPF) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

No dia 14 de junho, um grupo de técnicos e pesquisadores estiveram em propriedades rurais de dois associados da Cooperativa Tritícola de Espumoso (Cotriel), em Estrela Velha, na região Centro Serra, onde foram abertas “trincheiras” nos talhões selecionados para avaliação das condições físicas e químicas do solo.

A Operação 365 tem como objetivo promover a melhoria da qualidade dos solos no Estado na lógica de implementação de sistemas agrícolas produtivos conservacionistas e rentáveis, via intensificação e diversificação do cultivo de espécies anuais produtoras de grãos e forragens, mantendo cuidados com o solo ao longo dos 365 dias do ano.

O chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Trigo, pesquisador José Eloir Denardin, diz que a Operação 365 está ainda na etapa piloto. Nesta fase, estão sendo coletadas amostras de solo em 30 talhões de lavoura em diferentes propriedades rurais assistidas por 10 cooperativas associadas à CCGL, localizadas em diferentes regiões do Estado. Segundo ele, a previsão é que, até agosto, estejam disponíveis todos os resultados dessas análises. Em um segundo momento, o trabalho será ampliado para toda a área de cobertura das 30 cooperativas ligadas à CCGL.

Denardin explica que essas avaliações terão por objetivo confirmar/certificar os produtores rurais participantes dessa etapa da Operação 365 quanto à qualidade de manejo de solo: produtor com cartão Black (com nota superior a 9); produtor com cartão Platinum (nota entre 8 e 9); e produtor com cartão Gold (nota entre 7 e 8).

A ideia desses cartões é conceder aos produtores vantagens de crédito junto às instituições bancárias, demonstrando que um produtor com solo bem manejado tem condições de ampliar sua produtividade e apresentar menos riscos na tomada de crédito para seus custeio e investimentos. “Esse aspecto de benefícios creditícios ainda está sendo construído”, pontua o pesquisador.

Além disso, Denardin relata que o programa busca incentivar todos os produtores a ampliar as boas práticas nas lavouras, uma iniciativa que vai ao encontro do que preconiza o Comitê Gestor do Plano ABC+, do qual a Embrapa Trigo é integrante. “Queremos que a operação ajude na recuperação física, química e biológica dos solos em todo o Estado e que esses resultados propiciem aumento da produtividade e da produção da agropecuária, da renda do produtor rural, repercutindo positivamente também na economia do Rio Grande do Sul”, ressalta o pesquisador.

Representando o Comitê do Plano ABC+ e a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) no dia de campo em Estrela Velha (RS), o engenheiro florestal do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), Jackson Brilhante, acredita que a Operação 365 irá estimular os produtores a melhorar o manejo do solo mediante adoção do verdadeiro Sistema de Plantio Direto.

Brilhante lembra que, no Rio Grande do Sul, no período do verão, há cerca de 7 milhões de hectares cultivados com espécies anuais, enquanto que, no inverno, esta área é reduzida para apenas 2 milhões de hectares. “Tem uma grande área que acaba não sendo cultivada no período mais frio do ano, o que resulta em maior exposição do solo, que fica suscetível à erosão, podendo causar uma série de problemas no ciclo das culturas de verão”, destaca.

Para o engenheiro florestal, este projeto dá mais visibilidade à importância de se manter a fertilidade do solo, mediante a diversificação de culturas ao longo das safras, e um manejo adequado com cobertura permanente do solo. “Com isso, se promove uma maior estruturação, que vai permitir uma maior capacidade de armazenamento de água e carbono no solo”, complementa Brilhante ao acrescentar que este é um dos objetivos do Plano ABC+.

Fonte: Assessoria

Notícias

Representantes de entidades agrícolas e do governo da Bahia visitam sistema de monitoramento hídrico em Nebraska, Estados Unidos

Objetivo principal foi possibilitar a imersão de conhecimentos e a troca de experiências com os agricultores e pesquisadores de Nebraska.

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Fotos: Divulgação/AIBA

Uma delegação composta por produtores rurais, representantes de entidades agrícolas e representantes do governo do estado da Bahia esteve em missão ao estado de Nebraska, nos Estados Unidos, entre os dias 7 e 12 de julho, a convite do Instituto Water for Food in Lincoln-NE, para apresentações do sistema de monitoramento hídrico realizado no estado americano, que abordaram temas como a utilização de tecnologias inovadoras para melhorar a produtividade agrícola e a sustentabilidade ambiental. Entre os integrantes da comitiva estavam o vice-presidente da Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt; o segundo vice-presidente, Seiji Mizote; o gerente de Sustentabilidade, Eneas Porto; a analista ambiental, Gláucia Araújo; o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Luiz Carlos Bergamaschi; e os produtores rurais, Celestino Zanella, Eliza Zanella, Júlio Busato e Miguel Prado; o gerente regional da SLC Rodolfo Mengarda; o coordenador do projeto Everardo Mantovani e os professores da Universidade Federal de Viçosa, Marcos Heil, Michel Castro e Gerson Cardoso.

A missão teve como objetivo principal possibilitar a imersão de conhecimentos e a troca de experiências com os agricultores e pesquisadores de Nebraska. A região é conhecida por concentrar a maior área agrícola de irrigação dos Estados Unidos, com 3,5 milhões de hectares irrigados e ser uma referência mundial em monitoramento dos recursos hídricos com práticas sustentáveis de uso e manejo da água. De acordo com o vice-presidente da Aiba, Moisés Schmidt, essa missão técnica representa uma grande oportunidade para a agricultura do Oeste da Bahia. “Estamos tendo a oportunidade de conhecer e avaliar os estudos de aquífero e das águas de superfície realizados aqui em Nebraska. Essa experiência irá contribuir significativamente para a prática de uma agricultura ainda mais sustentável em nossa região” destaca.

O itinerário da comitiva incluiu uma série de reuniões e visitas técnicas. Os representantes da Bahia participaram de reuniões no Distrito de Recursos Naturais (NRD) Upper Big Blue, equivalente aos comitês de bacias hidrográficas, o Departamento de Recursos Naturais do Nebraska, a fábrica da Lindsay e da Walmont. Em continuidade à missão, foram visitados o centro de pesquisa da Cargill em Fort Collins e os reservatórios de água de degelo para irrigação em Denver, no Colorado. Para o gerente de Sustentabilidade da Aiba, Eneas Porto, “o sucesso da estrutura de gestão dos recursos hídricos no estado de Nebraska baseado em informações técnicas evidenciam a importância da colaboração e confiança entre usuários da água e órgãos gestores dos recursos hídricos, isso é o que está sendo construído no Oeste da Bahia”.

Outra visita incluiu a Fábrica de Pivôs Valley, um dos principais fabricantes de sistemas de irrigação do mundo. Na oportunidade, a delegação baiana apresentou alguns projetos sobre as ações sustentáveis no manejo das culturas desenvolvidas no Oeste da Bahia. A delegação também visitou o Centro de Educação de Extensão Oriental de Nebraska, onde puderam observar de perto as práticas de sequestro de carbono no campo de pivô central. Essa técnica é uma das estratégias utilizadas para amenizar os efeitos das mudanças climáticas e promover uma agricultura mais potente e sustentável. “Ao retornarmos à Bahia, levaremos conosco não apenas aprendizados valiosos, mas também um compromisso renovado com a gestão ambiental sustentável. É fundamental aplicarmos as boas práticas observadas no Nebraska em nosso contexto local, contribuindo para a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável de nossa região” afirmou a diretora de regulação do Inema, Natália Oliveira.

Além da diretora Oliveira, a comitiva também contou com a participação de outros representantes do governo do estado da Bahia, como o secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia (SEMA), Eduardo Sodré; o coordenador de ações estratégicas Inema, Luiz Araújo; e o diretor de Fiscalização (Inema), Eduardo Topázio. A missão Nebraska foi reforçada com a participação de representantes do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Federação da Indústria do Estado da Bahia (FIEB) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV). O Secretário Eduardo Sodré ressaltou que a Bahia tem compromisso com a gestão hídrica de forma eficiente e sustentável de modo que possa continuar produzindo e contribuindo com a redução das mudanças climáticas. “O foco é melhorar a gestão da água na nossa região, promovendo o uso sustentável e ajudando no desenvolvimento socioeconômico local. A experiência top do Nebraska na gestão de águas para produção de alimentos e o trabalho global do Instituto Water for Food da Universidade do Nebraska em segurança hídrica e alimentar são modelos para a gente seguir” declara.

A SEMA tem um Acordo de Cooperação Técnica com a Aiba e a UFV para o desenvolvimento de um sistema de monitoramento hídrico do aquífero Urucuia, para dessa forma proporcionar a sustentabilidade no uso das águas superficiais e subterrâneas, orientando os produtores rurais no potencial para ampliação da irrigação do plantio no oeste do estado de forma sustentável.

Fonte: Assessoria AIBA
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Notícias Aliança Global

Produção agrícola sustentável é foco de visita da ministra da Noruega à Embrapa Cerrados

“Vocês têm soluções que podem ser usadas no mundo inteiro. Espero que outros continentes também possam se utilizar das tecnologias que são desenvolvidas aqui” destacou Anne Beathe Tvinnereim, ministra da Noruega.

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Foto: Fabiano Bastos

Anne Beathe Tvinnereim, ministra da Noruega para o Desenvolvimento Internacional, acompanhada por Odd Magne Rudd, embaixador da Noruega no Brasil, visitou a Embrapa Cerrados (Planaltina-Distrito Federal), na última quinta-feira (18). No Brasil para participar da reunião ministerial de Desenvolvimento do G20 e da reunião da força-tarefa para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, no Rio de Janeiro, ela incluiu em sua agenda de viagem o centro de pesquisa a fim de conhecer de perto um pouco do trabalho da Embrapa.

“Vocês têm soluções que podem ser usadas no mundo inteiro. Espero que outros continentes também possam se utilizar das tecnologias que são desenvolvidas aqui” destacou a ministra. “Desenvolvemos tecnologias que permitiram incorporar os solos do Cerrado ao sistema de produção. Depois de dominarmos a produção de alimentos, estamos hoje preocupados com a sustentabilidade desses sistemas. Dessa forma, atuamos de forma transversal a fim de que o sistema tenha cada vez mais resultado” explicou o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro.

Eduardo Alano, chefe de P&D e pesquisador da Unidade, repassou à comitiva informações sobre o bioma Cerrado, sobre a Embrapa e as linhas gerais de pesquisa da Unidade. “No início o desafio foi grande. Não possuíamos quase nenhum conhecimento sobre os recursos naturais e sobre a aptidão agrícola da região. Aqui foi o primeiro lugar no mundo em que foi desenvolvida agricultura moderna para solos de baixa fertilidade. Isso se deu com muita tecnologia de solo, tratos culturais, adubação, tropicalização de culturas. E hoje o Brasil é um dos players mundiais em exportação de alimentos” afirmou.

Segundo ele, nos anos 70, a quantidade e a diversidade de alimentos era pequena. “Hoje o país produz praticamente tudo, sendo que a maior parte da produção utilizada na alimentação vem da agricultura familiar” ressaltou. De acordo com Alano, ao longo dos anos o avanço foi tanto nos sistemas de produção, quanto no conhecimento da biodiversidade do Cerrado. Ele apresentou as principais tecnologias desenvolvidas no centro de pesquisa e ressaltou alguns programas de melhoramento, como de trigo, mandioca, fruteiras como maracujá e pitaya, milho, café e gado.

No campo, o pesquisador Eduardo Alano ainda mostrou ao grupo algumas variedades de mandioca obtidas a partir do programa de melhoramento participativo e explicou as diferentes linhas de pesquisa que são seguidas. “Trabalhamos em três frentes: mandioca de mesa, que são biofortificadas, ricas em vitamina A e licopeno; mandioca para farinha e fécula, que são cultivadas para produção industrial; além das mandiocas açucaradas, que em vez de armazenar amido, armazenam açúcar” explicou.

A visita de campo foi realizada na unidade de referência de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. O pesquisador Kleberson de Souza apresentou aos visitantes informações sobre os diferentes arranjos de sistemas integrados e seus benefícios. Ele explicou que sistemas integrados são diferentes sistemas de produção adotados numa mesma área usando rotação e consórcio, mas esclareceu: “Essa junção de componentes em diferentes sistemas agropecuários, no entanto, tem que resultar numa soma em que um mais um não dá dois, mas sim dois e alguma coisa. Cada componente tem que trazer um ganho para o sistema de forma que o produtor tenha vantagens quando junta os diferentes componentes num sistema só” enfatizou. De acordo com o especialista, os sistemas integrados podem ser adaptados para pequenos, médios e grandes produtores.

Segundo o pesquisador, o arranjo mais utilizado no Brasil é o de integração lavoura e pecuária (83% dos 17,4 milhões de hectares/dados de 2020). “Basicamente é uma primeira safra de soja e uma segunda safra de milho ou sorgo, sendo que nesse segundo momento, numa mesma operação mecanizada, é feito o plantio da forrageira. Quando o produtor colhe o milho, o capim explode em crescimento, por conta da entrada de luz. Assim, o campo está pronto para uma terceira safra que é a safra animal, justamente no período em que as pastagens estão secas. E ainda falamos de uma quarta safra, que seria a palhada que traz uma série de vantagens ao sistema”.

Ele também destacou os ganhos de produtividade da soja por conta das forrageiras utilizadas no sistema. “Falamos muito da palhada, ou seja, do que está acima do solo, mas queria mostrar também o que está abaixo do solo, o sistema radicular dessas forrageiras que é impressionante. E isso se reflete na produtividade da soja. Temos trabalhos mostrando um ganho médio de 11 sacos de soja (60 quilos cada) a mais quando se tem a segunda safra consorciada com as forrageiras” contou. Segundo o pesquisador, quando se tem ainda a terceira safra, quando os animais entram na área e há de fato o pastejo, a produtividade da soja posterior é ainda maior. “Ainda estamos estudando o motivo desse aumento. Mas ele existe e é mais um ganho do sistema”.

O pesquisador Kleberson de Souza explicou que também é possível antecipar o plantio da segunda safra em até 20 dias. “Quando a soja ainda está no campo, antes de secar, o produtor entra com a plantadeira adaptada fazendo o plantio da segunda safra já consorciada com a forrageira”. Segundo ele, essa antecipação da segunda safra traz ganhos que se refletem em maior produtividade. “Quando há essa antecipação, registramos em média 1,5 sacos a mais de milho para cada dia antecipado. Em muitos casos, principalmente em regiões em que a janela de chuva é mais curta, é a diferença entre colher e não colher a segunda safra. Isso tem possibilitado fazer ou não fazer a segunda safra em regiões em que não se fazia antes” ressaltou.

Atualmente, o componente florestal é utilizado por uma parcela pequena dos produtores – em torno de 10% utilizam o arranjo lavoura, pecuária e floresta e apenas 1% lavoura e floresta. “Com o componente florestal o sistema fica mais complexo, mas ele traz um ganho importante de ambiência animal promovido pela sombra das árvores. Pesquisas registraram aumento na produção de leite e nas taxas reprodutivas das vacas. Também temos a questão do balanço de carbono, que fica muito favorável. Com apenas 15% da propriedade com esse sistema é possível mitigar todas as emissões de gases de efeito estufa emitidos da porteira para dentro da propriedade e, ainda, ter um crédito de carbono ou acúmulo de carbono da ordem de 22 toneladas de CO2equivalente por hectare” afirmou.

E além de sequestrar mais carbono, de acordo com o pesquisador Kleberson de Souza os sistemas integrados ainda emitem menos gases de efeito estufa. “Um ótimo exemplo é o óxido nitroso. Num trabalho em que analisamos o cultivo convencional, o Cerrado nativo e os sistemas integrados, observou-se 56% menos emissão desse gás (óxido nitroso) em detrimento do sistema convencional, com aração e gradagem no preparo do solo. Ou seja, os sistemas integrados emitem menos e sequestram mais carbono”.

Fertilizantes

A visita da comitiva à Embrapa Cerrados também contou com a presença de representantes brasileiros da empresa norueguesa Yara Fertilizantes. No último mês de março, a Embrapa e a Yara firmaram um acordo de cooperação que permitirá troca de acesso às soluções digitais e às estruturas internas em P&D das duas empresas e, ainda, atuação conjunta na coordenação de estudos em inovação e tecnologia.

Na prática, a Embrapa terá à disposição em todas as suas unidades, incluindo a Embrapa Cerrados, as soluções que a Yara utiliza no campo, por exemplo, ferramentas digitais para a aplicação de fertilizantes, recomendações nutricionais e de compartilhamento de dados coletados em campo. Acesse aqui mais informações sobre essa parceria.

O gerente agronômico da Yara, Leonardo Soares, apresentou durante a visita a palestra “Sustentabilidade, a oportunidade passa pela agricultura”. Ele relatou o trabalho de pesquisa que está sendo feito pela empresa para diminuir as emissões de gases de efeito estufa tanto na produção dos fertilizantes, quanto no campo. “De 2005 a 2019, já conseguimos uma redução de 45% das emissões, que vem principalmente das fábricas. Temos o compromisso de seguir reduzindo mais 30%”.

De acordo com o gerente, hoje a empresa tem parceria com 48 instituições de pesquisa, incluindo universidades. “Temos mais de 150 pesquisas agronômicas a campo com diversas culturas em andamento”. Segundo ele, no passado o foco da empresa era apenas na produtividade. “Hoje, 60% das nossas pesquisas são para avaliar a emissão de gases de efeito estufa, a saúde do solo, quanto a gente está conseguindo fixar de carbono no solo. Isso para entender o que a gente pode traçar de estratégia para reduzir a emissão no campo” explicou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Notícias Em Cascavel - Paraná

Ciclo produtivo na pecuária de leite será novidade no Show Rural de Inverno

O setor de Fomento à Pecuária estará à frente de dois workshops preparados para mostrar o ciclo produtivo de uma bezerra até se tornar uma vaca em lactação.

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A zootecnista Josiane Mangoni, supervisora da área Pecuária da Coopavel Foto: Assessoria

A pecuária de leite vai ganhar espaço no Show Rural Coopavel de Inverno, um dos principais palcos brasileiros para culturas indicadas para os meses frios do ano. O setor de Fomento à Pecuária estará à frente de dois workshops preparados para mostrar o ciclo produtivo de uma bezerra até se tornar uma vaca em lactação.

A supervisora da área Pecuária da Coopavel, a zootecnista Josiane Mangoni, informa que os visitantes terão acesso a informações importantes sobre a correta nutrição para cada fase dos animais, potencializando ao máximo os resultados. “Quem participar dos dois workshops verá detalhadamente a linha do tempo de uma vaca em produção, desde o nascimento até o início da lactação”.

No primeiro momento, no workshop da manhã, com início às 9 horas e duração de 50 minutos, os pecuaristas serão informados sobre nutrições líquida e sólida para bezerras e novilhas. “Serão apresentadas todas as opções disponíveis de ração para o desenvolvimento e precocidade das novilhas” destaca Josiane, observando que o objetivo desse trabalho é demonstrar como desenvolver corretamente uma bezerra para que se torne uma vaca de alto desempenho.

Durante o primeiro workshop, os visitantes aprenderão sobre o manejo da diluição do sucedâneo do leite (leite em pó), a melhor temperatura da água para diluição, a recomendada densidade e qual volume deve ser fornecido de acordo com o peso da bezerra. Os conteúdos serão repassados, pela manhã e à tarde, para grupo de até 50 pessoas. “Estamos animados com essa novidade, porque a pecuária de leite é uma atividade das mais relevantes principalmente para as pequenas propriedades rurais” destaca o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

Na segunda etapa, com início às 13h30, o workshop trabalhará nutrição de vacas em lactação. “Vamos abordar como equilibrar a dieta desses animais de acordo com a sua produção, importância da qualidade dos ingredientes, como silagem e outros volumosos, e também demonstrar a variedade de rações que a Coopavel oferece em seu portfólio para otimizar a produção de leite” explica Josiane, que é mestre em Produção Sustentável e Saúde Animal. Quem participar dos workshops terá acesso a amostras de produtos que a cooperativa disponibiliza à nutrição de bovinos de leite.

Durante a programação da área pecuária, nos três dias da edição de inverno do Show Rural, haverá também o compartilhamento de informações de bons resultados no campo, comprovando a eficácia das rações Coopavel. “Esperamos que, com as orientações que receberão, os pecuaristas consigam alcançar o máximo desempenho de seus plantéis” conforme Josiane.

O evento

O Show Rural Coopavel de Inverno, em sua quinta edição, será realizado de 27 a 29 de agosto, no parque tecnológico da cooperativa, em Cascavel, no Oeste do Paraná. Os portões serão abertos, diariamente, às 8h30. O acesso ao parque e o uso de vagas do estacionamento serão gratuitos.

Fonte: Assessoria Show Rural Coopavel
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