Notícias
Começa amanhã a maior etapa da InterCorte 2018
Setor pecuário se encontra nos dias 21, 22 e 23 de novembro na capital paulista
A maior cidade da América Latina será capital nacional da pecuária nos dias 21, 22 e 23 de novembro, com a realização da etapa paulista da InterCorte, que durante o ano percorreu polos de produção da pecuária no Brasil, encerra sua temporada em 2018 com um evento completo, que reunirá importantes setores do agronegócio, no WTC Golden Hall.
Com o objetivo de abordar a cadeia da pecuária de maneira mais abrangente, a edição deste ano traz painéis que buscam promover a integração entre diferentes setores do agronegócio, por meio de um ambiente mais pluralizado, evidenciando a importância da união da cadeia produtiva de alimentos em prol do crescimento no Brasil.
“Seguindo proposta da nossa plataforma de comunicação ‘Integrar Para Crescer’, decidimos ampliar os temas dos debates do evento, colocando em pauta assuntos que interessam à cadeia como um todo, promovendo assim a troca de informações e a união do setor”, destaca a diretora do Terraviva Eventos, Carla Tuccilio.
No total, o evento contará com mais de 12 atrações que serão distribuídas na programação e também serão realizados em paralelo à etapa. “Nossa ideia é oferecer dias de muito conhecimento e experiências exclusivas aos nossos visitantes”, ressalta Carla.
Caminhos da ILPF e Genética
Dando sequência ao projeto de especificação das etapas do “Caminho do Boi”, a programação da InterCorte São Paulo terá início com o painel “Caminhos da Genética”, que foi o tema principal da edição do ano passado. Este painel trará as evoluções do segmento de genética. Ainda como parte do projeto “Caminho do Boi”, a InterCorte SP terá como destaque o painel “Caminhos da ILPF”, que será coordenado pela unidade de Referência Tecnológica do Instituto de Zootecnia (IZ) de Ribeirão Preto (SP). A programação detalhará aspectos da integração lavoura-pecuária-floresta, uma estratégia de produção que integra diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área.
Os visitantes ainda poderão “percorrer” o caminho da ILPF por meio da tecnologia de realidade virtual. Com o uso de óculos de realidade virtual (RV) e um fone de ouvido, os participantes do evento poderão caminhar por um percurso interativo e informativo sobre essa tecnologia. O túnel de RV é uma adaptação do aplicativo “Maquete virtual de ILPF em realidade aumentada”, que também será demonstrado nesse evento com 16 cenas e áudio explicativo.
Caminhos do Leite
Pela primeira vez, a InterCorte recebe um painel dedicado a debater a busca por maior produtividade na atividade leiteira no Brasil. O painel tem como tema central “O hoje e o amanhã da pecuária leiteira” e terá palestras e cases de lideranças, pesquisadores, representantes da indústria de insumos e produtores.
Para concluir, será realizada uma degustação de mais de 100 variedades de queijos artesanais produzidos no estado de São Paulo, em parceria com a Associação Paulista do Queijo Artesanal (APQA) e com o Caminho do Queijo Artesanal Paulista.
A programação do painel “Caminhos do Leite” é organizada pelo Terraviva Eventos em parceira com a ABRALEITE, revista Balde Branco e GENEX.
Caminhos do Boi 7.7.7.
O desafio de produzir mais, com melhor qualidade e em menor tempo também será tema do painel “Caminhos do Boi 7.7.7.”, método que revolucionou a pecuária de corte do Brasil. A técnica foi apresentada há mais de sete anos para o setor pelos pesquisadores do Polo Regional de Colina da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Gustavo Rezende e Flávio Dutra, ganhou ampla visibilidade ao ser o tema central do Circuito InterCorte de 2015, e terá destaque no último dia da InterCorte São Paulo este ano.
Caminhos da Comunicação
Como conseguir se comunicar melhor com a sociedade? Para responder a essa problemática verificada principalmente na pecuária de corte, a InterCorte terá um painel denominado “A Comunicação Além da Porteira”. O objetivo desse painel é ser um espaço de troca de informações sobre boas práticas e projetos de outros setores do agronegócio voltados à comunicação com a sociedade. Mediado pelo jornalista Ricardo Boechat, o painel terá a apresentação de ações de comunicação que vêm sendo desenvolvidas por setores como trigo, cacau, suco de laranja e algodão.
GPB em Ação – Caminhos do Balizador
Painel promovido pelo Grupo Pecuária Brasil – GPB para discutir ferramenta de balizador de preço da arroba criada pelos pecuaristas.
Painel GTPS – Carbono: uma visão prática pela ótica da pecuária
Promovido pelo Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), o painel tem como tema central as oportunidades de mitigação das emissões por meio de sistemas bem manejados de pastagens.
InterTechAgro
A InterCorte SP terá ainda a InterTechAgro, um espaço destinado à apresentação de startups, com uma programação de conteúdo específico desenvolvida para apresentar tecnologias que facilitam a gestão das propriedades e geram mais eficiência à produção animal. Será anunciado também o vencedor do Prêmio Terraviva Startups que elegerá a melhor AGRITECH do Brasil, uma parceria entre o Terraviva Eventos e ONOVOLAB.
“A Carne Além do Churrasco”
A InterCorte terá o painel “A carne além do churrasco”, liderado pela JBS, com uma programação de palestras e degustações que pretendem quebrar paradigmas dos eventos do setor em apresentar apenas a carne in natura. O objetivo é apresentar aos participantes um panorama do mercado de alimentos preparados no Brasil e no mundo, mostrando o perfil do consumidor desses produtos, tendências e a preocupação com o controle de qualidade no processo produtivo.
Touro de Ouro
O evento será sede da entrega do prêmio “Touro de Ouro”, promovido pela Editora Centauro, que edita as revistas AG e A Granja e que há 10 anos homenageia as empresas mais lembradas da pecuária.
Mulheres no Agro
No dia 21, às 17h30 será realizada uma palestra sobre a importância das mulheres no agronegócio, promovida pela DSM.
Angus Beef Week
Enquanto o setor produtivo se reúne no WTC para discutir melhorias, o consumidor é convidado a conferir o resultado desse trabalho na Angus Beef Week em diversos restaurantes da capital paulista, que oferecem ao consumidor pratos especiais com cortes de animais Angus, de 15 a 25 de novembro. Confira a lista completa de estabelecimentos participantes em http://intercorte.com.br/beefweek.
Feira de Negócios
A edição da InterCorte em São Paulo terá ainda uma feira de negócios com a participação de empresas de referência na pecuária, que lançarão no evento suas inovações tecnológicas para tornar a pecuária cada vez mais produtiva e rentável.
Dentre as empresas confirmadas está a Arysta, Boehringer Ingelheim, CRV Lagoa, Instituto de Zootecnia, Marfrig, Matsuda, Nutron, Ourofino, Premix, Trouw Nutrition, ANCP, Allflex, Bayer, Beckhauser, Casale, Coimma, Estância Bahia Leilões, Fockink, GENEX, MultSoft, Oro Agri, Prodap, Rubber Tank, SBC, Toledo do Brasil, UPL, VipBov, USP, Denner Seguro de Animais, JetBov e Liberali.
O evento terá ainda o Empório InterCorte, um espaço em que empresas comercializarão alimentos, bebidas, utensílios e acessórios ligados à pecuária e ao agronegócio em geral.
Mais informações pelo site: www.intercorte.com.br/saopaulo2018.
Fonte: Ass. de Imprensa

Notícias
Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo
Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.
O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.
Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.
Visita técnica
A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.
A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.
Referência
O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.
Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).
Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.
Notícias
Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027
Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.
O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu
A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.
O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar
A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.
Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.
Notícias
Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026
Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock
Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.
Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.
Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.
O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.
