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Bovinos / Grãos / Máquinas Trigo

Cientistas apresentam práticas para reduzir a contaminação do trigo por micotoxinas

Orientações reunidas pela pesquisa buscam o controle da contaminação do trigo por micotoxinas do campo à indústria.

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Joseani Antunes/Divulgação Embrapa Trigo

Pesquisadores reuniram orientações para conter a disseminação de micotoxinas no trigo, compostos tóxicos responsáveis por cerca de 25% da contaminação mundial de alimentos em todo o mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Resultados das últimas décadas de pesquisa foram organizado por especialistas da Embrapa Trigo (RS) na publicação “Micotoxinas no trigo: estratégias de manejo para minimizar a contaminação”. São apresentadas boas práticas e estratégias de manejo para serem usadas desde o campo até a indústria.

As micotoxinas são compostos tóxicos produzidos por fungos, que podem afetar a saúde de seres humanos e animais. A intoxicação acontece de forma direta, quando o produto é utilizado na alimentação, ou indireta, quando subprodutos e derivados contaminados são utilizados na alimentação de animais que transferem as toxinas para o leite, carne e ovos. A forma direta é a mais frequente via de intoxicação e ocorre pelo consumo de cereais, sementes oleaginosas e produtos derivados que foram contaminados nas fases de produção e de armazenamento. Resistentes à industrialização, as micotoxinas continuam presentes nos alimentos mesmo após cozimento ou processamento, sem alterar a aparência ou o sabor.

No trigo, três micotoxinas são as mais importantes: deoxinivalenol (DON) e zearalenona (ZEA) – relacionadas à incidência de fungos do complexo Fusarium graminearum – e ocratoxina A (OTA) – produzida pelos fungos Penicillium verrucosum e Aspergillus ochraceus durante a armazenagem.

Boas práticas para reduzir a contaminação no campo
A contaminação mais frequente no trigo é por DON devido às epidemias constantes de giberela nas lavouras de cereais de inverno no Sul do Brasil. Causada pelo fungo Gibberella zeae, essa é a pior doença do trigo na região, que concentra 90% da produção nacional. Além de infectar a planta, o fungo também pode produzir micotoxinas. Quando a epidemia é severa, leva à má-formação e alterações na coloração dos grãos, que ficam esbranquiçados a rosados.

As boas práticas agrícolas visam ao controle de doenças na lavoura, especialmente a giberela. A pesquisa indica diversas estratégias, como controle genético, manejo cultural e químico.

“A primeira orientação é escolher uma cultivar que apresente algum nível de resistência. Mesmo que não seja totalmente imune ao fungo, a melhor tolerância vai ajudar no controle”, destaca o pesquisador da Embrapa José Maurício Fernandes. A segunda orientação do cientista é fazer o escalonamento da semeadura, com cultivares de ciclos diferentes, evitando que toda a lavoura de trigo tenha espigamento na mesma época, o que aumenta o risco de infecção por giberela em todas as espigas. A terceira estratégia é o controle químico: “Os fungicidas podem controlar entre 50 e 80% da doença, mas precisam ser aplicados de forma preventiva. Para isso é importante observar as previsões climáticas ou fazer uso de modelos que simulam o risco de epidemias”, explica Fernandes.

Para definir as melhores alternativas de controle químico, um grupo de pesquisa, composto por diversas empresas e instituições, publicou o resultado de experimentos com uso de fungicidas para giberela no site.

Estratégias na pós-colheita
Grãos giberelados podem apresentar menor tamanho e deformações. Ajustes na colhedora, como peneiras e regulagem na plataforma, podem separar grãos com sintomas de giberela. O transporte em caminhões limpos e em trajetos curtos também ajuda no controle de fungos e pragas.

Na pós-colheita de trigo, métodos físicos são usados para limpar, separar e classificar os grãos com base em uniformidade, peso, tamanho e forma. Na chegada ao beneficiamento, são utilizados equipamentos de pré-limpeza, como ar, peneiras e mesa de gravidade para descarte de impurezas e grãos deformados. Novas tecnologias, como o selecionador óptico, também podem ajudar na identificação e retirada de grãos infectados por fungos. “Na limpeza e seleção o nível de DON pode ser reduzido entre 7% e 90%, dependendo do percentual de descarte de grãos leves e chochos, com sintomas de giberela”, comenta a também pesquisadora da Embrapa Trigo Casiane Tibola.

Quando a contaminação por micotoxinas está presente em grãos assintomáticos, pode ser utilizado o polimento superficial, capaz de reduzir os níveis de DON em 30%, sem afetar a qualidade da farinha integral. A estratégia é utilizada principalmente na indústria para a produção de alimentos integrais.

O trigo apresenta cerca de 75% de carboidratos em sua composição, sendo um substrato preferencial de fungos, o que o torna altamente suscetível ao acúmulo de micotoxinas durante a armazenagem. Cuidados na secagem dos grãos e limpeza das instalações podem evitar a proliferação de insetos que, além de causar danos aos grãos, podem ser vetores de fungos produtores de micotoxinas. Grãos giberelados também precisam ser separados para um tratamento diferenciado. As espécies dos gêneros Aspergillus e Penicillium são os fungos de maior relevância durante a etapa de armazenamento por produzirem metabólitos secundários, as micotoxinas aflatoxina (AFLA) e ocratoxina A (OTA).

Além de inseticidas para fazer o expurgo de insetos nos grãos, também pode ser utilizado o gás ozônio, que não deixa resíduos e atua na degradação de várias micotoxinas, com potencial de reduzir os níveis de contaminação entre 30 e 80%.

Controle de micotoxinas no processamento
Análises com alimentos contaminados mostraram que DON resiste aos processos industriais utilizados na fabricação de biscoitos, barra de cereais e pães. Em laboratório, a micotoxina só foi eliminada em temperaturas superiores a 210º C, o que prejudica grande parte dos atributos de qualidade dos alimentos.

Contudo, a transformação do trigo em alimentos pode apresentar variações no nível de contaminação conforme a micotoxina e a forma de processamento.

A moagem pode reduzir os níveis de DON entre 30% e 50% na farinha branca quando os grãos resultam de infecções leves. Entretanto, nos casos de contaminação superior a 3000 ppb (parte por bilhão), a redução de DON atinge somente 11%. Um exemplo prático para entender o universo dessa medida é considerar que um bilhão de grãos de trigo corresponde a aproximadamente 35 toneladas. Logo, 1 ppb é o equivalente a um grão contaminado distribuído em uma carga de 35 toneladas de trigo.

Na panificação, houve 50% de redução de DON na elaboração de pães de trigo branco e integral, em comparação às análises realizadas na farinha de partida. Porém, houve um aumento, não significativo estatisticamente, nos níveis de ZEA.

Trabalhos que analisaram o efeito do cozimento em espaguetes e noodles (macarrão estilo japonês) frescos reportaram que 42% a 70% de DON foi liberado na água.

Na alimentação animal, a redução na contaminação pode contar com o uso de absorventes e produtos que neutralizam as micotoxinas na ração. Estratégias de segmentação dos grãos, conforme a tolerância dos animais em cada fase de crescimento, também pode ser implementadas.

Cenários e limites de contaminação
O manejo desses contaminantes é uma preocupação crescente, com limites máximos de tolerância cada vez mais restritivos estabelecidos por legislação, com base em dados de monitoramento e efeitos adversos à saúde.

A Biomin, empresa que atua no ramo de saúde e nutrição animal, divulgou números atualizados na Pesquisa Mundial de Micotoxinas: Impacto 2021. Foram realizadas 21.709 amostras de ração animal e matérias-primas em 79 países. “A contaminação dos alimentos por micotoxinas é um problema em todo o mundo, independentemente do grão, cereal de verão ou de inverno, do hemisfério ou do sistema de cultivo” avalia o gerente de produtos para micotoxinas na América Latina da Biomin, Tiago Birro, destacando o objetivo da pesquisa: “Buscamos saber quais são as micotoxinas mais prevalentes e de quanto é a contaminação”.

Conforme a pesquisa, 68% das 5 mil amostras da América Latina estavam contaminadas, principalmente no milho que registrou 85% de presença de fumonisinas (FUM), causando grandes impactos na indústria de proteína animal que usa o cereal para compor, em média, 60% das rações. Nos demais cereais, como trigo, aveia, arroz, centeio e cevada, altas concentrações (acima de 2000 ppb) de deoxinivalenol (DON) foram detectadas em 94% das amostras.

No Brasil, foram analisadas 4 mil amostras em milho, soja e trigo (grãos e farelo), na recepção dos grãos e no misturador da ração, principalmente nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste. O nível de DON no farelo de trigo chegou a 96% e na soja o índice atingiu 48%. No milho, a positividade para FUM foi de 83%. “Identificamos 15 micotoxinas nos grãos cultivados na América Latina, com alguns casos de substâncias emergentes, que ainda estão sendo estudadas”, conta Tiago. Atualmente, existem aproximadamente 500 micotoxinas conhecidas no mundo e estima-se que outras 1.000 ainda não foram descobertas.

Altas doses de DON em seres humanos podem causar dores abdominais, tontura, dores de cabeça, náusea, vômitos e outros efeitos. Casos de intoxicação aguda são raros, mas surtos já foram reportados na Índia, Japão e China. Nos animais, DON é conhecida como “vomitoxina”, devido à frequência de vômitos em suínos após a ingestão de ração contaminada.

A pesquisadora Patrícia Andrade, do Instituto Federal de Brasília (IFB), avaliou a incidência de micotoxinas em cereais e produtos à base de arroz, milho, sorgo e trigo. No trigo, foi verificada a prevalência de DON, sendo possível categorizar os alimentos.

Andrade, 2020.

Atualmente, na maior parte dos países, o valor para consumo de farinha branca contendo DON é de 1.000 ppb como é o caso dos Estados Unidos, Canadá e a maioria dos países da União Europeia, bem como os países que adotam o CODEX Alimentarius – Programa Conjunto de Padrões Alimentares da FAO do qual fazem parte 188 países, inclusive o Brasil.

Micotoxinas ainda desafiam a ciência
De acordo com o professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Carlos Augusto Mallmann, a correta avaliação dos níveis de contaminação dos grãos por micotoxinas ainda é um desafio. “A distribuição das micotoxinas em um lote de alimento é heterogênea e, por isso, a amostragem para análise em cereais é mais complexa que uma amostragem para análise de proteína, por exemplo. Essa característica dificulta a obtenção de uma amostra representativa, determinando equívocos na interpretação dos resultados e no diagnóstico”, explica o professor, lembrando que o problema é agravado pelo fato de as micotoxinas se concentrarem em níveis baixos (parte por bilhão – ppb).

De modo geral, segundo Mallmann, não há uma correlação consistente entre os níveis de grãos danificados por giberela e a concentração de micotoxinas. Assim, torna-se difícil realizar a segregação prévia de lotes de grãos, gerando grande demanda de análises pelos métodos de detecção direta.

Os métodos disponíveis para análises de micotoxinas variam de qualitativos, que consistem em determinar a presença/ausência de determinada micotoxina, aos métodos analíticos altamente precisos, capazes de quantificar níveis extremamente baixos de diferentes micotoxinas. Os métodos mais empregados para quantificação de micotoxinas são: cromatográficos, Elisa (Enzyme linked immunosorbent assay) e NIR (Near Infrared spectroscopy).

Para avaliar o nível de contaminação dos alimentos, pesquisadores da Embrapa Trigo avaliaram 1.000 amostras comerciais de trigo brasileiro produzido no período de 2009 a 2017. Os resultados mostraram que 36% das amostras apresentaram níveis de DON acima do atual limite permitido, que é 1000 ppb em trigo moído.

O método utilizado nessa avaliação foi a espectroscopia no infravermelho próximo – NIR – um equipamento de alta precisão que analisa alimentos por meio de radiação eletromagnética. “Os métodos baseados em espectroscopia têm recebido atenção, especialmente devido a preparação mínima da amostra, rapidez, otimização de mão de obra e baixo custo. O tempo de análise demanda dois minutos e o custo limita-se à manutenção periódica do equipamento”, complementa a pesquisadora da Embrapa Trigo Casiane Tibola.

Mudanças Climáticas e os impactos nas micotoxinas
Um estudo americano sobre o aumento da temperatura global e a interferência no acúmulo de micotoxinas no trigo mostrou que a elevação da temperatura é um fator potencial para a pressão de giberela, bem como para o acúmulo de micotoxinas em grãos de trigo. No tratamento onde a temperatura do solo elevou em 3 a 5 °C, houve aumento de 131% nos grãos giberelados e 84% na ocorrência de micotoxinas.

Outro risco alertado pelo estudo é o possível efeito das mudanças climáticas sobre a variabilidade genética de espécies de Fusarium. “Entre as micotoxinas produzidas pelas espécies membros do complexo Fusarium graminearum, DON é a micotoxina mais frequente e em maior concentração no trigo em todo o mundo. No entanto, outras micotoxinas têm sido encontradas em trigo comercial, como nivalenol e zearelenona”, explica o pesquisador da Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG, Emerson Del Ponte.

Segundo Del Ponte, o mundo enfrenta o risco de contaminação do trigo por multimicotoxinas. “A expansão da triticultura, as mudanças climáticas e a dinâmica da cadeia produtiva demandam um conhecimento aprofundado dos mecanismos envolvidos na produção de micotoxinas em trigo no Brasil”, conclui o pesquisador.

No futuro próximo, com a ausência de genótipos de trigo resistentes, projeta-se que o problema das micotoxinas tenha ainda mais importância devido a fatores como mudanças climáticas, disseminação e alterações na população de fungos toxigênicos e resistência dos fungos aos fungicidas.

Fonte: Assessoria Embrapa Trigo
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Bovinos / Grãos / Máquinas Bovinocultura

Clima do verão pode ser aliado no controle de verminoses em bovinos

As verminoses são problema que se acentua nos períodos quentes e úmidos, porém essas condições também podem ser aliadas do pecuarista. O consultor técnico em saúde animal na unidade de negócios de Animais de Produção da Ourofino, Ingo Mello, explica como essa doença afeta o rebanho, como tratar e o quanto o clima interfere no controle parasitário.

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Divulgação/Ourofino

As verminoses são problema que se acentua nos períodos quentes e úmidos, porém essas condições também podem ser aliadas do pecuarista. Confira as dicas que o consultor técnico em saúde animal na unidade de negócios de Animais de Produção da Ourofino Saúde Animal, Ingo Mello, preparou para os leitores do jornal O Presente Rural.

O Presente Rural O que são verminoses e de que maneira elas afetam os bovinos de corte e leite?
Ingo Mello – As verminoses são os principais parasitas dos ruminantes e afetam os rebanhos provocando diversos prejuízos para a pecuária de leite e de corte. As verminoses podem afetar diversos órgãos como sistema gastrintestinal, pulmões, fígado, rins e até mesmo a musculatura dos animais. Os sinais clínicos variam desde uma simples indigestão, diarreia, baixo desenvolvimento corporal e baixo ganho de peso, perda de peso, anemias e mortes, além de predispor os animais a outras enfermidades.

O Presente Rural – Quais são os vermes mais preocupantes para a bovinocultura?
Ingo Mello – As verminoses podem ser provocadas por vermes redondos, achatados em forma de folha e suas fases intermediárias. Os principais vermes são Cooperia, Haemonchus, Oesophagostomum e Dictyocaulus.

O Presente Rural – O calor e/ou a umidade alta agravam o aparecimento de verminoses? Explique.
Ingo Mello – O período quente e úmido favorece a manutenção das verminoses na fase de vida livre ou no ambiente. Os ovos e larvas encontram condições favoráveis para cumprirem o ciclo de vida livre em busca do hospedeiro (bovinos). A rotação de pastagens no Brasil é uma estratégia que ajuda na garantia de nutrição animal, mas pouco contribui para o controle de parasitas.

O Presente Rural – O período de chuvas (verão) dificulta o controle?
Ingo Mello – Durante o verão (período quente e úmido) é favorável ao aumento da infestação ambiental, mas um bom protocolo de controle parasitário permitirá um controle eficiente. Fortes chuvas também prejudicam a viabilidade de muitos parasitas devido à destruição do bolo fecal, lavagem e encharcamento do solo. O período seco do ano é um grande desafio para os parasitas na fase de vida livre, ficam mais fragilizados, expostos a radiação solar, altas temperaturas, inversões térmicas noturnas e baixa umidade, neste contexto é recomendável intensificar as vermifugações e controle de parasitas, pois estes se encontram mais fragilizados, garantindo maior eficiência dos tratamentos e redução das infestações futuras.

O Presente Rural – Quais os sintomas (sinais clínicos e/ou subclínicos) causados por verminoses?
Ingo Mello – A Cooperia e o Oesophagostomum parasitam os intestinos, provocando irritação, inflamação e baixa eficiência ali-mentar, diarreia, desidratação e anorexia, o Haemonchus parasita o estomago dos ruminantes e provoca forte anemia, além da inflamação e irritação, sendo uma das mais preocupantes. O Dictyocaulus é o parasita dos pulmões e provoca irritação e pneumonia. Outras verminoses menos frequentes podem provocar grandes prejuízos para a pecuária quando aparecem nos rebanhos, é o caso da Fascíola hepática que provoca lesões no fígado e ductos biliares, a cisticercose bovina (fase larval ou intermediária da solitária ou teníase humana).

O Presente Rural – Quais os problemas que podem acontecer no desempenho zootécnico (carne e leite)?
Ingo Mello – Baixa eficiência alimentar, atrasos/perdas de peso: 10 a 25% (cria) (Rehagro Ensino, 2018), atrasos de 40 a 44kg na engorda (Bianchin et al.,1996), redução média de 20% na produção de leite, atrasos no desenvolvimento corporal e na puberdade, reduzindo a capacidade reprodutiva do rebanho e anemias e mortes (Bianchin et al.,1996).

O Presente Rural – Como as verminoses afetam o bem-estar do animal?
Ingo Mello – As lesões, a desidratação, a dor e a inflamação prejudicam a saúde e o bem-estar dos animais.

O Presente Rural – Como evitar verminoses no rebanho?
Ingo Mello – Através de protocolos e calendários de vermifugação. O exame amostral das fezes de alguns animais pode ajudar a desvendar o perfil de verminose dos lotes e rebanhos trazendo maior assertividade nos esquemas de vermifugação e na escolha do vermífugo/endectocida mais eficaz. Recomendamos a vermifugação de controle estratégico, mais intensificada no período seco do ano e nas transições (entrada, meio e final do período seco). A entrada de animais novos na propriedade requer uma vermifugação planejada para reduzir novas infestações ambientais. O período pré-parto é de alta importância a vermifugação das fêmeas gestantes (são muito sensíveis as verminoses), reduzindo as infestações ambientais na maternidade. Outra estratégia muito importante é a alternância de bases químicas no controle da verminose.

O Presente Rural – Como tratar as verminoses em um rebanho?
Ingo Mello – Os animais devem ser vermifugados periodicamente, principalmente no período seco utilizando bases químicas de amplo espectro de ação. Animais jovens (3 a 24 meses) devem ser vermifugados pelo menos 3 vezes ao ano, fêmeas gestantes devem ser vermifugadas no pré-parto. Animais com idade superior a 24 meses devem ser vermifugados estratégicamente no período seco.

O Presente Rural – Em que períodos da vida dos bovinos as verminoses são mais comuns?
Ingo Mello – As verminoses são mais frequentes nos animais mais jovens, bezerros durante a fase de cria e recria são mais severamente acometidos.

Vacas no terço final de gestação
É importante que os animais recebam pelo menos uma vez ao ano o tratamento com vermífugos/endectocidas mais concentrados (ex.: Ivermectina 4%) e a alternância de bases químicas (associações de ivermectina e sulfóxido de albendazole).

Fonte: OP Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas VII RPCS

Evento debate alta produtividade e conservação do solo

Em formato on-line, VII Reunião Paranaense de Ciência do Solo contará com a presença de um time de profissionais qualificados para discutir o tema, nos dias 17 e 18 de novembro. Prazo para inscrições e submissão dos trabalhos foi prorrogado até 18 de outubro.

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Romulo Penna Scorza Jr.

Com o tema “Alta produtividade aliada à conservação do solo”, a VII Reunião Paranaense de Ciência do Solo (RPCS) está com uma programação especial. O evento ocorrerá nos dias 17 e 18 de novembro próximo, em formato on-line, das 08h às 17h30. O prazo para inscrições e submissão dos trabalhos foi prorrogado até 18 de outubro.

A VII RPCS é um evento técnico-científico promovido pelo Núcleo Paranaense de Ciência do Solo vinculado à Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (NEPAR-SBCS) e organizado pelo Grupo de Solos da Universidade Estadual do Centro-Oeste – Unicentro-PR. O principal objetivo é discutir a interação das várias áreas da ciência do solo em busca de alta produtividade agrícola, aliada à conservação do solo e produção sustentável.

A programação será aberta pelo presidente do NEPAR-SBCS, Adriel Ferreira da Fonseca, e pelo presidente da Comissão Organizadora, professor Cristiano Potti. Durante os dois dias serão realizadas quatro mesas redondas, formadas por um time de profissionais especialistas no tema. Entre eles o pesquisador da Embrapa Florestas, Gustavo Ribas Curcio, que profere a palestra de abertura “Solos do Paraná: heranças e responsabilidades”.

A primeira mesa-redonda sobre “Manejo e Conservação do Solo” inicia às 10 horas com a participação de duas pesquisadoras. Graziela Barbosa, pesquisadora do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), antigo Iapar, vai falar sobre a “Rede de Agro Pesquisa do Paraná em Conservação do Solo: estado da arte”, e a professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Nerilde Favaretto, conduzirá a palestra “Manejo do Solo e Perdas de Nutrientes”. Após a explanação será aberto o debate. No período da tarde, a programação inicia às 13h30 com apresentação oral dos trabalhos de destaques – também haverá apresentação às 17 horas.  No segundo dia as apresentações ocorrem das 08h às 08h30, das 13h30 às 14 horas e das 17h às 17h30. Ao todo serão 12 trabalhos selecionados pela Comissão Técnico-Científica.

Ainda no dia 17, a partir das 14 horas, terá início a segunda mesa-redonda com o tema “Fertilidade do Solo, Nutrição de Plantas e Agricultura de Precisão”. Entre os palestrantes estão o professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Eduardo Caires, que vai abordar o “Manejo da acidez no perfil do solo sob plantio direto”; o pesquisador da Embrapa Soja, César de Castro, que vai falar sobre “Adubação e nutrição para altas produtividades e sustentabilidade” e o pesquisador Fabrício Povh, da Fundação ABC, com a palestra “Fertilidade do solo e nutrição de plantas na agricultura de precisão”.

No segundo dia as apresentações dos trabalhos começam às 08 horas e, logo em seguida, às 08h30, inicia a mesa-redonda “Biologia do Solo” conduzida por três pesquisadores. George Brown, da Embrapa Florestas vai falar sobre “Fauna edáfica como indicadora da sustentabilidade”; o pesquisador do IDR-PR (antigo Iapar) Arnaldo Colozzi abordará a “Microbiologia como indicador de sustentabilidade” e Marco Nogueira, da Embrapa Soja, traz o tema “Bioinsumos para alavancar a produtividade com sustentabilidade”.

No período da tarde, a programação segue com o tema “Física do Solo”. Esse debate contará com a presença do professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Moacir Tuzzin de Moraes, que vai mostrar os “Desafios da física do solo para alta produtividade: o sistema radicular das culturas”.

E ainda para falar sobre a “Compactação e erosão do solo: desafios para o manejo conservacionista em sistemas intensivos de produção” também foi convidada a professora Karina Cavalieri Polizeli, da UFPR. A professora Rachel Guimarães, da UTFPR, finaliza com a palestra “Como métodos de avaliação visual podem auxiliar no manejo do solo”. O encerramento será às 17 horas.

O presidente da Comissão Organizadora, Cristiano Pott, destaca o alto nível dos palestrantes, assim como a pauta diversa, que mescla discussões sobre fertilidade e nutrição de plantas, do ponto de vista químico, físico e biológico. “Esse triângulo será o cerne da discussão do tema principal”, diz Pott.

Segundo ele, a conferência de abertura dará um panorama geral dos solos no Paraná, tanto do ponto de vista de produtividade quanto de suscetibilidade à erosão ou degradação. Destaca também o trabalho da Rede de Agro Pesquisa do Paraná, instituída pelo governo, na qual pesquisadores trabalham de forma interdisciplinar com foco na conservação do solo.

A RPCS já é considerada um dos eventos mais tradicionais que ocorrem no Estado sobre solo, reunindo pesquisadores, extensionistas, técnicos, representantes e empresários do setor agropecuário, além de acadêmicos da graduação e pós-graduação das áreas de Ciências Agrárias.

Eleição NEPAR
No primeiro dia do evento acontece a assembleia para a escolha da nova diretoria do Núcleo Estadual do Paraná de Ciência do Solo – Sociedade Brasileira da Ciência do Solo (NEPAR-SBCS) para o período de 01 de janeiro de 2022 a 31 de dezembro de 2023. Será das 18h às 19 horas. Participam somente associados do Nepar.

Fonte: NEPAR-SBCS
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Bovinos / Grãos / Máquinas Em novembro

8º Congresso Brasileiro de Fertilizantes evidencia expectativas do setor e sua contribuição para a evolução do agro nacional

Considerado um dos principais eventos do calendário nacional, toda sua programação será no formato on-line. Para participar, os interessados podem realizar sua inscrição gratuita pelo site www.congressoanda.com.br.

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Arquivo/OP Rural

A 8ª edição do Congresso Brasileiro de Fertilizantes, que será realizada em 23 de novembro, vai tratar sobre a discussão dos principais temas que envolvem o setor, responsável por contribuir para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. Organizado e promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), é considerado um dos principais eventos do calendário nacional.

O evento on-line terá início com a solenidade de abertura, que contará com a participação de Eduardo de Souza Monteiro, presidente do Conselho de Administração da ANDA, e importantes representantes do governo e do agronegócio, e marcará o lançamento oficial do Prêmio “Carlos Florence”.

A programação do 8º Congresso Brasileiro de Fertilizantes terá três painéis, que serão compostos por uma palestra e um debate, coordenados por um presidente de uma indústria do setor. A moderação ficará a cargo do jornalista William Waack.

No primeiro painel “Mercado Brasileiro e Mundial de Fertilizantes”, a apresentação será proferida por Alzbeta Klein, CEO e diretora geral da International Fertilizer Association IFA e a coordenação será feita por Corrine Ricard, sênior VP e presidente da Mosaic Fertilizantes Brasil e terá como debatedores: Carlos Cogo, fundador da Cogo Inteligência em Agronegócio e Kauanna Navarro, jornalista especializada em agronegócios da Argus Media Brasil.

O palestrante do segundo painel “A Economia no Brasil e as Expectativas para o Agronegócio” será Marcos Jank, coordenador do Centro Insper Agro Global e Olaf Hektoen, presidente da Yara Fertilizantes Brasil, fará a coordenação. Para os debates estarão Guilherme Bastos Filho, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Por fim, o terceiro painel “Logística e Infraestrutura como Desenvolvimento do Agro Brasileiro” será coordenado por Lieven Cooreman, CEO da EuroChem Fertilizantes Tocantins, e terá as participações, como debatedores, de José Velloso, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e do ex-ministro Roberto Rodrigues, coordenador do FGVAgro.

O 8º Congresso Brasileiro de Fertilizantes deverá ser seguido por mais de 800 pessoas, entre os principais formadores de opinião, executivos que atuam no mercado brasileiro e internacional de fertilizantes, além de profissionais, técnicos, acadêmicos e demais públicos ligados ao agro. Para participar, os interessados podem realizar sua inscrição gratuita pelo site www.congressoanda.com.br.

Fonte: Associação Nacional para Difusão de Adubos
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