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Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo INMET

Chuvas devem ficar acima da média na maior parte do Brasil no primeiro trimestre de 2021

Chuvas devem ficar acima da média na maioria das regiões nos três primeiros meses do ano, exceto na região Sul

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Divulgação/MAPA

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou na sexta-feira (08) o primeiro Boletim Agroclimatológico Mensal de 2021. De acordo com os dados divulgados, as chuvas devem ficar acima da média na maioria das regiões nos três primeiros meses do ano, exceto na região Sul.

Para a Região Norte, a previsão climática do INMET indica maior probabilidade de que as chuvas durante o trimestre janeiro, fevereiro e março deverão ocorrer acima da média climatológica em praticamente toda a região, podendo ficar abaixo no sul do Pará e do Amazonas, em Rondônia e no sul do Tocantins. A temperatura do ar próximo a superfície deverá prevalecer um pouco acima da média em grande parte da região. A previsão do balanço hídrico no solo indica predomínio de excedentes hídricos em grande parte da Região Norte, durante os meses de janeiro fevereiro e março, exceto em Roraima onde tem-se a previsão de ocorrência de déficit hídrico no solo.

Já na Região Nordeste a previsão indica chuvas dentro da faixa normal ou acima na parte mais ao norte que vai do Maranhão ao Rio Grande do Norte. Em Alagoas, Sergipe, Bahia e em algumas localidades de Pernambuco, as previsões de chuvas apontam para uma maior probabilidade de volumes abaixo da média. As temperaturas do ar devem variar em torno da média ou acima principalmente em Alagoas, Sergipe e Bahia. No norte da Região Nordeste, as temperaturas devem ficar próximas da média ou ligeiramente abaixo. Os mapas das variáveis do balanço hídrico no solo indicam para os meses de janeiro e fevereiro uma área com deficiência hídrica sobre a Bahia, sudeste do Piauí e toda a faixa leste da região. Há, porém, probabilidade de condições hídricas no solo mais satisfatórias no Maranhão, norte do Piauí e no Ceará.

A previsão do INMET para a Região Centro-Oeste indica que as chuvas deverão ocorrer acima da média sobre a maior parte do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, nas demais áreas a previsão indica chuvas abaixo da média. As previsões de temperaturas indicam que deverão predominar valores acima da média durante o trimestre. O balanço hídrico previsto pelo modelo do INMET indica o predomínio de excedente hídrico em grande parte da Região Centro-Oeste, durante os três meses, exceto no oeste do Mato Grosso do Sul, onde há probabilidade de déficit hídrico.

A previsão do modelo do INMET indica que as chuvas permanecerão acima da média em São Paulo e faixa litorânea da Região Sudeste. Em Minas Gerais, a previsão indica chuvas abaixo da média, principalmente no noroeste mineiro. A temperatura do ar próximo a superfície deverá prevalecer um pouco acima da média em grande parte da região. A condição prevista para os primeiros meses de 2021 indica um excedente na quantidade de água no solo em praticamente toda a Região Sudeste, com exceção do norte de Minas Gerais e Espírito Santo, onde são previstos déficits hídricos nos meses de janeiro e fevereiro.

E para a Região Sul as previsões climáticas indicam que o trimestre deve ficar com chuvas próximas ou abaixo da média climatológica no Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina. No Paraná e leste de Santa Catarina, devem predominar áreas dentro da faixa normal do período ou ligeiramente acima. A temperatura do ar próximo a superfície deverá prevalecer um pouco acima da média em grande parte da região. Para o mês de janeiro, o modelo de previsão do balanço hídrico do INMET indica o predomínio de áreas com condições hídricas regulares na Região Sul, principalmente no Paraná e em Santa Catarina. Já nos meses de fevereiro e março existe uma tendência de expansão das áreas de déficit hídrico nos três Estados.

Condições oceânicas

O Boletim monstra que a interação entre a superfície dos oceanos e a atmosfera interfere nas condições do tempo e do clima em diversas localidades no mundo. No Brasil, fenômenos como El Niño-Oscilação Sul (ENOS), no Oceano Pacífico Equatorial, e o gradiente térmico do Oceano Atlântico Tropical, também chamado de Dipolo do Atlântico, são exemplos dessa interação oceano-atmosfera que influenciam o clima no Brasil.

No Oceano Pacífico Equatorial, as médias mensais da área de referência para definição do evento ENOS, denominada região de Niño 3.4 (entre 170°W-120°W), começaram a apresentar valores médios negativos a partir de maio, iniciando um processo de resfriamento anômalo que caracteriza o fenômeno La Niña. Durante o mês de novembro, as águas do Pacífico Equatorial permanecem frias em toda sua extensão, com valores de até -3,0ºC. Ainda neste mês, o valor médio sobre a região do Niño 3.4 registrado foi de -1,0°C, ainda com intensidade classificada como moderada.

O multimodelo de previsão de ENOS do APEC Climate Center (APCC), centro de pesquisa sediado na Coréia do Sul, aponta para uma probabilidade acima de 70% que o fenômeno La Niña vai atuar durante o verão 2020/2021 até o início do outono/2021, perdendo intensidade gradativamente até abril. Diante deste cenário, é importante observar os possíveis impactos da La Niña sobre o clima e agricultura do Brasil.

De forma geral, este fenômeno favorece a agricultura sobre a parte norte das regiões Norte e Nordeste, devido ao aumento no volume das chuvas, enquanto na Região Sul ocorre o oposto. Além disso, este não é o único fenômeno determinante para o comportamento do clima, pois existem outros fatores naturais que podem intensificar ou atenuar os potenciais efeitos de uma La Niña, como por exemplo a temperatura do oceano Atlântico na faixa tropical ou no sudeste da América do Sul.

Análise das condições climáticas em dezembro de 2020

O Boletim do INMET traz ainda o cenário de contrastes na distribuição das chuvas no Brasil marcou o último mês de 2020. As cinco regiões do país fecharam o ano apresentando áreas com déficit e excesso ao mesmo tempo.

Na Região Norte, os maiores volumes de chuva no mês de dezembro ocorreram sobre os estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e Pará, com acumulados entre 120 e 450 mm. Em Roraima e Amapá, os acumulados registrados ficaram na faixa entre 70 e 130 mm.

No Nordeste, o mês de dezembro na maior parte do semiárido e das faixas litorâneas norte e leste é um período naturalmente seco ou baixa pluviosidade, e os totais observados foram inferiores à 40 mm, como mostra o mapa de chuva acumulada. Porém, no sul do Maranhão e do Piauí e no leste da Bahia, os volumes acumulados em dezembro foram entre 60 e 200 mm.

No Centro-Oeste, os volumes de dezembro foram significativamente superiores aos do mês anterior, contudo ainda houve irregularidade acentuada na precipitação em toda a região. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os totais variaram entre 70 e 330 mm. No Estado de Goiás e no Distrito Federal, as chuvas ficaram na faixa entre 80 e 300 mm.

No Sudeste, os contrastes na distribuição das chuvas foram ainda mais acentuados. Os menores volumes ocorreram nas mesorregiões mineiras, norte de Minas, Jequitinhonha e Vale do Mucuri, com totais entre 30 e 90 m, e norte do Espírito Santo, com totais na faixa entre 50 e 100 mm. Nas demais regiões de Minas Gerais, sul do Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo, os totais ficaram, predominantemente, na faixa entre 130 e 400 mm, mas algumas localidades ficaram além desse limite, como observado, por exemplo, nas estações meteorológicas do INMET Patrocínio (MG), com 421 mm, e em Duque de Caxias-Xerém (RJ), com 559 mm.

Na Região Sul, os totais de chuva em Santa Catarina e no Paraná ficaram próximos ou acima da média em diversas localidades, com volumes entre 90 e 230 mm. Contudo, no Rio Grande do Sul, as chuvas foram mais irregulares e resultaram em volumes mais modestos, com acumulados variando na faixa entre 40 e 120 mm.

Quanto as temperaturas, a média mensal das temperaturas máximas no ficou entre 26 e 36°C. No semiárido nordestino, a temperatura máxima ficou, em média, entre 34 e 36ºC, porém em algumas localidades do Piauí e do Ceará, as temperaturas máximas em alguns dias ficaram acima dos 38 °C, como em Piripiri-PI, que chegou a registrar 38,6°C. Temperaturas mais amenas foram observadas no leste das regiões Sul e Sudeste, com temperaturas máximas entre 22 e 28°C, em média.

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas

Exportações de carne bovina somam 234 mil toneladas em março

Volume representa recorde para o mês com alta de 8,7% na comparação anual.

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O mercado do boi gordo registrou valorização no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pelo aumento das exportações e pela menor oferta de animais para abate, especialmente de fêmeas. O cenário também foi marcado por maior movimentação no mercado de reposição, com a alta do boi estimulando a demanda por bezerros.

Em março, o preço médio do boi gordo chegou a R$ 350 por arroba. Já na média dos primeiros dez dias de abril, o valor subiu para R$ 362/@, com negócios registrados a R$ 365,50/@ no fim da semana, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

A oferta mais restrita de animais contribuiu para sustentar os preços. Dados preliminares indicam que o abate de bovinos foi 2% menor no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, com aumento de 1% no abate de machos e queda de 6% no de fêmeas.

No mercado de reposição, o bezerro também apresentou valorização. Em Mato Grosso do Sul, a alta foi de 3,4% em março, superando o avanço do boi gordo. Apesar da relação de troca seguir pressionada, em torno de 2,2 bezerros por boi vendido, a margem da reposição permaneceu atrativa, próxima de R$ 3.600 na parcial de abril, o que mantém a demanda aquecida.

As exportações de carne bovina in natura seguiram em ritmo forte. Em março, os embarques somaram 234 mil toneladas, recorde para o mês e alta de 8,7% em relação a março de 2025. No acumulado do primeiro trimestre, o crescimento foi de 19,7%. O preço médio da carne exportada também avançou 3,1% frente a fevereiro.

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, com 102 mil toneladas embarcadas em março, alta de 6% na comparação anual. Outros mercados também ampliaram as compras, como Estados Unidos, Chile, Rússia, Egito, México, Filipinas e Emirados Árabes, reforçando a demanda externa pelo produto brasileiro.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Leite importado pode ser vetado em compras públicas no Brasil

Proposta abre exceção apenas quando não houver produto nacional disponível.

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Um projeto de lei que veda a compra de leite importado por órgãos públicos recebeu parecer favorável do relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. O texto é relatado pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que protocolou nesta semana parecer pela aprovação da proposta. Com isso, o tema pode entrar em votação nas próximas sessões.

Lupion apontou que a redação aprovada em outras comissões da Câmara está em conformidade com os preceitos constitucionais e jurídicos, e, por isso, apresentou voto favorável ao projeto. O Projeto de Lei 2.353/2011 inclui dispositivo na Lei de Licitações e Contratos Administrativos para proibir a aquisição de leite de origem estrangeira por órgãos públicos.

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deputado, Pedro Lupion: “O Brasil tem uma cadeia leiteira extremamente importante para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores” – Foto: Divulgação/FPA

A exceção prevista na proposta ocorre apenas quando “não houver disponibilidade de produto nacional”. Nesses casos, o órgão público deverá justificar previamente a compra de leite importado.

A tramitação do projeto ocorre em um contexto de pressão do setor produtivo por medidas que reduzam as importações do produto. Produtores de leite alegam que os preços praticados no mercado têm comprimido as margens e inviabilizado a atividade, especialmente entre os pequenos produtores.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços pagos ao produtor recuaram mais de 25% em 2025, encerrando o ano em R$ 1,99 por litro. Segundo os pesquisadores, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 1,32% em janeiro e mais 0,32% em fevereiro.

Deputado Zé Silva: “Não é fazer graça, não é fazer favor para os produtores rurais. O nosso papel é garantir que não haja concorrência desleal com os nossos produtores rurais” – Foto: Divulgação/FPA

Em outra ocasião, Lupion defendeu que o Tribunal de Contas da União (TCU) analise possíveis distorções relacionadas à importação de leite e os impactos sobre a cadeia produtiva. “O Brasil tem uma cadeia leiteira extremamente importante para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores. Precisamos entender se existe equilíbrio competitivo ou se há distorções que estão pressionando os preços pagos ao produtor”, destacou.

O integrante da FPA, deputado Zé Silva (União-MG), lembrou que medidas voltadas à cadeia leiteira impactam 1,1 milhão de produtores no país e mais de 5 milhões de empregos. “Não é fazer graça, não é fazer favor para os produtores rurais. O nosso papel é garantir que não haja concorrência desleal com os nossos produtores rurais. Nós sabemos que hoje o custo de produção de um litro de leite é de R$ 1,90 a R$ 2”, afirmou.

Parlamentares pedem celeridade em processo antidumping

Quem também acompanha de perto as pautas relacionadas à cadeia leiteira é a vice-presidente da FPA na região Sudeste, deputada Ana Paula Leão (PP-MG). Um dos pleitos defendidos pelos parlamentares é a adoção de medidas antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai.

Vice-presidente da FPA na região Sudeste e deputada, Ana Paula Leão: “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumping. Isso para a gente é essencial” – Foto: Divulgação/FPA

A investigação foi aberta em 2024, e o pedido do setor é para que sejam adotadas medidas provisórias enquanto o processo segue em análise. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é o órgão responsável por avaliar a demanda. “O que a gente precisa agora é que o MDIC solte as medidas protetivas provisórias antidumping. Isso para a gente é essencial”, destacou a deputada.

Já o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC), lembrou que a imposição de medidas antidumping de forma provisória não alivia a situação de forma imediata, mas ajuda para que o processo tenha um desfecho definitivo. “A Argentina coloca leite aqui no Brasil com preço 53% menor do que vende lá dentro do seu próprio país. Com qual finalidade? Exterminar os produtores brasileiros para depois tomar conta do nosso mercado e praticar o preço que quiserem. Precisamos que esse leite seja taxado agora na fronteira.”

Fonte: Assessoria FPA
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Exportações de carne bovina de Mato Grosso crescem mais de 50%

Resultado foi impulsionado pela demanda internacional e valorização da tonelada embarcada.

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Mato Grosso voltou a se destacar no cenário internacional da carne bovina ao registrar um desempenho recorde no primeiro trimestre de 2026. O estado exportou 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), volume que representa 26,72% de toda a carne bovina embarcada pelo Brasil no período — o maior já registrado para um primeiro trimestre na série histórica.

O resultado expressivo também aparece na comparação anual. Em relação ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 53,39% no volume exportado. Já a receita atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71%, impulsionada tanto pelo aumento da demanda internacional quanto pela valorização da tonelada embarcada, que alcançou média de US$ 4,54 mil.

A China manteve-se como principal destino da carne mato-grossense no trimestre, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC. O país asiático segue como motor da demanda global, sustentando volumes elevados de importação. No entanto, outros mercados começam a ganhar relevância. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 9,14% das compras (23,03 mil TEC), e chamam atenção pelo ritmo de crescimento: em apenas três meses, já adquiriram 57,38% de todo o volume exportado para o país ao longo de 2025.

Na avaliação do diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o resultado reflete um conjunto de fatores que vêm fortalecendo a pecuária. “Mato Grosso tem avançado na abertura de mercados e na valorização da sua carne. Esse crescimento mostra não só a força da produção, mas também a confiança dos compradores internacionais na qualidade e na regularidade do produto”.

“Além de volume, estamos ganhando valor. Isso passa por uma combinação de eficiência produtiva, melhoria genética, manejo e, cada vez mais, pela adoção de práticas sustentáveis, que são exigências dos mercados mais exigentes”, enfatiza o diretor de Projetos do Imac.

Fonte: Assessoria Imac
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