Conectado com

Notícias

CBNA anuncia último dia para inscrições antecipadas para o VIII CLANA

Evento realizado pelo CBNA terá inscrições abertas no site do evento somente até esta quarta-feira, dia 10 de outubro. Inscrições no local do evento têm vagas limitadas

Publicado em

em

Termina hoje, dia 10 de outubro, o último prazo para a realização de inscrições antecipadas para o VIII CLANA (Congresso Latino-Americano de Nutrição Animal), que vai acontecer na próxima semana, de 16 a 18 de outubro, no Expo D. Pedro, em Campinas, interior de São Paulo. Até esta quarta-feira, as inscrições podem ser feitas no site do evento. Após esta data, as inscrições serão abertas no Expo D. Pedro, no primeiro dia do Congresso, das 08h às 09h30, mediante disponibilidade de vagas e por ordem de chegada, anunciou o presidente do CBNA (Colégio Brasileiro de Nutrição Animal) e organizador do encontro, Godofredo Miltenburg. Ele lembra que apenas o preenchimento da ficha de inscrição no site não garante a vaga no congresso. "É necessário que o pagamento seja confirmado até esta data para efetivar a inscrição".

Realizado pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) com o apoio da Associação Mexicana de Especialistas em Nutrição Animal (Amena), o CLANA é um encontro internacional que acontece a cada dois anos alternadamente entre o Brasil e o México. O evento chega em sua 8a edição consagrado pelo elevado nível de palestras e palestrantes e vai debater em mais de 40 palestras técnicas as mais recentes pesquisas e tecnologias em nutrição de aves, suínos, bovinos e qualidade de alimentos. A expectativa é de reunir cerca de 700 participantes, entre médicos veterinários, zootecnistas, pesquisadores, empresários, produtores e profissionais das principais empresas de nutrição de aves, suínos e bovinos. Outras informações sobre o VIII CLANA podem ser encontradas no site do evento, através do e-mail cbna@lexxa.com.br ou do telefone (19) 3232-7518.

Programação

A secretaria do evento começa a atender os participantes a partir das 8h30 do dia 16 de outubro para a realização de inscrições e entrega de material aos inscritos. A partir das 9h30 haverá um café de boas-vindas e às 10h o Chefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, abre o programa científico do encontro com uma apresentação sobre "Produção sustentável de alimentos".

Na sequência, começa o Painel Saúde Intestinal e Imunidade com um debate sobre "Nutrição e produção sustentável de alimentos", que será encabeçado pelo mestre e doutor em Nutrição Animal pela Georg-August University, na Alemanha e pós-doutorado na Universidade de Alberta, no Canadá, John Htoo.

Às 12h, o PhD em Nutrição Animal pela Universität Hohenheim, na Alemanha, Stefan Jakob, vai debater "Saúde intestinal, nutrição e imunidade". A partir das 14h30 as salas serão divididas em quatro: Aves, Suínos, Bovinos e Garantia da Qualidade. Nas salas de aves e suínos, a programação segue com um Painel de Saúde Intestinal e Imunidade.

Dia 16 de outubro

Na sala de Aves: O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sérgio Vieira, abre a programação, a partir das 14h30, com um debate sobre "Alterações de formulações das dietas para frangos de corte que impactam a saúde intestinal". Na sequência, o professor da faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP – Campus de Pirassununga (FZEA/USP), Lúcio Araújo, vai discutir "Imunonutrição em aves". E a partir das 17h haverá Espaço Promocional, com palestras simultâneas realizadas nestas quatro salas, pelas empresas Adisseo, APC, Evonik e Trouw Nutrition.

Na sala de Suínos: A programação científica começa às 14h30 com um debate sobre "O estresse da desmama e a permeabilidade intestinal", encabeçado pelo pesquisador da Iowa State University, nos Estados Unidos, Joy Campbell. Em seguida, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Geraldo Alberton, vai discutir "Nutrição e imunidade: saúde intestinal em suínos".

Na sala de Bovinos: Uma apresentação sobre "Manejo alimentar de vacas leiteiras em sistemas de produção com ordenha robotizada" vai abrir o programa desta sala, às 14h30, realizada pelo nutricionista de bovinos leiteiros com doutorado em Ciência Animal e Pós-Doutorado em Nutrição de Ruminantes pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP), Alexandre Pedroso. A partir das 15h30, o debate segue sobre "Nutrição de vacas leiteiras para máxima longevidade e produtividade", encabeçado pela pesquisadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Marina Danes.

Na sala Garantia da Qualidade e Regulatório: Especialista em nutrição animal, Ricardo Utishiro, vai abrir a programação desta sala, às 14h30, com a palestra "Evolução da nutrição animal: da bancada para a produção animal 4.0”. Em seguida. O especialista em NIR, Robson Patto, vai apresentar o tema “Desvendando a tecnologia NIR e suas aplicações em Nutrição Animal”.

Dia 17 de outubro

A programação de quarta-feira começa às 8h com visitação aos trabalhos científicos. Nas salas de aves e suínos haverá um Painel Nutrição 4.0 a partir das 9h.

Na sala de Aves: O pesquisador da Purdue University, nos Estados Unidos, Layi Adeola, abre o programa científico às 9h com um debate sobre "Fósforo e cálcio digestível em aves". Logo depois, o pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG), Regis Kamimura, vai abordar "Novas proteínas: insetos". E, na sequência, o nutricionista Vitor Hugo Brandalize vai destacar a "Influência da nutrição animal na qualidade da carne". No período da tarde, a programação volta às 14h, com uma discussão sobre "Suplementação de vitaminas na avicultura: o que a indústria está fazendo?", realizada pelo doutor em nutrição animal Michael B. Coelho. A partir das 15h, a programação será aberta para a apresentação de trabalhos científicos. Às 16h30, o médico veterinário pela Universidad de Zaragoza, na Espanha, Xabier Arbe, vai ministrar a palestra "Como preparar nutricionalmente a poedeira para chegar a 100 semanas de idade em produção". A partir das 17h30 as quatro salas terão palestras simultâneas do Espaço Promocional realizado pelas empresas: Adisseo, Basf, DuPont e Evonik.

Na sala de Suínos: O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Gustavo Lima, vai abrir a programação às 9h com um debate sobre "Imunocastração e ractopamina". Em seguida, as discussões seguem com o tema "Suplementação de vitaminas na suinocultura: o que a indústria está fazendo?", com o doutor em nutrição animal, Michael B. Coelho. Logo depois, o pesquisador da Purdue University, Layi Adeola, vai falar sobre "Fósforo e cálcio digestível em suínos". A partir das 14h, o tema "Novas proteínas: insetos" será abordado pelo pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia, Regis Kamimura. A programação do encontro será aberta, a partir das 15h, para a apresentação de trabalhos científicos. A partir das 16h30, o pesquisador da Aarhus University, na Dinamarca, Bach Knudsen, vai destacar "Uso de fibra na nutrição de suínos".

Na sala de Bovinos: O programa técnico será aberto às 9h com um debate sobre "Aminoácidos para vacas leiteiras no período de transição: benefícios para a saúde e desempenho", encabeçado pelo pesquisador Antonio Estefan Garcia. Logo depois, o especialista em ciência animal pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Portugal, Leonel Leal, vai destacar "LifeStart: influência da nutrição na fase jovem e o impacto no desempenho de vacas leiteiras". Em seguida, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo de Almeida, apresentará "Nutrição de precisão em gado de leite". A partir das 14h, o especialista com pós-doutorado em Ciência da Carne pela Iowa State University, nos estados Unidos, Pedro Veiga, vai debater "Nutrição de precisão em gado de corte". A partir das 15h haverá apresentação de trabalhos científicos. E a partir das 16h30, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, ministrará a palestra "Emissão de metano: uma revisão".

Na sala Garantia da Qualidade e Regulatório: O especialista em nutrição animal, Felipe Corrêa Soares, abre o programa científico a partir das 9h, com um debate sobre "NIR in line". Em seguida, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Gilberto de Souza, vai abordar "Ferramentas estatísticas de aplicação no laboratório: por que os laboratórios erram?". Logo depois, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Gilberto de Souza, vai discutir "Análises bromatológicas de produtos de origem vegetal e animal: quais os métodos, como interpretar e utilizar resultados, vantagens e desvantagens de métodos e análises e interferências nos resultados". A partir das 14h, o tema "Variação analítica" será debatido pela Oneida Vieira, química pela UNAERP, e pela farmacêutica especialista em controle de qualidade Valéria Rodrigues. Às 15h, a programação segue com a coordenadora da unidade de Alimentos do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) do Chile, Mônica Contreras, com uma apresentação sobre o "Cenário regulatório para importação e exportação: visão Chile". A coordenadora de Fiscalização de Produtos para Alimentação Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernanda Tucci, encerra a programação desta quarta-feira com a palestra "Cenário regulatório para importação e exportação – visão Mapa".

Dia 18 de outubro

O programa técnico começa às 9h, com um Painel Nutrição e Bem-estar nas salas de Aves e Suínos.

Na sala de Aves: O zootecnista e gerente de nutrição do Grupo Mantiqueira, André Carreira Carlos, abre a programação do último dia desta sala com um debate sobre "Nutrição para frangas de postura Cage Free". Em seguida, o médico veterinário pela Universidad Nacional Autónoma de México com doutorado pela University of Guelph, no Canadá, Ricardo Esquerra, vai destacar "Stress calórico e aminoácidos para aves". Logo depois, o médico veterinário pela Universidad de Zaragoza, na Espanha, e especialista em nutrição animal, Xabier Arbe, vai discutir "Fibra na nutrição de aves".

Na sala de Suínos: O consultor do OPP Group, na Espanha, Carlos Martinez, abre os debates, às 9h, com o tema "Nutrição de fêmeas em baias coletivas". Na sequência, o pesquisador da Unesp – Campus de Jaboticabal, Luciano Hauschild, vai abordar "Stress calórico e aminoácidos para suínos". Logo depois, o professor da University of Minnesota, nos Estados Unidos, Jerry Shurson, vai ministrar a palestra "Uso de DDGS na alimentação de suínos".

Na sala de Bovinos: O professor da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, Darío Colombatto, vai abrir a programação com um debate sobre o "Uso de modificadores da função ruminal". Em seguida, o professor da Unesp – Campus de Jaboticabal, Ricardo de Andrade Reis, vai discutir "Como a pecuária pode contribuir com a redução no desmatamento e mitigação de gases do efeito estufa". O programa técnico será encerrado pelo professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Pedro Eduardo de Felício, com a palestra "Qualidade da carcaça e da carne bovina no Brasil". A partir das 12h30 haverá entrega de Prêmios de Trabalhos Científicos e Encerramento.

Fonte: Assessoria

Continue Lendo

Notícias

Preços ao produtor rural caem 9,79% no 1º trimestre

Queda foi puxada por grãos, leite, ovos e suínos, enquanto a arroba bovina registrou valorização no período.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Os preços pagos aos produtores agropecuários registraram queda no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. O recuo foi de 9,79%, segundo o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA), calculado pelo Cepea/Esalq-USP.

A retração só não foi mais intensa devido à valorização da arroba bovina, que apresentou média superior à registrada no primeiro trimestre de 2025.

O movimento acompanha um cenário de recuo mais amplo nos preços, inclusive no mercado internacional. No mesmo período, o índice global de alimentos do FMI caiu 14,29% em reais. Já os preços industriais recuaram 2,55%, enquanto o real se valorizou 10,12% frente ao dólar.

Segundo o Cepea, a queda mais moderada dos preços no mercado interno, em relação ao cenário externo, indica maior resiliência doméstica. A valorização do câmbio também contribuiu para reduzir custos de insumos importados, enquanto a queda nos preços industriais ajudou a conter despesas de produção.

A retração do IPPA foi puxada principalmente pelos grupos de grãos, cana e café, hortifrutícolas e pecuária. O índice de grãos recuou 9,85%, o de cana e café caiu 16,61%, hortifrutícolas tiveram baixa de 14% e a pecuária registrou queda de 5,73%.

Entre os grãos, houve desvalorização generalizada no período. O arroz liderou as quedas, com recuo de 39,83%, seguido por trigo (-18,24%), milho (-15,35%), algodão (-14,59%) e soja (-4,15%).

Na pecuária, os preços também caíram para a maioria dos produtos, com destaque para leite (-22,97%), ovos (-22,2%), suíno (-13,10%) e frango (-10,68%). A exceção foi a arroba bovina, que apresentou alta de 5,9% no período.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Notícias

C.Vale assume unidade estratégica de grãos e insumos no Oeste do Paraná

Operação em Guaíra reforça estrutura de armazenagem e atendimento aos produtores da região.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A cooperativa C.Vale assumiu as operações da cerealista I.Riedi no município de Guaíra. O anúncio foi feito pelas duas empresas no dia 22 de abril.

Com o acordo, a C.Vale passa a operar o escritório localizado na entrada da cidade e a unidade de grãos e insumos na localidade de Maracaju dos Gaúchos, ambas às margens da BR-163. A mudança amplia a presença da cooperativa no município, onde já possui uma unidade na região de Bela Vista, e permitirá o recebimento de grãos e fornecimento de insumos aos produtores.

A estrutura da unidade adquirida conta com capacidade de armazenagem de 21.296 toneladas de grãos, além de secador com capacidade de 120 toneladas por hora, duas máquinas de limpeza, dois tombadores e duas balanças.

Em nota conjunta, as empresas informaram que a operação está alinhada às estratégias de crescimento e fortalecimento no agronegócio, com foco na ampliação da atuação e na geração de valor para clientes, cooperados e parceiros.

A transferência das operações passa a valer de forma imediata após o anúncio.

Fonte: Assessoria C.Vale
Continue Lendo

Notícias

Bem-estar animal passa a pesar na análise de risco e no valor da proteína brasileira

Fórum reúne especialistas em 07 de maio para debater como práticas no campo influenciam crédito, reputação e competitividade no mercado internacional.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

As perspectivas e os desafios da cadeia de produção de proteína animal no Brasil serão tema do Fórum Estratégico de Bem-Estar Animal – Alinhando Propósito, Mercado e Performance. O evento inédito trará debates em torno da dinâmica de mercado e da cadeia, credibilidade, agregação de valor ao produto e o olhar dos agentes financeiros sobre o tópico em seus painéis.

Organizado pela Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) e por sua idealizadora, a Produtor do Bem Certificação, o evento ocorre no dia 07 de maio no Radisson Blue, em São Paulo (SP). As inscrições estão abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Bruno Bernardo, analista de Investimentos Sustentáveis (ESG) da Régia Capital: “Na Régia Capital, por exemplo, temos políticas e critérios de investimentos bastante rigorosos envolvendo proteína animal, a preocupação e o cuidado com o bem-estar animal é um dos critérios mínimos esperados para que um investimento possa vir a ser considerado sustentável” – Fotos: Divulgação/COBEA

A abertura do Fórum terá como tema “Estratégia, política e o papel do agro na nova ordem econômica”, apresentado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luís Rua. Em seguida, ele participa do painel “Mercados em movimento: Bem-estar e sustentabilidade na agregação de valor à proteína brasileira”, mediado pela diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Sullivan Alves. Participam também o consultor em agronegócio e sustentabilidade Fabricio Delgado, e a diretora de Sustentabilidade da Seara, Sheila Guebara. “O evento vai tratar de um tema extremamente contemporâneo e eu diria hoje real. Ao longo do tempo a gente vem falando em bem-estar animal, vem tratando o bem-estar animal e hoje estamos vivendo na realidade o bem-estar animal. Esse é um evento preparado para tratarmos dos assuntos referentes ao tema e que estamos vivendo na prática”, menciona Delgado.

De acordo com Sheila, eventos e discussões do setor são importantes para avançar no bem-estar animal de forma inclusiva, garantindo que produtores de diferentes portes acompanhem a evolução técnica. “Meu foco na discussão será mostrar como a integração entre eficiência produtiva, bem-estar animal e inovação tecnológica vem se consolidando como um diferencial competitivo na agregação de valor à proteína brasileira. Diante da crescente demanda global, com a população projetada para 10 bilhões até 2050, a eficiência deixa de ser apenas operacional e passa a ser estratégica, diretamente ligada à sustentabilidade e à segurança alimentar”, comenta.

A diretora de Sustentabilidade da Seara ressalta que práticas de bem-estar animal são fundamentais para garantir que a produção acompanhe a demanda global de forma resiliente e sustentável. “Para produtores e consumidores, o impacto é direto: quem cumpre metas de bem-estar tende a ser melhor remunerado, mostrando que ser sustentável também é rentável”, destaca.

Agenda ESG crescente

Celso Funcia Lemme, doutor em Administração de Empresas com concentração em Finanças da UFRJ: 

O segundo painel será “Capital e competitividade: O olhar do mercado financeiro sobre o futuro da proteína animal”, que terá mediação do doutor em Administração de Empresas com concentração em Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Celso Funcia Lemme. Completam o debate o consultor e sócio-líder da ABC Associados, Aron Belinky; a head de Riscos Socioambientais do Santander, Maria Silvia Chicarino; e o analista de Investimentos Sustentáveis (ESG) da Régia Capital, Bruno Bernardo.

Para o moderador do painel, a agenda ESG pode ajudar o mercado de investimentos a entender e valorizar melhor o bem-estar animal nos setores que envolvem o manejo de animais. “O analista de mercado precisa acompanhar essa mudança em curso. Nem sempre é evidente como as práticas de bem-estar animal impactam o valor de uma empresa, mas a agenda ESG ajuda a tornar isso mais claro, mostrando o tema como um fator de inovação, geração de valor e adaptação às novas demandas da sociedade”, pontua.

Avaliação de risco e gestão

Maria Silvia Chicarino, head de Riscos Socioambientais do Santander: “Hoje, a capacidade de gestão socioambiental dos clientes é central na avaliação de risco”

Segundo Maria Silvia, do Banco Santander, um marco importante para a agenda ESG no mercado financeiro foi a Resolução CMN nº 4.327, de 2014, que definiu diretrizes para a gestão de riscos socioambientais. Desde então, o tema passou a ser cada vez mais incorporado à análise de risco e às decisões de crédito. “Hoje, a capacidade de gestão socioambiental dos clientes é central na avaliação de risco. Nesse contexto, o bem-estar animal ganha relevância, especialmente na cadeia de proteína animal, por estar ligado a riscos reputacionais, operacionais e de mercado. No Santander, esse tema já faz parte da análise socioambiental e influencia diretamente a concessão de crédito”, explica Maria.

Ela acrescenta que empresas com boa gestão socioambiental tendem a ter desempenho mais consistente no longo prazo, com maior previsibilidade e resiliência, fatores valorizados pelo mercado financeiro. Também destaca que fóruns como este ampliam a visibilidade do bem-estar animal, promovem o diálogo, alinham expectativas e ajudam a posicionar o Brasil no cenário internacional.

Para Bruno Bernardo, da Régia Capital, o mercado financeiro está caminhando e adotar os protocolos e certificações de bem-estar animal pode ser um divisor de águas para viabilizar o financiamento de produtores rurais. “Na Régia Capital, por exemplo, temos políticas e critérios de investimentos bastante rigorosos envolvendo proteína animal, a preocupação e o cuidado com o bem-estar animal é um dos critérios mínimos esperados para que um investimento possa vir a ser considerado sustentável”, pontua.

Ele observa que atrelar boas práticas de bem-estar animal pode contribuir com ganhos financeiros, uma vez que aumenta a eficiência da produção, pode aumentar o valor agregado do produto final e pode vir a reduzir emissões de gases de efeito estufa. “Para os investidores, esse evento reforça uma movimentação do mercado e um amadurecimento do tema no mercado brasileiro”, complementa.

Responsabilidade compartilhada

Fabricio Delgado, consultor em agronegócio e sustentabilidade

Conforme o sócio fundador da Produtor do Bem e cocriador da COBEA, Leonardo Thielo de La Vega, a escolha dos nomes e temas para o evento demonstra e visão estratégica da organização em abranger os vários aspectos chaves que impactam a evolução do bem-estar animal no Brasil. “Teremos uma programação que nos darão uma visão macro de como mercado e cadeia de valor podem atuar conjuntamente para facilitar os avanços, em benefício de ambos no país”, observa.

A diretora-executiva da COBEA, Elisa Tjarnstrom, acredita que esse primeiro Fórum irá mostrar que o bem-estar animal é hoje uma realidade que traz desafios, mas com amplas oportunidades para quem entender sua importância. “O tema está em evidência e nesse Fórum teremos a oportunidade de conhecer a visão de especialistas de diferentes setores sobre o tema, e como podemos trabalhar juntos para desbloquear suas barreiras no Brasil”, finaliza.

Fonte: Assessoria COBEA
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.