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Campus da Unioeste sedia Congresso de Ciências Agrárias

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Inicia na noite desta segunda-feira (02), no campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) de Marechal Cândido Rondon, o VII Congresso de Ciências Agrárias da instituição (Seciagra), cujo tema neste ano é “Tecnlogia de informação aplicada à agropecuária”. Também integra a programação, que segue até quinta-feira (05), o IV Encontro Regional de Controle Alternativo (Erca). Palestras com profissionais de vários órgãos e universidades do país estão sendo proferidas. A promoção é da Unioeste, através de departamentos e entidades vinculadas ao Centro de Ciências Agrárias. De acordo com o coordenador do congresso, o professor Odair José Kuhn, foram feitas 360 inscrições antecipadas – número superior ao último Seciagra, quando participaram 300 pessoas. Mas a expectativa era de que, até a manhã de hoje fossem atingidos pelo menos 400 participantes.
A palestra magna de abertura será proferida pelo presidente da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, que falou sobre Avanços tecnológicos e perspectivas para a agropecuária brasileira.Conforme Kuhnm, nos próximos três dias haverá palestras voltadas aos setores de produção vegetal, zootecnia, produção animal, agronomia e do Erca. Elas acontecem no auditório do Tribunal do Juri e em salas do campus da Unioeste. Nesta terça-feira (03) estão previstas palestras com Paulo Henrique Caramori, do Iapar de Londrina, sobre “Efeitos das mudanças climáticas na agricultura”; Rosa Miriam Vasconcelos, da Embrapa Cerrados (Brasília – DF) sobre “Biodiversidade, inovação tecnológica e a lei das patentes”; com Luiz Antonio Rossafa, do Crea-Pr, para falar de “Mercado de trabalho para agrônomos no Paraná”; Lucia Madalena Vivan, da Fundação Mato Grosso, sobre Helicoverpa armigera: nova praga na agricultura.
Tem, ainda módulo sobre bovinocultura de corte: qualidade da carne: classificação e tipificação de carcaça (Ana Maria Bridi (UEL); Produção e comercialização de carne bovina (Maria Macia – Cooperativa Agropecuária); Sistemas de produção de carne a pasto (Josmar Almeida Junior – Tecnopasto) e Bem-estar animal e manejo racional de gado de corte (José Antonio Junior Rodrigues Soares – Oxen Currais).
No módulo de aves e suínos: modelagem na produção de suínos (Vladmir de Oliveira – UFSM); Modelagem na produção de aves (Marcos do Vale – UFSM) e Tecnologias nas edificações para produção de aves e suínos (Priscilla Ayleen Bustos Mac-Lean – UEM). No módulo de bovinocultura de leite: nutrição de vacas de alta produção (João Arlindo Gonçalves – Nutrifarma); Tecnologias aplicadas à ordenha de vacas de alta produção e Novas tecnologias aplicadas na produção e qualidade de forragens (Bruno Borges Deminicis – UFES).
Palestras
Para esta quarta-feira (04) estão marcadas as seguintes palestras: ferramentas utilizadas em zootecnia de precisão (Silvia Souza/Unesp – Botucatu); Produção de alimentos funcionais (Paula Toshimi Matumoto – Pintro/UEM); Automação como ferramenta de gestão na pecuária de leite  (João Salgado/ Delaval); Apresentação de pôsteres e orais: produção animal, comercialização, meio ambiente, controle alternativo e outros .
Também tem as palestras: aplicação de N na cultura da soja no contexto atual (Marco Antônio Nogueira/ Embrapa Soja – Londrina); Tecnologia de produtos e Aplicação (José Antonio Brandão Bonadio/ Jacto); Processamento e Armazenamento de soja (Adriano Divino Lima Afonso/Unioeste – Cascavel); Utilização do milho transgênico resistente a pragas e aplicação de inseticidas (Rodolfo Bianco – Iapar-Londrina); Tecnologias Empregadas no Melhoramento Genético do Milho visando alta produtividade (Pedro Luiz Nurmberg – Pioneer); Inoculantes contendo bactérias fixadoras de N para aplicação na cultura do milho (Veronica Massena Reis – Embrapa Agrobiologia – Rio de Janeiro). 
Mais ainda: ferramentas modernas para conservação de água e solo (Cesar Francisco Araujo Junior/Iapar – Londrina); Calagem: determinação da quantidade de calcário com base na participação do cálcio e magnésio na capacidade de troca catiônica do solo (Alfredo Richart – PUC-PR); e Uso da modelagem e software nas recomendações da adubação (Júlio Cesar Lima Neves/UFV)
Erca
No Encontro Regional de Controle Alternativo, marcado para quinta-feira (05) serão proferidas as palestras Perspectivas para o controle biológico de doenças de plantas no Brasil (Flavio Medeiros/ UFLA); Perspectivas para o controle biológico de pragas na cultura da soja (Adeney de Freitas Bueno –  Embrapa Soja- Londrina);  Homeopatia na produção animal (Vanice Marli Fülber – Biolabore); e Uso de probióticos na alimentação animal (Pedro Tetsuo Kanno/ Vital Roots do Brasil. Tem ainda a mesa redonda “Gargalos para a geração de produtos fitossanitários biológicos”, com representantes de empresas do ramo.
O público participante, informa o coordenador do Congresso, é formado na maioria por acadêmicos da Unioeste, mas há também profissionais da área e estudantes de outras instituições. Kuhn enaltece a qualidade do evento, cujos palestrantes são de diversas entidades e empresas do país. “A diversidade enriquece o conhecimento disseminado durante as palestras, bem como favorece e fomenta a troca de informações entre o público”, conclui.

Fonte: O Presente Rural

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Mapa e Confea firmam acordo para fortalecer sanidade agropecuária no Brasil

Parceria prevê capacitação de profissionais, integração de ações e aprimoramento do Suasa.

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Com o objetivo de fortalecer a sanidade agropecuária no país, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Vinicius Marchese, assinaram, na última quarta-feira (26), um Acordo de Cooperação Técnica voltado ao aprimoramento do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). A iniciativa prevê a integração de ações institucionais, a ampliação da capacitação técnica de profissionais e o intercâmbio de informações para fortalecer a defesa agropecuária brasileira.

A cooperação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Sistema Confea/Crea busca alinhar e coordenar esforços para ampliar a qualificação técnica dos profissionais que atuam nas cadeias produtivas agropecuárias, além de fortalecer a aplicação de normas sanitárias em todo o território nacional.

“A cooperação com o Sistema Confea amplia a capacidade técnica do país na área de sanidade agropecuária e fortalece a atuação dos profissionais que trabalham diretamente nas cadeias produtivas. É um passo importante para garantir qualidade, segurança e competitividade ao agro brasileiro”, afirmou o ministro.

Fávaro também destacou o significado simbólico da assinatura do acordo em sua trajetória à frente do ministério. “Este é um dos últimos atos que realizo como ministro da Agricultura e Pecuária. Encerrar esse ciclo firmando uma cooperação que fortalece a sanidade agropecuária e valoriza o conhecimento técnico dos profissionais do setor é motivo de grande satisfação”, afirmou.

O presidente do Confea, Vinicius Marchese, destacou que a formalização da parceria é resultado de um processo iniciado há cerca de dois anos e que encontrou ambiente favorável no Ministério da Agricultura para avançar até a assinatura do acordo. “Esse acordo tramitou por aproximadamente dois anos. Sob a gestão do ministro Fávaro, encontramos muita abertura no ministério para dialogar e encaminhar essa cooperação, que é muito importante para fortalecer o trabalho técnico e institucional da engenharia e da agronomia no país”, afirmou Marchese.

Entre as iniciativas previstas estão a realização de eventos técnicos, cursos de capacitação e treinamentos para profissionais que atuam no setor, além da troca de conhecimentos e metodologias de fiscalização relacionadas às cadeias produtivas agropecuárias. As ações também incluem a colaboração na implementação de regras sanitárias e na disseminação de boas práticas entre os profissionais da área.

O plano de trabalho do acordo prevê, ainda, capacitações em inspeção de produtos de origem vegetal, formação de profissionais nas áreas de sementes e classificação de grãos, treinamento de aplicadores de agrotóxicos e cursos voltados à emissão de receituário agronômico.

A parceria terá vigência inicial de cinco anos e não prevê a transferência de recursos financeiros entre as instituições. As ações serão executadas em regime de cooperação, com cada parte responsável pelos custos das atividades sob sua competência.

A execução das atividades será acompanhada por um grupo técnico formado por representantes das duas instituições, responsável por monitorar as ações previstas e avaliar os resultados ao longo da vigência do acordo.

Fonte: Assessoria Mapa
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Mapa apreende mais de 5 mil litros de fertilizantes irregulares em São Paulo

Operação identificou produtos sem registro e com inconsistências em rótulos durante fiscalização no interior.

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Foto: Divulgação

Uma operação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 5.046 litros de fertilizantes com irregularidades no interior de São Paulo. A ação foi realizada nas cidades de Cedral, Olímpia e Urupês, na região de São José do Rio Preto.

Os produtos, além de infringirem a legislação vigente, não possuíam registro no Mapa, o que impede a comprovação de sua eficácia. Fertilizantes irregulares também podem causar prejuízos aos agricultores, já que frequentemente apresentam formulações desequilibradas, comprometendo o desenvolvimento das plantas e provocando alterações fisiológicas e nutricionais.

Durante a fiscalização, um veículo que transportava produtos destinados à revenda foi abordado. Na carga, os auditores fiscais federais agropecuários (AFFAs) identificaram fertilizantes líquidos com rótulos contendo números de registro incompatíveis com as formulações e garantias declaradas. Os produtos foram considerados sem registro no Ministério. A nota fiscal foi retida, e os lotes foram apreendidos no estabelecimento comercial responsável.

Outras irregularidades também foram constatadas, como a ausência de comprovantes de controle de qualidade dos lotes e a inexistência de ordens de produção com o detalhamento das matérias-primas utilizadas. Ao todo, sete empresas foram fiscalizadas na primeira semana de março, sendo três autuadas.

A operação foi solicitada pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal do Estado de São Paulo (SISV-SP) e executada por equipes das unidades regionais do Mapa em Araraquara e São José do Rio Preto.

Os auditores também verificaram que algumas empresas produziam adjuvantes nas mesmas instalações destinadas à fabricação de fertilizantes. Como as matérias-primas utilizadas nesses produtos são diferentes das autorizadas para fertilizantes, a produção conjunta, sem a devida segregação de processos e controles, não é permitida. A prática pode resultar em contaminação cruzada, comprometendo a qualidade e a conformidade dos produtos.

Todos os fertilizantes irregulares foram apreendidos. As empresas envolvidas foram autuadas e intimadas a regularizar suas atividades conforme a legislação vigente.

Vendas online

A fiscalização também identificou que estabelecimentos da região realizam vendas por telefone e promovem produtos por meio de redes sociais. O Mapa está intensificando o monitoramento desse tipo de comércio e orienta os consumidores a verificarem a regularidade e o registro dos produtos antes da compra, evitando a aquisição de itens irregulares ou falsificados.

O Ministério reforça ainda que qualquer cidadão pode denunciar a comercialização de fertilizantes irregulares por meio da plataforma Fala.BR, disponível no site.

A atuação do Mapa é baseada na análise de risco de produtos e locais críticos, priorizando ações preventivas e repressivas sustentadas por inteligência fiscal. O objetivo é otimizar recursos, ampliar a efetividade das operações e garantir a conformidade dos insumos agropecuários, protegendo a produção agrícola, o consumidor e promovendo a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Assessoria Mapa
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Colunistas

Tensões no Estreito de Taiwan entram no cálculo econômico das eleições brasileiras de 2026

Dependência do agro da China e da indústria dos semicondutores taiwaneses coloca política externa no centro do debate sobre custos, inflação e competitividade.

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Foto: Shutterstock

O cenário geopolítico de 2026 situa o Brasil em uma encruzilhada estratégica: enquanto o país ruma para as eleições de outubro, a estabilidade do Estreito de Taiwan deixa de ser um detalhe cartográfico para se tornar um pilar da saúde econômica nacional. Se a distância entre os dois pontos é vasta no mapa, a interdependência é absoluta na prática, transformando tensões no Pacífico em variáveis diretas da política interna brasileira.

O resultado das urnas definirá a longevidade de uma coreografia diplomática complexa, na qual o próximo governo deverá equilibrar a histórica neutralidade do Itamaraty, a voracidade exportadora do agronegócio e a dependência vital da indústria nacional pelos semicondutores taiwaneses.

Desde a retomada das relações com a China na década de 1970, o Brasil mantém adesão ao princípio de ‘Uma Só China’, posição reafirmada pelo governo Lula, que vê a questão como assunto interno de Pequim.

No campo da oposição, nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior enfrentam o dilema entre a afinidade ideológica com as democracias liberais e o ‘pragmatismo do PIB’, já que o agronegócio, base de apoio da direita, depende profundamente da China, que absorve 37% das exportações do setor. Assim, a tendência para 2027, mesmo sob nova direção, seria a manutenção da neutralidade, mas com a abertura de canais mais pragmáticos e seguros com Taipei.

Artigo escrito por Márcio Coimbra, mestre em Ação Política, diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig) e presidente-executivo do Instituto Monitor da Democracia.

Essa política é moldada por uma vulnerabilidade dual. No flanco das exportações, a dependência chinesa torna o país refém da estabilidade logística no Leste Asiático, por onde transita 25% do comércio marítimo global. Um eventual conflito no Estreito dispararia custos de frete e seguros, asfixiando a rentabilidade do campo em um reflexo ainda mais grave do que o visto recentemente no Estreito de Ormuz.

Paralelamente, o Brasil deve trilhar um caminho de integração profunda com o ecossistema tecnológico taiwanês para alavancar sua reindustrialização sob bases modernas. Sem os semicondutores produzidos na ilha, a indústria brasileira, de veículos a máquinas agrícolas de precisão, sofreria um colapso imediato. Esse cenário de ‘apagão tecnológico’ seria um catalisador inflacionário agressivo, tornando a preservação da autonomia de Taiwan uma garantia de sobrevivência para a competitividade nacional.

O próximo presidente terá que gerir o risco da ‘desinflação exportada’ pela China enquanto navega por sanções cruzadas entre Washington e Pequim. O impacto da eleição de 2026 será um exercício de equilíbrio de riscos, pois o Brasil, embora sem peso militar, tem exposição econômica suficiente para sofrer as ondas de choque de qualquer alteração no status quo.

A política externa deve, portanto, evitar que o país se torne um dano colateral, mantendo canais abertos com Pequim e Taipei, que representam países soberanos e independentes, ambos igualmente parceiros estratégicos para a economia brasileira.

E aqui reside o ponto mais importante: o próximo ocupante do Palácio do Planalto herdará a missão de diversificar parceiros comerciais e buscar autossuficiência tecnológica, um desafio monumental que determinará se o Brasil será um ator resiliente ou uma vítima passiva das tensões no Pacífico.

Fonte: Artigo escrito por Márcio Coimbra, mestre em Ação Política, diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig) e presidente-executivo do Instituto Monitor da Democracia.
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