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Cadeia do leite cria oportunidade para startups

É a terceira edição do Ideas for Milk, liderado pela Embrapa

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Assim como as fintechs invadiram o setor financeiro, a visibilidade das agtechs, ou startups do agronegócio, vem aumentando diariamente. O campo demanda cada vez mais tecnologia, em busca de melhor produtividade e maior renda para o produtor rural. Um exemplo é o setor de leite, cujo faturamento total da cadeia produtiva chega a R$ 70 bilhões ao ano, e que tem na inovação uma alternativa para impulsionar seu crescimento de forma saudável.

"A margem do negócio do leite é pequena e toda tecnologia voltada a melhorar a precisão dessa cadeia é bem-vinda. Isso reduz os custos e aumenta a qualidade do produto", diz o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins.

A Associação Brasileira de Startup (ABStartups) estima que existem atualmente 391 agtechs no País, de um universo de 6.329 startups. Como a penetração do agronegócio no mercado brasileiro de tecnologia da informação ainda é muito baixa e há necessidade de ampliar o acesso do setor a essas inovações, o entendimento é que existem inúmeras oportunidades para quem deseja empreender na área.

Um exemplo está na cadeia do leite. A área exige muita profissionalização e produção em escala, o que aumenta a demanda da chamada pecuária de precisão. E quem se antecipar às tendências pode se aproveitar do momento propício.

Foi pensando neste cenário que a Embrapa Gado de Leite idealizou o Ideas for Milk, um desafio de startups voltadas para o segmento em que atua, cujas inscrições gratuitas estão abertas até 28 de outubro pelo site do Ideas for Milk. A competição nacional tem como foco empreendedores com ideias inovadoras baseadas em softwares web, aplicativos mobile ou soluções em hardware, incluindo internet das coisas, para os diversos setores produtivos da cadeia do leite. Este é o terceiro ano do evento, que dessa vez será realizado em São Paulo, depois de já ter passado por Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG).

"O Ideas for Milk teve um papel bem relevante para nós. Quando participamos, já tínhamos a empresa, mas estávamos no mercado de uma maneira bastante embrionária. O Ideas for Milk  serviu para revolucionar o que entendíamos sobre leite, sobre vacas. Conhecemos muita gente e fizemos contatos importantes. Ele tem tudo para crescer a cada ano e se tornar um dos grandes eventos de tecnologia do Brasil", diz o sócio-fundador da Cowmed, Leonardo Guedes.

A empresa foi a segunda colocada no Desafio de Startups 2017, ainda com o nome “SmartFarm – Tradutor de Vacas”.  A Cowmed produz uma coleira que monitora parâmetros comportamentais das vacas ligados a saúde e reprodução, e emite alertas via aplicativo de celular e software relacionados a saúde, cio e nutrição.

“Ficamos visivelmente mais conhecidos e ganhamos repercussão e visibilidade em termos de marketing e vendas. Com certeza absoluta tivemos mais resultados depois da nossa participação. Muita gente que nos conhece foi a partir do Ideas for Milk”, afirma Guedes.

O objetivo da Embrapa é que o Ideas for Milk cumpra o papel de criar uma nova oportunidade no mercado para o público com interesse na cadeia do leite e ampliar o ecossistema de inovação, envolvendo um grande número de empresas e entidades.  Martins garante que a Embrapa e as empresas do setor leiteiro estão interessadas no desenvolvimento tecnológico e na valorização das ideias.

"Uma startup que participar do evento pode ganhar o mundo. Quem avalia essas empresas são produtores e empresários do setor com uma visão dinâmica e inovadora. É uma visibilidade inigualável", diz Martins. A tecnologia aplicada no Brasil pode ser replicada internacionalmente, como em países da América Latina ou da África, lembra. 

Fonte: Assessoria

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Notícias Sanidade

ABPA e DIPOA promovem encontro sobre inspeção

Será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (DIPOA/MAPA) realizam ao longo desta semana um encontro conjunto para tratar sobre temas do sistema de inspeção do setor de proteína animal. A programação do evento, iniciada na segunda-feira (18), segue até sexta-feira (22), em São Paulo, SP.

Na ocasião, será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos. Além disso, também serão discutidas as ações e procedimentos de verificação oficial dos controles em estabelecimentos produtores de carne e suínos. Participam do encontro técnicos das agroindústrias produtoras e exportadoras e auditores fiscais do Ministério da Agricultura.

“Este é um trabalho que tem como princípio o fortalecimento do trabalho pela qualidade e a reconstrução da imagem do setor produtivo, seguindo todos os parâmetros legais em uma parceria do setor público e da iniciativa privada.  Esperamos realizar, em breve, novos eventos com o mesmo objetivo”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Leiteiro

Estoques reduzidos e menor produção elevam preço do UHT

Altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios

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O preço do leite UHT negociado no atacado do Estado de São Paulo subiu 0,24% entre as duas últimas semanas, fechando com média de R$ 2,4357/litro no período entre 11 e 15 de fevereiro. Conforme colaboradores do Cepea, as altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios.

Apesar da valorização, as negociações entre laticínios e atacados permaneceram baixas. Já o queijo muçarela se desvalorizou 0,83% na mesma comparação, fechando com média de R$ 17,2862/kg entre 11 e 15 de fevereiro. Quanto à liquidez no mercado deste derivado, permaneceu estável no período.

Fonte: Cepea
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Notícias No Paraná

Trigo pode ser boa alternativa ao produtor na 2ª safra

Como o clima está favorável, os preços e custos de produção irão balizar tomada de decisão dos agricultores

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Divulgação/SECS

Com o avanço da colheita dos grãos de verão no Paraná, triticultores do Estado já planejam a divisão das áreas de semeio na segunda safra. Como o clima está favorável ao desenvolvimento tanto do trigo quanto do milho, os preços e custos de produção é que irão balizar a tomada de decisão dos agricultores por um ou outro.

Segundo dados da equipe de custos agrícolas do Cepea, em Cascavel, PR, o custo operacional de produção do milho 2ª safra foi calculado em R$ 2.822,54/hectare, contra R$ 1.901,03/ha para o trigo. A produtividade média das últimas três safras foi de 93 sacas/ha para o milho e de 49 sc/ha para o trigo, de acordo com dados do Deral/Seab.

Considerando-se os valores médios de venda em janeiro/19, as receitas geradas seriam de R$ 2.724,08/ha para o milho e de R$ 2.343,38/ha para o trigo. Portanto, a receita obtida com a cultura do trigo foi suficiente para saldar os custos operacionais e gerar margem positiva ao produtor, de R$ 442,35/ha. Já a receita obtida com o milho 2ª safra não foi suficiente para cobrir o total de desembolsos, resultando em margem negativa ao produtor, de R$ 98,46/ha.

Fonte: Cepea
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