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Brasil precisará de um exército de profissionais agroflorestais para liderar a transição regenerativa no mundo

A agricultura do futuro, que caminha regenerando e potencializando a natureza, seu principal ativo, clama por profissionais dinâmicos e interdisciplinares, que compreendam os sistemas alimentares em sua totalidade, para tomar decisões prósperas e sustentáveis a longo prazo

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Paula Costa e Valter Ziantoni, fundadores da PRETATERRA

*Paula Costa – engenheira florestal com especialização em Gerenciamento Ambiental pela ESALQ – USP e bióloga pela UNESP. Premiada em 2016 pela Sociedade Brasileira de Silvicultura, fundadora da PRETATERRA.
*Valter Ziantoni, engenheiro florestal com especialização em Gerenciamento pela FGV, especialista florestal da UNDP/ONU e mestre em Agrofloresta pela Bangor University, fundador da PRETATERRA.

A COP26, conferência da ONU para a discussão das questões climáticas, estimulou as lideranças do cenário agrícola nacional a discutirem e mobilizarem forças para que a agricultura brasileira se torne referência mundial de sustentabilidade pela adoção de práticas regenerativas, como a agrofloresta.

A agricultura é diretamente dependente do clima e, com a situação ambiental global que vivemos hoje, ela se vê obrigada a inovar na busca por resiliência. Questionamentos sobre o modelo de produção vigente, com foco em monocultura de commodities, são cada vez mais constantes e sistemas de produção regenerativos vêm ganhando espaço. O Brasil é o país com maior potencial no mundo para exercer um papel ativo e protagonista na mitigação das mudanças climáticas. E, esse caminho, passa obrigatoriamente pela revisão dos modos de produção do alimento.

Hoje a agricultura é considerada ainda uma vilã do clima e não resolve o problema da fome no mundo. Mas isso nem sempre foi e não precisa continuar assim. A agricultura pode ser o elo perdido entre o ser humano e o planeta. Podemos, de fato, otimizar o conservação do meio ambiente por meio de práticas agrícolas sustentaveis. Uma prova disso é a terra preta de índio, um tipo de solo antropogênico, extremamente fértil, encontrado na Amazônia. A sabedoria dos povos ancestrais da floresta tem muito a agregar à agricultura do futuro. Cabe a nós resgatá-la, combinando-a com o que há de mais moderno em ciência e tecnologia no presente.

A agrofloresta combina soluções ancestrais com conhecimento atual: já sabemos que ela gera resiliência social, ambiental e econômica. Protege e recupera o solo e as nascentes. Aumenta a biodiversidade e a conexão das áreas de conservação na paisagem. Produz alimentos altamente nutritivos, sequestra carbono da atmosfera, gerando inúmeros serviços ambientais e colaborando para a soberania alimentar. Se a agrofloresta é uma solução tão boa, porque é que não ganha escala e não se torna a norma para a agricultura brasileira e mundial?

A resposta é simples: faltam profissionais capacitados para pensar, criar, implantar, manejar e replicar sistemas produtivos biodiversos. A PRETATERRA, tem trabalhado na missão de levar a agrofloresta para todos em todas as partes de forma incansável. Nossa experiência, em campo, nos levou à conclusão de que, para atingir escala de paisagem, a agrofloresta regenerativa precisa, urgentemente, de profissionais capacitados em sistemas biodiversos de produção agrícola. Não existem escolas ou formações estruturadas que oferaçam uma carreira em sistemas regenerativos de produção. O profissional agroflorestal é praticamente inexistente, tornando o processo de transição muito lento.

Os profissionais rurais estarão cada vez mais inseridos em um mundo globalizado e preocupado com os recursos naturais e com as pessoas, numa agricultura pujante e tecnológica. Para continuar acontecendo, o desenvolvimento rural precisa de trabalhadores que saibam, além de melhorar a produtividade, lidar com a biodiversidade, o mercado de carbono, os serviços ambientais e o desenvolvimento socioambiental. Entender e contabilizar as externalidades, ou seja, os efeitos sociais, econômicos e ambientais indiretamente causados pela prática agrícola, também é essencial para a sustentabilidade e resiliência da agricultura do futuro.

Há, ainda, um espaço crescente para a gestão da propriedade rural como um negócio regenerativo lucrativo, por meio do empreendedorismo rural. As oportunidades vão desde o gerenciamento dos recursos naturais, para o mercado de carbono e de serviços ecossistêmicos, até o aperfeiçoamento do processamento pós-colheita que agrega maior valor à produção. Sem falar no turismo rural, que vem crescendo muito nos últimos anos, especialmente devido à pandemia do COVID-19. Temos um potencial enorme que precisa ser desenvolvido e que necessita de profissionais altamente preparados.

A agricultura do futuro, que caminha regenerando e potencializando a natureza, seu principal ativo, clama por profissionais dinâmicos e interdisciplinares, que compreendam os sistemas alimentares em sua totalidade, para tomar decisões prósperas e sustentáveis a longo prazo. Precisamos, de uma vez por todas, vencer o alienamento ecológic e a apatia frente aos desafios globais que vivenciamos tão fortemente no mundo todo, especialmente no universo agrícola.

Criar novas frentes de formação agricola regenerativa e de transferência tecnológica se faz imprescíndivel se quisermos atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e liderar, como país, a transição regenerativa da agricultura. O Brasil tem a possibilidade de se tornar, não apenas o celeiro alimentar do mundo, mas também, o celeiro de profissionais agroflorestais que mudarão a paisagem do planeta como a conhecemos!

Fonte: Assessoria
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Seapi abre inscrições para Salão de Iniciação Científica com foco em bioinsumos e inovação no agro

Evento será realizado de forma online nos dias 23 e 24 de setembro e receberá trabalhos de estudantes, pesquisadores e servidores nas áreas animal, vegetal e de desenvolvimento rural.

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Foto: Divulgação/APS

Estão abertas as inscrições para o 15º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (Sicit), promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA). O evento será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, em formato totalmente online, com transmissão pelo canal do DDPA no YouTube.

A programação inclui também o 10º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2026. Durante os dois dias serão apresentados resultados de estudos nas áreas de produção animal, produção vegetal e desenvolvimento rural. A abertura do evento terá como tema “Bioinsumos: Legislação e Aplicações na Agropecuária”.

Foto: Matheus Flalanga

As inscrições são gratuitas. Podem submeter trabalhos bolsistas regularmente matriculados em instituições de ensino superior que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação tecnológica. Os participantes deverão encaminhar um resumo e realizar apresentação oral, gravada previamente, conforme as vagas disponíveis.

Os resumos devem ser enviados pela plataforma Even3 até 24 de agosto, seguindo o modelo previsto no edital. A divulgação dos trabalhos aprovados está prevista para 08 de setembro, enquanto o prazo para envio dos vídeos das apresentações encerra em 13 de setembro. Serão aceitos apenas resumos com resultados parciais, preliminares ou finais de pesquisas.

O evento também é aberto ao público interessado. As inscrições para ouvintes permanecem disponíveis até 22 de setembro, véspera do início da programação.

Foto: Divulgação

Segundo a Seapi, o Salão de Iniciação Científica, o Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa têm como objetivo ampliar o espaço para apresentação de pesquisas desenvolvidas por estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação, além de pesquisadores e servidores da secretaria.

A iniciativa também busca estimular o interesse pela pesquisa científica, incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores e promover a geração e a transferência de conhecimento e de novas tecnologias para a agropecuária gaúcha.

Para mais informações, incrições e edital clique aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Governo atualiza preços mínimos para as safras 2026/27 e 2027

Novos valores servirão de referência para as operações da PGPM e abrangem leite, milho, soja, sorgo e outras culturas de verão e produtos regionais.

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Foto: Gilson Abreu

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13) a Portaria nº 934, que atualiza os preços mínimos dos produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os novos valores servirão de referência para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo que assegura remuneração mínima aos produtores quando os preços de mercado ficam abaixo do piso estabelecido.

Foto: Shutterstock

Entre os principais produtos contemplados estão leite, milho, soja e sorgo, culturas de grande relevância para a agropecuária brasileira. Os preços mínimos também foram fixados para algodão, arroz, feijão, mandioca e seus derivados, cacau, borracha natural cultivada, caroço de algodão, juta/malva e outros produtos regionais.

A vigência dos preços mínimos varia entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto.

A portaria também estabelece os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Estão incluídas sementes de algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo, com vigência entre novembro de 2026 e junho de 2028.

O que é a PGPM?

A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é um instrumento de apoio à comercialização agrícola. Por meio dela, o governo estabelece preços de referência para diversos produtos agropecuários, buscando reduzir os impactos das oscilações de mercado sobre a renda dos produtores.

As propostas de preços mínimos são elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base nos custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo, conforme determina o Decreto-Lei nº 79/1966. Os valores são posteriormente aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Fonte: O Presente Rural
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Colheita de milho fica abaixo da média de 5 safras

Cepea aponta baixa liquidez no mercado spot e compradores aguardam maior oferta da segunda safra.

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Fotos: Shutterstock

As cotações do milho continuam firmes em boa parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado spot segue com baixa liquidez, influenciado pelo ritmo das negociações entre vendedores e compradores.

De acordo com o Cepea, muitos produtores priorizam os trabalhos de campo neste período, enquanto os compradores permanecem cautelosos e aguardam o avanço da colheita da segunda safra, que deve ampliar a oferta do cereal. As altas registradas nas cotações internacionais também contribuem para sustentar os preços no mercado interno.

O Centro de Pesquisas informa que, embora fossem esperadas quedas nas cotações durante o período de colheita, as condições climáticas reduziram temporariamente a oferta de milho. A colheita da segunda safra segue em ritmo semelhante ao registrado no ano passado, mas permanece abaixo da média das últimas cinco safras.

Outro fator apontado pelo Cepea é a valorização da soja, que levou parte dos produtores a priorizar a comercialização da oleaginosa, adiando as vendas de milho à espera de melhores oportunidades de mercado.

Para as próximas semanas, o Cepea destaca que a previsão de menor volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste deve favorecer o avanço da colheita. Com isso, os produtores poderão avaliar com maior precisão a produtividade da segunda safra, considerando os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em Mato Grosso.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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