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Notícias Em dezembro

Boletim Agropecuário aponta alta nos preços do boi gordo e quebras nas safras de milho e soja em Santa Catarina

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Nas primeiras semanas de dezembro, os preços do boi gordo em Santa Catarina apresentaram alta de 1,1% em relação à média do mês anterior, tendência observada estado: -21,1%. De acordo com os dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o estado abateu 52,8 mil bovinos em novembro, queda de 7,2% em relação aos abates do mesmo mês de 2022. No acumulado do ano (janeiro a novembro), foram abatidos 553,8 mil bovinos em Santa Catarina, queda de 3,8% em relação à produção do mesmo período do ano passado.

Foto: Shutterstock

Na avicultura de corte, foram exportadas 91,4 mil toneladas de carne de frango (in natura e industrializada) em novembro, alta de 10,0% em relação às exportações do mês anterior e de 9,5% na comparação com as de novembro de 2022. As receitas foram de US$172,6 milhões, alta de 7,8% em relação às do mês anterior, mas queda de 8,6% na comparação com as de novembro de 2022. No acumulado de janeiro a novembro, Santa Catarina exportou 993,3 mil toneladas, com receitas de

E na suinocultura, os embarques totalizaram 56,8 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos) em novembro, alta de 21,1% em relação às exportações do mês anterior e de 12,1% na comparação com as de novembro de 2022. As receitas, por sua vez, foram de US$127,2 milhões, crescimento de 21,2% em relação às do mês anterior e recuo de 2,1% em relação às de novembro de 2022. No acumulado de janeiro a novembro, o Estado exportou 595,5 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$1,43 bilhão, altas de 8,6% e 10,6%, respectivamente, em relação às do mesmo período de 2022.

Produção de leite
Neste mês de dezembro, o IBGE divulgou novos resultados da Pesquisa Trimestral do Leite, agora com os dados estaduais referentes ao terceiro trimestre do ano. No período de janeiro a setembro de 2023, a quantidade de leite cru adquirida pelas indústrias no Brasil foi 1,9% maior que a do mesmo período de 2022. Em Santa Catarina, o crescimento foi de 7,2%. Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Tabajara Marcondes, esse índice é bastante superior ao dos demais estados de maior produção leiteira.

Foto: Fernando Dais

Em novembro, as importações brasileiras de lácteos voltaram a aumentar, tanto na comparação com outubro de 2023, quanto em relação a novembro de 2022. No acumulado de janeiro a novembro, foi importado o equivalente a 1,9 bilhão de litros, o que representa 8,1% da oferta total de leite inspecionado no Brasil. De acordo com Tabajara, essa participação das importações no mercado nacional está muito acima do que vinha ocorrendo nos anos mais recentes.

Em relação aos preços médios recebidos pelos produtores catarinenses, depois de meses de queda, dezembro apontou para uma recuperação. Segundo os levantamentos da Epagri/Cepa, o preço médio recebido pelos produtores catarinenses em dezembro foi de R$2,02. Em novembro o valor havia chegado ao menor patamar do ano, com média de R$1,89.

Milho
As condições climáticas desfavoráveis fizeram com que a estimativa de produtividade do milho catarinense fosse reduzida. Inicialmente a produtividade prevista era de 8,83 toneladas por hectare. Atualmente a estimativa está em 8,27 toneladas por hectare. O excesso de chuvas que atrasou o plantio e dificultou os tratos culturais, inundações em lavouras já em desenvolvimento, perda de nutrientes com as enxurradas e o excesso de dias nublados, que reduz a fotossíntese e, consequentemente, o potencial produtivo, foram os fatores que levaram à redução. Em relação aos preços, o alto volume exportado pelo Brasil, que já chega a 50 milhões de toneladas, pode favorecer a recuperação dos preços.

Foto: José Fernando Ogura

Soja
Os impactos do excesso de chuva também foram sentidos na safra de soja, pois atrasaram o plantio, o que deve impactar na produtividade e na produção total. No Boletim atual, a estimativa de produção total do Estado foi reduzida de 2,9 para 2,73 milhões de toneladas. Os preços da soja em grão apresentaram pequenas oscilações no mercado brasileiro em novembro e início de dezembro. A maior demanda externa impulsionou sua liquidez no mercado brasileiro, sustentando os preços que subiram 1,7% no Estado em novembro, na comparação com o mês anterior. Segundo a Mdic/Secex, o Brasil embarcou 98 milhões de toneladas do produto entre janeiro e novembro, cerca de 20 milhões de toneladas a mais que em 2022.

Trigo
Os preços médios recebidos pelos produtores catarinenses de trigo interromperam a trajetória de queda que vinha acontecendo desde o início do ano. No mês de novembro, houve variação positiva de 10,50% em relação ao mês anterior. Na comparação anual, em termos nominais, os preços recebidos em novembro deste ano estão 35,22% abaixo dos registrados no mesmo mês de 2022. Com a safra 2023/24 tecnicamente encerrada no Estado, as regiões produtoras ainda avaliam os prejuízos decorrentes do excesso de chuvas durante praticamente todo o período de cultivo. Até o momento, espera-se uma redução de 2% na área plantada, passando dos 139,7 mil hectares registrados na safra passada, para 137,4 mil hectares na atual. A produtividade estimada, de 2.336 quilos por hectare representa uma redução de 33% em relação à safra anterior. A colheita esperada é de 320,9 mil toneladas, volume 32% inferior ao da safra anterior.

Arroz
Dados do Boletim Agropecuário apontam que os preços ao produtor continuam com a tendência de aumento iniciada em julho. O comportamento observado dos preços segue o esperado, com fatores que tendem a manter o mercado aquecido. Destaca-se a menor produção brasileira devido à quebra da safra gaúcha de 2022/2023, o aumento das exportações em 2023 e a expectativa de redução da produtividade na safra 2023/2024 em razão do El Niño. Combinado com esses fatores, os estoques dos demais países do Mercosul estão baixos em virtude das quebras na produção decorrentes de problemas climáticos, o que reforça a tendência de alta dos preços pela menor oferta.

Feijão
Até a primeira quinzena de dezembro, cerca de 77% das áreas destinadas ao plantio de feijão 1ª safra em Santa Catarina já foram semeadas. Estima-se que serão plantados cerca de 31 mil hectares.  Espera-se uma redução superior a 5% na produtividade e, consequentemente, uma queda no volume total produzido na ordem de 4,5%, em comparação com a safra anterior. Caso as chuvas excessivas persistam durante o mês de dezembro, as perdas em produtividade poderão ser mais expressivas.

Banana
A análise do mercado atacadista estadual revela uma valorização nas cotações da banana-caturra e na banana-prata entre outubro e novembro de 2023. Contudo, a expectativa é de desvalorização de ambas as variedades, devido ao aumento na oferta e à diminuição na demanda causada pelo início do período de férias escolares e festas de fim de ano.

A participação da banana catarinense no mercado nacional entre janeiro e novembro de 2023 representou 9,2%, com aumento significativo em volume (35,1%) e valores (24%) na comparação com o mesmo período do ano anterior. Nas exportações catarinenses houve redução de 30,6% no volume comercializado com os países do Mercosul, principalmente pela crise econômica argentina que reduziu a capacidade de importação da fruta brasileira.

Alho e cebola

As safras catarinenses de alho e cebola foram bastante impactadas pelo excesso de chuva dos meses de outubro e novembro. O resultado é uma estimativa de produção bem abaixo das expectativas iniciais. Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Jurandi Gugel, a produção de alho deve ficar em 48% do volume projetado antes do início do plantio, que era de 15,9 mil toneladas. Em junho, no lançamento das estimativas da safra de inverno pela Epagri/Cepa, essa produção já havia sido atualizada para 12 mil toneladas em decorrência do trabalho de campo que indicou redução na área cultivada. Com os problemas gerados pelas fortes chuvas, agora a estimativa é de uma colheita de 7,6 mil toneladas.

A estimativa da produção de cebola também foi atualizada. Conforme os dados levantados, os problemas climáticos devem gerar uma quebra de cerca de 27% na perspectiva inicial da safra 2023/2024. Em junho, quando as estimativas iniciais da safra de inverno foram lançadas, a estimativa era de uma produção de 554 mil toneladas. Agora a perspectiva é de colher 402 mil toneladas.

Confira os dados de todas as culturas no Boletim Agropecuário.

Fonte: Assessoria Epagri

Notícias Em conversa com produtores

Ministro da Agricultura reafirma apoio do Governo Federal na reestruturação do Rio Grande do Sul

Carlos Fávaro fez um balanço de todas as ações realizadas pelo Governo Federal para apoiar a agropecuária da região, atingida pelas fortes chuvas.

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Foto: Divulgação/Mapa

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, voltou a conversar por videoconferência, na sexta-feira (19), com representantes do movimento SOS Agro RS e empresas, cooperativas, entidades e pessoas de diversos segmentos do estado do Rio Grande do Sul. O ministro fez um balanço de todas as ações realizadas pelo Governo Federal para apoiar a agropecuária da região, atingida pelas fortes chuvas. “Importante dizer que não estamos começando um processo. A participação do Governo Federal foi primeiro com acolhimento e solidariedade. Todos os dias estamos voltados ao Rio Grande do Sul. Um governo que não mediu esforços nessa reconstrução”, garantiu o ministro.

Fávaro destacou ainda a criação do Gabinete Itinerante do Mapa no estado gaúcho. O grupo transita entre os municípios dos territórios afetados, conforme avaliação preliminar das regiões e atividades atingidas. “Com apoio da nossa Superintendência no estado, estamos todos os dias com uma equipe de Brasília visitando, diagnosticando e coletando informações para construirmos as melhores soluções”, disse.

O ministro citou outras ações, como reuniões com entidades representativas de classe: Farsul, Sindicatos rurais, Federarroz e o movimento SOS Agro RS; a suspensão do vencimento das dívidas dos produtores até 15 de agosto; liberações de linhas de crédito no âmbito do Pronaf e Pronamp; a possível suspensão temporária da negativação dos nomes dos produtores rurais para acessar novos créditos; a regulamentação do Fundo Garantia de operações no valor de R$ 600 milhões para Pronaf e Pronamp; entre outras medidas de apoio.

O Governo Federal, explicou o ministro, pode publicar até o fim deste mês uma Medida Provisória para reestruturar o setor agropecuário gaúcho. A MP visa dar tratamento diferente para cada produtor, inclusive com a possibilidade até de zerar as dívidas dos que foram mais afetados e que ficaram com poucas perspectivas, não tendo como deixar ainda mais endividamento. “Não há dúvida da determinação do presidente Lula para enfatizar que estamos do mesmo lado. Vamos trazer de volta a prosperidade do Rio Grande do Sul! É o mínimo para esse estado que é o berço da agropecuária brasileira”, finalizou Fávaro.

Fonte: Assessoria Mapa
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Notícias No Brasil

Caso isolado de doença de Newcastle não deve ter impacto significativo sobre exportações

Em coletiva de imprensa, presidentes da ABPA e ASGAV apontam expectativas positivas sobre restabelecimento da normalidade.

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Foto: Divulgação/Asgav

A ação de esclarecimento e monitoramento da amostra de Doença de Newcastle no Rio Grande do Sul foi rápida e não se esperam impactos significativos sobre as exportações avícolas do Brasil. A análise foi apresentada hoje pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, e pelo presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, em coletiva de imprensa híbrida ocorrida em Porto Alegre (RS).

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin

De acordo com o presidente da ABPA, o autoembargo anunciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil era esperado por conta dos acordos sanitários assinados pelo Brasil, e reforça a posição de transparência com relação aos cuidados sanitários com a produção.

Conforme dados apresentados por Santin, a exportação brasileira representa, em média, 430 mil toneladas mensais. No cenário mais extremo, os destinos em que há algum tipo de embargo, total ou parcial, país ou estado, podem gerar impacto nestes destinos de, no máximo, 60 mil toneladas. “Isto não significa que este volume será destinado ao mercado interno. Provavelmente, os fluxos serão alocados para outros possíveis destinos demandantes destes produtos, especialmente em um momento em que a demanda internacional está aquecida”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O dado representaria, no máximo, entre 5% e 7% da produção mensal brasileira.  “Cabe reiterar que este é um cenário extremo e não é o que se espera em relação ao comportamento dos mercados.  Já há indicativos de potenciais retomadas no curtíssimo prazo, graças ao célere e transparente trabalho de esclarecimento por parte das autoridades técnicas e de negociação dos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores”, completa o diretor de Mercados, Luís Rua, que participou da coletiva.

Conforme o presidente da Asgav, a rápida notificação e tomada de ações pelas autoridades sanitárias federais e do estado permitiram a visualização mais clara do quadro. “Identificou-se rapidamente o entorno da propriedade, foram feitas as análises, seguiu-se o monitoramento. Não há sinalizações de ampliações da ocorrência e, sim, apenas uma amostra identificada na testagem de uma situação pontual.  Por tudo isso, esperamos que o restabelecimento da normalidade ocorra no curto prazo.  Vale lembrar, também, que não há qualquer risco para o consumidor e que já foram realizadas todas as etapas de eliminação da ocorrência e desinfecção da granja”, pontua.

Fonte: Assessoria ABPA
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Notícias

Governo Federal abre crédito extraordinário de R$ 230,9 milhões para atender às programações voltadas ao Rio Grande do Sul

Medida Provisória destina recursos para o Seguro Rural e Embrapa.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) abriu crédito extraordinário de mais de R$ 230,8 milhões para atender às programações voltadas para a agropecuária sustentável e atividades de pesquisa e inovação no Rio Grande do Sul. Objetivo é minimizar os prejuízos causados pelo desastre climático que devastou diversas cidades da região. A Medida Provisória foi publicada nesta sexta-feira (19) no Diário Oficial da União destinando recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e fomento à pesquisa e inovação agropecuária no estado.

Do valor total destinado na MP, foram direcionados R$ 210,9 milhões de incremento para o PSR a fim de auxiliar os produtores gaúchos. O programa oferece ao agricultor a oportunidade de segurar sua produção com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do Governo Federal.

A subvenção econômica concedida pelo Mapa pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa e permite ainda, a complementação dos valores por subvenções concedidas por estados e municípios.

Os outros R$ 20 milhões foram direcionados à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para fomentar pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologias para a agropecuária, manutenção e modernização da infraestrutura física das unidades da empresa no estado e apoio às ações de assistência técnica e extensão rural.

Durante reunião de trabalho do Gabinete Itinerante do Mapa com representantes do setor agropecuário gaúcho, nessa quinta-feira (18), o ministro Carlos Fávaro destacou que “com um bom incremento, é possível dobrar o número de área coberta e dobrar o número de produtores cobertos pelo Seguro para a próxima safra”, disse.

Mais recursos do Plano Safra

O Seguro Rural é um dos destaques do Plano Safra 2024/25, que para o ministro Carlos Fávaro, precisa de atenção especial. “É determinação do presidente Lula, um seguro rural para melhorar a eficiência para o Rio Grande do Sul, para o estado que mais demandava recursos para seguro rural e ainda mais a partir de agora”, reforçou o ministro Fávaro.

Os recursos ordinários para o Seguro Rural do Rio Grande do Sul eram da ordem de R$ 134,4 milhões, cresceram 17% e foi pra R$ 157,4 milhões. E recursos extraordinários, mais R$ 210,9 milhões, perfazendo R$ 368,3 milhões. “O que significa isso? De 12 mil para 26 mil produtores cobertos pelo Seguro Rural no Rio Grande do Sul. De 669 mil para 1,2 milhão de hectares cobertos pelo Seguro. De R$ 5,5 bilhões para R$ 11 bilhões em seguros. 100% de aumento para trazer mais tranquilidade a esses produtores”, explicou.

Fonte: Assessoria Mapa
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