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Biotecnologia gera R$ 143,5 bilhões de receita adicional para o setor agrícola

Estudo da CropLife Brasil, desenvolvido em parceria com a Agroconsult, apurou o crescimento do segmento nos últimos 25 anos e os benefícios ambientais, econômicos e sociais do uso dos transgênicos no país.

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Foto: Shutterstock

A CropLife Brasil, em parceria com a Agroconsult, desenvolveu o estudo “25 anos de transgênicos no campo: Benefícios ambientais, econômicos e sociais no Brasil”, para marcar a data de aprovação do primeiro cultivo transgênico no Brasil. A pesquisa traz os impactos desta tecnologia ano a ano, entre as safras 1998/1999 e 2022/2023, comparativos com o uso de sementes convencionais, relação com o meio ambiente e diferenças de custos de produção em lavouras transgênicas, tanto para o produtor rural quanto para a economia.

A adoção da transgenia começou nos Estados Unidos, em 1994. No ano seguinte, o Brasil promulgou a primeira Lei de Biossegurança (Lei n° 8.974), permitindo o avanço técnico e científico do setor para além das universidades e institutos de pesquisa. A partir daí nasceu a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), com o objetivo de regular as atividades relacionadas à biotecnologia no País.

Dez anos depois, em 2005, uma nova Lei de Biossegurança (n° 11.105) estabeleceu padrões de segurança e mecanismos de fiscalização ainda mais completos para o setor. “Foi um divisor de águas. Além disso, esse marco regulatório mais moderno trouxe o dinamismo necessário à CTNBio e reforçou o caráter técnico nas questões relacionadas aos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) e derivados”, destaca Eduardo Leão, presidente da CropLife Brasil.

Os impactos da biotecnologia na agricultura brasileira

De acordo com a pesquisa, o Brasil possui 56,9 milhões de hectares cultivados com transgênicos, considerando soja, milho, algodão, feijão e cana-de-açúcar. Com isso, ocupa a 2ª posição no ranking de países que mais adotam organismos geneticamente modificados (OGM) nas lavouras. As taxas de adoção chegam a 99% para a soja, 97% para o milho inverno ou safrinha, 98% para o milho verão e 99% para o algodão. Os dados são da safra 2022/2023.

“Entre os impactos ambientais que observamos com o avanço deste tipo de cultura estão o aumento da produtividade e a diminuição da aplicação de defensivos, além de redução de custos de produção e de recursos não renováveis, como a água e a energia, por exemplo,” explica o diretor de Biotecnologia da empresa, Goran Kuhar.

Além de apresentarem um maior índice de produtividade, o estudo concluiu que o índice de preservação é maior naqueles que utilizam transgênicos. Conforme o relatório, para que o nível de produção observado nas áreas com lavoura transgênica fosse mantido, seria necessário o cultivo de 21,4 milhões de hectares adicionais no país entre 1998 e 2022/2023. Isso equivale ao dobro da área de soja plantada no Mato Grosso em 2020.

“É importante observarmos que nos últimos 25 anos, a produção de soja transgênica, por exemplo, cresceu cerca de 300%, mas área plantada aumentou apenas 170% no mesmo período. Quanto ao milho, a produção subiu 75%, com um crescimento de área de 18%. No algodão, a produção é incrementada em 23% e a área somente em 7,5%. Essa é uma perspectiva pouco abordada quando falamos dos benefícios ambientais da adoção da tecnologia”, destaca o diretor.

A redução de aplicações de defensivos químicos é outro impacto positivo neste cenário. Segundo estimativas trazidas pela pesquisa, na safra 2022/2023 a redução do impacto por hectare chegou a 34,4% para soja, 19,6% para o milho inverno, 15,2% para milho verão e 28,8% para algodão.

“Justamente por serem resistentes a um certo número de pragas, as plantas transgênicas não demandam a mesma quantidade de defensivos tradicionais em comparação às plantas convencionais,” acrescenta Kuhar. No total, o cultivo de plantas transgênicas contribuiu para redução da utilização de 1.597 mil toneladas de defensivos, o que corresponde à exclusão do ambiente de 808 mil toneladas de princípios ativos distintos usados para o controle de pragas-alvo.

A redução da aplicação de defensivos também influencia na utilização do maquinário para pulverização dos produtos, impactando no consumo de combustível. A pesquisa também concluiu que, no período analisado, foi registrada uma economia de 565 milhões de litros de combustível em razão a adoção da biotecnologia. Isso é equivalente a retirada de 377 mil carros de circulação das ruas por um ano. Desse valor, 62% são referentes à soja, 36% ao milho e 3% ao algodão.

Entre as safras de 2018/2019 e 2022/2023, também houve uma redução de 10,4 bilhões de litros de água devido aos cultivos transgênicos. O volume é oito vezes o consumo diário de água da população da maior cidade do País, São Paulo.

Reflexos econômicos

Além do impacto ambiental positivo, a economia se beneficia da biotecnologia na agricultura. Para o produtor rural, a adoção de lavouras transgênicas mostrou ser um negócio rentável. A pesquisa concluiu que, em 25 anos, o lucro obtido por hectare de soja transgênica foi 7% superior à cultura convencional. A safra do milho inverno ou safrinha alcançou um avanço de 24%. No milho verão, esse valor é ainda maior: 27%. Já para o algodão, as sementes transgênicas têm margem superior a 64%.

O resultado ilustra o impacto da tecnologia nos custos de produção, mas também nos ganhos de produtividade. As sementes transgênicas foram responsáveis por um volume adicional de produção de 112,3 milhões de toneladas de grãos, sendo 17,5 milhões de toneladas de soja, 93,5 milhões de toneladas de milho e 1,2 milhão de toneladas de algodão.

“Para se ter uma ideia, esse valor equivale a cinco vezes a produção da safra 2022/2023 de soja do estado do Paraná. Importante considerar que esse é o segundo maior produtor do país, perdendo apenas para Mato Grosso. Além disso, considerando o preço médio da soja, do milho e do algodão em cada safra, o aumento da produção corresponde a uma geração de receita adicional de R$ 143,5 bilhões para o setor agrícola ao longo dos últimos 25 anos”, ilustra o presidente Leão.

Transgênicos no Brasil

56,9 milhões de hectares de área plantada
Taxa de adoção
Soja: 99%
Milho safrinha: 97%
Milho verão: 98%
Algodão: 99%
(Safra 2022/2023)

Impactos ambientais

Aumento da produtividade
Diminuição da aplicação de defensivos
Redução de custos de produção
Redução do uso recursos não renováveis

Produtividade e preservação

21,4 milhões de hectares adicionais para atingir a mesma produtividade das lavouras transgênicas, o dobro da área de soja plantada no MT em 2020

Soja transgênica

Crescimento de 300% nos últimos 25 anos
Aumento de área plantada de 170%

Milho transgênico

Crescimento de 75% nos últimos 25 anos
Aumento de área plantada de 18%

Diminuição do uso defensivos

1.597 mil toneladas ou 808 mil toneladas de princípios ativos
Impacto por hectare
Soja: 34,4%
Milho inverno: 19,6%
Milho verão: 15,2%
Algodão: 28,8%
(Safra 2022/2023)

Economia sustentável

Economia de 565 milhões de litros de combustível
Equivale a retirada de 377 mil carros de circulação das ruas por um ano
62% soja
36% milho
3% algodão

Economia de água

Redução de 10,4 bilhões de litros de água
Volume é oito vezes o consumo diário de água de São Paulo
(Entre as safras 2018/2019 e 2022/2023)

Reflexos econômicos

(Lucro obtido por hectare)
Soja transgênica: 7%
Milho safrinha: 24%
Milho verão: 27%
Algodão: 64%

Volume adicional de produção

112,3 milhões de toneladas de grãos
Equivale a cinco vezes a produção de soja do PR – 2º maior produtor do país
17,5 milhões de toneladas de soja
93,5 milhões de toneladas de milho
1,2 milhão de toneladas de algodão

Geração de receita

R$ 143,5 bilhões
(considerando o preço médio da soja, do milho e do algodão em cada safra)
Injeção adicional de R$ 295,7 bilhões na economia
Cifra equivalente ao valor das 50 marcas mais valiosas do Brasil em 2022

Movimento na economia

R$ 6,1 bilhões de reais arrecadados
196.853 empregos adicionais
Crescimento de R$ 14 bilhões na massa salarial
(11,6 milhões de salários-mínimos pagos)

Fonte: Assessoria Crolife

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Abiove atualiza projeções para produção e exportação de soja em 2024

Produção de soja em grão está estimada em 152,5 milhões de toneladas, com o esmagamento em 54,5 milhões de toneladas.

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Foto: Shutterstock

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou as estatísticas mensais do complexo brasileiro da soja até abril de 2024. As projeções da entidade para o atual ciclo sofreram poucas alterações. A expectativa é de que a produção de soja em grão chegue a 152,5 milhões de toneladas, menor 1,4 milhão de toneladas em relação ao levantamento anterior, com o esmagamento mantido em 54,5 milhões de toneladas. A produção do farelo de soja permanece estimada em 41,7 milhões de toneladas e a do óleo em 11 milhões de toneladas.

Processamento mensal

O processamento do mês de abril foi de 4,35 milhões de toneladas, queda de 0,6% em relação a março de 2024 e aumento de 0,6% em relação a abril de 2023, quando ajustado pelo percentual amostral de 90,6%.

Comércio exterior

Os volumes de exportação seguem inalterados: 97,8 milhões de toneladas de soja em grão, 21,6 milhões de toneladas de farelo de soja e 1,1 milhões de toneladas de óleo de soja. A projeção de receita com essas vendas do complexo soja para o mercado exterior é de US$ 54,1 bilhões neste ano.

Fonte: Assessoria Abiove
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Publicação do DDPA mostra impacto das enchentes no mês de maio no Rio Grande do Sul

Foram 456 municípios afetados, sendo 78 em estado de calamidade pública e 348 em situação de emergência. A previsão para o mês de junho indica chuvas abaixo da média climatológica especialmente na metade Sul do Estado e próxima da média na porção Norte.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Comunicado Agrometeorológico nº 70, publicado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, descreve as condições meteorológicas ocorridas no mês de maio de 2024 e a relação destas com o crescimento e o desenvolvimento das principais culturas agrícolas.

O documento está estruturado em diferentes partes que falam das condições meteorológicas, da situação das principais culturas agrícolas do Rio Grande do Sul, como culturas de verão, fruticultura, pastagens e produção animal, os impactos da enchente e os prognósticos para o mês de junho de 2024.

O Comunicado mostra que o mês de maio foi marcado por volumes extremamente altos de precipitação pluvial em grande parte do estado, acima dos 300 mm, mas nas áreas Central (região dos Vales e região metropolitana), Serra, Campos de Cima da Serra e Litoral Norte os valores foram ainda maiores e superaram 500 mm. Os altos volumes impactaram muitos municípios gaúchos.

Conforme Decreto nº 57.626, de 21 de maio de 2024, foram 456 municípios afetados, sendo 78 em estado de calamidade pública e 348 em situação de emergência. “No Comunicado, os produtores podem observar de forma mais ampla as regiões atingidas pela catástrofe, as regiões onde teve os maiores acumulados de chuva, onde teve os maiores deslizamentos, enchentes, alagamentos”, destaca a agrometeorologista e engenheira agrônoma Loana Cardoso, do DDPA, uma das autoras do estudo. O texto contou também com a participação das agrometeorologistas Ivonete Fátima Tazzo e Amanda Heemann Junges, do DDPA, e do coordenador do Simagro, Flávio Varone.

Segundo a estimativa da Emater/RS-Ascar, divulgada em 04 de junho, observaram-se vários danos em instalações localizadas na zona rural, como casas, galpões, armazéns, silos, estufas e aviários, afetando 19.190 famílias rurais, com 9.158 localidades atingidas. Também há problemas para o escoamento da produção de 4.548 comunidades em razão de estradas vicinais afetadas. A produção primária foi severamente afetada pelas chuvas, e houve perdas significativas em várias culturas. No setor de grãos, destacam-se as perdas na área de culturas de verão, em produtos armazenados e plantios iniciais de inverno. Ao atingir regiões próximas à Região Metropolitana, as chuvas e cheias extremas também geraram danos severos na horticultura e fruticultura.

Mês de junho

A previsão para o mês de junho, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indica chuvas abaixo da média climatológica especialmente na metade Sul do Estado e próxima da média na porção Norte. A previsão também indica que as temperaturas do ar deverão ser ligeiramente acima da média na metade norte do Estado e próxima da normal ou até mesmo ligeiramente abaixo na metade Sul. Não se descarta, porém, a ocorrência de geadas em algumas localidades.

O Inmet aponta também um processo de transição de El Niño, indo para neutralidade e em breve, durante o inverno em processo de instalação do La Niña.

Publicação

O Comunicado Agrometeorológico é uma publicação mensal da equipe do Laboratório de Agrometeorologia e Climatologia Agrícola (LACA) do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Neste mês está completando três anos ininterruptos, com dados mensais de mais de 50 estações meteorológicas de diferentes regiões.

Também desde 2022, publica o Comunicado Agrometeorológico – Especial Biomeorológico, coordenado pelo grupo de pesquisa em Biometeorologia do DDPA,  que inclui a Dra. Adriana Tarouco, e descreve as condições meteorológicas por estações do ano e ocorrência de situações de estresse térmico e estimativas de queda de produção de leite nas diferentes regiões do estado, abordando técnicas para diminuir os efeitos das altas temperaturas e umidade do ar na produção leiteira, com o intuito de auxiliar na produção agropecuária gaúcha. “São ferramentas que podem ser usadas por produtores, extensionistas, técnicos, com base em informações ocorridas e para o acompanhamento das condições meteorológicas ao longo do tempo”, destaca Loana.

Fonte: Assessoria Seapi
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Prazo para emissão do CCIR vai até 18 de julho, informa Faesc

O documento, que é emitido de forma gratuita, possibilita transferir, arrendar, hipotecar, desmembrar, partilhar (em caso de divórcio ou herança) o imóvel rural, além de facilitar o acesso aos financiamentos bancários para investimento na propriedade.

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Foto: Divulgação/Faesc

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) alerta sobre o prazo para o produtor rural emitir o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) 2024. O documento está disponível desde a manhã desta terça-feira (18) no portal do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para emissão até o dia 18 de julho.

O documento, que é emitido de forma gratuita, possibilita transferir, arrendar, hipotecar, desmembrar, partilhar (em caso de divórcio ou herança) o imóvel rural, além de facilitar o acesso aos financiamentos bancários para investimento na propriedade.

O presidente do Sistema Faesc/Senar e vice-presidente de Finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Zeferino Pedrozo, reforça a importância do CCIR ao mencionar que o documento é fundamental para qualquer transação envolvendo imóvel rural. “Além disso, facilita a vida do produtor rural no momento de buscar crédito, pois comprova que o imóvel está em situação regular. Por isso, é indispensável que todos os proprietários de imóveis rurais providenciem o CCIR o mais rápido possível”, orienta o dirigente.

O CCIR 2024 substituirá o documento expedido em 2023 e só será válido com a quitação da Taxa de Serviços Cadastrais referente a exercícios anteriores. Para emitir, basta acessar o site do Incra e selecionar a opção “Emissão do CCIR”, ou acessar diretamente pelo link https://sncr.serpro.gov.br/ccir/emissao.

Importante destacar que caso o imóvel rural possua algum tipo de impedimento cadastral no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), o CCIR não estará disponível para emissão. Neste caso, o titular deverá entrar em contato ou se dirigir às Unidades Municipais de Cadastramento – UMC, vinculadas às Prefeituras Municipais, às Unidades Avançadas do INCRA ou às Salas da Cidadania das Superintendências Regionais do INCRA, a fim de receber orientações para resolução da pendência existente.

Fique atento (a)

  • O CCIR não é enviado pelos Correios para o endereço de correspondência do titular;
  • O CCIR só é válido com a quitação da Taxa de Serviços Cadastrais;
  • O acesso ao documento é gratuito.
  • O CCIR do exercício 2024 contém valores de débitos da Taxa de Serviços Cadastrais referentes a exercícios anteriores, caso existam;
  • O vencimento da Taxa de Serviços Cadastrais, referente ao exercício 2024, será 30 dias após a data de lançamento, ficando os débitos não pagos sujeitos à cobrança de multa e juros de mora, em consonância com a Lei nº 8.022, de 12 de abril de 1990, sendo os valores corrigidos de forma automática pelo sistema;
  • A quitação dos valores correspondentes à Taxa de Serviços Cadastrais por meio de boleto com códigos de barras deverá ser efetuada na rede de atendimento do Banco do Brasil.
  • A quitação da Taxa de Serviços Cadastrais por meio de PIX poderá ser realizada utilizando sistemas ou aplicativos de qualquer agente financeiro que permita esse tipo de pagamento;
  • A quitação da Taxa de Serviços Cadastrais por meio de Cartão de Crédito poderá ser feita utilizando um dos prestadores de pagamento disponíveis na página de emissão do CCIR, observando a tarifa correspondente ao serviço de cada prestador.

Mais informações estão disponíveis no edital clicando aqui.

Fonte: Assessoria Faesc
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