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Aurora Alimentos completa 50 anos

A Aurora tem atuado também como difusora do conhecimento científico, assegurando o acesso do pequeno produtor aos avanços da pesquisa agropecuária

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A matriz da Aurora Alimentos está localizada em Chapecó, no oeste catarinense - Foto: Divulgação

A Cooperativa Central Aurora Alimentos – o terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes do Brasil – chegou aos 50 anos de fundação com uma marca formidável: tornou-se uma comunidade produtiva formada por mais de 100 mil famílias espalhadas por cerca de 300 municípios brasileiros. Os festejos do cinquentenário iniciam dia 12 de abril e encerram em 23 de novembro.

Nesse cálculo estão os mais de 28.000 colaboradores diretos da Aurora, as 65.500 famílias rurais cooperadas que formam a base produtiva no campo e os 10.200 colaboradores das 11 cooperativas agropecuárias que a constituem, totalizando 104.000 famílias.

No dia 15 de abril de 1969, dezoito homens representando oito cooperativas do Oeste Catarinense assinaram uma ata com o objetivo comum: construir uma Cooperativa Central para industrializar e comercializar a produção de suínos dos associados.
A Cooperativa Central Oeste Catarinense foi fundada pela Cooperativa Mista Agropastoril Chapecó, Cooperativa de Laticínio Chapecó, Cooperativa Mista Xaxiense, Cooperativa Mista Lajeado Grande de Xaxim, Cooperativa Agrícola Regional Xanxerê, Sociedade Cooperativa Mista de Palmitos, Cooperativa Agropecuária de São Carlos e Cooperativa Mista Modelense.

Ao organizar a produção e obter uma oferta em escala, a Coopercentral criou as bases para a industrialização da produção gerada pelos associados das cooperativas filiadas. A determinação e o arrojo dos dirigentes cooperativistas – tendo à frente o pioneiro Aury Luiz Bodanese – permitiram construir uma estrutura agroindustrial capaz de absorver, transformar e conquistar mercado para essa produção.

Em uma época em que as políticas de desenvolvimento não chegavam ao campo e ao produtor rural era destinado o incipiente papel de fornecedor de matérias-primas baratas para a indústria de transformação de outras regiões, Bodanese teve lucidez suficiente para romper com essa estrutura de dependência. No comando da Coopercentral e da CooperAlfa, projetou a instalação do parque agroindustrial das próprias cooperativas para processar carnes, grãos e leite.

Iniciou um movimento de autoindustrialização que marcou o cooperativismo brasileiro, agregando valor à produção e garantindo renda à família rural. Assegurou assistência técnica, extensão rural e benefícios à população – inclusive um inédito serviço de assistência médica no campo – muito antes do Poder Público estruturar e oferecer algo parecido. Enfim, Bodanese tornou-se um dos principais pilares do cooperativismo catarinense.

A Aurora tem atuado também como difusora do conhecimento científico, assegurando o acesso do pequeno produtor aos avanços da pesquisa agropecuária. A proteção econômica, a atualização tecnológica e a defesa política que a cooperativa proporciona ao seu universo de cooperados são faces da doutrina cooperativista. Graças ao cooperativismo, o campo incorporou novas tecnologias, diversificou as atividades, tecnificou a agricultura e outras explorações pecuárias, adquiriu mais máquinas e equipamentos, automóveis e utilitários, móveis e eletrodomésticos. O cooperativismo ajudou a levar a eletrificação rural a todos os recantos, garantiu assistência técnica em todas as propriedades rurais, proporcionou habitação e saneamento. Enfim, elevou a qualidade de vida da família rural.

Unidades 

A Coopercentral Aurora Alimentos é um conglomerado agroindustrial sediado em Chapecó (SC) que pertence a 11 cooperativas agropecuárias, sustenta 28.000 empregos diretos e tem uma capacidade de abate de 20 mil suínos/dia, 1 milhão de aves/dia e um processamento de 1,5 milhão de litros de leite/dia. Mantém 42 estabelecimentos: oito unidades industriais de suínos, sete unidades industriais de aves, seis fábricas de ração, 13 unidades de ativos biológicos (incluindo granjas, incubatórios e unidade de disseminação de gens), oito unidades de vendas e a sede central (matriz).

As oito unidades industriais de suínos são: Indústria Aurora Chapecó (SC), Frigorífico Aurora Chapecó (SC), Frigorífico Aurora São Miguel do Oeste (SC), Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (MS), Frigorífico Aurora Sarandi (RS), Frigorífico Aurora Chapecó II (SC), Frigorífico Aurora Erechim (RS) e Frigorífico Aurora Joaçaba (SC).

As sete plantas para processamento de aves são: Frigorífico Aurora Maravilha (SC), Frigorífico Aurora Quilombo (SC), Frigorífico Aurora Erechim (RS), Frigorífico Aurora Abelardo Luz (SC), Frigorífico Aurora Guatambu (SC), Frigorífico Aurora Xaxim (SC) e Frigorífico Aurora Mandaguari (PR).

As seis fábricas de rações estão instaladas em Chapecó (SC), Erechim (RS), Cunha Porã (SC), Guatambu (SC), Xaxim (SC), Mandaguari (PR).

As duas unidades armazenadoras de grãos estão instaladas em Chapecó (SC) e em São Gabriel do Oeste (MS).

Cooperativas

A Coopercentral Aurora é um conglomerado agroindustrial sediado em Chapecó (SC) que pertence a 11 cooperativas agropecuárias: Cooperalfa (Chapecó/SC), CooperA1 (Palmitos/SC), Coopercampos (Campos Novos/SC), Copérdia (Concórdia/SC), Auriverde (Cunha Porã/SC), Cooperitaipu (Pinhalzinho/SC), Coasgo (São Gabriel do Oeste/MS), Coopervil (Videira/SC), Cocari (Mandaguari/PR), Colacer (Lacerdópolis/SC) e Caslo (São Lourenço do Oeste/SC).

Fundação Aury Luiz Bodanese

A Fundação Aury Luiz Bodanese (FALB), braço social da Aurora Alimentos, comemorou dez anos de história em 2018. Desde que foi revitalizada, em 2008, a entidade tem como missão valorizar o ser humano e contribuir para o exercício da cidadania com a visão de ser referência em ações que promovam a sustentabilidade e o cooperativismo. Ética, cooperação, confiança, respeito e transparência são os pilares da Fundação. Em dez anos já foram atendidas quase 1,4 milhão de pessoas em 13.085 ações. Por meio do trabalho voluntário, a Fundação chega até as comunidades em que a Aurora Alimentos atua levando, por meio de oito programas, através do trabalho social, ambiental e cultural, alegria e momentos de lazer, informação e conscientização proporcionando, por meio de suas ações, melhor qualidade de vida.

Através da Fundação, a Aurora Alimentos desenvolveu uma ampla política de responsabilidade social, implementando – somente em 2018 – 1.803 ações de natureza educativa, cultural, ambiental e assistencial, beneficiando 135.181 mil pessoas.

Desempenho anual

Em 2018, a receita bruta com vendas da Cooperativa alcançou R$ 9,1 bilhões, um crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior. O mercado interno representou 76% das receitas e, o mercado externo, 24%.

Na área de suinocultura, as oito plantas industriais operaram à plena carga, totalizando, em 2018, o abate e processamento de 5 milhões e 80 mil cabeças, aumento de 7,7% em relação ao ano anterior. A produção in natura de carnes suínas atingiu 424,7 mil toneladas, com 8,3% de expansão. A industrialização também cresceu (6,3%) e totalizou 347,4 mil toneladas de curados, defumados, empanados, linha festa, fatiados, hambúrgueres, linguiças cozidas, linguiças frescais, mortadelas, presuntaria, refinados, salsichas e porcionados.

O reconhecido padrão de qualidade Aurora em suinocultura foi garantido pelos exitosos programas mantidos na base produtiva rural, como o Leitão Ideal, Destaques de Suinocultura (premiação dos melhores resultados zootécnicos), Coleta Segura e Propriedade Rural Sustentável Aurora (PRSA), além do programa de melhoramento genético de fêmeas.

No segmento de avicultura, as sete indústrias avícolas totalizaram o abate de 229,5 milhões de cabeças. Destaque do ano de 2018 foi a obtenção de resultados recordes de índice de eficiência produtiva durante todos os meses, exceção em junho em função da paralisação dos caminhoneiros ocorrida em maio. Também se obteve resultados extraordinários nos lotes de fêmeas e machos, com seis quebras de recordes internos.

No setor de lácteos, a Aurora recebeu de dez cooperativas agropecuárias filiadas o volume de 502 milhões de litros de leite, volume 3,52% superior ao ano anterior. A industrialização manteve-se praticamente estável (-1%) e totalizou 230,3 mil toneladas de leites UHT, bebidas lácteas, leite em pó, creme de leite, queijos, requeijão e soro em pó.

Para nutrição animal foram produzidas 1 milhão 607 mil toneladas de rações destinadas a aves de corte, aves matrizes e suínos, além de núcleos e concentrados. Esse volume encolheu 4,89%. O consumo da Aurora é imenso e equivale a 5,8 mil toneladas de milho por dia, necessidade suprida por 145 cargas diárias de caminhão (40 toneladas).

No exercício findo, a Aurora Alimentos investiu R$ 188 milhões para a ampliação e contínua modernização de unidades industriais: implantação do terceiro turno no Frigorífico Aurora Chapecó I (R$ 42,7 milhões); incremento de linguiças cozidas e curados na Indústria Aurora Chapecó (R$ 31,8 milhões), aquisição de máquinas desossadoras de pernas no Frigorífico Aurora Guatambu (R$ 16,9 milhões) e de máquinas desossadoras de coxas Mayekawa no Frigorífico Aurora Mandaguari (R$ 8,4 milhões), e incremento de linguiças cozidas e mortadelas no Frigorífico Aurora Chapecó II (R$ 6,6 milhões).

Efeitos sociais regionais

O desempenho econômico da ampla estrutura produtiva da Aurora produziu salutares efeitos sociais nas comunidades. Nos quase 300 municípios onde atua nos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul – diretamente ou através de suas cooperativas filiadas – a Aurora dinamizou a economia regional. Gerou R$ 1 bilhão 243 milhões em ICMS, R$ 3 bilhões 583 milhões em valor adicionado na atividade agropecuária, R$ 2 bilhões 811 milhões na atividade industrial e R$ 1 bilhão 101 milhões em remuneração e encargos sobre a folha de pagamento.

A Aurora encerrou 2018 com 28.149 colaboradores, sendo 16.343 homens e 11.806 mulheres. A empresa figurou entre “As melhores empresas em IDHO – Índice de Desenvolvimento Humano Organizacional” e obteve a sexta posição entre “As empresas mais amadas do Brasil” no ranking elaborado pelo site de carreira Love Mondays.

No decorrer do exercício, a Cooperativa Central Aurora Alimentos foi distinguida por diversos prêmios, entre eles, Top Of Mind 2018, Personalidade de Vendas da ADVB/SC para o presidente Mário Lanznaster, 500 Maiores do Sul do Brasil da Revista Amanhã, Empresa Cidadã ADVB/SC 2018, 67ª maior empresa do País do ranking Melhores e Maiores da Revista Exame.

A Aurora está comprometida com o bem-estar dos animais e das pessoas envolvidas nos processos produtivos. Pioneira na adoção de programas de bem-estar animal. Foi uma das primeiras empresas brasileiras a aderir ao Programa Nacional de Abate Humanitário, mundialmente conhecido pela sigla STEPS. Para exteriorizar a prioridade que dedica a esse tema, foi criada no site oficial uma aba derivada específica (dentro da aba de sustentabilidade) para apresentação e acompanhamento do programa de bem-estar animal da empresa.

Novo mandato

O presidente Mário Lanznaster foi reeleito em janeiro para mais um mandato de quatro anos, ao lado de Neivor Canton (vice-presidente) e Marcos Antonio Zordan (secretário do Conselho e diretor de agropecuária). Destaca que a orientação “é prosseguir investindo no aumento da produção e no desenvolvimento de novos produtos para permanecer entre as melhores companhias de alimentos do mundo”. Lanznaster assinala que, em razão de sua natureza cooperativista, a Aurora, ao tempo em que busca a eficiência produtiva e o sucesso econômico, cumpre importante papel social.

Laznaster salienta que “as perspectivas para 2019 – ano do nosso cinquentenário – são estimulantes em face da decisão da nova administração federal em manter uma política econômica ortodoxa e priorizar a aprovação de reformas estruturais, que podem promover o reequilíbrio fiscal, abrindo espaço para recuperação mais rápida da economia. A agenda liberal do novo Governo e a pauta de franco apoio à produção são positivas e influenciam a retomada da confiança e a volta dos investimentos”.

 

Moderna indústria da lácteos da Aurora Alimentos está localizada em Pinhalzinho

A Aurora Alimentos conta com um moderno centro logístico em São José dos Pinhais (PR)

Frigorifico Aurora Quilombo (SC)

Os empregados da Aurora Alimentos estão entre os mais felizes do País

A Aurora Alimentos é uma das empresas mais amadas do Brasil

Fonte: Assessoria
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Notícias Rio Grande do Sul

Francisco Turra e Thiago Carvalho estão confirmados no 45º Dia Estadual do Porco

45º Dia Estadual do Porco, promovido pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS)

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O 45º Dia Estadual do Porco, promovido pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS em parceria com a Prefeitura de Frederico Westphalen, terá como palestrante o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA, Francisco Turra, e o economista agrícola Thiago Carvalho, no dia 9 de agosto, em Frederico Westphalen (RS).

O economista agrícola ministrará a primeira palestra da programação. O profissional é formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – Esalq da Universidade de São Paulo – USP (2002) e doutor em Administração de Empresas pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP (2016). Ele é pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Cepea desde 2002, na área de proteína animal, custo de produção em pecuária e grãos e integrante das equipes do Indicador de Suíno e Boi Gordo. Atua como professor de Economia e Gestão para os cursos de Agronomia, Zootecnia, Veterinária e Nutrição na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e de MBA em Agronegócio na USP e integra os grupos Agribenchmark, International Meat Secretariat e Grupo de Trabalho em Pecuária Sustentável. Como palestrante do 45º Dia Estadual do Porco, Thiago Carvalho abordará o mercado de grãos e a produtividade suinícola.

Já o presidente da ABPA, Francisco Turra, abordará o tema Desafios da proteína animal: cenários e perspectivas. Ele, que participou como palestrante do evento na edição de 2018 e este ano retorna, é formado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS e bacharel em Direito pela Universidade Federal de Passo Fundo/RS. Além disso, é vice-presidente da Associação Latino-americana de Avicultura (ALA), foi vice-prefeito de Marau (RS), deputado estadual e deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Atuou como diretor de Desenvolvimento do Banrisul, presidente-executivo da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), e foi ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil. Comandou também a Diretoria de Agronegócios da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e a Diretoria de Desenvolvimento do Banco de Desenvolvimento da Região Sul (BRDE).

Programação

O evento, tradicional no calendário dos suinocultores gaúchos, será realizado nas dependências da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI). A programação vai iniciar às 7h30 com o café da manhã. Às 9h, acontece a solenidade de abertura oficial do evento, com composição de mesa oficial e pronunciamentos. As palestras iniciam às 10h30. O encerramento do evento acontece com almoço a base de carne suína, previsto para às 12h30.

Fonte: Assessoria
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Notícias Avicultura e suinocultura

5ª FAVESU supera expectativas com programação qualificada

Durante seus dois dias, o evento contou com mais de 2.500 participações

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Um espaço voltado para a difusão do conhecimento, com muita participação do público e gerando negócios, a 5ª Feira de Avicultura e Suinocultura do Capixaba (FAVESU) ultrapassou as expectativas da organização. Durante seus dois dias, o evento que foi realizado na cidade de Venda Nova do Imigrante contou com mais de 2.500 participações de pessoas que puderam acompanhar de perto o que há de mais moderno em conteúdo e ferramentas nestes dois setores.

Com uma programação pensada especialmente para as pessoas ligadas aos setores avícolas e suinícolas, a feira apresentou palestras técnicas com debates atuais e relevantes para os dois setores, estimulou a produção do conteúdo científico, elegeu os melhores ovos capixabas e apresentou uma culinária saudável e nutritiva com pratos que destacaram as carnes suína e de frango, além de ovos.

O evento também foi uma oportunidade para movimentar diversos negócios para as mais de 70 empresas, desde as mais tradicionais até micro e pequenos empreendedores locais que também puderam estar na feira, por meio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que apoiou a participação dos mesmos na FAVESU.

Distribuídos em 44 estandes, tanto fornecedores de equipamentos e serviços para avicultura e suinocultura, quanto de produtores do agroturismo local, puderam mostrar seus produtos e realizarem negócios. Confira um resumo dos principais momentos da 5ª FAVESU:

Concurso de ovos

A abertura da feira aconteceu com o início do 3º Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba e do 5º Concurso de Qualidade de Ovos Coopeavi, que contaram 33 amostras avaliadas por uma comissão julgadora composta por 12 jurados.

Pela competição capixaba, na categoria ovos brancos, o vencedor foi Halecson Stinguel, granja Ovos BL. Já na categoria ovos vermelhos, a Granja Capixaba / Ovos Galo Que Ri do avicultor Carlos Magnus Caliman Berger ficou com o primeiro lugar.

Os vencedores dos dois concursos terão o direito de utilizar um selo em suas embalagens com os dizeres: “Melhor ovo do Espírito Santo – Campeão do Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba 2019”, referenciando o 3º Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba, além de terem recebido certificados alusivos aos concursos.

Já pelo concurso da Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi), o título ficou com o produtor Erguener Foesh. A entidade premiou, em dinheiro, os três primeiros colocados, sendo o 1º lugar com R$ 2.000, o 2º lugar com R$ 1.500 e o 3º lugar com R$ 500.

Mais de 15 horas de troca de ideias

Contando com mais de dez palestras técnicas sobre os mais variados temas e apresentando diversas perspectivas para os setores de avicultura e suinocultura, a feira debateu as tecnologias, enfatizou os cuidados e desafios, apresentou cases de sucesso, destacou a atenção com o bem-estar animal e as boas práticas nestas duas cadeias produtivas e oportunizou um amplo debate onde o produtor foi o grande foco.

Durante os dois dias, passaram pelos dois auditórios profissionais de entidades como Instituto Ovos Brasil (IOB), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre outras instituições que apoiaram e que contribuíram com duas edições do Programa Anual de Capacitação de Avicultores (Qualificaves) – voltada para as áreas de Frango de Corte e Postura Comercial – e uma edição do Programa Anual de Capacitação de Suinocultores (Qualificases).

Análise dos dois setores

Debater o momento atual da avicultura e suinocultura com números e apresentar perspectivas para os dois setores, essa foi à temática de mais uma Reunião Conjuntural realizada durante a programação da FAVESU.

Contando com as participações do presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes; do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra; e do gerente de produtos agropecuários da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Thomé Luiz Freire Guth; o objetivo foi levar mais conhecimento e discutir políticas de melhoria para todos os investidores e principalmente para a população.

Marcelo Lopes mostrou que o Brasil tem uma grande oportunidade já que o cenário é de custo de produção em queda e exportação de proteína animal do Brasil em alta para a China, mas que é necessário investir em biossegurança. “Foi um momento para compartilhar muitas informações. É um encontro muito importante e é sempre bom estar perto de pessoas tão profissionais como o povo capixaba”, disse.

Francisco Turra fez a apresentação dos números de produção animal no mundo. “Mostrei que o Brasil tem vocação natural para ser o grande provedor de alimentos. Já apresentamos o maior saldo líquido de exportações do planeta”, enfatizou.

Já Thomé destacou dados sobre o mercado de grãos, como foco no milho e na soja. “A FAVESU é um dos eventos marcantes no país para o setor. Abrange não só a questão de produtos, maquinários, mas também um ciclo de palestras informativas que agregam em termo de conhecimento aquilo que os produtores de carne suína e de aves precisam, que é a informação”, finalizou.

Incentivo ao conhecimento

Em mais uma edição, a FAVESU também abriu espaço para o desenvolvimento e as apresentações de pesquisas voltadas para os setores de avicultura e suinocultura, por meio do Espaço Científico. Contando com 29 trabalhos científicos que tiveram como temáticas as área de Frango de Corte, Postura Comercial e Suinocultura, o espaço também oportunizou aos vencedores de cada categoria a explanação de seus estudos ao público.   

Na categoria Frango de Corte, o trabalho vencedor foi a “Importância da microbiota intestinal na produção de frangos de corte”, dos pesquisadores Christiane Silva Souza, Cibele Silva Minafra, Cristina Amorim Ribeiro de Lima e Flávio Medeiros Vieites.

Na Postura Comercial, o título ficou com a temática “Tempo de armazenamento e idade das poedeiras na gravidade específica e unidade haugh de ovos comerciais”, dos autores Katiussi de Negreiros Silva, José Geraldo De Vargas Junior, Lislane De Souza Silva e Hugo Da Silva Nascimento.

Já na categoria suinocultura a primeira colocação ficou com o trabalho “Detecção molecular de circovírus suíno (PCV-2), torque teno vírus suíno 1 e 2 (TTSuV1 e TTSuVk2) e achados histopatológicos em órgãos de suínos submetidos ao abate regular no estado do Espírito Santo”, dos pesquisadores Amanda Eduarda de Souza, Ana Claudia de Menezes Cruz, Ingrid Lyrio Rodrigues e Renato Luiz Silveira.

Pensar o hoje e projetar o amanhã

Com o propósito de instigar e promover o debate sobre um tema que vem permeando a vida de muitas famílias de produtores, a consultora em Sucessão Familiar Agro, Marielly Biff, explanou mais sobre a temática “Sucessão Familiar no Agronegócio”.

Na apresentação que teve como apoiador o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a palestrante comentou sobre os desafios de encontrar um sucessor para levar adiante os negócios da família. “Não é uma tarefa fácil, em qualquer ramo. Por isso é preciso planejar desde cedo e delegar funções. Além disso, é importante separar o relacionamento familiar do empresarial”, afirmou.

Socioeconomia em pauta

Para fazer um balanço sobre o momento atual da socioeconômica do Brasil e do mundo e também traçar perspectivas para o futuro, o evento apresentou o “Painel do Agronegócio”, que contou com a realização conjunta entre a Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES), a Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) e o sistema FAES, SENAR-ES e Sindicatos Rurais.

Comandada pelo co-fundador da empresa de inovação Triple A, Arthur Igreja, a palestra abordou a importância da avicultura e da suinocultura na economia  brasileira. “O Brasil tem uma oportunidade ótima nas mãos, pois será um dos poucos a ter capacidade de suprir a necessidade do mundo em alimentos. Vir a uma feira como a FAVESU é engrandecedor. É um caminho de grande aprendizado para os produtores”, afirmou.

Gastronomia com produtos capixabas

Além de oportunidades para a realização de negócios e para troca de conhecimento, a feira também proporcionou momentos saborosos e com muita informação, por meio das aulas-show no Espaço Gourmet.

Conduzido pelo chef Gilson Surrage e pela nutricionista Gleiciane Nunes, o espaço apresentou receitas com produtos da avicultura e suinocultura capixaba, que tiveram suas propriedades nutritivas destacadas. Os pratos que produzidos pelo chef Gilson tiveram como ingredientes produtos de 10 indústrias dos dois setores todo o Espírito Santo, que também marcaram presença no Espaço da Indústria Capixaba.

Evento consolidado

Para o coordenador institucional da 5ª FAVESU, Nélio Hand, a feira já está consolidada, os passos seguintes a edição deste ano são no sentido de garantir a participação cada vez maior do público-alvo do evento, possibilitando contato direto entre os empresários do setor com as empresas. “Ficamos muito felizes quando ouvimos várias empresas parceiras dizerem que a FAVESU é um dos poucos eventos onde se consegue fazer contato direto com o produtor. Esse é nosso foco, juntar os maiores interessados, tanto quem vende, quanto quem compra. Aliado a isso disponibilizar uma ampla agenda de assuntos importantes, não somente para a avicultura e suinocultura capixabas, mas também àqueles que vêm de outros estados, especialmente dos estados vizinhos”, enfatiza Nélio.

Ele também já traçou uma nova meta para as próximas edições da feira. “O nosso objetivo agora é fortalecer cada vez esse trabalho, de trazer quem o empresário avícola e suinícola quer ver e da mesma maneira aproximar esse empresário das opções que são oferecidas tanto de negócios quanto de informação. É desta maneira que teremos uma FAVESU gerando cada vez mais oportunidades”, finaliza o coordenador institucional da 5ª FAVESU.

Fonte: Assessoria
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Notícias Plano Safra

“Vamos fazer com que os pequenos e os médios tenham mais acesso ao crédito”, diz ministra

Ela ainda criticou o tabelamento do frete e defendeu o sistema de autocontrole

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Guilherme Martimon/Mapa

Em evento na Associação Comercial de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (17), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou que o Plano Safra 2019/2020, que será anunciado oficialmente na terça-feira (18), no Palácio do Planalto, vai dar prioridade aos pequenos e médios agricultores. A ministra explicou que, como a verba total para o Plano Safra não aumentou em relação ao ano passado, o Ministério vai distribuir os recursos de forma a atender um número maior de produtores, mas sem discriminar os grandes do setor.

“Vamos privilegiar, ou focar mais, no número maior de produtores para pegar os recursos do Plano Safra. Não é que vamos discriminar os maiores, para eles teremos outras opções, para que também tenham recursos mais baratos e mais compatíveis com a nossa atividade agropecuária. Mas vamos fazer com que os pequenos e os médios tenham mais acesso ao crédito, o que eles nem sempre tiveram”.

Recebida pelo presidente em exercício da Associação Comercial, Roberto Mateus Ordine, a ministra proferiu a palestra “A importância do agronegócio no Brasil”, e depois respondeu perguntas dos empresários ligados à Associação Comercial. Sobre o Plano Safra, ela agradeceu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por todo o trabalho para chegar aos números que serão anunciados nesta terça-feira. Ela explicou como será a ampliação das fontes de financiamento para o agronegócio, inclusive com aumento de recursos das LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) para o crédito rural e a autorização para emissão de títulos no exterior. “Esse é o caminho numa economia liberal”, pontou a ministra.

Tereza Cristina também confirmou o aumento do valor destinado ao seguro rural para R$ 1 bilhão, como já tinha sido anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro, e fez um apelo para que os bancos reduzem os spreads nos empréstimos ao setor rural, após o aumento das coberturas de seguro e a redução dos riscos embutidos nos financiamentos. A ministra disse que o Tesouro Nacional vai disponibilizar R$ 10 bilhões para a subvenção ao crédito rural. O detalhamento do plano ficará para amanhã.

Ela ainda falou de sua viagem à Europa na próxima semana, para participar de reunião de ministros em Bruxelas sobre o acordo comercial União Europeia-Mercosul, que está em fase final de discussão. “Há alguns temas caros para a agricultura brasileira que ainda não conseguimos fechar por completo, e é isso que estará em discussão em Bruxelas”, disse. Ela também se queixou do que chamou de campanha difamatória na Europa contra a agropecuária brasileira.

“Já estamos trabalhando para mostrar a qualidade do produto brasileiro, para os brasileiros e para aqueles que importam os nossos produtos, que são mais de 162 países”, disse.

Na palestra, a ministra destacou o problema do tabelamento do frete rodoviário, que ainda persiste. Ela disse esperar que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), “tenham bom senso” ao decidir sobre a matéria e derrubem o tabelamento. “Não tem cabimento, numa economia de mercado, termos um tabelamento”, criticou Tereza Cristina, que lamentou também o contingenciamento de recursos para a área de defesa agropecuária e sanidade animal, diante dos riscos para a produção brasileira e para a exportações.

Ao responder as perguntas dos empresários, a ministra defendeu que o Mercosul tem de ser revisto e modernizado. Para ela, o Brasil precisa liderar este movimento, se não talvez seja melhor deixar o bloco. Ela também fez uma enfática defesa do sistema de autocontrole, no qual os empresários assumem maiores responsabilidades pelo controle sanitário de seus produtos, e destacou que já foram realizadas quatro reuniões do comitê responsável pela implantação do programa para que governo e empresários possam falar a mesma língua.

Tereza Cristina respondeu muitas outras perguntas, principalmente sobre problemas de logística e transporte, e também sobre a recente viagem a Japão, China, Indonésia e Vietnã. Ela defendeu a retomada dos investimentos japoneses em projetos de melhoria da infraestrutura brasileira de portos, ferrovias, rodovias e armazéns.

Fonte: MAPA
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