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Workshop sobre o PL 2951/2024 debate futuro do seguro rural no país
Evento realizado na última segunda-feira (14), em Cuiabá, discutiu a modernização e regionalização de políticas para o setor.

O Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras em Mato Grosso (OCB/MT) e diversas cooperativas do estado marcaram presença no workshop “Modernização do Seguro Rural no Brasil”, realizado na última segunda-feira (14), em Cuiabá (MT). O evento, que discutiu as propostas do Projeto de Lei nº 2951/2024, contou com a participação ativa de representantes do cooperativismo mato-grossense, reforçando a importância do setor na discussão e implementação de políticas para o seguro rural.
Sediado no Cenarium Rural – Famato, o encontro reuniu representantes do agronegócio, seguradoras, financiadores, parlamentares e autoridades para debater o futuro do seguro rural no país. A presença do Sistema OCB/MT, representado pelo presidente Nelson Piccoli e as cooperativas de Mato Grosso evidenciou a preocupação do cooperativismo na busca por soluções inovadoras e sustentáveis para o setor agrícola.
No evento, estiveram presentes representantes das cooperativas Sicoob Credisul, representada pelo seu presidente presidente Ivan Capra; Sicredi Central Norte, com seu presidente João Carlos Spenthof; e Cressol MT, por seu presidente Ricardo André Balbinot.
O workshop foi organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Instituto Pensar Agro (IPA) e Senado Federal.
Nelson Piccoli, presidente do Sistema OCB/MT, que participou da abertura oficial, destacou a importância do evento e do Projeto de Lei. “O Sistema OCB, tanto nacional como estadual, está muito gratificado em ver grandes autoridades políticas trabalhando em algo de extrema importância para a economia do estado e não apenas para o setor produtivo. O seguro rural proporciona segurança para permanecer na atividade, especialmente no setor do agro. Isso, por sua vez, traz segurança econômica para o comércio, a indústria, a arrecadação do estado e da União”.
Piccoli também enfatizou a necessidade de regionalização dos modelos de seguro. “Precisamos encontrar uma fórmula para regionalizar o percentual do custo, tornando o seguro mais acessível aos produtores do Centro-Oeste e de Mato Grosso, considerando as diferentes realidades de risco”, alertou.
Frederico Azevedo, superintendente da OCB/MT, reforçou a importância do cooperativismo no contexto do seguro rural. “As cooperativas têm um papel fundamental na disseminação e acesso ao seguro rural, especialmente para os pequenos e médios produtores. Nossa participação neste workshop reflete o compromisso do setor cooperativista em buscar soluções que atendam às necessidades específicas dos produtores mato-grossenses, considerando as particularidades climáticas e produtivas de nossa região”.
A senadora Tereza Cristina (PP/MS), autora do PL 2951/2024, ressaltou o papel fundamental das cooperativas na elaboração do projeto. “Esse projeto de lei, quando foi concebido, contou com a participação ativa da OCB. As cooperativas estiveram sempre à mesa, e fomos aprimorando o projeto inicial, entendendo que são fundamentais para o pequeno produtor ter acesso ao seguro rural”.
A parlamentar também destacou a importância do diálogo com o setor. “Discutimos muito em Brasília com a OCB e a CNA, e boa parte do que temos hoje foi resultado dessas discussões. Por exemplo, decidimos, após debate, que o seguro não seria obrigatório”, citou. Para ela, o seguro rural é um instrumento que irá proteger o produtor de perdas inesperadas, mantendo sua capacidade financeira para honrar compromissos, sem endividamento. “Hoje é uma discussão aqui com os produtores do Mato Grosso, mas pretendemos fazer também uma discussão com os produtores do Paraná, que já são tomadores de seguro e, em sua grande maioria, são cooperados”, acrescentou.
O workshop contou com dois painéis principais. O primeiro abordou a “Importância do Seguro Rural no Brasil”, enquanto o segundo discutiu “Como deve se estruturar o mercado de Seguro Rural?”. Esses debates foram fundamentais para o aprimoramento das políticas de proteção ao produtor rural, especialmente em um cenário de crescentes eventos climáticos extremos.
A iniciativa marcou o início de um processo de aprimoramento e adequação do seguro rural às realidades regionais, com o compromisso de todas as partes envolvidas em buscar soluções que beneficiem o setor produtivo e a economia como um todo.

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Credenciamento inédito no Paraná autoriza coleta de animais mortos com rastreabilidade
Processo transforma resíduos em biocombustível e fertilizantes, sob fiscalização e normas sanitárias rígidas.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) celebrou de forma oficial, na quinta-feira (16), o primeiro credenciamento de uma empresa que será responsável pelo recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária em propriedades rurais de todo o Estado. A empresa é a A&R Nutrição Animal, sediada em Nova Aurora, região Oeste. O evento ocorreu na sede da empresa, com a presença de representantes da Adapar, diretores e funcionários.
A autorização representa uma alternativa formal e regulamentada, por meio da publicação da Portaria nº 012/2026, à eliminação desses materiais nas próprias fazendas. O documento de autorização é de janeiro deste ano e foi assinado pelo diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, com base na Lei Estadual nº 11.504/1996 e no Decreto Estadual nº 12.029/2014. A medida responde a uma demanda antiga do setor pecuário por soluções estruturadas no descarte de animais mortos.
A A&R Nutrição Animal chegou a essa atividade após deixar o ramo de ração animal e reinvestir toda a sua infraestrutura para atender à necessidade da região. O redirecionamento das atividades aconteceu em parceria com a Secretaria da Agricultura de Toledo e a Suíno Oeste, Associação dos Suinocultores do Oeste do Paraná.
Agora, a empresa passa a poder recolher carcaças de suínos e peixes mortos em qualquer propriedade rural paranaense, embora em um primeiro momento a atuação seja exclusivamente com suínos. O credenciamento tem validade de três anos e é responsabilidade do representante legal da empresa providenciar a renovação dentro do prazo.
O diretor da A&R Nutrição Animal, Charbel Syrio, comemorou a conquista e diz que pretende expandir o negócio de recolhimento dos animais em propriedades rurais. “O objetivo é capitanear esse processo no Brasil e no Paraná, em função de termos o mercado que mais produz o suíno. E a gente vem nessa demanda”, pontuou.
Charbel também explicou o processo e a finalidade do trabalho. “Esses animais, hoje, serão coletados, irão para uma unidade de indústria que vai processar as carcaças e os produtos acabados terão dois destinos: o óleo vai para o biocombustível, para a indústria de higiene e limpeza, indústria química; e a farinha vai para adubos”, complementou.
O chefe do departamento de Saúde Animal, Rafael Gonçalves Dias, destacou a importância do manejo correto das carcaças e do credenciamento de empresas como uma das alternativas disponíveis. Mas frisou que a prática só deve ser realizada quando permitida pela Adapar. “É importante abrir novos caminhos, mas temos que reforçar que é proibida a retirada de animais mortos, de qualquer espécie produzida, de dentro das propriedades por terceiros. Essa prática é somente permitida para empresas credenciadas pela Adapar. Por isso, o principal destino dos suínos mortos ainda deve ser a compostagem dentro das próprias propriedades, permanecendo como a prática mais recomendada e utilizada”, elucida.
Dias também explicou que, por regra geral, a prática de manejar e tratar os animais mortos dentro das propriedades diminui os riscos sanitários envolvidos nesse processo. “É fundamental que a empresa agora credenciada, assim como qualquer outra que venha a se credenciar no futuro, não adentre nas áreas limpas das propriedades, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação cruzada entre elas”, conclui.
Restrições e vedações
A portaria estabelece limitações claras sobre a atuação da empresa. Fica expressamente proibido o recolhimento de animais mortos oriundos de outros estados da federação, restringindo a atividade ao território paranaense. Além disso, os produtos gerados a partir do processamento das carcaças não poderão ser utilizados na fabricação de alimentos, seja para consumo animal ou humano.
É de responsabilidade da Adapar a garantia da rastreabilidade de toda a operação. A Agência define que apenas veículos previamente vistoriados e credenciados pelo órgão estão autorizados a realizar o transporte, que deve ser acompanhado da documentação específica. As carcaças são processadas na indústria e transformadas em farinha, destinada posteriormente à produção de adubo ou fertilizante.
Controle sanitário
Em situações em que a Adapar identifica a suspeita de doenças de notificação obrigatória em explorações pecuárias, o recolhimento de animais mortos ficará automaticamente sujeito a restrições, só podendo ser retomado mediante autorização expressa do órgão fiscalizador. O descumprimento das normas previstas na portaria ou das demais regulamentações do Serviço de Defesa Agropecuária pode resultar na suspensão ou no cancelamento do credenciamento.
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Frimesa apresenta novidades em proteínas suínas e fortalece posicionamento de marca
Lançamentos destacam sofisticação, versatilidade e nova identidade visual da cooperativa.

Com foco em inovação e diversificação, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, escolhe a vitrine da ExpoApras 2026 – um dos principais eventos do setor supermercadista no Brasil – para apresentar novos itens do portfólio de proteínas animal. A aposta são os lançamentos das linhas premium Fogo & Sabor e os novos hamburgueres da marca, que chegam às gôndolas de todo o país a partir de junho.
Entre as novidades, estão as novas linguiças saborizadas e a Manta de Linguiça Toscana, da marca Fogo & Sabor, que são voltadas aos entusiastas do churrasco e valorizam a inovação e a experimentação de novos cortes e temperos. Versátil, a manta permite aplicações que vão da grelha a air fryer até o preparo de recheios e ragus. Pioneira no formato de linguiça frescal, a nova Chistorra da Frimesa é um diferencial exclusivo no mercado nacional. Já a versão Chimichurri insere na categoria de embutidos a herança dos sabores platinos, amplamente apreciados no Brasil.
Já a linha de hambúrgueres de 120g, nos sabores Toscana, Defumado e Pernil, com assinatura Frimesa, foi projetada para o consumidor que deseja replicar a experiência das hamburguerias artesanais em casa. Ambas as linhas foram desenvolvidas para o segmento premium, posicionando-os junto aos produtos gourmet já consolidados no varejo. Com as inovações, a Frimesa visa suprir a demanda do consumidor que busca valor agregado e qualidade superior.
Rodrigo Fossalussa, superintendente comercial da Frimesa, explica que o lançamento das linhas marca uma fase estratégica de evolução e consolidação do portfólio da Frimesa, alinhado ao novo posicionamento de marca e identidade visual. “O momento exige não apenas inovação, mas sofisticação técnica para demonstrar ao mercado porque somos a maior especialista em carne suína do Brasil. Estamos elevando a percepção de valor da proteína suína”, afirma.
O estande da Frimesa na ExpoApras conta com uma estrutura de 296m² e explora o conceito “A Casa da Família Frimesa”, convidando o varejista a degustar os novos produtos, além dos itens tradicionais já consolidados no mercado. O evento também é uma oportunidade para apresentar a nova identidade visual, lançada em março deste ano junto ao rebranding, que tem como um dos pilares a família. O tema é explorado na campanha de comunicação veiculada a partir de abril e se faz presente também no estande da cooperativa na ExpoApras
“Estamos chegando com presença física em São Paulo, mas as raízes da Frimesa estão no Paraná. Fazer parte da ExpoApras reforça o nosso compromisso com o varejo regional e nacional e o quanto valorizamos esse mercado que tanto nos abraça”, comenta Fossalussa.
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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos
Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.
No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.
Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.



