Avicultura
Asgav e Sipargs realizam café da manhã de posse do Conselho Diretivo
A gestão é para o triênio 2023/2026

Na manhã desta quinta-feira, dia 20 de abril, a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas (Sipargs) – entidades membros da Organização Avícola do RS – empossaram o conselho diretivo e o presidente de conselho, Nestor Freiberger, durante café da manhã na sede das entidades. Freiberger é empresário e diretor-presidente da Agrosul Alimentos. A gestão é para o triênio 2023/2026.
A Associação Gaúcha de Avicultura atua há 57 anos em defesa e desenvolvimento da avicultura gaúcha e o Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas, há 31 anos, em prol da indústria avícola com resultados efetivos nas áreas de recursos humanos, laborais, sindicais e saúde ocupacional.
As entidades avícolas representam um setor que é responsável por uma produção anual de aproximadamente 2 milhões de toneladas de carne de frango por ano e exportação de 756 mil
toneladas. No mercado de ovos, o setor responde por uma produção de aproximadamente 3,9 bilhões de ovos por ano e embarque em média de 2,6 mil toneladas de ovos e derivados ao ano.
No cargo criado recentemente de presidente executivo, José Eduardo dos Santos, continua à frente das entidades coordenando toda a atividade de relações institucionais e projetos, conforme votação unânime do conselho diretivo da entidade e dos associados. “Apesar de todas as dificuldades e adversidades que enfrentamos nos últimos anos, conseguimos manter com muita persistência o nosso compromisso de produzir alimentos para milhões de pessoas no Brasil e no exterior, mas precisamos de medidas urgentes de apoio à competitividade ou poderemos ter retrocesso em nosso complexo agroindustrial”, destacou Santos.
Entre as medidas que estão no radar do setor:
– Revisão do corte de créditos presumidos condicionados ao Fator de Ajuste de Fruição da Secretaria da Fazenda (FAF);
– Medidas de isonomia e equilíbrio competitivo para evitar o excesso de produtos avícolas de outros estados no RS;
– Apoio para o enfrentamento das dificuldades ocasionadas pela terceira estiagem consecutiva, alto custo logístico para internação de milho no RS;
– Necessidade de políticas mais dinâmicas e efetivas para viabilizar a irrigação e a reservação de água no RS;
– Viabilizar processo de habilitação de indústrias e cooperativas que buscam exportar para a China, principal parceiro comercial do Brasil;
– Apoio ao Programa Duas Safras de Grãos para o RS e Cereais de inverno;
– Apoio para viabilidade da Ferrovia Ferroeste MS/PR/SC/RS;
– Investimentos e atenção aos Serviços de Defesa Sanitária no RS.
Estiveram presentes prestigiando a posse do Conselho Diretivo ASGAV & SIPARGS, o Secretário da Agricultura do RS, Giovani Feltes; o Superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no RS, José Ricardo Cunha; o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin; o Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Marcos Oderich; o Diretor Vice-Presidente da Federação da Agricultura do RS (Farsul), Domingos Antônio Lopes; o Diretor do Departamento de Promoção Comercial e Assuntos Internacionais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Evaldo Silva Júnior, deputados, associados ASGAV/SIPARGS, imprensa e convidados.
Também estivaram participando do café da manhã, representantes das seguintes entidades: Conselho da Agroindústria da FIERGS (CONAGRO); Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS); Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG); Sindicato e Organização das Cooperativas do RS (OCERGS); Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (SICADERGS); Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS) e do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos do RS (SIPS).
A nominata completa do conselho diretivo das entidades está disponível no site www.asgav.com.br

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.





