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Bovinos / Grãos / Máquinas

ASGAV e SIPARGS encaminham pleito para leilões VEP de milho

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A Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) e do Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas no Estado do RS (SIPARGS),  entidades representativas da Avicultura no Estado do Rio Grande do Sul, encaminharam ontem (15) pleito para leilões VEP de milho destinados ao RS.
O documento foi encaminhado a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, Secretário de Politica Agrícola, André Nassar e ao Superintendente da Conab da Unidade RS, Glauto Lisboa Júnior, solicitando amparo e mecanismos para evitar o desabastecimento e regular as cotações elevadas do milho. 
O RS ainda é deficitário na produção de milho em relação ao consumo. Este fator coloca em desvantagem competitiva os setores consumidores do RS em relação aos outros estados da união.
O dispositivo VEP tem por pressuposto interferir para regulação desta dificuldade destinando ao Estado subsidio para aquisição de grãos dos estoques públicos.
A avicultura de postura comercial e de frango de corte, necessitam urgentemente de uma ação por parte do Governo Federal para neutralizar a especulação e o aumento abusivo do preço do grão.
A produção de carne de Frango no RS chegou a aproximadamente  1.600.000  t Um milhão e seiscentas mil toneladas em 2014 –  sendo  735 mil toneladas para exportação e o restante para abastecer mercado interno RS e parte destinado para outros estados.
As projeções indicavam até o momento um crescimento de no máximo 3% sobre volume de 2014,  com vistas a manutenção da competitividades das agroindustriais e cooperativas do Estado, manutenção de empregos e produção rural integrada e manutenção dos compromissos com taxas e impostos.
O Setor de produção de ovos gera um volume de aproximadamente 2,9 bilhão de unidades/ano, base 2014, com uma exportação de 58 milhões de unidades de ovos e 1,1 mil toneladas de ovo produto (liquido e pó). O setor de postura também projeta aumento, tanto na produção na faixa de até 3%  e nas exportações em torno de 30% para 2015.
"No entanto, as projeções acima tanto para carnes como para ovos só poderão ser mantidas caso haja condições de competitividade, em especial o abastecimento de matéria prima, milho e farelo de soja, principais componentes da ração das aves, sendo que o milho tem fatia  na composição de quase 60% da ração das aves", informou Eduardo Santos, Diretor Executivo da Asgav/Sipargs.

Fonte: C.I. Asgav/Sipargs/Ovos RS

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Qual o papel da tecnologia no desempenho do agronegócio?

Dentre os benefícios da utilização da tecnologia no campo incluem a mitigação e gestão de riscos operacionais, rastreabilidade, confiabilidade, redução de custos, integração da equipe, comunicação, entre outros ganhos que proporcionam um crescimento sustentável para o setor.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio representou 24,8% do PIB do Brasil em 2023. E, não há como negar que a tecnologia se tornou uma grande aliada desse crescimento. Como prova disso, segundo dados da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), cerca de 67% das propriedades agrícolas já aderiram ao uso de algum tipo de inovação tecnológica. Por sua vez, diante da atual era de transformação digital, que também acomete o segmento, é importante compreender como as novas tecnologias podem contribuir para o futuro do setor.

A utilização da tecnologia no campo já é uma realidade, uma vez que agrega benefícios que incluem a mitigação e gestão de riscos operacionais, rastreabilidade, confiabilidade, redução de custos, integração da equipe, comunicação, entre outros ganhos que proporcionam um crescimento sustentável para o setor. Tais vantagens favorecem que o setor mantenha sua posição de destaque na economia.

Atualmente, a aquisição de diversas tecnologias tem influenciado o desempenho do agro, como, por exemplo, a tão conhecida Inteligência Artificial (IA). Entretanto, é importante enfatizar que este recurso, em específico, para o agronegócio, deve ser considerado como um dos pilares na gestão do setor, que tem muito a ganhar com a sua aplicação na utilização conjunta com outras ferramentas vitais para o segmento do agro, como o diagnóstico e recomendações de ações através de aprendizagem de máquinas.

Portanto, dentre as tecnologias existentes, destacam-se: a Internet das Coisas (IoT), que, por meio de sensores, consegue fazer medições e gerar alertas; Machine Learning, a qual, através da IA, dá às máquinas a capacidade de realizar tarefas com base em padrões e tendências; robótica, substituindo trabalhos repetitivos e de riscos no campo; e aplicações de sistemas mobile ou nuvem, proporcionando a integração do setor com a disposição de dados a qualquer hora e lugar.

O uso dessas tecnologias tem como foco principal não apenas contribuir para maior eficiência, mas também favorecer para a consolidação de uma gestão assertiva. Ou seja, com o maior controle de informações e organização das funções, torna-se mais ágil o processo de tomadas de decisões, baseadas em indicadores reais que garantem a solidificação do setor independente do período em que esteja atravessando.

Paralelamente, ter uma gestão assertiva para o agronegócio também é fundamental, considerando a ampla responsabilidade do segmento em aplicar os princípios da agenda ESG nas operações. Deste modo, a tecnologia contribui em cada um destes pilares, em que, do ponto de vista ambiental, proporciona um consumo mais sustentável dos recursos: na esfera social, traz um diferencial nas condições de trabalho e no desenvolvimento comunitário e regional; e no viés corporativo, reflete a integridade das operações com a transparência das movimentações para toda rede de clientes, fornecedores e colaboradores.

No entanto, assim como os outros setores, o agronegócio também é exposto a uma gama de desafios diariamente, que acometem, principalmente, os negócios familiares. Na prática, uma decisão tomada baseada em dados errados pode gerar impactos financeiros altamente significativos à operação da empresa. E, embora sempre seja enfatizado a vital importância da tecnologia para a garantia de crescimento e desempenho, ainda assim, não é incomum encontrarmos nesse meio posições resistentes quanto sua adesão.

Deste modo, precisamos reforçar que, mesmo o agro sendo um setor promissor, cenários de instabilidades causados pelas mudanças climáticas ou baixa de safras também podem afetar seu desempenho. Quanto a isso, não existe fórmula mágica, mas sim preparo, que pode ser feito a partir da utilização de sistemas de gestão que apoiem na realização de análises preditivas, antecipando movimentos a partir da obtenção de dados lapidados.

Outro aspecto importante é que a tecnologia, por si só, não tem o poder de provocar uma transformação. Ou seja, adotar algum dos recursos descritos anteriormente sem nenhuma base ou estrutura, dificulta o alcance do resultado esperado. Sendo assim, ter o apoio de uma consultoria especializada nessa abordagem é uma estratégia vital, uma vez que a equipe irá guiar em toda essa jornada, ajudando a identificar e traçar metas alcançáveis.

Em suma, o papel da tecnologia é acelerar de forma segura o crescimento do agronegócio. Ao olharmos para 2024, o setor terá pela frente uma série de desafios, os quais podem ser desburocratizados com a utilização correta dos recursos tecnológicos, auxiliando para uma maior acessibilidade e controle operacional. Todavia, para que esse resultado seja alcançado, é fundamental que aqueles que ainda não têm essa compreensão a obtenham o quanto antes, já que o tempo não espera, e ficarão à frente só os que estiverem preparados.

Fonte: Por Alêssa Ramos, gerente de negócios da SPS Group.
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Bovinos / Grãos / Máquinas Durante Show Rural Coopavel

Sucesso da primeira Feira de Touros Pró-Genética do ano evidencia força da pecuária zebuína

Evento teve como objetivo facilitar o acesso de pequenos e médios produtores ao melhoramento genético de qualidade e sustentável.

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Foto: Divulgação/ABCZ

O calendário de eventos do Programa de Melhoria da Qualidade Genética do Rebanho Bovino Brasileiro (Pró-Genética) começou 2024 da melhor forma possível. A primeira Feira de Touros Pró-Genética do ano, realizada de 05 a 09 de fevereiro, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), foi um sucesso comercial, ressaltando a importância do programa e da democratização do acesso ao melhoramento genético zebuíno.

Promovido com a participação de 10 criadores, o evento comercializou um total de 43 touros PO, das raças Nelore, Nelore Mocho e Tabapuã, vendidos por um valor médio de R$ 16.988,37 (70,87 @). Somando o faturamento de todas as vendas, a feira movimentou R$ 730.500,00, de acordo com o Supervisor de Provas Zootécnicas da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), Mauro Bueno da Fonseca.

“Iniciamos a temporada do Pró-Genética com o pé direito. O primeiro evento do ano, realizado no decorrer de uma importante feira agropecuária com visibilidade nacional, foi extremamente positivo e mostrou a real força da pecuária zebuína”, avalia.

O Pró-Genética realiza periodicamente feiras de touros em pontos espalhados por todo o país, possibilitando a disseminação do progresso genético das raças zebuínas Brasil afora e contribuindo para a produção sustentável e eficiente de carne e leite de qualidade.

Fonte: Assessoria ABCZ
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Interação e oferta de objetos para bezerros leiteiros podem ajudar a reduzir estresse da desmama

Iniciativa contribui para melhorar a capacidade dos animais em lidar com mudanças de ambiente. Além disso, o enriquecimento físico, com a disponibilização de objetos como escova, bola e espantalho, buscou identificar benefícios funcionais e biológicos.

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Foto: Gisele Rosso/Embrapa Pecuária Sudeste

A fase de aleitamento é um período sensível e estressante  para os bezerros leiteiros, por conta do afastamento da mãe e, em alguns casos, do isolamento social. Buscando alternativas para  minimizar os impactos negativos dessa fase, a Embrapa Pecuária Sudeste conduziu um experimento para testar a efetividade do enriquecimento social e físico.

A pesquisa avaliou os efeitos do enriquecimento social no comportamento dos bezerros leiteiros em sistemas a pasto. O intuito, de acordo com a pesquisadora Teresa Alves, foi melhorar a capacidade dos animais em lidar com mudanças de ambiente. Além disso, o enriquecimento físico, com a disponibilização de objetos como escova, bola e espantalho, buscou identificar benefícios funcionais e biológicos.

A separação do filhote e a mãe logo após o nascimento é uma prática corriqueira entre os produtores de leite, principalmente para assegurar maior eficiência no recebimento do colostro. Quando separados, muitos são colocados em baias individuais, a fim de diminuir a transmissão de doenças e a competição por alimento.

Por outro lado, a criação coletiva de bezerros oferece um ambiente com espaço e estímulos necessários ao bom desenvolvimento cognitivo. A interação com outros animais pode melhorar a capacidade de lidar com mudanças de ambiente e situações de estresse. Porém, um desafio frequente nesse modelo é a ocorrência da mamada cruzada (ato de bezerros em sugar um ao outro).

Tal ação pode resultar em ferimentos de partes do corpo do animal sugado e interferir no desempenho produtivo. Nesse caso, a inserção de “brinquedos” é uma forma de reduzir o problema, melhorando sanidade, índices reprodutivos, aumento da aptidão inclusiva e redução de comportamento doloroso. E não é necessário um grande investimento para o produtor.

Resultados

Nos lotes com enriquecimentos social e físico a interação social e o comportamento de explorar o ambiente foram menores, visto que os animais ocuparam parte do tempo interagindo com os objetos oferecidos. Os bezerros interagiram em maior frequência com a escova (48,2%), seguida da interação com bola (26,5%) e com o  espantalho (25,6%). Além disso, neste grupo houve maior frequência de visita ao concentrado e menor tempo em pastejo. Em relação ao ócio e à ruminação, não ocorreu influência dos enriquecimentos entre os lotes.

Para Teresa, o maior tempo gasto com a escova pode ser explicado pelo fato dos bovinos se coçarem para remover sujeira, restos de excrementos, ectoparasitas e fluídos corporais. Assim, a incorporação de objetos com algum tipo de função específica é eficaz para o bem-estar. “A criação de bezerros em grupo promove um importante enriquecimento que são as interações sociais, embora quando disponibilizado ‘brinquedos’, eles gastam tempo interagindo com esses recursos”, destacou Teresa.

A pesquisadora considera que a interação dos bezerros com o espantalho nos horários próximos ao fornecimento do leite pode estar relacionada com o contato humano-animal. É provável que os bezerros tenham associado à imagem do espantalho à pessoa responsável pelo manejo, uma vez que os bonecos usavam a mesma vestimenta dos tratadores.

Experimento

Participaram do estudo 35 bezerros das raças Holandês e Jersolando distribuídos em dois tratamentos: um apenas com enriquecimento social – piquetes coletivos de criação; e outro com enriquecimento social e físico. Nesses, além dos piquetes serem coletivos, foram colocados diferentes objetos (espantalho, bola e escova), oferecidos simultaneamente.

O experimento foi conduzido no Sistema de Produção de Leite da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). A distribuição dos grupos foi aleatória, com a condição de que os animais não tivessem diferença de idade maior do que 15 dias e, no máximo, cinco filhotes.

Os bezerros foram separados de suas mães logo após o nascimento e receberam o colostro por meio de baldes individuais com bico. Desde o primeiro dia de vida, tiveram acesso livre à água e ao concentrado. O desaleitamento ocorreu, gradativamente, próximo aos dois meses de idade.

O sistema de criação coletivo possui área composta por capim Cynodon, com 12 piquetes de 64m² cada, com sombra artificial. A pesquisadora explicou que o sistema foi planejado para que houvesse piquetes ociosos para mudança do lote para áreas com melhor qualidade sanitária, principalmente no período das chuvas.

Os animais foram avaliados diariamente e pesados a cada 14 dias, com a avaliação de mucosa, infestação de carrapatos e temperatura retal. As observações comportamentais também foram a cada 14 dias, anotadas durante 10 horas, com identificação dos bezerros. Foram 60 dias de observações do comportamento do nascimento ao desmame.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste
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