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VOZ DO COOP

Avicultura

APA vê reajuste de carne de frango de 20% diante de alta do milho

Pozzer considera que a situação que levou à escassez de milho em algumas regiões é reflexo do excesso de exportação do produto

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O aumento no custo do milho nos últimos meses, afetando os gastos com nutrição de aves, poderá provocar um reajuste no preço da carne de frango de cerca de 20%, estima o presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), Érico Pozzer. 

“Não tem outra saída, vai ter aumento de preço. Ainda não conseguimos repassar (o aumento do custo do milho) porque janeiro e fevereiro são meses tipicamente ruins de venda, mas agora o que vai acontecer é que a produção vai reduzir e vamos ter que reajustar”, disse ele.

O preço da saca do milho de 60 quilos na região de Campinas fechou a R$ 43,27 na sexta-feira (22), segundo o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, uma alta de 17,5% no mês. 

Pozzer considera que a situação que levou à escassez de milho em algumas regiões é reflexo do excesso de exportação do produto. 

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) se reuniu com o ministro-interino da Agricultura, Pecuário e Abastecimento (Mapa), André Nassar, na semana passada, pedindo ações para evitar o desabastecimento, como leilões de estoque público de milho. 

Pozzer disse que a expectativa é que o leilão ocorra ainda neste mês. 

O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), José Antônio Ribas Júnior, já espera que o setor tenha margens de lucro negativas no ano. “Será um ano de crescimento modesto e resultados menores, exigindo foco no aumento da eficiência produtiva e na competitividade”, disse Ribas Júnior, em comunicado. 

Apesar da pressão de aumento dos custos de nutrição dos frangos, as cotações seguem em queda em todas as regiões pesquisadas pelo Cepea, aumentando a competitividade em relação à carne bovina.  

No acumulado de janeiro, o frango congelado acumula queda de 8,41%, até sexta-feira (22), a R$ 3,81/kg, na região da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, conforme o índice do Cepea.

Fonte: CarneTec

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Avicultura

Alta da carne de frango na primeira quinzena de fevereiro garante avanço na média mensal

Levantamento do Cepea mostra que a carne de frango resfriada é negociada no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,22/kg em fevereiro (até o dia 21), com alta de 2,7% frente à de janeiro.

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Foto: Jonathan Campos

Apesar das recentes desvalorizações da carne de frango nesta segunda quinzena de fevereiro -, quando geralmente as vendas se enfraquecem no atacado, devido ao menor poder aquisitivo da população brasileira -, o incremento da demanda na primeira metade do mês vem garantindo um aumento no valor médio mensal da proteína.

Levantamento do Cepea mostra que a carne de frango resfriada é negociada no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,22/kg em fevereiro (até o dia 21), com alta de 2,7% frente à de janeiro.

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura Neste início de ano

Ovos registram menor disponibilidade nas gôndolas dos supermercados brasileiros

Oferta chegou a ser 20,6% menor entre o fim de 2023 e o início de 2024, ante uma média de 14% em dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Índice de Ruptura da Neogrid, indicador que mede a ausência de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, chegou a 13,8% em dezembro de 2023 e 15,3% em janeiro de 2024. O número segue a média do mesmo período dos anos anteriores.

De acordo com o diretor de Customer Success da Neogrid, Robson Munhoz, a ruptura que costuma acontecer em janeiro é um movimento natural por conta das festas de final de ano e o período de férias coletivas na indústria: “A indústria volta das férias de final de ano no começo de janeiro e daí o ciclo de pedidos, faturamento e entrega começam a acontecer, fazendo com que a ruptura seja maior em janeiro, comparada a outros meses”, pontua.

Munhoz também destaca que há um comportamento, em especial nas capitais brasileiras, de êxodo em janeiro para o litoral e, por isso, os supermercados dessas cidades não investem tanto em estoque, ao passo que os estabelecimentos das localidades que recebem esses turistas aumentam a dinâmica de reposição.

De acordo com a consultoria, o produto com menor disponibilidade nas gôndolas no período foi o ovo, com 20,6% de ruptura nos dois meses, ante uma média de 14% em dezembro de 2022 e janeiro de 2023. A falta do item nas prateleiras ocorreu mesmo com o aumento de 3,7% no preço do produto em janeiro ante dezembro, conforme levantamento feito pela Horus.

Apesar do aumento de preço registrado em janeiro, desde agosto de 2023 o preço dos ovos vem caindo, contribuindo para a ruptura ao longo dos últimos seis meses.

Altas temperaturas influenciam os hábitos de consumo

O ano de 2023 foi considerado mais quente da série histórica no Brasil, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A temperatura ficou 0,69°C acima da média entre os anos de 1991/2020. Para 2024, a perspectiva é de que permaneça alta pelo menos até abril em razão do fenômeno climático El Niño.

Fonte: Assessoria Neogrid
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Avicultura Rio Grande do Sul

Seapi conclui vigilância em propriedades no raio de 5 km do foco de gripe aviária em Rio Pardo

Além da checagem de medidas de biosseguridade nas granjas e ações de educação sanitária, que chegaram a 1.245 pessoas, as equipes da Secretaria da Agricultura também estão coletando amostras em casos suspeitos

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Foto: Fernando Dias/Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul concluiu, na última segunda-feira (19), as ações de vigilância às propriedades localizadas em um raio de cinco quilômetros a partir do último foco confirmado de influenza aviária de alta patogenicidade, a H5N1, em Rio Pardo.

A vigilância na zona 1, referente ao raio de cinco quilômetros, ocorreu de forma simultânea às vistorias nas propriedades localizadas na zona 2, que compreende um raio de 10 quilômetros a partir do foco. Totalizando ambas as regiões, 616 propriedades foram vistoriadas até o momento, e a previsão é de que as ações na zona 2 se encerrem nesta semana. O número total é de 699 propriedades a serem visitadas.

Além da checagem de medidas de biosseguridade nas granjas e ações de educação sanitária, que chegaram a 1.245 pessoas, as equipes da Secretaria da Agricultura também estão coletando amostras em casos suspeitos. Após a observação de 1.029 aves, foram realizadas cinco coletas em criações de subsistência, com três laudos negativos e dois ainda à espera do resultado. “As visitações estão sendo muito boas. Estamos conseguindo explicar o nosso trabalho aos produtores, que têm nos recebido muito bem, entendendo a importância da atuação”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, Francisco Lopes.

Fonte: Assessoria Seapi
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