Conectado com

Rodrigo Capella Opinião

Agronegócio não pode ser vítima de tributação

Quem prejudica o agronegócio, prejudica o futuro de um país

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por Rodrigo Capella, influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

Ventila-se, com cada vez mais força, nos bastidores do agronegócio, a possibilidade do fim da Lei Kandir, que assegura a não cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, conhecido pela sigla ICMS, das exportações de minérios e grãos, entre outras matérias-primas.

De um lado, governadores de vários Estados alegam problemas fiscais, muitos deles atribuídos ao não repasse do Governo Federal, em decorrência da Lei Kandir.

Do outro lado, o setor do agronegócio sinaliza as possíveis consequências do fim da isenção do ICMS. Desemprego, esfriamento da economia e – sem dúvida – a volta de uma crise com grande força.

Outro ponto crucial: o ressurgimento do ICMS sinalizará um grande e infundado retrocesso. Enquanto iniciativas como a do governador do Estado de São Paulo, João Doria, tiraram recentemente este imposto de produtos hortifrúti (hortaliças e frutas) minimamente processados, por que outras estariam pleiteando a volta de tributação? Não faz sentido.

Recentemente, conversei com a senadora Mara Gabrilli e ela me disse duas frases que qualquer cidadão brasileiro deveria refletir: “O agronegócio tem sido a resiliência brasileira” e “Se não fosse o agronegócio, a nossa situação estaria bem complicada”.

Concordo com as duas afirmações. O empenho e coragem dos produtores rurais contribuem para não sairmos dos trilhos e para termos constante otimismo em relação ao nosso país.

Com frequência, percorro fazendas e é comum os produtores dizerem, com orgulho, que não simplesmente produzem, mas que alimentam o mundo. E de fato isso é verdade.

Apesar das dificuldades – somente quem se engaja no setor as percebe com clareza -, cumprem a rotina com dedicação. Sol em excesso, falta de água, pragas diversas, perdas de safra. Já são tantos os obstáculos. Por que aumentá-los, com tributação desnecessária?

Esta pergunta me direciona a um alerta que o deputado federal Alexis Fonteyne fez durante nossa conversa: “precisamos deixar o agronegócio trabalhar em paz”.

É isso aí. Quem prejudica o agronegócio, prejudica o futuro de um país. Os esforços devem ser destinados para a liberação de crédito agrícola, para o fomento de startups, para a consolidação de hubs digitais, para a liberação de produtos necessários para combater pragas e para a constante e necessária atualização do setor.

Sim, é preciso fornecer sempre subsídios para o nosso agronegócio, que não mede esforços para tornar o Brasil uma das maiores economias do mundo, apesar de frequentemente criarem obstáculos.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

oito − seis =

Rodrigo Capella Opinião

Quais ações estão mudando o nosso agronegócio?

Agronegócio brasileiro passa por uma profunda transformação, importante e necessária para o contínuo progresso de nossa economia

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

O agronegócio brasileiro passa por uma profunda transformação, importante e necessária para o contínuo progresso de nossa economia. Confira a seguir algumas das ações que lideram esta nova fase:

Valorização de causas

Empresas de agronegócio, de todos os portes, defendem ou começarão a defender causas do agronegócio, dos agropecuaristas e da sociedade para estabelecer total conexão com o público-alvo e ter uma sinergia constante com as demandas do setor.

Foco no tempo real

O agora é o protagonista. Informações perdem valor se houver demora na divulgação. O mercado de agronegócio está ciente deste cenário e busca estabelecer processos para o rápido compartilhamento de conhecimento.

Consolidação dos canais digitais

As novas gerações de agropecuaristas estão, cada vez mais, buscando informações em diversos canais, como blogs, páginas específicas e redes sociais. Atentas a este cenário, as empresas de agronegócio diversificam as ações de comunicação e marketing, promovendo amplo engajamento e alto impacto.

Incentivo real à inovação

A necessidade de se diferenciar no competitivo mercado contribui para as empresas de agronegócio terem um DNA inovador. Seja nos hubs de inovação ou em departamentos internos, a inovação está sendo priorizada pelo segmento.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Rodrigo Capella

Abertura de novos mercados e outros pontos importantes

Publicado em

em

Alguns pontos do plano de governo de Bolsonaro para o agronegócio merecem nossa análise e – até mesmo – atenção. São eles: segurança no campo, logística de transporte e armazenamento, diversificação, políticas específicas para consolidar e abrir novos mercados externos, e uma só porta para atender as demandas do agronegócio e do setor rural.

A segurança no campo é uma das maiores preocupações dos produtores rurais. Com frequência, visito fazendas e converso com produtores. Este tema é destacado nos primeiros minutos de conversa. Ouço frases como “roubaram o meu gado no mês passado”, “não me sinto seguro aqui no campo”, ou ainda “já tive uma propriedade produtiva invadida”.

A logística de transporte e armazenamento é um tema tão complexo quanto a segurança no campo. Nos dois casos, é necessário implementar ações emergenciais, como munir os profissionais de policiamento com conhecimento e equipamentos necessários e implementar um sistema multimodal, com rodovias para o transporte de curtas distâncias, e ferrovias e hidrovias para longas distâncias.

Sobre a diversificação, ela é necessária em vários níveis, desde o estimulo à rotação de cultura até as múltiplas possibilidades de créditos agrícolas, valorizando o nosso agronegócio em sua amplitude.

Em relação às políticas específicas para consolidar e abrir novos mercados externos, é importante focarmos em Israel (que demonstrou ter alta produtividade agrícola em condições adversas, como no deserto) e na Espanha (referência em fruta, apesar de não ter boas condições climáticas, como temos no Brasil).

Estas políticas precisam também fomentar o intercâmbio de tecnologia, beneficiando todo o ecossistema rural e contemplando os anseios das novas gerações de agropecuaristas, adaptadas em obter as melhores respostas no menor tempo necessário.

Neste contexto, a proposta de uma só porta para atender as demandas do agronegócio e do setor rural pode ser o grande desafio para o futuro governo. Com características e complexidades diversas, esta porta precisa ser ampla e entender que os agropecuaristas brasileiros têm necessidades distintas. Contemplá-las será uma grande ciência.

Caso consiga implementar, com cautela, presteza e verdadeira eficiência, estes pontos importantes do plano, o próximo governo poderá – em pouco tempo – colocar o agronegócio brasileiro em outro patamar. A FAO, por exemplo, estima que teremos mais de 9 bilhões de habitantes em 2050. Eles precisarão ser alimentados. Esse não é um grande estímulo para o nosso agronegócio?

Fonte: Por Rodrigo Capella
Continue Lendo

Colunistas

Qual o futuro do agronegócio no governo Bolsonaro?

Acredito que o governo Bolsonaro colocará efetivamente o pé no mato, sem medo de levar picadas de cobras, por mais venenosas que elas sejam

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Artigo escrito por Rodrigo Capella, jornalista com atuação no agronegócio desde 2004, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

Três pontos são fundamentais para a análise do futuro do agronegócio no governo Bolsonaro: o homem do campo, o mercado e o consumidor final.

O homem do campo, representado por perfis diversos, desde o agricultor familiar até os grandes agropecuaristas, está cada vez mais engajado em práticas sustentáveis e muito mais consciente destas necessidades. Como prática, visito fazendas e é comum o homem do campo me sinalizar a sua preocupação com o meio ambiente.

Já o mercado está – e cada vez mais estará – centralizado na Agricultura 4.0, que alia elementos fortemente comerciais, saudáveis e sustentáveis, como conectividade, produtividade, meio ambiente, saúde pública e tecnologia.

Assim como o homem do campo e o mercado, o consumidor final está conectado com questões sustentáveis. Reforça-se, então, conceitos como a rastreabilidade. Com um QR Code impresso em uma embalagem, pode-se rastrear a origem do produto e informações diversas, como práticas ambientais de determinada propriedade.

O agronegócio será, então, fortalecido no próximo mandato presidencial se estes três elementos (homem do campo, o mercado e o consumidor final) forem prioritários. Com base no plano de governo, podemos verificar esta viabilidade.

Um dos pontos expostos é a Nova Estrutura Agropecuária, representada por elementos como desenvolvimento rural sustentável, inovação tecnológica, segurança alimentar e meio ambiente rural. Estes aspectos são desejados pelos consumidores e representados na Agricultura 4.0, principalmente, pela saúde pública, tecnologia e meio ambiente.

Outra proposta do plano é contribuir efetivamente para que o agricultor seja cada vez mais um gestor do campo. A palavra “gestor” nos remete a empresário, a conhecedor do ecossistema, incluindo o meio ambiente e soluções tecnológicas.

Este perfil é cada vez mais importante dentro de um cenário de produtividade e de rentabilidade, fundamentais para o Brasil ser cada vez mais destaque no mercado mundial.

A FAO estima, por exemplo, que teremos mais de 9 bilhões de habitantes em 2050. Precisaremos, então, de processo estratégico de transporte, de tecnologia adequada e defesa da propriedade rural, que estão previstos no plano de governo do futuro presidente em temas como logística, segurança no campo e abertura de mercado.

Para ter efetividade, esta desejada abertura terá que ser comercial e tecnológica. Israel, Peru e Espanha poderão contribuir neste contexto, ajudando o agronegócio brasileiro a ser ainda mais produtivo. Com condições adversas, estes países destacam-se por produzir no deserto (Israel), pelo adensamento de plantio (Peru) e pela eficiência em frutas (Espanha).

Já a estrutura de transporte – poderemos nos inspirar nos Estados Unidos -, deverá contemplar nitidamente as rodovias para entregas de curtas distâncias, e hidrovias e ferrovias para escoamento de longas distâncias.

Diante deste cenário, minhas expectativas são extremamente positivas. Acredito que o governo Bolsonaro colocará efetivamente o pé no mato, sem medo de levar picadas de cobras, por mais venenosas que elas sejam.

Fonte: Assessoria

Continue Lendo
Abraves
Facta 2019
Conbrasul 2019
APA
Biochem site – lateral
Nucleovet 2

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.