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Suínos / Peixes Saúde Animal

Ação da Bromexina oral sobre a resposta imune na mucosa respiratória dos suínos

Através da diminuição da atividade fagocítica têm-se uma redução no processo inflamatório na mucosa respiratória dos suínos tratados com bromexina

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Arquivo/OP Rural

 Artigo escrito por Eduardo Miotto, consultor técnico da Vetanco 

A bromexina (2-amino-3, 5-dibromo-N-ciclo-hexil-N-metilbenzilamina) é um derivado sintético da Vasicina, um dos ingredientes ativos da planta asiática Adhatoda vasica. Sua eficácia foi comprovada na normalização do muco no trato respiratório e introduzida pela primeira vez em 1963, como medicamento secretolítico ou mucolítico. Seu uso aumenta a secreção de imunoglobulinas A (IgA) previamente produzidas pelas células do complexo imune no sistema respiratório em suínos. Apenas IgA e IgM são efetivamente secretados para as mucosas, sendo que IgA corresponde à maior parte dos anticorpos nesses locais e por estar presente no lúmen intestinal, esta forma de anticorpo é uma das principais responsáveis pela resposta imune adaptativa local. Os linfócitos T duplo-marcados (CD4+ CD8+) são uma particularidade dos suínos visto muito raramente em outros mamíferos. Com a maturidade, essas células passam a ser cada vez mais importantes para a imunidade local, estando presente em grandes quantidades nos órgãos linfoides periféricos. O presente estudo buscou avaliar a resposta imune de mucosa de suínos tratados com bromexina.

O experimento foi realizado na fase de creche. Foram utilizados 48 leitões, separados em dois tratamentos, grupo tratado com bromexina (GT) e grupo controle negativo (GC). O GT recebeu via água de bebida uma solução à base de bromexina 1% (1 mg por Kg de peso vivo) durante 5 dias. Foram realizadas 48 coletas de sangue e de lavado nasotraqueal (n=24/grupo), divididas em 2 etapas: 48h e 96h após o início do experimento. Do sangue total foram extraídos os leucócitos por meio de Histopaque e centrifugação, seguido de lavagem com solução tamponada. Os anticorpos específicos foram adicionados às células obtidas, incubados por 30 minutos e fixados com paraformaldeído para posterior análise no citômetro de fluxo FACSCalibur (Becton and Dickinson). Os lavados nasotraqueais foram coletados dos animais anestesiados com Quetamina e Xilazina. Para isso, foi injetado um volume de solução fisiológica, o qual foi então recuperado por meio de sonda urinária e seringa. Os Linfócitos T duplo-marcados e a fagocitose foram analisados pelo método de citometria de fluxo. As IgAs foram quantificadas pelo método de Bradford para quantificação de proteína total. Os testes estatísticos utilizados estão apresentados abaixo de cada gráfico e o software utilizado para realização das análises foi GraphPad Prism 6.

Resultado e discussões

A quantidade relativa de IgA total foi elevada pela bromexina com 48h (Figura 1), visto que esta aumenta o turnover de muco, elevando a secreção de IgA previamente produzida pelas células imunes do sistema respiratório. Na coleta das 96h, ambos os grupos obtiveram resultados semelhantes, pois a bromexina não aumenta a produção de IgA, mas sim a sua secreção.

Figura 1. Quantificação relativa de IgA total. Os resultados estão separados por data de coleta. Cada ponto representa um animal. As linhas e barras representam média e desvio padrão. Análise estatística de t de Student (P < 0,05).

O número de linfócitos T duplo-marcados foi elevado (P = 0,09) nos animais tratados (Figura 2). Essas células são importantes na imunidade tecidual, e sua elevação após o uso de bromexina pode condizer com essa premissa. Metabólitos da bromexina parecem ser capazes de ativar a resposta imune celular, embora reduzam a inflamação local. Ao controlar o burst respiratório que é comum após a fagocitose, a bromexina inibe o estresse oxidativo associado ao processo inflamatório.

Figura 2. Porcentagem de leucócitos no lavado nasotraqueal. O eixo vertical apresenta à porcentagem de leucócitos encontrados. Diferenças significativas são representadas pelo P respectivo. Análise estatística de t de Student (P < 0,05).

Conclusões

A bromexina intensificou a secreção de IgA no trato respiratório dos suínos 48 horas após o início do tratamento. O número de linfócitos T duplo-marcados aumentou no grupo de animais tratados. Desta forma, conclui-se que, através da diminuição da atividade fagocítica têm-se uma redução no processo inflamatório na mucosa respiratória dos suínos tratados com bromexina.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Suinocultura

Reposição de matrizes pode garantir a rentabilidade do sistema

A longevidade é certamente uma das principais características no programa de melhoramento genético das linhagens maternas

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Arquivo/OP Rural

 Artigo escrito por Ron Hovenier, gerente do programa de reprodução da Topigs Norsvin

Repor ou não repor? Eis a questão. A longevidade da matriz é uma qualidade incluída nos objetivos de seleção das linhagens maternas, a importância dessa característica em relação à lucratividade do sistema produtivo é clara: queremos maximizar o benefício do alto potencial de produção da matriz do terceiro ao quinto ciclo, pois estas são fases muito produtivas e que resultam em leitões com excelente desempenho.

A longevidade é certamente uma das principais características no programa de melhoramento genético das linhagens maternas. Definimos longevidade como a capacidade de uma fêmea permanecer em produção até pelo menos o início do quinto ciclo.

Além disso, quanto mais leitões uma matriz produzir durante sua vida, menores serão os custos de produção desses leitões devido à depreciação dos custos feitos para produzir ou comprar uma marrã de reposição. No entanto, se observarmos a importância da longevidade na rentabilidade de todo o sistema, há vários outros aspectos importantes que não devem ser subestimados.

Em primeiro lugar, existe a potencial perda do valor de abate da fêmea de descarte se estes animais não estiverem mais no padrão de abate definidos pelos abatedouros e tiverem que ser sacrificados na própria granja, ou se esses animais acabarem morrendo antes do descarte. Por exemplo, na Europa, uma matriz perdida alguns dias antes do parto representa para o produtor um prejuízo estimado entre 500 e 700 euros devido ao valor desperdiçado da carcaça, leitões e ração, por exemplo.

Em segundo lugar, podemos citar a oportunidade perdida de descartar animais voluntariamente com base no seu potencial genético. De acordo com informações extraídas do banco de dados em 2019, em granjas que não praticam uma adequada taxa de reposição, a média do índice genético de matrizes que foram descartadas ou que morreram na granja é igual à média do índice genético das demais fêmeas presentes no plantel. Isso significa que perde-se a oportunidade de descartar as matrizes de mais baixo potencial genético e de introduzir marrãs com alto potencial genético para melhorar a produtividade e eficiência do plantel como um todo.

Quatro pontos-chave para o equilíbrio da produção

É necessário esclarecer que a seleção genética para maior longevidade não significa que o objetivo é minimizar a taxa de reposição nas granjas. Existem vários fatores que determinam a taxa de reposição ideal do plantel, como:

  • Custos das marrãs de reposição;
  • Valor da carcaça de matrizes descartadas;
  • Desempenho reprodutivo nas diferentes ordens de parto;
  • Taxa de melhoramento genético.

Claramente, se os custos de uma marrã de reposição cair e/ou o valor da carcaça das matrizes descartadas aumentar, será mais atraente repor uma matriz velha – com uma expectativa de produção futura menor – por uma marrã geneticamente superior. O mesmo acontece se as matrizes alcançarem o melhor desempenho no primeiro e segundo partos, pois isso reduzirá o tempo de retorno do investimento feito na aquisição de marrãs de reposição.

E, por último, mas não menos importante, com a aceleração do progresso genético alcançada por empresas modernas de genética, o aumento das oportunidades de maior eficiência e lucratividade com matrizes jovens de alto potencial genético e sua progênie deve ser seriamente levado em consideração.

Se todos esses quatro pontos estiverem equilibrados, a taxa ideal de reposição, analisando uma perspectiva ideal de rentabilidade de todo o sistema é em torno de 50%.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de outubro/novembro de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Evento online

IPVS debate desafios da suinocultura até 2050 no dia 3 de novembro

Evento virtual lança 26ª edição do Congresso IPVS, com a presença do doutor Peter Davies e transmissão gratuita para todo o mundo  

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Foto: Divulgação

Os principais desafios na produção mundial de suínos até 2050 serão debatidos pelo professor da Universidade de Minnesota (Estados Unidos), Peter Davies, em um evento mundial realizado em formato digital pela IPVS (do inglês Associação Internacional de Veterinários Especialistas em Suínos) na próxima terça-feira, dia 3 de novembro, a partir das 11h.

Este evento marcará o encerramento do ciclo de preparação do IPVS2020, com a publicação dos Anais do evento, bem como o lançamento da 26ª edição do Congresso da IPVS, que será realizado de 21 a 24 de junho de 2022, no Rio de Janeiro. “Nosso objetivo é reunir especialistas da cadeia produtiva e apresentar o evento de 2022”, afirmou a médica veterinária, presidente da IPVS e professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Fernanda Almeida. “Este evento é especialmente importante pela presença do doutor Peter Davies, um profissional mundialmente reconhecido, que irá compartilhar conosco um pouco da sua visão sobre o futuro da produção suinícola no mundo. Além disso, em respeito a todos os pesquisadores que escolheram o IPVS2020 para a divulgação dos dados obtidos nos últimos anos, faremos a publicação oficial dos Anais do IPVS2020”, informa.

O evento é gratuito, sendo transmitido para o mundo todo em inglês com tradução simultânea para o português. Os interessados poderão se inscrever através do link http://bit.ly/webinar-ipvs2020.

Outras informações sobre o IPVS2020 poderão ser obtidas através do e mail ipvs2020@ipvs2020.com ou pelo telefone +55 (31) 3360-3663.

Sobre Peter Davies

O Dr. Peter Davies é médico veterinário epidemiologista, especializado em doenças infecciosas. Professor da College of Veterinary Medicine da University of Minnesota, nos Estados Unidos, com grande experiência em clínica veterinária. Atuou como consultor de produção animal, participando de projetos de desenvolvimento rural, inclusive no Brasil. Além da pesquisa em sanidade suína, Davies se especializou em epidemiologia de patógenos zoonóticos transmitidos por alimentos.

O IPVS 2022

O maior evento da suinocultura mundial será realizado pela segunda vez no Brasil, após 34 anos. O local escolhido para acolher este evento de tamanha magnitude é o Riocentro, um dos mais completos centros de eventos e convenções do país. São esperados participantes de todo o mundo e a submissão de trabalhos científicos em diferentes áreas de concentração. Além de uma programação científica extraordinária, o evento contará com uma enorme feira de negócios, onde serão apresentadas as mais recentes tecnologias e novidades para a suinocultura mundial.

Fonte: Assessoria
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Suínos / Peixes Novidade

Nova edição de Suínos e Peixes está disponível na versão digital

Matéria de capa é uma entrevista exclusiva com a ministra Tereza Cristina

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O Presente Rural

A nova edição de Suínos e Peixes de O Presente Rural já disponível na versão digital, na íntegra e de forma gratuita.

Entre as matérias que você pode ler está uma entrevista exclusiva com a ministra Tereza Cristina, onde ela faz uma avaliação dos seus mais de 20 meses à frente do Ministério da Agricultura e fala sobre quais são as projeções para 2021.

Além disso, a edição ainda conta com matérias falando sobre como a PSA vem mudando o mercado mundial de carnes, as novidades a respeito do novo frigorífico da Frimesa, o maior da América Latina, uma matéria exclusiva sobre o que a suinocultura pode aprender com a bovinocultura de corte a respeito do mercado de carnes nobres, os impactos da Semana Nacional da Carne Suína, e um especial sobre como a pandemia realçou o papel dos médicos veterinários e zootecnistas na produção de alimentos saudáveis e seguros.

Você pode conferir ainda artigos técnicos exclusivos falando sobre saúde, bem-estar animal e nutrição. Além das novidades no mercado empresarial das principais empresas do setor agropecuário.

Fonte: O Presente Rural
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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