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Suínos / Peixes

Abertura do Congresso O Presente Rural reúne grande público; confira as fotos do evento

Programação desta terça-feira (11) está sendo direcionada aos suinocultores.

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Fotos: Sandro Mesquita e Jaqueline Galvão/OP Rural

O primeiro dia do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural atraiu centenas de produtores e profissionais ligados ao setor suinícola a Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná.

O evento, que contou nesta terça-feira (11) com a programação direcionada aos suinocultores, fornecedores e distribuidores de insumos, contou com a presença dos presidentes da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador; da Associação Sul-matogrossense de Suinocultores (Asumas), Milton Bigatão; da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes; da Associação Paranaense de Suinocultores, Jacir José Dariva, além do presidente da Frimesa, Elias Zydec.

Dentre os tópicos abordados estão os desafios contemporâneos enfrentados pela suinocultura, as tendências do mercado da carne suína, as projeções para o futuro, o crescimento do consumo doméstico, as estratégias de exportação, o papel do produtor na promoção do bem-estar animal, as práticas de manejo e tratamento de doenças, a importância da biosseguridade e a prevenção das doenças respiratórias na criação suína.

O evento está sendo realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo Facebook e YouTube do jornal O Presente Rural.

Realização, apoio e patrocínio

O evento é realizado pelo jornal O Presente Rural, Lar Cooperativa Agroindustrial e Frimesa, com o apoio do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

Além disso, conta com o patrocínio de importantes empresas do setor, incluindo na cota diamante Agrifirm, Agroceres PIC, American Nutrients, Biochem, Boehringer Ingelheim, Casp, Dandred, Grasp, MSD Saúde Animal, Oligo Basics, Sicredi e Vetanco; na cota ouro Cargill, Cobb, Huvepharma, Phibro, Salus, Suiaves, Vaccinar; na cota prata Agroceres Multimix, Aleris, Cinergis Agronegócios, DNA South America, Equittec, GD Brasil, HB Agro, Imeve, MS Schippers, NNATRIVM, Sanex, Sauvet, Sicoob, Suitek e Xcare; e na cota especiais BioSyn, MM2, Natural BR Feed, Ourofino, Polinutri, Vaxxinova e VetQuest.

Confira as fotos do primeiro dia do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural 

 

 

Fonte: O Presente Rural

Suínos / Peixes

Primeiro dia do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural explora a cadeia suinícola

Evento será retomado nesta quarta-feira (12), a partir das 09h30, com palestras voltadas para o setor avícola. Você pode acompanhar a transmissão ao vivo pelas nossas redes sociais.

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Fotos: Sandro Mesquita/OP Rural

Hoje, 11 de junho, foi marcado pelo início do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento, que já se consolida como um dos mais importantes diretamente dedicados ao produtor, trouxe discussões aprofundadas e palestras ricas em conhecimento sobre a suinocultura. Realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo Facebook e YouTube do jornal O Presente Rural, disponível on demand para você assistir quantas vezes quiser.

O dia começou com a palestra de abertura ministrada por Elias José Zydek, presidente da Frimesa. Zydek abordou os desafios atuais da suinocultura, destacando a importância da inovação e da adaptação às novas exigências do mercado.

Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), trouxe uma análise detalhada sobre o mercado da carne suína, abordando o cenário atual, perspectivas futuras, aumento do consumo interno e exportações. “A suinocultura brasileira tem um potencial enorme de crescimento, e precisamos estar preparados para os desafios e oportunidades que surgirão nos próximos anos”, afirmou Lopes.

A terceira palestra foi conduzida por Charli Ludtke, diretora técnica da ABCS. Ela frisou o papel do produtor no bem-estar animal, ressaltando a importância das boas práticas para garantir a qualidade e sustentabilidade da produção suína.

Visita aos lounges
Após uma pausa para interação com os expositores e visitas aos lounges das empresas participantes, a programação técnica retornou às 13h30 com a palestra de Luciana Diniz dos Santos da Silveira, presidente regional da Abraves-PR, que discutiu a identificação e tratamento de doenças em suínos.
Marcos Mores, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, continuou com uma apresentação sobre as causas, prevenção e impactos das doenças respiratórias em suínos, trazendo dados e estratégias essenciais para a sanidade do rebanho.

Encerrando o dia, Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar, abordou os pontos de atenção que ameaçam a biosseguridade nas granjas suínas, destacando a importância de medidas preventivas e de controle rigorosas para evitar surtos e garantir a segurança sanitária.

Primeiro dia
Selmar Marquesin, diretor do jornal O Presente Rural, destacou a importância do primeiro dia do congresso. “As palestras de hoje trouxeram reflexões importantes e atualizadas, fundamentais para a evolução da suinocultura no Brasil. O compartilhamento de conhecimento entre especialistas e produtores é essencial para enfrentarmos os desafios do setor e aproveitarmos as oportunidades de crescimento”, ressalta.

Edição 2025

Em parceria com a jormalista Eliana Panty e a Frimesa, o Jornal O Presente Rural lançou o novo formato do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural para 2025, que a partir da próxima edição passa a se chamar Alimenta: Congresso Brasileiro de Proteína Animal & Rendering. O evento será realizado a cada dois anos, em Foz do Iguaçu (PR), com a promessa de ainda mais novidades e oportunidades para o setor agropecuário brasileiro.

Programação do segundo dia
Neste dia 12 de junho, o foco do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural se volta  para a avicultura. A programação começa às 09h30 com uma palestra de Paulo Sérgio Cândido, diretor do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), que vai discutir o mercado de carnes e as perspectivas para a avicultura.

Às 10h15, Rafael Gonçalves Dias retorna ao palco para abordar o atual cenário da Influenza aviária, seus impactos na avicultura comercial e as medidas de controle e prevenção necessárias.

E às 11 horas o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcos Mores, vai falar sobre estratégias de biosseguridade para evitar a entrada de doenças nos aviários, destacando práticas eficazes para a proteção do plantel.

Às 14 horas, Rudolf Giovan Portela, da Anfeas, vai apresentar uma palestra sobre a escolha, manutenção e uso correto de equipamentos, ressaltando a importância da tecnologia para a eficiência produtiva.

Encerrando o evento, às 14h45, Irineo da Costa Rodrigues, diretor presidente da Lar Cooperativa, falará sobre os 25 anos da avicultura na Lar e uma visão para o futuro, trazendo uma retrospectiva das conquistas e os planos para o desenvolvimento contínuo do setor. “Esperamos que o segundo dia do Congresso seja tão enriquecedor quanto o primeiro, promovendo a troca de conhecimentos e a colaboração entre todos os participantes para o fortalecimento da avicultura e suinocultura no Brasil”, cita Marquesin.

Realização, apoio e patrocínio

O evento é realizado pelo jornal O Presente Rural, Lar Cooperativa Agroindustrial e Frimesa, com o apoio do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar) e da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

Além disso, conta com o patrocínio de importantes empresas do setor, incluindo na cota diamante Agrifirm, Agroceres PIC, American Nutrients, Biochem, Boehringer Ingelheim, Casp, Dandred, Grasp, MSD Saúde Animal, Oligo Basics, Sicredi e Vetanco; na cota ouro Cargill, Cobb, Huvepharma, Phibro, Salus, Suiaves, Vaccinar; na cota prata Agroceres Multimix, Aleris, Cinergis Agronegócios, DNA South America, Equittec, GD Brasil, HB Agro, Imeve, MS Schippers, NNATRIVM, Sanex, Sauvet, Sicoob, Suitek e Xcare; e na cota especiais BioSyn, MM2, Natural BR Feed, Ourofino, Polinutri, Vaxxinova e VetQuest.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes

Suinocultor, Charrua te espera para o 48º Dia Estadual do Porco

Localizada no Noroeste do Rio Grande do Sul, a cidade que integra a quarta região mais bem posicionada no ranking de suínos produzidos para abate, fica próxima de outros grandes produtores de suínos, o que aumenta a expectativa de público.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Com as programações do 48º Dia Estadual do Porco marcadas para o dia 26 de julho, Charrua (RS), anfitriã do evento, já está se organizando para esperar todos os suinocultores gaúchos.

Localizada no Noroeste do Rio Grande do Sul, a cidade que integra a quarta região mais bem posicionada no ranking de suínos produzidos para abate, divulgado pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), ainda fica próxima de outros grandes produtores de suínos, o que aumenta a expectativa de público.

O vice-presidente da Acsurs e da Associação de Produtores de Suínos de Charrua (Aprosui), Jean Fontana, que lidera a comitiva organizadora, ressalta que o público será muito bem recebido. “Estamos organizando tudo com muito carinho, pois queremos proporcionar aos suinocultores, um grande evento. Além disso, estamos nos esforçando para apresentar grandes novidades, como um cardápio vasto e atrações musicais durante e após o almoço”, finaliza.

Nos próximos dias, a comitiva que já vem mobilizando público e empresas do setor, deve iniciar a divulgação do evento nos municípios vizinhos que se destacam na produção de suínos.

Convites oficiais
A organização do evento, composta por membros da Acsurs e do município de Charrua, inicia neste mês a entrega dos convites oficiais para representantes de entidades do setor e órgãos públicos.

Material gráfico
Com o material gráfico finalizado, a divulgação do evento torna-se agora ainda mais forte. Para isso, a organização conta com o apoio de associações, secretarias, escritórios e parceiros, que auxiliam na distribuição do material em centenas de municípios gaúchos

Adquira seu almoço
O cardápio do almoço, terá como como destaque a carne suína, apresentada através de cortes de picanha, copa lombo e barriga com pele.

Os cartões podem ser adquiridos com antecedência pelo valor de R$ 60, através do WhatsApp (54) 99661-2571, com a Ana.

Patrocínio

O evento conta com patrocínio Diamante da Adubos Coxilha, Alfa, Basso Pancotte/Virbac , Granja Fontana, Industrial Margil, Machado Agropecuária, Mig-PLUS, MS Schippers, Ordemilk, Sicredi e Topigs Norsvin; Ouro da Biotecno, Bretanha, Construschorr, Construsui, Danbred Brasil, Farenzena, Importherm, Insui, Lídio Carraro, Ourofino, Plasson, Protec/Alltech e Sistemilk; Prata da Agroceres Multimix, Agroceres PIC, American Nutrients, Artegranja/Casp , Axiom, Be8, BL Agro/Ceva , Boehringer Ingelheim, De Heus, DFS Pignan, Elanco, Gasco, Hypor, IMV Technologies, Minitube, Nutron/Cargill, RF Equipamentos, Sanex, Vetanco, Vitalltech do Brasil e Xcare.

E também conta com o apoio da Agrodanieli, Allgoods, Aurora Coop/ Top Aurora Coop, Avesul, Bioköhler Biodigestores, Concórdia TEC, Contemix, Cresol, Lídersul, Majestade, Metalzan, Phosphea, Roboagro, Rota Agrícola/Concessionária Stara, SLC Máquinas, Tacca Agronegócios e Tecal Agroindustrial, além do apoio institucional da ABCS, Farsul, Fundesa, SIPS, Emater/RS, PPGVET Educação e Associação dos Suinocultores de Charrua.

O jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do evento, junto com a PorkExpo e a 3tres3.

Fonte: Com assessoria Acsurs
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Suínos / Peixes

Produção em escala do tambaqui e industrialização de coprodutos da tilápia podem tornar o Brasil mais competitivo na piscicultura

Pesquisador em Economia e Gestão da Inovação na Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Xavier Pedroza Filho afirma que o tambaqui está ganhando cada vez mais espaço nas exportações, no entanto, é necessário que o setor se estruture para oferecer esse produto com regularidade e em escala.

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Fotos: Jonathan Campos

Existe uma variedade de peixes nas águas doce e salgada que contornam o vasto território brasileiro, mas a espécie que tem sido protagonista da produção nacional é a tilápia, um dos pescados mais cultivados no país e que vem conquistando cada vez mais o mercado, o paladar e o prato de muitos brasileiros e estrangeiros. De acordo com a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), o Brasil é o quarto maior produtor mundial de tilápia, espécie que representa 65,3% da produção nacional.

A produção aquícola no Brasil tem testemunhado um crescimento expressivo ao longo dos últimos anos. Segundo dados da Peixe BR, o país registrou 638 toneladas de peixes produzidos em 2015, número que saltou para 887 toneladas em 2023, crescimento superior a 39% no período. “O cultivo de peixes em água doce representa 86% da produção nacional, camarão possui 13% e ostras, vieiras e mexilhões contribuem com apenas 1%”, expôs o doutor em Economia, mestre em Administração e Desenvolvimento Rural, engenheiro agrônomo, professor e pesquisador em Economia e Gestão da Inovação na Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Xavier Pedroza Filho, durante o Inovameat, um dos principais eventos de proteína animal do Paraná, realizado no início de abril, em Toledo, no Oeste do Paraná.

Doutor em Economia e pesquisador na Embrapa Pesca e Aquicultura, Manoel Xavier Pedroza Filho: “A maioria dos produtores no país operam de forma individual, sem estar organizada em cooperativas ou integrados a um sistema, sendo necessário que toda a cadeia adote esse modelo para alcançar maior competitividade” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Indústria em ascensão

A piscicultura brasileira tem se destacado como uma indústria em ascensão, com um aumento significativo na produção e nas exportações nos últimos anos. Mais de 20 espécies de peixes são cultivadas no país, com a tilápia liderando esse mercado, representando 65% da produção, seguida por tambaqui, tambacu, tambatinga e carpa, juntas somam 14%. Outras espécies, como pintado, cacharam, cachapira, pintachara, surubim, pacu e patinga compõem 1% cada, enquanto 13,7% são de outros peixes.

Entre 2015 e 2023, a produção da piscicultura registrou um crescimento superior a 39%, mantendo uma média anual de 4,87%. “Esse aumento reflete o compromisso e o investimento dos produtores brasileiros no setor”, pontua Pedroza Filho.

Os principais estados produtores de piscicultura no Brasil são Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rondônia, Santa Catarina, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Pernambuco. “A estrutura de governança na cadeia produtiva da piscicultura é caracterizada pelos sistemas de produção individual, verticalizado e integrado, com a predominância dos dois últimos, o que permite uma gestão mais eficiente e uma maior qualidade do produto final”, afirma.

Exportações

As exportações da piscicultura brasileira aumentaram 4% em valor, em 2023, totalizando U$S 24,7 milhões. Em toneladas, houve queda de 20% (6.815 toneladas), aponta a Embrapa Pesca e Aquicultura a partir de dados do ComexStat, do Ministério da Economia. Quando incluído os pescados nesta contagem, as exportações alcançaram 120.659 toneladas no último ano, resultando em uma receita de US$ 415 milhões.

O crescimento das exportações em dólar e a queda em toneladas são explicados pelo crescimento das vendas de itens de maior valor agregado, como filés frescos. O aumento dos embarques de filés frescos e a queda dos peixes inteiros congelados – que possuem menor preço – representam os principais fatores responsáveis pelo aumento do valor médio por kg do produto exportado. Entre o terceiro trimestre de 2021 até o último trimestre de 2023, o preço médio da tilápia inteira exportada aumentou 21,2%, passando de US$ 3,49/kg para US$ 4,23/kg. No mesmo período, o preço médio da tilápia no mercado interno aumentou 33,4%, passando de R$ 7,29/kg para R$ 9,73/kg.

No ano passado, as exportações de peixes por espécies revelaram um panorama diversificado no mercado internacional. A tilápia continuou a liderar como a maior espécie exportada, representando 94% das exportações totais. Este peixe gerou uma receita de US$ 23 milhões, registrando um modesto crescimento de 1% entre 2022 e 2023.

Por outro lado, o tambaqui aumentou sua participação no mercado em 809%, atingindo 3% das exportações e gerando uma receita de US$ 798 mil. O bagre e os surubins também contribuíram, representando cada um 1% das vendas externas, com receitas de US$ 234 mil e US$ 224 mil, respectivamente, embora os surubins tenham registrado uma queda de 16% em comparação com 2022. As curimatás e outras espécies ainda têm um volume inferior a 1%, mas movimentaram US$ 119 mil no último ano.

Foto: Shutterstock

O Paraná manteve a posição de maior exportador brasileiro de tilápia em 2023, com US$ 18,6 milhões, representando 80% do total. Na segunda posição aparece São Paulo, com US$ 2,7 milhões (12% do total), seguido pela Bahia, com US$ 1,3 milhão (6% do total). O Paraná foi o estado exportador que apresentou o maior crescimento nas exportações de tilápia em 2023, representando um aumento de 42%. “Esses estados desempenham um papel importante na oferta global da tilápia brasileira, atendendo à crescente demanda tanto dentro quanto fora do país”, enaltece o palestrante.

Do total exportado, 60% consistiu em filés frescos, 26% de tilápia inteira congelada, 5% de filés congelados, 7% foi composto por subprodutos impróprios para alimentação humana e 2% foram de tilápia inteira fresca. “Essa diversificação na oferta de produtos de tilápia ressalta a capacidade da indústria brasileira de adaptar-se às necessidades e preferências dos consumidores internacionais, consolidando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da tilápia”, exalta o profissional.

Principais destinos

O Estados Unidos seguiu como principal destino da tilápia brasileira, importando 91% do total, em 2023, totalizando US$ 21,2 milhões e crescimento de 13%. A China foi o segundo destino, com US$ 673 mil e crescimento de 168%, seguido pelo Japão, com US$ 493 mil e crescimento de 183% em relação a 2022. Além destes, outros países também figuram entre os principais importadores da tilápia brasileira: Taiwan com 334.7 toneladas, Canadá com 189.6 toneladas, México com 107.2 toneladas, Malásia com 60.9 toneladas, Libéria com 46,3 toneladas, Ilhas Marschall com 38.9 toneladas, Paraguai com 30.7 toneladas, além de outras nações que importaram juntas 162.8 toneladas. O Brasil manteve a sétima posição no ranking dos exportadores, com uma receita de US$ 20,9 milhões, e crescimento de 12%. “Esses números destacam a diversificação dos mercados de exportação da tilápia brasileira, demonstrando a sua relevância global e a capacidade do Brasil de atender à demanda de diversos países”, frisou o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura.

Foto: Jonathan Campos

Drawback impulsiona competitividade

A tilápia foi o primeiro produto da aquicultura a ser inserido no sistema de Drawback para exportação, em meados de 2019. Conforme Pedroza Filho, essa iniciativa trouxe benefícios significativos às empresas exportadoras, permitindo a desoneração dos insumos utilizados no lote exportado, entre os quais ração, alevinos, vacinas e, mais recentemente, as embalagens para filé. “Essa medida visa reduzir os custos de produção e tornar a exportação de tilápia brasileira mais competitiva nos mercados internacionais”, expôs, evidenciando que os impactos econômicos dessa política resultaram em uma redução de cerca de 10% no custo de produção para os produtores da espécie.

Desafios e oportunidades

Pedroza Filho enumera alguns desafios enfrentados pela indústria de exportação de tilápia, que incluem a necessidade de adequação às exigências sanitárias e legais estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelos países importadores, atrelado a complexidade das transações comerciais, logística, financeira e aduaneira, bem como aos padrões de qualidade e certificações exigidos pelos mercados internacionais, como as BAP, ASC, BRC e GlobalGap, além da criação de uma política nacional de biosseguridade para a piscicultura. “Cumprir esses padrões é fundamental para garantir a competitividade e a aceitação dos produtos brasileiros no exterior”, reforça, destacando que o padrão de qualidade para o corte de filé de tilápia fresco no mercado interno é shallow skinned (pele fina), enquanto para o mercado externo é deep skinned (pele espessa).

O pesquisador afirma que o tambaqui está ganhando cada vez mais espaço nas exportações, no entanto, é necessário que o setor se estruture para oferecer esse produto com regularidade e em escala. “Nas feiras em que se leva a costelinha de tambaqui esse produto tem uma boa aceitação”, enaltece.

No entanto, apesar dos desafios, existem diversas oportunidades que podem ser exploradas pelo setor. Pedroza Filho diz que a produção de subprodutos como farinha, óleo, gordura e pele, apresenta um grande potencial para agregar valor à indústria da tilápia. Além disso, abertura de novos mercados para os peixes nativos e a introdução de novos cortes da tilápia podem diversificar as opções de exportação e aumentar a presença dos produtos brasileiros mundo a fora. “Um exemplo do potencial dessas oportunidades é o crescimento expressivo na exportação de gordura e óleos de peixes, que registraram um aumento de 827% em 2023. A farinha de peixe também teve um crescimento significativo, com o preço variando acima de US$ 1,7 mil a tonelada entre fevereiro de 2023 a fevereiro de 2024, indicando uma demanda crescente por esses produtos no mercado internacional”, enfatizou, salientando: “O governo e o setor devem continuar a explorar o mercado europeu, que é vasto e ainda não foi completamente explorado, assim como focar no crescimento das exportações de peixes nativos”.

O pesquisador destaca a possibilidade de aumento das importações de tilápia, não apenas do Vietnã, que por ora segue suspensa, mas de outros países, representando um risco para o setor. Contudo, ele enfatiza que, se o país seguir as medidas sanitárias, não há impedimento para a exportação dessa tilápia para o Brasil. “O principal desafio que identifico é a necessidade de o setor se preparar e tornar-se competitivo, uma vez que, no ponto de venda, o consumidor tende a basear sua escolha no preço, independentemente da origem do produto”, avalia, apontando que o alto custo do filé de tilápia limita seu acesso a todas as camadas sociais, ressaltando a importância de adotar medidas de controle sanitário e de tornar o produto mais competitivo no mercado interno.

Como se tornar mais competitivo

O especialista diz que para tornar-se mais competitivo, o setor pode se inspirar na cadeia produtiva do Oeste do Paraná, que se destaca pelo modelo de integração e pela intensificação da atividade em viveiro escavado, alcançando uma produtividade superior a 30 quilos por metro quadrado. “Essa região é reconhecida por produzir a tilápia mais competitiva do Brasil. O desafio em outras regiões é que a maioria dos produtores opera de forma individual, sem estar organizada em cooperativas ou integrada a um sistema, sendo necessário que toda a cadeia adote esse modelo para alcançar maior competitividade”, reforça.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor da piscicultura brasileira acesse a versão digital de Aquicultura, que pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Tenha uma boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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