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Notícias Suinocultura

ABCS solicita ao MAPA adequação nas linhas de crédito

As solicitações foram feitas por meio de ofício protocolado na pasta e visam reparar os efeitos da crise ocasionada pelo Coronavírus 

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Após o alinhamento com suas afiliadas a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), por meio de ofício, solicitou ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), nesta segunda-feira (06/04) maior amparo por parte da Secretária de Política Agrícola, visando a manutenção da atividade suinícola. Entre as demandas requisitadas estão a prorrogação dos prazos para o pagamento das dívidas (custeio e investimento) e adequação das linhas de créditos vigentes, com taxas menores. As solicitações visam subsidiar os impactos gerados pela COVID-19, buscando garantir capital de giro aos produtores de suínos, impactados pela dificuldade de comercialização de animais.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que o ofício foi elaborado após vídeo conferência com os presidentes e executivos das associações estaduais. “Crédito e a necessidade de prorrogação de parcelas são entraves da suinocultura nacional. E o nosso objetivo com o ofício encaminhado ao secretário de política agrícola da pasta, Eduardo Sampaio, é mostrar as dificuldades de comercialização dos animais nesse momento e, por isso, a necessidade de prorrogar as parcelas e disponibilizar linhas de crédito com juros menores”.

Outro ponto destacado no documento da entidade nacional ao MAPA são os altos valores da comercialização dos grãos. De acordo com as pesquisas feitas pela equipe técnica da ABCS, a soja no mercado nacional está com preço recorde, sendo comercializada por volta dos R$ 100 a saca de 60kg e o farelo entorno de R$ 1.700 a tonelada. “Os valores cobrados no mercado hoje estão quase 20% mais dispendiosos do que antes do primeiro caso confirmado de COVID-19 no Brasil (fevereiro). Essa situação atinge diretamente os produtores de suínos”, explicou o presidente da ABCS. Lopes destacou também a alta do milho. “O milho está sendo comercializado por volta de R$ 60 a saca de 60kg, na cidade de Campinas (SP), um aumento de R$ 10,00 em comparação ao mês de fevereiro. Com esses valores e todos os problemas causados pela pandemia, a conta da suinocultura não fecha”, destacou o presidente da ABCS.

A diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke pondera que os produtores independentes não possuem contratos fixos com as grandes empresas integradoras ou cooperativas e, nesse momento, não estão conseguindo comercializar todos animais em virtude da redução do volume de abate provocado pela queda no consumo devido às medidas restritivas de enfrentamento à pandemia. “Fizemos diversos levantamentos e estima-se uma queda de 20 a 30% no volume de abate, sendo que também o preço pago a este suinocultor caiu quase 20% apenas na última semana”.

Uma outra preocupação da entidade nacional é por conta das granjas que não conseguem escoar a produção, situação que gera um colapso em questão de dias, devido à falta de espaço para alojar e manter os suínos por mais tempo nas granjas. Ludkte explica que caso falte espaço para acomodar os animais, poderá comprometer o bem-estar animal e até mesmo a sobrevivência dos suínos, podendo chegar a situações de altíssima mortalidade, colocando em risco também o meio ambiente. “Manter esses animais represados na granja gera prejuízos significativos já que cerca de 80% do custo de produção refere-se à alimentação do rebanho”.

 

Outras prioridades solicitadas ao MAPA pela ABCS

– A elaboração de políticas públicas sociais que incluam a carne suína como uma forma de auxiliar no escoamento da produção e no aumento da demanda temporária dos pequenos e médios frigoríficos.

– A manutenção do estoque mínimo de milho da CONAB, em suas unidades, voltados exclusivamente para suprir as demandas da suinocultura até a entrada da safrinha, objetivando que os produtores independentes possam cumprir com suas devidas responsabilidades sociais.

– Que sejam suprimidas as taxas de juros ou correção monetária incidentes dos benefícios que recaiam sobre financiamento da prorrogação e repactuação de crédito, concedidos no ano de 2020.

O documento elaborado pela entidade nacional, contou com apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e ainda aguarda a resposta do Ministério perante os pleitos solicitados.

Fonte: ABCS
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Notícias Cooperativismo

Cooperalfa completa 53 anos

Cooperativa tem hoje 20.500 cooperados nos estados de SC, PR, RS e MS

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Matriz da Cooperalfa em Chapecó-SC- Foto: Divulgação

Formada por 39 agricultores do Oeste catarinense, a Cooperalfa – com sede em Chapecó -, completa 53 anos amanhã, dia 29 de outubro. Com estratégia de crescimento e credibilidade junto a seus 20.500 cooperados de SC, PR, RS e MS, a cooperativa prospecta obter 35% de incremento em seu volume de receitas em 2020, frente aos R$ 3,7 bi de 2019.

Assim como os demais atores econômicos que têm interface com o agro, parte desse crescimento se deve à escalada cambial e ao incremento de preços de produtos e mercadorias ligados ao universo agropecuário. Outro tanto, conforme constata o gerente de controlaria e TI da Cooperalfa, Gilberto Fontana, se deve à estratégia adotada pela diretoria no incremento dos negócios ligados ao fornecimento de insumos, sementes, ”bem como, ao acréscimo de volume de cereais recebidos, ampliação dos volumes industrializados, e maior participação no aquecido mercado de consumo”.

O contador percebe que, mesmo com adversidades, particularmente a COVID-19, a Cooperalfa tomou os cuidados possíveis, engajou seus times de vendas, mudou a estratégia de divulgação, preencheu espaços e “tem melhorado a gestão logística e das equipes internas, além de manter os investimentos e controlar gastos”.

Para Fontana, junto com o agricultor, fica o desafio de encarrar o último bimestre de 2020 e primeiros meses de 2021, com previsões climáticas que sugere certa preocupação, tendo em vista a confirmação do fenômeno La Ñina na região do Sul e, por isso, tendência de menos chuvas.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo Conab

Monitoramento Agrícola atribui atraso de plantio da safra ao período seco

Anomalias do Índice de Vegetação refletem tanto o atraso na semeadura dos cultivos de verão quanto os impactos nos cultivos de inverno

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Divulgação/AENPr

O início de semeadura da safra 2020/21 está em compasso de espera de chuvas mais abundantes na maioria das regiões produtoras de grãos do país.  A ajuda da natureza até a primeira quinzena deste mês ficou abaixo da média esperada, assim como a umidade de solo ideal para cultivo, sobretudo nas maiores regiões produtoras como Centro-Oeste e Sudeste.

A análise está no Boletim de Monitoramento Agrícola, produzido e publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As anomalias do  Índice de Vegetação, de acordo com a publicação,  refletem tanto o atraso na semeadura dos cultivos de verão quanto os impactos nos cultivos de inverno. Por outro lado, o tempo firme favorece as lavouras na maturação e a colheita do trigo nos três estados da região Sul.

Evolução das lavouras

O estado do Paraná é o que mais adiantou a colheita do trigo, com 79% da área cultivada, cenário que é semelhante ao da safra passada. No Rio Grande do Sul, cujo desenvolvimento do cereal foi favorecido pelo tempo firme, radiação solar e significativas amplitudes térmicas na maturação dos grãos em alguns locais, a colheita atingiu 19% e, em Santa Catarina, 12% das lavouras estão em condições de colheita.

Para a soja, em Mato Grosso, com a semeadura lenta até o final da primeira quinzena, foram registrados atrasos de 14% em relação à safra anterior, em grande parte das localidades produtoras. Em Goiás,  as previsões de chuvas volumosas não se confirmaram e o plantio da oleaginosa ocorreu de forma lenta em grande parte do estado. Já em Mato Grosso do Sul, muitos produtores iniciaram a semeadura, mas permanece a expectativa de previsões climáticas favoráveis. Em Minas Gerais, o plantio está estimado em torno de 15%, e São Paulo sofre também com atraso em relação ao ano anterior.

Quanto à evolução do milho primeira safra, com risco de comprometimento das condições regulares ou ruins das lavouras, devido o baixo volume pluviométrico, melhor situação encontra-se no Paraná, que não sofreu atraso significativo no plantio em relação à safra passada. Minas Gerais estima o plantio em 25%, e em Goiás, a jornada deve ocorrer após o plantio da soja.

Fonte: Conab
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Notícias Safra 2020/2021

Plantio de soja do Paraná quase dobra em 1 semana; clima ainda preocupa, diz Deral

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área

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Paulo Pires/Divulgação

O plantio de soja 2020/21 do Paraná atingiu até segunda-feira (26) 61% da área estimada, avanço de 29 pontos percentuais em relação à semana anterior, reduzindo o atraso frente aos níveis vistos nos últimos anos, mostraram dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) na terça-feira (27).

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área, mesmo nível que era verificado na temporada 2018/19. Nos últimos cinco anos, de acordo com o Deral, o ritmo mais acelerado foi registrado em 2017/18, quando a semeadura alcançava 73% da área nesta data.

Os trabalhos deste ano têm sido afetados por uma seca prolongada no Estado, um dos maiores produtores de grãos do país. Segundo o Deral, algumas chuvas registradas na semana passada ajudaram com a semeadura, mas os agricultores seguem enfrentando dificuldades.

“O produtor paranaense está correndo contra o tempo, tentando plantar o máximo que ele consegue no que lhe é permitido na questão de umidade”, disse à Reuters o analista Marcelo Garrido, do Deral. “Ainda não dá para falar em quebra de safra, em redução de produtividade, mas a gente fica acompanhando bem a situação de como vai ser essa continuidade… justamente porque a tendência é que o clima continue a ser irregular por causa da previsão do La Niña”, acrescentou.

Em relação às condições da soja, o órgão indicou que 83% das lavouras apresentam condição boa, enquanto apenas 1% foi classificada como ruim. O atraso no plantio da oleaginosa impacta também na janela para a segunda safra de milho, principal do cereal no país, cujo plantio tem início logo após a colheita da soja. Segundo Garrido, já é possível dizer que isso “preocupa o produtor, de uma forma geral”.

O Deral informou que divulgará na próxima quinta-feira dados atualizados de área e produção do levantamento de outubro. No mês passado, a safra 2020/21 de soja foi estimada em 20,4 milhões de toneladas, queda de 1% na comparação anual.

Ainda de acordo com o departamento, o plantio da primeira safra de milho atingiu 92% da área projetada, avanço de 6 pontos ante a semana passada e em linha com o registrado em igual período da safra anterior.

Já a colheita do trigo da safra 2019/20 alcançou 90% da área, versus 84% na semana anterior e 87% no ano passado. O Deral avaliou 82% das lavouras em condições boas, e somente 1% em condição ruim.

Fonte: Reuters
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