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Avicultura Saúde Animal

A importância da limpeza de tubulação na manutenção da qualidade microbiológica da água

Uso da água de qualidade duvidosa pode interferir nos índices zootécnicos e na disseminação de enfermidades

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito pela Equipe técnica da Theseo

A água é o nutriente essencial mais importante na produção animal, exercendo papel fundamental na digestão, absorção e transporte de nutrientes, excreção de metabólitos, regulação da temperatura corporal, além de inúmeras outras funções indispensáveis à saúde e aos índices produtivos dos animais.

A qualidade da água é de fundamental importância porque, além de servir como nutriente essencial às aves, também é utilizada na higienização das instalações, na melhoria das condições térmicas e ambientais dentro das instalações e como veículo de vacinas, medicamentos e nutrientes, devendo a água possuir condições físicas, químicas e microbiológicas adequadas. No entanto, a sua importância ainda é subestimada e na maioria das vezes esquecida pelos produtores e técnicos.

O uso da água de qualidade duvidosa pode interferir nos índices zootécnicos e na disseminação de enfermidades, provocando graves prejuízos econômicos, além de carrear agentes patogênicos de doenças de interesse em saúde pública.

Biofilmes e qualidade microbiológica da água

Com o uso intensivo e contínuo das instalações, pode ocorrer acúmulo de matéria orgânica, resíduos minerais e sujidades dentro das linhas de fornecimento de água, gerando um ambiente favorável para os microrganismos se desenvolverem ou manterem-se viáveis formando o biofilme. Os biofilmes são geralmente constituídos por diferentes espécies de microrganismos e formam-se sobre uma grande variedade de superfícies não estéreis que estejam expostas à água ou outros líquidos também não estéreis. Muitos trabalhos de pesquisa mostram que microrganismos aderidos a biofilmes podem tornar-se de duas a 3 mil vezes mais resistentes à ação dos mais diversos desinfetantes utilizados na desinfecção de superfícies e de líquidos. Esta maior resistência se dá exatamente pela presença da matriz polissacarídica (ou glicocálice) que envolve o agrupamento microbiano do biofilme. Além disso, bactérias presentes nos biofilmes são mais refratárias a antibióticos e são parcialmente imunes à ação de células fagocitárias. As bactérias mais comuns em biofilmes superficiais são: Salmonella spp., Pseudomonas, Staphylococcus, E. coli. e Yersinia enterocolitica.

A utilização de acidificantes e promotores que contenham vitaminas, açúcares e minerais, também pode criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do biofilme em sistemas fechados de distribuição de água. Além do acúmulo de matéria orgânica, em locais onde a água apresenta altas concentrações de sais, pode haver deposição de resíduos minerais nas tubulações. Essa deposição resulta em incrustações na tubulação, que fornecem substrato ideal à formação do biofilme, podendo também reduzir o fluxo de água e danificar ou prejudicar o funcionamento de niples e chupetas, além de poderem interferir na eficácia de medicamentos e vacinas administrados via água de bebida.

Limpeza de tubulação

Pesquisadores entendem que a contaminação da água pode ocorrer após sua chegada na granja, caso caixas d’água e canos estejam contaminados. A qualidade da água pode ser perdida quando há acúmulo de resíduos minerais e microrganismos presentes nas tubulações.

Sendo assim, a adoção de programas regulares de limpeza e desinfecção das linhas de distribuição de água é medida fundamental, recomendando-se que seja realizada a cada saída de lote.

Utilizar somente solução hiperclorada para a limpeza das tubulações não é uma boa opção porque isto não representa um limpador efetivo, além de poder danificar os reguladores de pressão de água e bebedouros. A utilização de alto fluxo e alta pressão de água nos sistemas também não é suficiente para remover biofilmes já estabelecidos.

Para remoção eficaz de biofilmes e incrustações na tubulação deve-se empregar tratamentos químicos com detergentes alcalinos clorados combinados com a aplicação de detergentes ácidos, além de sanitizantes oxidantes com ação biocida, como o ácido peracético, já que estes apresentam maior poder de penetração no biofilme.

Na escolha do produto é imprescindível optar por aqueles que garantam a remoção completa do biofilme, pois uma remoção incompleta irá permitir um rápido regresso ao seu estado de equilíbrio, causando um novo aumento nas contagens totais após uma desinfecção. É importante também optar por produtos que solubilizem as sujidades, evitando a liberação de “placas”, pois estas podem obstruir niples, chupetas e danificar os sistemas de regulação de pressão. Outra recomendação importante é que os detergentes utilizados para este fim sejam, de preferência, não espumantes, visando facilitar e garantir a remoção total do produto no enxague, evitando que haja resíduos no final do processo.

Conclusão

A manutenção do fornecimento de água de boa qualidade para as granjas é de fundamental importância para o programa de sanidade animal. Incondicionalmente, a manutenção da qualidade da água depende, entre outros fatores igualmente importantes, de uma eficaz limpeza e sanitização do sistema de distribuição de água nas instalações, garantindo a mitigação de riscos, além da biosseguridade e produtividade nos sistemas de criação.

Outras notícias você encontra ma edição de Nutrição e Saúde Animal de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Perspectiva

Preços das carnes devem determinar ritmo de comercialização de ovos em 2020

Expectativa para 2020 é de que os valores dos ovos se estabilizem em patamares acima dos observados no ano anterior

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Em 2020, de acordo com informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, as cotações dos ovos devem seguir influenciadas pelas movimentações nos valores das principais proteínas de origem animal consumidas no mercado brasileiro: as carnes bovina, suína e de frango. Vale lembrar que valorizações nessas carnes tendem a levar o consumidor a optar por proteínas mais competitivas, como é o caso do ovo. Nesse sentido, a expectativa para 2020 é de que os valores dos ovos se estabilizem em patamares acima dos observados no ano anterior.

Projeções indicam um cenário macroeconômico mais favorável para 2020, o que pode impulsionar – ou ao menos sustentar – o consumo de ovos. Além disso, a demanda externa pelas carnes bovina, suína e de frango brasileiras também deve se manter aquecida neste ano, contribuindo para a valorizações dos ovos no mercado doméstico.

A expectativa do mercado para este ano é de que o crescimento do PIB se acelere em relação a 2019. De acordo com o relatório do Boletim Focus de 30 de dezembro, o PIB brasileiro deve crescer 2,3% em 2020 – contra 1,17% em 2019. Com a economia mais aquecida, a demanda da população por produtos alimentícios deve aumentar.

Por outro lado, os preços dos insumos, como milho e farelo de soja – que estão diretamente ligados ao cenário no mercado internacional e às condições climáticas –, podem limitar os ganhos do setor. No caso do milho, além da atratividade do preço do cereal no mercado internacional, um aumento da produção de etanol de milho também pode resultar em elevação nos preços desse insumo no mercado doméstico, o que desfavoreceria o setor.

Quanto ao farelo, o possível aquecimento na procura por parte do setor pecuário tende a sustentar as cotações desse derivado de soja. Além disso, o dólar em patamar elevado aumenta o interesse pela comercialização desse insumo no mercado externo.

Fonte: Cepea
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Avicultura Mercado

Demandas interna e externa aquecidas devem manter preços firmes em 2020

De acordo com o relatório do USDA, as exportações brasileiras devem crescer cerca de 5% neste ano

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Arquivo/OP Rural

Apesar da expectativa de aumento na produção, a demanda por carne de frango deve seguir firme em 2020, o que pode sustentar as cotações da proteína ao longo do ano, segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A gradual recuperação econômica e a recente trajetória de alta nos preços das principais carnes concorrentes, bovina e suína, tendem a favorecer o consumo doméstico da proteína de origem avícola. Já no mercado externo, os efeitos dos surtos de Peste Suína Africana (PSA), especialmente na China, devem continuar beneficiando as vendas da carne brasileira.

Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a expectativa é de que a produção global de carne de frango seja 4% maior em 2020, atingindo recorde de 103,5 milhões de toneladas e superando a produção de carne suína – a proteína mais consumida no mundo até então. Para o Brasil, o crescimento esperado é em torno de 2,5%.

Ainda de acordo com o relatório do USDA, as exportações brasileiras devem crescer cerca de 5% neste ano. Em 2019, vale lembrar, os embarques nacionais cresceram apenas 2% sobre o ano anterior. Apesar de importantes parceiros comerciais, como Arábia Saudita, Japão e África do Sul, terem reduzido as compras, o país mais prejudicado pela PSA, a China, elevou as aquisições em 2019, sendo destino de 581,3 mil toneladas de carne, um recorde, considerando-se a série histórica da Secex, iniciada em 1997.

No correr de 2019, o setor avícola brasileiro esteve atento aos efeitos da Peste Suína Africana, especialmente na China. Naquele país, o sacrifício de muitos suínos acometidos pela doença impulsionou as vendas brasileiras da proteína substituta, o frango, visando o atendimento de parte da demanda chinesa. Desde fevereiro de 2019, a China é o principal destino da carne de frango, ultrapassando a Arábia Saudita.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que, mesmo que o Brasil mantenha uma boa relação comercial com a China, é importante que o país busque ampliar e/ou recuperar a sua inserção em outros mercados. Em 2019, o impasse político entre o Brasil e os países árabes – importantes demandantes da carne de frango – trouxe preocupação e incertezas aos agentes do setor exportador.

Ainda que esses fatores indiquem um ano positivo para avicultura de corte, agentes brasileiros devem atentar-se às movimentações nos mercados de grãos, especialmente para o milho, um dos principais insumos da atividade. Isso porque, além da atratividade do preço do cereal no mercado internacional, um aumento da produção de etanol de milho também pode resultar em elevação nos preços desse cereal no mercado doméstico, o que desfavoreceria o setor avícola.

Fonte: Cepea
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Avicultura Associação Catarinense de Avicultura

ACAV prevê cenário positivo para avicultura brasileira em 2020

Presidente da ACAV, José Antônio Ribas Júnior, aposta que o Brasil vai liderar o agronegócio mundial

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Arquivo/OP Rural

 O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) José Antônio Ribas Júnior aposta que o Brasil vai liderar o agronegócio mundial. O ano recém-encerrado foi bom para o setor em razão, principalmente, das gigantescas compras de carnes feitas pela China. Esse quadro vai permanecer em 2020, mas adverte que “é uma situação episódica que não vai durar para sempre”. Por isso, recomenda cautela na ampliação da produção.

O dirigente realça que “somos competitivos em custo, temos competências ambientais inquestionáveis, somos uma avicultura livre dos problemas sanitários que afetam nossos concorrentes e sabemos produzir com qualidade”. Por isso, os investimentos devem ser feitos na marca Brasil e no valor agregado dos produtos.

Por favor, faça uma avaliação de como foi o ano de 2019 para a avicultura brasileira e catarinense.

José Antônio Ribas Júnior – Fechamos 2019 com um saldo positivo, comparativamente com os anos de 2017 e 2018. Se considerarmos as expectativas e potencialidades do setor, podemos afirmar que estamos em recuperação.Voltando a ocupar espaços e tamanho que já foram nossos. Os últimos anos foram intensos, difíceis e com alguns dolorosos episódios. Entretanto, este último ano foi de retomada. Vejamos alguns sinais:  voltamos a crescer nas exportações, ainda que em percentuais inferiores aos inicialmente projetados, a produção interna cresceu e temos um mercado interno que deve começar a se firmar. O desafio está no fato de que precisamos recuperar a rentabilidade e, assim, modernizar o parque industrial, investir em melhorias e ampliações para o atendimento de novas e melhores demandas. Também é importante dar retorno a todos que investem nesta cadeia de produção. Estes são pilares importantes que o ano de 2019 começou a construir e precisamos continuar em 2020.

As exportações brasileiras de carne de frango foram fortemente favorecidas em razão das doenças que atacaram os planteis da China… Esse quadro se manterá em 2020?

Ribas – A China foi em 2019 o fato mais relevante do mercado mundial de proteínas, tornando este país nosso principal comprador de proteína de frango. A nova realidade de exportações, frente a situação chinesa, abriu novos espaços e oportunidades para o Brasil. Esta é a dinâmica do mercado, problemas em algum lugar geram oportunidades em outros. Dada a extensão e intensidade do problema em questão, teremos a continuidade deste impacto durante 2020 e 2021, pelo menos. Mas é importante reforçar que o crescimento de exportação de 2019 ainda foi tímido se compararmos com a expectativa e oportunidades que foram projetadas. Para que em 2020 possamos crescer a índices mais elevados temos que seguir trabalhando forte na qualidade da nossa produção sem perder de foco a competitividade. Esse é um aspecto cada vez mais sensível na competição internacional. Nossos diferenciais competitivos de custo, a cada ano, diminuem de tamanho. A avicultura se desenvolve a passos largos em diversos países. Não podemos seguir achando que aqui se faz o frango mais barato do mundo, isso não é suficiente ou sustentável. Temos que fazer aqui o melhor frango do mundo. Isso abre portas e gera retornos sustentáveis.

Em 2020 a China continuará importando esses imensos volumes de carnes?

Ribas – A demanda chinesa seguirá em 2020. Embora, é preciso considerar que a produção interna por lá é crescente. A avicultura, por ter um ciclo rápido, é capaz de apresentar crescimento de produção maior que qualquer outra proteína. Mas a demanda mundial trará volumes adicionais ao Brasil e, especialmente, para SC. Cabe a nós aproveitar com responsabilidade esta oportunidade.

Algumas agências de inteligência agrícolas estão prevendo que a China recupera sua avicultura em 2020 e, assim, deve diminuir as importações. O Sr. concorda?

Ribas – A recuperação da avicultura chinesa é um fato. Os chineses fecharam o ano de 2019 como segundo maior produtor de frangos do mundo, superando o Brasil. Como citei, a avicultura possui um ciclo de produção rápido, fato que pode limitar o crescimento das exportações, acelerando a recuperação da disponibilidade interna por lá. Mas, certamente, somos a avicultura do mundo em melhores condições de atender uma demanda crescente.

Estão surgindo projetos de investimentos em novas indústrias avícolas, em várias regiões do País. Se a situação da China for passageira, não seria uma temeridade aumentar a produção e, mais tarde, sofrer crise por excesso de oferta?

Ribas – Não podemos pautar o crescimento da avicultura brasileira sobre um único pilar, menos ainda conectada a um episódio específico.  Temos que olhar o longo prazo, entender a dinâmica deste mercado e saber exatamente o papel que queremos exercer no cenário mundial. Somos competitivos em custo, temos competências ambientais inquestionáveis, somos uma avicultura livre dos problemas sanitários que afetam nossos concorrentes e sabemos produzir com qualidade. Dados estes fatos, nosso investimento deve ser feito na marca Brasil e no valor agregado dos produtos. Devemos colocar um mix de maior valor agregado a disposição dos clientes mundiais. Precisamos aumentar nossa rentabilidade e crescer, antes e acima de tudo, em faturamento. Em resumo, temos que ter muita serenidade para um crescimento sustentável e um plano estratégico como País.

Esse episódio de surgimento de doenças na China deve deixar em estado de alerta máximo os países produtores?

Ribas – Independentemente deste episódio, o tema de proteção do patrimônio sanitário do Brasil e, especialmente, de Santa Catarina deve ser agenda número 1 de todos. Governos, empresas e produtores possuem responsabilidades específicas e conjuntas neste tema. Nossa vigilância precisa ser ativa e constante, com plano em execução nas frentes proativa e reativa, ou seja, temos que realizar todos os esforços para impedir a entrada de qualquer problema e, ao mesmo tempo, ter contingências efetivas para uma rápida resposta caso as barreiras falhem.

O Brasil está preparado para evitar a entrada dessas doenças?

Ribas – Há muito trabalho a ser feito. Temos o empenho do Governo, via ministra da Agricultura, e das empresas privadas. Nossas barreiras em portos e aeroportos ainda são frágeis, todos temos consciência. Mas, de fato, há um movimento para evoluirmos nestes temas. Desenvolvendo estratégias de comunicação, conscientização, inspeção e gestão de consequência. De outra parte, desenvolvendo capacidade de diagnóstico e eliminação de focos caso aconteçam. Nesse tema, em resumo, temos que investir em prevenção e em capacidade de reação. Estes pontos fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso. Sob a ótica de campo, muito já foi feito. Nossas empresas e produtores vem investindo em prevenção há muitos anos. Mas não podemos baixar a guarda jamais, os esforços continuam e são acrescidas ações de renovação da conscientização quanto aos procedimentos de biossegurança.

Quais as projeções que o Senhor faz para 2020? Vamos finalmente encerrar essa que é (ou foi) uma das maiores recessões da história republicana brasileira?

Ribas – São evidentes os sinais positivos de melhoria do cenário econômico para o Brasil. Entretanto, a velocidade ainda é lenta. Nossos representantes políticos precisam aprovar as reformas tão necessárias para o País. Um pacto de modernização tributário, administrativo e político é necessário. A bandeira é uma só: temos que crescer criando riquezas, isso gera novos empregos, empregos geram mais riquezas, ou seja, a roda da economia gira e todos ganham. Estas são forças de inclusão social e econômica. A partir disso os investimentos em educação, saúde e todos os demais serão viabilizados. Por consequência teremos um mercado interno forte. Este é o combustível para o País crescer e se desenvolver. Somos um País rico em recursos, que precisa se tornar rico em desenvolvimento humano. Estamos entrando em um novo ciclo de prosperidade. Todos nós precisamos cumprir nosso papel de cobrar ações rápidas e assertivas de nossos governantes e legisladores.

A cadeia produtiva da avicultura industrial está satisfeita com o Governo de Jair Bolsonaro? Por quê?

Ribas – Sempre queremos mais e melhores ações de Governo. Nossa posição é de liderar o agronegócio mundial, ter protagonismo nas principais cadeias de produção. Neste contexto, o trabalho em conjunto com o Governo tem sido relevante. Temos uma ministra de Agricultura que conhece e fala com o setor em alto nível. Reconhecidamente esta parceria tem conquistado novos mercados. Por outro lado, temos uma agenda interna relevante, por exemplo: de modernização das normas e regulamentações, de implementação de autocontrole, simplificações operacionais, melhorias logísticas, enfim, soluções necessárias para quem quer participar dos maiores e melhores mercados do mundo. Temos motivos de sobra para nos orgulhar do agronegócio brasileiro, entretanto, temos que primeiro fazer todo o brasileiro perceber isso. O que definirá se temos um bom governo ou não, numa análise muito simples, são as “obras” que ficam. Que legado será deixado.

O Ministério da Agricultura está sensível para os problemas do setor?

Ribas – Nossa ministra tem sido uma interlocução presente e ativa nos pleitos do setor. Há sempre conflitos, e estes são importantes, para que possamos ter consistência nas decisões. O setor requer agilidade nos processos, pois a velocidade das oportunidades exigem isso. Mas sabemos que o debate é parte inegociável do processo decisório. Todos temos os mesmos interesses, queremos produzir mais e melhor. Setores público e privado podem e devem trabalhar mais juntos. Com transparência de ações e legitimidade nos objetivos vamos, juntos, construir um Brasil e um agronegócio melhor.

Fonte: Assessoria
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