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Avicultura Segundo especialista

80% das perdas com coccidiose em aves envolvem ganho de peso e conversão alimentar

De acordo com ele, perdas estão relacionadas à profilaxia, mas especialmente (80%) devido aos efeitos subclínicos no ganho de peso e conversão alimentar

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Arquivo/OP Rural

O 20º Simpósio Brasil Sul de Avicultura apresentou o Phd Doug Korver para proferir a palestra sobre custos de energia da dieta nas infecções por coccidiose ou vacinação. Organizado pelo Nucleovet – Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas, o SBSA foi realizado em abril, em Chapecó, SC. De acordo com ele, as perdas estão relacionadas à profilaxia, mas especialmente (80%) devido aos efeitos subclínicos no ganho de peso e conversão alimentar.

O professor Doug Korver é PhD em Nutrição pela Universidade da Califórnia. Seu programa de estudos é focado em pesquisa aplicada com muita relevância para a indústria avícola. Além da pesquisa prática sobre a qualidade dos alimentos e a avaliação de suplementos dietéticos em dietas de aves, seus estudos têm foco nas interações entre nutrição e função imunológica e a biologia óssea em aves de interesse econômico, como frangos de corte e poedeiras.

A alimentação, salienta Korver, corresponde entre 60% e 70% dos custos da produção de frangos de corte. “Assim, tem um impacto importante no resultado geral da produção”. Enfrentar uma doença intestinal como a coccidiose pode ter um efeito extremamente danoso para a saúde da ave e para o bolso do produtor. A coccidiose é causada por parasitas protozoários do gênero Eimeria. “Resulta na ruptura das células intestinais. Isso compromete o crescimento e pode levar à morte do animal”, resume.

É difícil quantificar exatamente os prejuízos causados pela doença. No entanto, estima-se que em 1999, por exemplo, os custos globais da coccidiose foram de aproximadamente US$ 2,4 bilhões, ou R$ 9,1 bilhões a taxas de câmbio atuais. Esse custo divide-se em: quase 18% devido à profilaxia e mais de 80% devido aos efeitos subclínicos no ganho de peso e conversão alimentar. “O impacto econômico da perda de produtividade supera em muito os custos de prevenção da doença”, compara Korver.

Prevenção e controle

Prevenir a coccidiose é essencial para reduzir seu impacto econômico, afirma Korver. “Embora o controle farmacêutico da coccidiose seja permitido na maioria dos sistemas de produção, pode-se esperar que a pressão do consumidor começará a resultar na remoção de certos produtos, semelhante ao que ocorre com os antibióticos promotores do crescimento”, salienta.

Korver avalia que a vacinação pode ser uma estratégia eficaz para controlar a coccidiose em frangos de corte, “embora possa provocar respostas inflamatórias sistêmicas leves”. É certo, segundo ele, que tais respostas no início da vida da ave têm um impacto muito menor no desempenho do que o mesmo desafio mais tarde. Além disso, a resposta a uma dose típica de vacina seria muito menos do que a de um desafio de doença clínica.

Custos calóricos de infecção coccidial

Durante o SBSA, Korver apresentou diversos experimentos com relação ao gasto calórico enfrentado pela ave durante um período de infecção por coccidiose. Concluiu que, dentro de cada faixa etária, o aumento da gravidade da lesão diminuiu o ganho de peso corporal e consumo de energia metabolizável, e aumento do custo de energia de manutenção por dia. “A excreção de energia também foi aumentada e a retenção de energia e a eficiência alimentar foram reduzidas”, revela.

A gravidade dos efeitos negativos da coccidiose, complementa, tornou-se ainda maior à medida que as aves envelheceram. “Como as aves aumentaram seu peso corporal à medida que se aproximavam da idade de comercialização, as consequências negativas de uma coccidiose aumentaram drasticamente”. Por fim, kover concluiu que a uma determinada gravidade de coccidiose, os efeitos nas aves mais velhas serão muito maiores que nas aves jovens. “Além disso, as aves jovens têm mais tempo para se recuperar antes de atingir a idade de mercado”.

Além dos efeitos metabólicos da infecção por coccidiose, há custos diretos para a ave devido a danos nos tecidos e reduzida absorção de nutrientes. A coccidiose, salienta o pesquisador, pode diminuir diretamente o desempenho das aves através da diminuição do consumo de ração e danos ao intestino. “E, indiretamente através da redução da absorção de nutrientes e mudanças no metabolismo de nutrientes e energia”, aponta.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Segundo ABPA

Exportações de carne de frango caem 12,4% em relação a 2019

Em receita, saldo de exportações chegou a US$ 446,5 milhões em junho, número 30,95% menor em relação ao registrado no mesmo período de 2019

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Arquivo/OP Rural

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 341,9 mil toneladas em junho, volume 12,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com total de 390,5 mil toneladas. Em receita, o saldo de exportações chegou a US$ 446,5 milhões em junho, número 30,95% menor em relação ao registrado no mesmo período de 2019, com US$ 646,2 milhões. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Segundo a associação, no acumulado do ano, as vendas do setor se mantiveram positiva em 1,7%, com 2,106 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e junho deste ano, contra 2,072 milhões de toneladas em 2019. No mesmo período, as vendas para o mercado externo geraram receita de US$ 3,144 bilhões, número 8,8% menor em relação ao saldo do primeiro semestre de 2019, com US$ 3,448 bilhões.

Como no setor de suínos, o mercado asiático foi o principal destino das exportações brasileiras – chegaram a importar 837,3 mil toneladas no primeiro semestre, número 15% maior que o efetivado no mesmo período de 2019. Principal destino, as vendas para o mercado chinês seguem positivas, com alta de 32% e embarques de 346,3 mil toneladas entre janeiro e junho de 2020. Singapura, com 67,6 mil toneladas (+49%), Filipinas, com 43,8 mil toneladas (+72%) e Vietnã, com 19,8 mil toneladas (+73%) foram os destaques nas vendas para a região neste ano.

“Houve também fortalecimento nas vendas para nações da África, como Egito, Líbia e Angola, além de nações árabes como Kuwait, Iêmen e Catar, que deram sustentabilidade aos embarques do setor no ano em médias mensais superiores às realizadas no primeiro semestre de 2019”, avalia Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Fonte: ABPA
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Avicultura Avicultura

Produzindo o frango do futuro de um modo realmente inteligente

Modernos avanços tecnológicos possibilitam grandes melhorias de produção em cada elo da cadeia de valor

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Arquivo/OP Rural

 Artigo escrito por Jan Henriksen, CEO da Aviagen

Inteligência agropecuária é um termo da moda no setor. Mas o que isso realmente significa? No campo da avicultura, trata-se fundamentalmente de uma combinação de novas tecnologias e técnicas de observação, todas aliadas à ciência analisando dados para melhorar a sanidade avícola, o bem-estar e a biossegurança das aves, além de gerar eficiências comerciais. Criar aves de forma inteligente também nos coloca anos-luz à frente em áreas de grande importância para os consumidores atuais, como sustentabilidade ambiental e transparência da cadeia alimentar.

A tecnologia está ficando mais inteligente, e as empresas que se dedicam à reprodução de aves estão empregando os mais recentes avanços para acompanharem uma crescente necessidade global de carne de frango, que vem se tornando rapidamente a proteína preferencial em todos os continentes.

Para criar o maior impacto, além de frangos, devemos produzir dados. Utilizando sensores móveis e sistemas de monitoramento, podemos coletar dados da granja em tempo real e analisá-los posteriormente para encontrar o ambiente ideal para as aves, sem mencionar as eficiências das análises de ração e processamento. Portanto, podemos promover a saúde e o bem-estar das aves, obtendo, ao mesmo tempo, grandes benefícios econômicos – considerados, até então, impossíveis para os produtores.

Podemos definir e observar condições de temperatura, umidade e fluxo de ar. Da mesma forma, os níveis de conforto das aves podem ser avaliados por meio de sua temperatura corporal e fatores relacionados com a qualidade do ar, como os níveis de dióxido de carbono e amônia. Sensores conhecidos como medidores de fluxo podem enviar alertas quando ocorre o rompimento do sistema de distribuição de água. Quando as condições se tornam preocupantes, os produtores podem ser notificados em seus dispositivos pessoais a qualquer hora do dia ou da noite.

O enorme volume de dados efetivos que coletamos de nossas granjas em todo o mundo pode ser contrastado com previsões de produção e metas de processamento para alcançar maior precisão. A coleta e análise de dados nos coloca no controle da situação, e ter mais controle significa obter mais eficiência.

Preservação da água, do meio ambiente e dos custos de produção

As taxas de crescimento e condições de saúde das aves também podem ser observadas em tempo real com o uso de sensores e monitores. Com isso, a nutrição e as quantidades de ração podem ser ajustadas para os níveis ideais de bem-estar, viabilidade e eficiência das aves. Por si só, a eficiência da ração gera benefícios em diversos níveis. Pense nisso… A maior parcela dos custos operacionais se deve à ração e, graças aos avanços em técnicas de seleção que aprimoram a conversão de ração em carne, os produtores podem agora alimentar mais aves usando menos ração.

Imagine os efeitos positivos da maior eficiência de ração sobre o meio ambiente. Menos ração para as aves significa menos uso de água e terras cultiváveis para o cultivo de grãos. Essas terras podem ser direcionadas para a conservação, ou os grãos não usados para a alimentação de frangos podem alimentar pessoas. O abastecimento mundial de água — que se esgota rapidamente — é mais bem conservado e, principalmente, cuidado.

O consumidor no controle

Os consumidores de hoje em dia querem saber de onde vem sua comida. Ao combinarmos tecnologias como leitores ópticos e blockchain para rastrear cada etapa da cadeia de valor, podemos facilmente oferecer mais transparência. Portanto, com uma simples leitura digital de um frango, usando um smartphone, os consumidores podem ver o nome e a localização da granja onde ele foi criado e a localização da unidade de processamento, para citar apenas alguns exemplos.

Biossegurança, a resposta para a segurança do abastecimento

Robôs andam rondando aviários modernos e desempenhando diversas tarefas, desde a limpeza e a desinfecção das instalações até a prevenção da queda de ovos e o acompanhamento de condições ambientais. Isso é importante para alertar os produtores quando as condições passam a ameaçar a sanidade, o conforto e a biossegurança das aves. E graças à inteligência agropecuária, em algumas regiões do mundo, deve ser feita a leitura óptica de um cartão de identificação sempre que alguém ingressa em um aviário, o que revela dados como o nome, a condição de saúde e as granjas visitadas anteriormente. Sistemas semelhantes são empregados em caminhões de ovos e de ração, tudo para que os produtores possam rastrear a atividade e reduzir o risco de doenças, garantindo um fornecimento seguro de aves para as comunidades em todo o mundo.

A evolução da granja

Ao enfrentarmos o desafio de alimentar a população mundial, que deve crescer para 9,8 bilhões de habitantes até 2050, a produção avícola deve responder com métodos de produção mais modernos, inteligentes e eficientes. Precisaremos empregar novas tecnologias e mineração de dados para promover eficiências e atender a um consumidor que se envolve de modo mais proativo. A nova onda digital que ganha terreno rapidamente na agricultura está gerando um grande impacto e revolucionando nossa abordagem com relação à produção de aves. Os modernos avanços tecnológicos possibilitam grandes melhorias de produção em cada elo da cadeia de valor, ampliando nossa capacidade de manter o fornecimento de alimentos para uma crescente população mundial.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Nutrição

Uso de aditivos na dieta para melhorar a qualidade dos ovos

Definição dos aspectos de qualidade do ovo que se busca nortearão para a melhor escolha do aditivo

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Laureano Galeazzi, gerente de Produto Auster Nutrição Animal

Para falarmos de aditivos como melhoradores da qualidade dos ovos, primeiramente é preciso conhecer um pouco da sua formação e composição bem como do status sanitário das aves para entendermos de onde estamos saindo e para onde queremos ir ou qual o objetivo do uso desses aditivos.

Relembrar os estágios de formação dos ovos nos orienta na decisão do aditivo correto, mas deve-se analisar se as aves estão acometidas de agentes infecciosos, que quando instalados tem efeitos nocivos às células do oviduto e no metabolismo dos nutrientes causando impacto direto na qualidade dos ovos, como exemplo do mycoplasma e bronquite que interferem na deposição de cálcio e formação da casca e micotoxinas e toxinas de bactérias que afetam o fígado reduzindo a digestão e absorção de nutrientes.

Outro aspecto importante antes da decisão do aditivo a ser usado é conhecer o que estamos disponibilizando como matéria prima utilizada na confecção das rações que podem igualmente ter efeitos sobre a qualidade dos ovos e a partir desse momento, conhecendo o status sanitário das aves bem como a qualidade e tipo de matéria prima usada já podemos decidir qual aditivo a ser usado.

O uso de substitutos ao milho com baixo carotenóide, como sorgo e milheto, por exemplo, pode levar a formação de gemas com coloração pálida e não apreciada pelo consumidor sendo necessário usar pigmentantes como cantaxantinas ou carotenóides naturais. No entanto, partidas de milho de baixa qualidade podem igualmente interferir na pigmentação da gema devido ao baixo carotenóide presente, necessitando aqui uma adição ou alteração na dose do pigmentante escolhido.

Ingredientes vegetais são propensos ao desenvolvimento de fungos produtores de micotoxinas que agem sobre o fígado e mesmo sobre o sistema imunológico provocando efeitos adversos sobre o metabolismo dos animais e sabendo da presença desses, o uso de aditivos anti micotoxinas eliminam seu efeito.

Além disso, é preciso ter certeza da composição nutricional, dos ingredientes utilizados para assegurar adequada ingestão de nutrientes pela ave permitindo a formação de ovos de tamanho e qualidade desejada.

Conhecidos os fatores que podem influenciar na qualidade dos ovos e ainda antes de avaliar e escolher aditivos para incluir na dieta das aves é preciso definir quais os parâmetros de qualidade do ovo queremos melhorar. Basicamente pode-se trabalhar para melhorar a qualidade da casca dos ovos; melhorar parâmetros de qualidade interna (densidade de clara, qualidade da membrana vitelínea – estrutura da gema); promover enriquecimento dos ovos ou ainda buscar a recuperação dos ovos após um desafio sanitário.

Um dos aditivos mais conhecidos e utilizados atualmente na produção animal são as enzimas fitases, que quando adicionadas às dietas das aves demonstra capacidade de eliminar o fitato liberando moléculas de fósforo e de outros minerais que podem estar quelatados nelas. Dessa forma há uma redução do desgaste energético e proteico das aves usados como proteção do epitélio intestinal, que se reflete em melhor aproveitamento dos nutrientes e consequentes reflexos na qualidade dos ovos, propiciando o aumento da absorção e deposição de minerais na gema.

A enzima xilanase por sua vez, possui a capacidade de romper a parede das células de algumas fibras vegetais quebrando-as em pequenas partes que além de melhorarem a disponibilização de energia contida nos vegetais, reduzem a viscosidade da dieta e servem como prebióticos proporcionando aumento das bactérias benéficas presentes no trato intestinal da ave e o desenvolvimento dessas bactérias reflete em melhor saúde e uniformidade do lote como um todo tendo reflexos na qualidade dos ovos. De forma resumida, as enzimas adicionadas à dieta, como α-galactosidades, proteases, glucanases e outras, conseguem melhorar a disponibilidade dos nutrientes para as funções vitais e para a produtividade da ave com reflexos na qualidade dos ovos produzidos.

Outro grupo de aditivos que pode ser utilizado é o dos ácidos orgânicos. Dentre eles se destaca o butirato de sódio que protegido apresenta ação sobre a microbiota intestinal e recuperação do epitélio intestinal reduzindo a presença de bactérias patogênicas e aumentando o bifidobacterium que reflete na melhora da absorção de nutrientes com consequente maior disponibilidade de nutrientes para o metabolismo com reflexo na absorção de minerais depositados na formação da casca dos ovos.

Ainda, muito se tem falado e estudado a respeito dos minerais orgânicos. Estes minerais encontram-se na forma de moléculas passíveis de absorção e utilização pelos animais. Além disso, os minerais possuem funções específicas e variadas no corpo e no metabolismo do animal com reflexos diretos e indiretos na qualidade dos ovos. Alguns minerais possuem efeitos bem específicos sobre a qualidade dos ovos como é o caso do Zinco, que atua sobre as células epiteliais e glandulares modulando a formação da membrana e da casca. Outros como o Manganês, Cobre e Selênio também possuem efeitos específicos sobre porções do oviduto refletindo em qualidade da casca e qualidade interna dos ovos bem como seu enriquecimento. Já o Fe por sua vez, tem um efeito sobre a pigmentação da casca com impacto direto em linhagens para ovos vermelhos.

Outras substâncias também podem ser utilizadas na dieta para melhorar a qualidade dos ovos, como metabólitos de vitamina D, óleos essenciais e outros. Mas acima de tudo, é preciso conhecer a composição das dietas, as condições de saúde e do ambiente nas quais as aves estão sendo criadas e a composição dos aditivos para evitar efeitos adversos com a adição de produtos e doses erradas.

Por fim, a definição dos aspectos de qualidade do ovo que se busca nortearão para a melhor escolha do aditivo, seja para atender a um nicho de mercado ou para solucionar um problema já instalado.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2020 ou online

Fonte: O Presente Rural
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