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Notícias Show Rural

Valorização agronômica e energética dos resíduos orgânicos é tema de palestra da Itaipu

Convidada pelo CIBiogás, doutora Mônica Sarolli, apresentou resultados práticos sobre a aplicação dos produtos e subprodutos orgânicos na agropecuária

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Divulgação/Assessoria
Na terça-feira (5), segundo dia de atividades do 31º Show Rural Coopavel em Cascavel, o Centro Internacional de Energias Renováveis e Biogás – CIBIOGÁS, contemplou a agenda de eventos do auditório do estande da Itaipu Binacional, com a palestra da professora e doutora, a engenheira agrícola, Mônica Sarolli, que explanou sobre a valorização agronômica e energética de resíduos orgânicos.
A professora trouxe ao público conceitos sobre economia circular, biomassa, biogás e biofertilizantes. Evidenciando de modo didático as possíveis tendências de transformação e potenciais de uso dos materiais orgânicos, oriundos dos efluentes da agropecuária, ela Apresentou, por exemplo, os benefícios relacionados a recuperação do solo com a vermicompostagem e a compostagem. Explicou sobre os produtos finais dos processos aeróbicos e anaeróbicos, mais especificamente sobre o fluxo de digestão anaeróbia dos biodigestores, e os respectivos subprodutos.
Rozivaldo Dias é pequeno produtor rural e acompanhou atento as informações e dicas da professora Mônica. Segundo Rozivaldo, ele tem interesse na produção do biogás, tanto para economia de recursos, como para colaborar na destinação correta dos resíduos da propriedade agrícola. “Eu lido com compostagem, vermicomposto e também com o biofertilizante. A palestra foi bem instrutiva e prática. A professora trouxe bastante enriquecimento para o meu dia-a-dia no campo e também para aquilo que eu venho buscando”.
Quando questionada sobre o cenário nacional acerca do aproveitamento dos dejetos e resíduos orgânicos, Mônica acredita que os órgãos públicos competentes deveriam dar mais valor e ter acesso aos dados das pesquisas realizadas em institutos e universidades do Brasil. “Nós pesquisadores geramos uma série de dados são úteis, porém que ficam em prateleiras em teses, tccs, e em artigos publicados internacionalmente que ninguém lê. Nós nos esforçamos para ter o melhor resultado”, explica.  Sobre a contribuição das ações do CIBiogás, a pesquisadora enfatiza: “Vocês são referência no Brasil e internacionalmente, é uma honra muito grande estar tão perto do CIBiogás”.
Programação Show Rural Coopavel
O CIBiogás trará ao auditório da Itaipu Binacional na quinta-feira (7) a partir das 9h a divulgação do livro “Energias Renováveis na região Sul do Brasil”, apresentação de notas técnicas sobre as características do Biogás, e a produção do mesmo na suinocultura de terminação, com a engenheira ambiental, Daiana Gotardo. Os projetos de Microgrid, Ernex e Toledo, serão apresentados respectivamente pelos colaboradores: Larissa Schomeller, Rodrigo Pastl e William Mareda – engenheiros do Centro. O 31º Show Rural Coopavel tem atividades previstas para até o dia 8, sexta-feira. A entrada é franca e o estacionamento também.
Os benefícios dos produtos e subprodutos da produção anaeróbia são: 
• Aproveitamento de 70% do nitrogênio total que entrou no biodigestor sai em forma de amônio – elemento nutritivo para plantas;
• O Biofertilizante é grande fornecedor de nutrientes, como o Magnésio, Fósforo, Cálcio, Potássio, entre outros;
• Os produtos, composto e vermicomposto são ótimos para recuperação de solo e de áreas degradadas, evitando o processo de erosão;
• O biofertilizante é líquido e facilita a absorção de nutrientes;
• A pequena fração sólida é recalcitrante e auxilia na propriedades físicas e microbiológicas do solo;
• As plantações apresentam efeitos fitoestimulantes;
• Os animais herbívoros preferem, instintiva e fisiologicamente, se alimentar da pastagem repleta de nutrientes;

Fonte: Assessoria
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Notícias Pandemia

Coronavírus instabilizou mercado de carne bovina em março

Mercado físico de boi gordo teve um mês marcado por severa instabilidade em março

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo teve um mês marcado por severa instabilidade em março. “Os frigoríficos reagiram na medida em que a pandemia de coronavírus causou transtornos, tanto no âmbito doméstico como no cenário internacional”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, os grandes frigoríficos brasileiros enfrentaram dificuldade para escoar a produção para a União Europeia, com os confinamentos adotados lá e cá afetando drasticamente os padrões de consumo. “Com restaurantes e outros estabelecimentos fechados, os cortes nobres de carne bovina sofreram um baque. No Brasil, o consumidor se voltou aos cortes de menor qualidade e também para a carne de frango”, disse Iglesias

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 02 de abril:

  • São Paulo (Capital) – R$ 201 a arroba, contra R$ 200 a arroba em 28 de fevereiro, subindo 0,5%.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 188 a arroba, ante R$ 190 a arroba (-1%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 195 a arroba, contra R$ 192 a arroba (+1,5%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 190 a arroba, estável.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 178 a arroba, ante R$ 185 a arroba (-3,7%).

Para o mês de abril, com as políticas de isolamento social mantidas, o viés é incerto para o mercado de carne bovina, em meio à queda nas vendas internas e externas. Assim, é bastante provável que os frigoríficos comecem a pressionar os pecuaristas por preços mais baixos para a matéria-prima, assinalou Iglesias.

Exportações

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 555,4 milhões em março (22 dias úteis), com média diária de US$ 25,2 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 125,9 mil toneladas, com média diária de 5,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.410,50.

Na comparação com fevereiro, houve baixa de 8% no valor médio diário da exportação, perda de 6,9% na quantidade média diária exportada e queda de 1,3% no preço. Na comparação com março de 2019, houve ganho de 8,8% no valor médio diário, queda de 8,2% na quantidade média diária e ganho de 18,6% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado

Impacto do coronavírus deixa mercado de frango acomodado em março

Mercado brasileiro de frango registrou em março um cenário de pressão nas cotações

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O mercado brasileiro de frango registrou em março um cenário de pressão nas cotações, tanto no quilo vivo pago ao produtor, quanto nos cortes negociados no atacado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, apesar do isolamento social determinado pela pandemia de coronavírus, o aumento na demanda foi insuficiente para a sustentação dos preços, que cederam ao longo do mês, denotando o efeito econômico da enfermidade.

Iglesias revela que o excedente de oferta presente no mercado doméstico neste momento é o grande fator que vem impedindo um cenário melhor para os preços, em meio ao crescente aumento nos custos de produção dado o descolamento de preços do milho. “O cenário para o curto prazo está indefinido. Ainda que o isolamento social altere sensivelmente o padrão de consumo, elevando a demanda por carne de frango e ovos, o quadro econômico agravado pela pandemia gera preocupação ao setor”, avalia.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram algumas alterações para os cortes congelados de frango ao longo do mês. O quilo do peito no atacado caiu de R$ 5,50 para R$ 4,85, o quilo da coxa seguiu em R$ 5,30 e o quilo da asa retrocedeu de R$ 7,50 para R$ 7,05. Na distribuição, o quilo do peito baixou de R$ 5,60 para R$ 4,95, o quilo da coxa permaneceu em R$ 5,50 e o quilo da asa recuou de R$ 7,70 para R$ 7,15.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações ao longo de março. No atacado, o preço do quilo do peito baixou de R$ 5,60 para R$ 4,95, o quilo da coxa seguiu em R$ 5,40 e o quilo da asa recuou de R$ 7,60 para R$ 7,15. Na distribuição, o preço do quilo do peito passou de R$ 5,70 para R$ 5,05, o quilo da coxa continuou em R$ 5,60 e o quilo da asa baixou de R$ 7,80 para R$ 7,25.

As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 501,4 milhões em março (22 dias úteis), com média diária de US$ 22,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 324,6 mil toneladas, com média diária de 14,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.544,50.

Na comparação com fevereiro, houve perda de 18,8% no valor médio diário da exportação, baixa de 18,1% na quantidade média diária exportada e queda de 0,8% no preço. Na comparação com março de 2019, houve recuo de 14,8 no valor médio diário, declínio de 11,7% na quantidade média diária e baixa de 3,5% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo baixou de R$ 3,60 para R$ 3,25. Em São Paulo o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,05 para R$ 2,81.

Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 2,51. No oeste do Paraná o preço caiu de R$ 3,39 para R$ 3,23. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo baixou de R$ 2,95 para R$ 2,75.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango recuou de R$ 3,35 para R$ 3,20. Em Goiás o quilo vivo baixou de R$ 3,50 para R$ 3,25. No Distrito Federal o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,60 para R$ 3,25.

Em Pernambuco, o quilo vivo subiu de R$ 3,80 para R$ 4,50. No Ceará a cotação do quilo vivo aumentou de R$ 3,80 para R$ 4,50 e, no Pará, o quilo vivo avançou de R$ 4,00 para R$ 4,60.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado Interno

Preocupação com abastecimento aumenta procura por trigo em março

Preocupações com o abastecimento em meio à pandemia de coronavírus geraram um aumento da procura pelo trigo

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As preocupações com o abastecimento em meio à pandemia de coronavírus geraram um aumento da procura pelo trigo, por parte da indústria brasileira em março. Isso resultou na elevação dos preços. O analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, observa que já há problemas de logística – ainda pouco significativos – na Argentina.

“No mercado interno brasileiro, a oferta continua reduzida, com boa parte dos agentes ainda negociando as safras de verão. Além disso, quem tem trigo espera valorizar ainda mais para vender. Ainda existe espaço para novas altas, levando em conta o dólar elevado e a escassez da oferta”, resumiu.

O câmbio elevado aumenta os custos de importação e favorece novas altas no mercado interno, levando preocupação à indústria quanto ao abastecimento até o final do ano comercial. “Apesar de estoques relativamente confortáveis para os próximos 45 dias, estes ainda terão de voltar as compras até lá”, disse.

Conforme o analista, basicamente, em março, o dólar alto e a procura pelo trigo puxaram os preços para cima – alta mensal de aproximadamente 6%. Por outro lado, o volume de negócios não teve crescimento significativo. “As pontas seguem separadas, com o produtor elevando suas pedidas e a indústria ainda relutando em pagar mais, pelo menos por enquanto”, finalizou.

No mercado internacional, outros fatores colaboram para a elevação, como, por exemplo, a quebra de safra em importantes países produtores como a Austrália, e mais recentemente a indicação de uma estimativa de menor área plantada da história nos Estados Unidos.

Fonte: Agência Safras
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Biochem site – lateral

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