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Primeiro dia do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural explora a cadeia suinícola

Evento será retomado nesta quarta-feira (12), a partir das 09h30, com palestras voltadas para o setor avícola. Você pode acompanhar a transmissão ao vivo pelas nossas redes sociais.

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Fotos: Sandro Mesquita/OP Rural

Hoje, 11 de junho, foi marcado pelo início do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento, que já se consolida como um dos mais importantes diretamente dedicados ao produtor, trouxe discussões aprofundadas e palestras ricas em conhecimento sobre a suinocultura. Realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo Facebook e YouTube do jornal O Presente Rural, disponível on demand para você assistir quantas vezes quiser.

O dia começou com a palestra de abertura ministrada por Elias José Zydek, presidente da Frimesa. Zydek abordou os desafios atuais da suinocultura, destacando a importância da inovação e da adaptação às novas exigências do mercado.

Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), trouxe uma análise detalhada sobre o mercado da carne suína, abordando o cenário atual, perspectivas futuras, aumento do consumo interno e exportações. “A suinocultura brasileira tem um potencial enorme de crescimento, e precisamos estar preparados para os desafios e oportunidades que surgirão nos próximos anos”, afirmou Lopes.

A terceira palestra foi conduzida por Charli Ludtke, diretora técnica da ABCS. Ela frisou o papel do produtor no bem-estar animal, ressaltando a importância das boas práticas para garantir a qualidade e sustentabilidade da produção suína.

Visita aos lounges
Após uma pausa para interação com os expositores e visitas aos lounges das empresas participantes, a programação técnica retornou às 13h30 com a palestra de Luciana Diniz dos Santos da Silveira, presidente regional da Abraves-PR, que discutiu a identificação e tratamento de doenças em suínos.
Marcos Mores, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, continuou com uma apresentação sobre as causas, prevenção e impactos das doenças respiratórias em suínos, trazendo dados e estratégias essenciais para a sanidade do rebanho.

Encerrando o dia, Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar, abordou os pontos de atenção que ameaçam a biosseguridade nas granjas suínas, destacando a importância de medidas preventivas e de controle rigorosas para evitar surtos e garantir a segurança sanitária.

Primeiro dia
Selmar Marquesin, diretor do jornal O Presente Rural, destacou a importância do primeiro dia do congresso. “As palestras de hoje trouxeram reflexões importantes e atualizadas, fundamentais para a evolução da suinocultura no Brasil. O compartilhamento de conhecimento entre especialistas e produtores é essencial para enfrentarmos os desafios do setor e aproveitarmos as oportunidades de crescimento”, ressalta.

Edição 2025

Em parceria com a jormalista Eliana Panty e a Frimesa, o Jornal O Presente Rural lançou o novo formato do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural para 2025, que a partir da próxima edição passa a se chamar Alimenta: Congresso Brasileiro de Proteína Animal & Rendering. O evento será realizado a cada dois anos, em Foz do Iguaçu (PR), com a promessa de ainda mais novidades e oportunidades para o setor agropecuário brasileiro.

Programação do segundo dia
Neste dia 12 de junho, o foco do Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural se volta  para a avicultura. A programação começa às 09h30 com uma palestra de Paulo Sérgio Cândido, diretor do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), que vai discutir o mercado de carnes e as perspectivas para a avicultura.

Às 10h15, Rafael Gonçalves Dias retorna ao palco para abordar o atual cenário da Influenza aviária, seus impactos na avicultura comercial e as medidas de controle e prevenção necessárias.

E às 11 horas o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcos Mores, vai falar sobre estratégias de biosseguridade para evitar a entrada de doenças nos aviários, destacando práticas eficazes para a proteção do plantel.

Às 14 horas, Rudolf Giovan Portela, da Anfeas, vai apresentar uma palestra sobre a escolha, manutenção e uso correto de equipamentos, ressaltando a importância da tecnologia para a eficiência produtiva.

Encerrando o evento, às 14h45, Irineo da Costa Rodrigues, diretor presidente da Lar Cooperativa, falará sobre os 25 anos da avicultura na Lar e uma visão para o futuro, trazendo uma retrospectiva das conquistas e os planos para o desenvolvimento contínuo do setor. “Esperamos que o segundo dia do Congresso seja tão enriquecedor quanto o primeiro, promovendo a troca de conhecimentos e a colaboração entre todos os participantes para o fortalecimento da avicultura e suinocultura no Brasil”, cita Marquesin.

Realização, apoio e patrocínio

O evento é realizado pelo jornal O Presente Rural, Lar Cooperativa Agroindustrial e Frimesa, com o apoio do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar) e da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

Além disso, conta com o patrocínio de importantes empresas do setor, incluindo na cota diamante Agrifirm, Agroceres PIC, American Nutrients, Biochem, Boehringer Ingelheim, Casp, DanBred Brasil, Grasp, MSD Saúde Animal, Oligo Basics, Sicredi e Vetanco; na cota ouro Cargill, Cobb, Huvepharma, Phibro, Salus, Suiaves, Vaccinar; na cota prata Agroceres Multimix, Aleris, Cinergis Agronegócios, DNA South America, Equittec, GD Brasil, HB Agro, Imeve, MS Schippers, NNATRIVM, Sanex, Sauvet, Sicoob, Suitek e Xcare; e na cota especiais BioSyn, MM2, Natural BR Feed, Ourofino, Polinutri, Vaxxinova e VetQuest.

Fonte: O Presente Rural

Suínos

ACCS alerta para insegurança jurídica mesmo com retomada nos preços da suinocultura

Mercado de suínos dá sinais de recuperação com exportações aquecidas, mas a Associação Catarinense de Criadores de Suínos cobra segurança no campo e critica entraves trabalhistas e o chamado custo Brasil.

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Foto: Shutterstock

O cenário para a suinocultura brasileira desenha-se com otimismo nas granjas, impulsionado pelo reequilíbrio de preços e recordes de exportação previstos para este ano. No entanto, fora da porteira, o setor produtivo acende um forte sinal de alerta para os desafios políticos, trabalhistas e de segurança jurídica no campo. A avaliação é do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, que traçou um panorama detalhado sobre as projeções de mercado e os entraves que o agronegócio enfrenta atualmente.

Retomada de preços e exportações em alta

Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi: “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”

O ano começou com a tradicional oscilação de preços, mas a perspectiva de estabilização já é uma realidade. Segundo o presidente da ACCS, a queda registrada na primeira quinzena de janeiro está sendo superada pela reação das bolsas do setor. “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”, projeta Losivanio.

A expectativa de alta nos valores pagos ao produtor é sustentada por uma combinação de fatores: a menor oferta de suínos no mercado, a manutenção do peso normal de abate e o ritmo acelerado das exportações, que em fevereiro devem ultrapassar a marca de 100 mil toneladas.

Outro elemento que protegeu a margem do suinocultor independente durante a recente baixa foi a queda no preço do milho. Além disso, não houve um crescimento desordenado da produção nos últimos dois anos. O principal freio para novas expansões foi a taxa de juros, já que, segundo o dirigente da ACCS, iniciar um projeto robusto na suinocultura hoje exige um investimento mínimo de R$ 10 milhões, tornando a captação de recursos cara e, muitas vezes, inviável.

O ciclo da carne bovina e a sanidade

O bom momento da carne suína também encontra respaldo no ciclo da pecuária de corte. Com as exportações de carne bovina batendo recordes e o volume de abates superando o de nascimentos de bezerros, a recuperação da oferta de bovinos será lenta — um ciclo que leva cerca de quatro anos. Essa dinâmica mantém a carne suína em um patamar competitivo e altamente atrativo.

Apesar dos ventos comerciais favoráveis, a ACCS reforça que o dever de casa sanitário é inegociável para garantir a estabilidade do setor. “Nós temos que olhar muito a questão da biosseguridade, da sanidade, para que a gente não seja acometido por alguma intempérie de doença, como aconteceu em vários países, e que a gente possa perder esses mercados importantes”, alerta.

Preocupações políticas e a escala 6×1

Se o mercado responde bem, o ambiente regulatório gera apreensão. Losivanio classifica como “populismo” a possibilidade de o governo intervir limitando as exportações de carne bovina para forçar a queda dos preços no mercado interno, especialmente em um ano eleitoral. Para ele, a solução real seria fomentar o poder de compra e a renda da população, e não proibir embarques.

No campo trabalhista, a proposta de alteração da jornada para a escala 6×1, reduzindo de 44 para 36 horas semanais — é vista com grande preocupação. A dinâmica do agronegócio não se adequa a expedientes engessados, e o peso da carga tributária sobre a folha de pagamento já asfixia quem produz. “A gente vê que o vilão não é o empresário, e sim é o sócio que nós temos, que é o governo”, pontua o presidente.

Ele contrasta a situação brasileira com a de países vizinhos: enquanto a Argentina avança no Congresso com propostas de jornadas de até 12 horas diárias e o Paraguai atrai indústrias brasileiras oferecendo redução de impostos, logística eficiente e segurança jurídica, o Brasil onera cada vez mais o empreendedor com mudanças legislativas constantes.

Insegurança jurídica e a defesa do produtor

O alerta final da entidade recai sobre a insegurança no campo. O aumento da criminalidade e as tensões envolvendo áreas indígenas estão impactando diretamente quem produz. Produtores com histórico de gerações em suas terras e documentação legal estão perdendo acesso ao crédito rural e correndo o risco de perderem suas propriedades. “Nós estamos à beira de um caos muito forte”, desabafa.

Para Losivanio, falta ao poder público uma visão estratégica que valorize o agronegócio, setor que levou o Brasil ao posto de maior exportador de proteína animal do mundo, mesmo operando sob as legislações ambientais mais rigorosas do planeta. “Para dar emprego, nós temos que dar segurança para o nosso empreendedor, para que ele possa continuar acreditando e fazendo esse país crescer”, finaliza o presidente, pedindo uma mudança urgente de postura e de entendimento para garantir o futuro da produção nacional.

Fonte: Assessoria ACCS
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Demanda interna e exportações reforçam perspectiva de alta para o suíno vivo

Diversificação de mercados e consumo aquecido no pós-férias impulsionam mercado, enquanto produção e custo da ração exigem atenção no médio prazo.

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Com a melhora sazonal da demanda interna e um cenário externo considerado favorável, os preços do suíno vivo devem apresentar reação nas próximas semanas. A expectativa é de recuperação no curto prazo, após o fim do período de férias escolares e do Carnaval.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a diferença de preços entre as proteínas também pode contribuir para esse movimento. A carne bovina segue em patamar mais elevado em relação à suína, o que tende a favorecer o consumo da carne de porco no mercado interno.

No comércio exterior, a diversificação de destinos observada desde o ano passado ajuda a reduzir a dependência de mercados específicos. Apesar disso, chama atenção o aumento da participação das Filipinas entre os principais compradores. Ainda assim, o cenário das exportações é considerado positivo e deve continuar colaborando para o equilíbrio da oferta e da demanda.

Para o médio prazo, dois fatores exigem monitoramento: o ritmo de crescimento da produção e os custos com ração.

No caso da produção, a tendência é de continuidade na expansão do envio de animais para abate, movimento sustentado pelas boas margens registradas na suinocultura nos últimos dois anos e pela demanda externa aquecida. Eventuais problemas no fluxo de embarques, embora não sejam o cenário principal, poderiam pressionar o mercado interno, elevando a oferta doméstica e impactando os preços, já que a produção não pode ser ajustada rapidamente no curto prazo.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável, mas com pontos de atenção. A previsão de clima positivo para o milho safrinha nos próximos dois meses indica potencial para boa produção. No entanto, parte relevante da área ainda precisa ser semeada, e não há definição sobre quanto ficará dentro da janela ideal de plantio, fator decisivo para o desempenho produtivo.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Suinocultura discute comportamento do consumidor na primeira Escola de Gestores de 2026

Evento da ABCS abordará tendências de consumo e impactos nas decisões estratégicas do setor de proteínas.

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Entender o comportamento do consumidor se tornou um dos principais diferenciais estratégicos para o mercado de proteínas. Em um cenário de rápidas transformações, antecipar tendências, reduzir riscos e tomar decisões mais assertivas depende, cada vez mais, da leitura qualificada do consumo.

Com esse foco, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realiza a primeira edição de 2026 da Escola de Gestores, com o tema “Proteína, Consumo e Decisão de Compra: Tendências que Importam para 2026”, no dia 25 de fevereiro de 14h30  às 16 horas. O encontro será conduzido por Tayara Beraldi, consultora da ABCS e especialista em comunicação estratégica, e tem como objetivo ampliar a capacidade analítica e decisória dos gestores da suinocultura com dados reais e atualizados do comportamento do consumidor em uma época em que o consumo de proteínas tem ganhado destaque.

Voltada aos desafios atuais do setor, a iniciativa propõe uma reflexão aprofundada sobre como o consumidor pensa, quais fatores influenciam suas escolhas e de que forma essas decisões impactam o marketing, o posicionamento e a competitividade das proteínas no mercado. Na suinocultura, compreender esses movimentos deixou de ser uma opção e passou a ser parte central das decisões estratégicas.

Durante o encontro, os participantes irão discutir como interpretar tendências de consumo com mais clareza, transformar comportamento do consumidor em estratégia de mercado, fortalecer o posicionamento da carne suína e tomar decisões mais embasadas, com visão de futuro e impacto real no negócio.

A Escola de Gestores da ABCS é uma iniciativa que busca apoiar lideranças do setor na construção de conhecimento aplicado, conectando dados, comportamento e estratégia. O evento é exclusivo para o Sistema ABCS e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), com o objetivo de fortalecer o poder de decisão dos gestores, ampliando a capacidade de antecipação e a geração de vantagem competitiva no mercado de proteínas. Faça sua inscrição clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABCS
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