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GT de Agricultura faz nova reunião presencial e avança em declaração ministerial do G20
Encontro reuniu representantes de aproximadamente 30 países, incluindo os membros do G20 e convidados, além de organizações internacionais.

Grupo de Trabalho (GT) de Agricultura do G20, composto pelas 19 maiores economias mundiais e dois blocos regionais, realizou sua terceira reunião sob a presidência brasileira nesta semana, na sede do G20 Brasil – prédio da Serpro, em Brasília.

Fotos: Divulgação/Mapa
Desta vez, sob coordenação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e com a participação do ministro André de Paula, o encontro reuniu representantes de aproximadamente 30 países, incluindo os membros do G20 e convidados, além de organizações internacionais, visando buscar soluções para um futuro sustentável e próspero para a agricultura e sistemas alimentares.
Com a participação expressiva de representantes da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a reunião teve como foco a pesca e aquicultura, com ênfase na promoção da integração sustentável dessas atividades nas cadeias produtivas locais e globais.
Os países membros do G20 representam 80% do PIB global, 75% das exportações mundiais e quase 60% da população do planeta. Considerando que a produção pesqueira e aquícola atingiu o recorde de 214 milhões de toneladas no mundo em 2020, porém, está concentrada em poucas regiões, o Brasil busca uma distribuição justa de cotas de captura e oportunidades para o desenvolvimento pesqueiro.
Durante o último dia do evento, os participantes também contribuíram com sugestões e debates para a declaração ministerial que será discutida e negociada na Reunião Ministerial, liderada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que ocorrerá entre os dias 10 e 13 de setembro, no Mato Grosso, e apresentada na Cúpula de Líderes Mundiais, que acontecerá no Rio de Janeiro em novembro.
O documento destaca a importância da agricultura sustentável e resiliente para enfrentar desafios globais, como a pobreza, a fome e as mudanças climáticas. Nele, os países
reafirmam a necessidade de políticas baseadas em evidências científicas para promover sistemas alimentares sustentáveis e inclusivos. A declaração enfatiza ainda o importante papel do comércio internacional para a segurança alimentar e a nutrição, a importância de práticas agrícolas sustentáveis, o combate à pesca ilegal e a integração sustentável da aquicultura nas cadeias de valor. Além disso, o documento ressalta a relevância dos agricultores familiares, das comunidades indígenas e rurais, e o papel da inovação e do conhecimento tradicional na sustentabilidade agrícola.
O GT de Agricultura inclui representantes do Mapa, MDA, MPA, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O grupo, coordenado por Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, e copresidido por Fernanda Machiaveli, secretária executiva do MDA, foca em temas como segurança alimentar, agricultura sustentável, comércio, inovação tecnológica, adaptação às mudanças climáticas e ações contra a fome e a pobreza.
G20
O Brasil, que assumiu a Presidência temporária do G20 em 1º de dezembro, planeja mais de 100 reuniões de grupos de trabalho e cerca de 20 reuniões ministeriais durante seu mandato, que se encerra em 30 de novembro de 2024. Essas atividades culminarão com a Cúpula de Chefes de Governo e Estado em novembro de 2024, no Rio de Janeiro, marcando a primeira vez que o Brasil ocupa tal posição no formato atual do grupo.

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Expodireto Cotrijal marca lançamento do Censo da Agroindústria Familiar no Rio Grande do Sul
Diagnóstico socioeconômico vai reunir informações de mais de 4 mil empreendimentos participantes do Programa Estadual de Agroindústria Familiar.

A 26ª Expodireto Cotrijal foi palco para o lançamento do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), o evento que aconteceu na Casa da Emater/RS-Ascar, na quarta-feira, 11 de março, reuniu representantes de entidades e imprensa, além dos extensionistas que estarão à frente desse trabalho de investigação e sistematização.
Batizado como Censo da Agroindústria Familiar, o diagnóstico será elaborado a partir de um questionário aplicado a todas as agroindústrias participantes do PEAF. O estudo reunirá informações sobre aspectos como gestão das agroindústrias, sucessão familiar, qualidade de vida das famílias envolvidas, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a Emater/RS-Ascar e o Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão.
De acordo com Secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, a meta é obter informações precisas das mais de 4 mil agroindústrias cadastradas no Peaf “A iniciativa do censo busca produzir um retrato detalhado e atualizado da realidade do setor no Rio Grande do Sul. Queremos saber quais os gargalos, o que vem dando certo e como o Estado pode contribuir através de políticas públicas efetivas e quais os incentivos necessários para o desenvolvimento do setor”
O Presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, destacou o compromisso da entidade em realizar o censo “Nossos extensionistas sabem da importância em abraçar esse desafio de levar o censo às agroindústrias, uma vez que os dados irão subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do segmento e contribuir para a modernização do programa.”
O diagnóstico representa mais um passo no fortalecimento da agroindústria familiar gaúcha, ampliando o conhecimento sobre o setor e contribuindo para o desenvolvimento de ações estratégicas voltadas aos produtores familiares.
Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF)
As agroindústrias que pertencem ao Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) podem participar das feiras da Agricultura Familiar promovidas pela SDR. Em 2025 o Peaf alcançou um Marco com a certificação de inclusão da agroindústria de número 2.000, o que reforça o compromisso do governo com a valorização das famílias rurais, impulsionando o avanço econômico e social em todas as regiões do Estado.
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Operação apreende 28 toneladas de defensivos agrícolas irregulares em Minas Gerais
Fiscalização em Patos de Minas também encontrou sementes e fertilizantes com indícios de irregularidades em galpão clandestino.

Nos dias 09 e 10 de março, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), deflagrou a Operação “Dólos”, correspondente à Ronda Agro CXXIV. A ação foi realizada no município de Patos de Minas (MG) e teve como objetivo combater a falsificação e o comércio irregular de defensivos agrícolas.
Durante a operação, foram apreendidas aproximadamente 28 toneladas de defensivos agrícolas com indícios de irregularidades em um galpão utilizado para armazenamento clandestino, sem registro nos órgãos competentes. Parte dos produtos estava acondicionada em galões sem qualquer tipo de rotulagem, o que indica possível falsificação ou irregularidade na comercialização.
No mesmo local, os fiscais também encontraram outros insumos agrícolas com indícios de irregularidades, entre eles sementes, totalizando 10,5 toneladas, e fertilizantes, que somaram 20,5 toneladas.
A operação foi realizada de forma integrada entre o Mapa, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação contou ainda com o apoio da Polícia Civil de Patos de Minas (MG), da Seção de Inovação Tecnológica da Superintendência de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SIT/SII/SSP-GO) e do Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (CIISPA), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
De acordo com Marcela Ferreira Rocha, coordenadora de Fiscalização de Agrotóxicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a apreensão de agrotóxicos falsificados na operação demonstra a importância da fiscalização para proteger a saúde da população, o meio ambiente e a produção agrícola.
Além das penalidades legais, o uso de produtos falsificados ou irregulares pode causar danos irreversíveis às lavouras, contaminar o solo e os recursos hídricos e comprometer a credibilidade da produção agrícola mineira.
No local, foram adotadas medidas administrativas, como a interdição e autuação do estabelecimento, além do início dos procedimentos relacionados à apuração criminal. O prejuízo estimado aos infratores, considerando o valor dos produtos apreendidos, ultrapassa R$ 3,2 milhões.
“Os resultados das operações de coerção a ilícitos agropecuários reforçam a importância da cooperação entre os diferentes órgãos de fiscalização e forças policiais, fortalecendo o combate ao comércio ilegal e ampliando a capacidade do Estado de coibir práticas criminosas”, ressalta a diretora do Departamento de Serviços Técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Graciane Castro.
As operações conduzidas pelo Vigifronteiras são estratégicas para retirar de circulação insumos agrícolas irregulares, que não apresentam garantia de qualidade e podem representar riscos aos produtores rurais, à sanidade vegetal, ao meio ambiente e à saúde pública. As ações também reforçam o compromisso do Mapa com a prevenção e repressão às práticas ilegais no comércio de insumos agropecuários.
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Brasil e Angola discutem cooperação para impulsionar produção agrícola
Reuniões em Brasília tratam de investimentos, transferência de tecnologia e desenvolvimento de projetos produtivos no país africano.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu, na última terça-feira (10), em Brasília, uma delegação do governo de Angola para discutir o Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola. O encontro marcou o início de uma série de reuniões técnicas realizadas entre os dias 10 e 12 de março, voltadas à construção de um modelo de cooperação bilateral para o desenvolvimento do setor agrícola angolano.
A reunião foi conduzida pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi. A proposta do programa é estimular investimentos privados, promover a transferência de tecnologia e ampliar o compartilhamento de conhecimento técnico do Brasil, com foco no fortalecimento da produção agrícola em Angola e no avanço da cooperação técnica, comercial e institucional entre os dois países.
Durante o encontro, Billi apresentou a experiência brasileira no desenvolvimento da agropecuária nas últimas décadas. Segundo ele, avanços científicos na correção de solos, adaptação de cultivares e melhoramento genético animal, aliados a políticas públicas como o Plano Safra e o zoneamento agrícola de risco climático, contribuíram para elevar a produtividade do setor no país.
O assessor especial do Mapa, Carlos Ernesto Augustin, destacou que a cooperação agrícola entre Brasil e Angola pode ser favorecida pelas semelhanças climáticas e agroecológicas entre os dois países, além da proximidade cultural e linguística. De acordo com ele, mais de 20 produtores rurais brasileiros já demonstraram interesse em investir no território angolano.
Representando o governo de Angola, o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Custódio Vieira Lopes, afirmou que a parceria com o Brasil pode contribuir para a modernização da agricultura no país africano. Segundo ele, a cooperação abre oportunidades para transferência de tecnologia, capacitação profissional, desenvolvimento de cadeias produtivas e ampliação da produção agrícola.
Pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura, Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto, ressaltou que o programa também pode ampliar o fluxo de investimentos, bens, serviços e tecnologia entre os dois países. Ele destacou ainda que as semelhanças entre o Cerrado brasileiro e a savana angolana favorecem a adaptação de tecnologias agrícolas desenvolvidas no Brasil.
Durante o encontro, as delegações analisaram os principais pontos da proposta brasileira para o programa. A iniciativa prevê a disponibilização de áreas agricultáveis, a criação de linhas de crédito, o estabelecimento de marcos regulatórios para garantir segurança jurídica aos investimentos e a transferência de tecnologias voltadas à produção agrícola sustentável.
Entre as condições discutidas está a disponibilização inicial de 20 mil hectares para a produção de grãos. A proposta também inclui garantias para operações de financiamento, participação de instituições financeiras locais, autorização para o uso de sementes com biotecnologia e mecanismos que permitam a exportação de parte da produção.
O modelo prevê ainda a participação de produtores brasileiros no desenvolvimento agrícola das comunidades locais, com oferta de assistência técnica, parcerias com escolas técnicas para capacitação profissional e implantação de agrovilas com infraestrutura básica. Parte da produção deverá ser destinada ao abastecimento do mercado interno angolano.
As delegações dos dois países devem continuar as discussões técnicas nos próximos dias para avançar na definição do marco institucional e operacional do Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola.



